José “Mão de vaca” condenado a seis anos e dois meses por roubos em Braga

Crime
Foto: O MINHO

O Tribunal de Braga condenou hoje José Oliveira, conhecido como “José Mão de vaca”, a seis anos e dois meses de prisão por furtos e roubos praticados entre março e outubro de 2020, na cidade de Braga. Foi também condenado pelo crime de violência depois do roubo/furto.

O homem, de 48 anos, vai ainda ter de pagar às vítimas o valor de 4.850 euros e 112 euros ao Hospital de Braga por causa do tratamento a uma das vítimas.

O tribunal declarou que a principal fonte de rendimentos de “Mão de vaca” era a de mendigar à porta de supermercados, para além de ser arrumador de carros.

Nem foi preciso ouvir as testemunhas, porque José, residente em Santa Tecla, confessou os seis crimes de roubo e furto que praticou em Braga ao longo de 2020.

O Tribunal juntou os seis inquéritos-crime de que foi alvo, o primeiro dos quais está relacionado com um roubo que fez a 16 de março de 2020, quando foi a casa, no Fujacal, de uma mulher, de nome Celeste, sua conhecida, e lhe pediu algumas roupas para vestir, dado que – disse – andava a viver na rua e estava frio.

A mulher dirigiu-se para um quarto da casa e atendeu um telefonema, e nesse instante, o José meteu ao bolso quatro relógios e um fio em metal, tudo valendo 102 euros. De seguida, ela chamou-o para a cozinha para lhe dar de comer e ele sacou de uma navalha, ameaçou que a agredia e arrancou-lhe com força os brincos que trazia – avaliados em 120 euros – e ainda tentou levar as alianças dos dedos.+

O segundo crime foi praticado a 15 de maio: entre as 21:35 e as 21:40, o arguido dirigiu-se a casa de uma outra mulher, a Maria Júlia, também sua conhecida, na Rua do Cantinho e pediu-lhe dinheiro. Ela pegou numa carteira que tinha no hall de entrada para tirar alguns trocos e ele, que ficara à porta, irrompeu pela casa dentro e tirou-lha com força, fugindo de seguida e ficando com os 50 euros que continha.

Na Farmácia Santos

O terceiro ilícito foi praticado a 02 de junho, pelas 22:25, quando o arguido entrou na Farmácia Santos, em São Vicente e pediu um copo de água, o que o funcionário fez. A seguir, o José dirigiu-se para a porta de saída, mas o trabalhador seguiu-o e tentou evitar que saísse levando produtos de bebé, no valor de 50 euros. Aí, ele empunhou uma faca de cozinha e avisou-o de que, se não o deixasse abandonar a farmácia, lhe daria uma facada. Temendo pela vida, o funcionário desviou-se da porta e o homem fugiu.

Agressão com tesoura

A 15 de junho, foi, pelas 20h45 ao estabelecimento «Reticências» e pediu ao dono, seu conhecido, um isqueiro. Este virou costas e quando se virou, o “Mão de vaca” tinha uma tesoura na mão, com a qual lhe deu golpes na mão esquerda e num joelho. Após o que, arrancou a caixa registadora e levou-a, com 50 euros em dinheiro, um cartão multibanco e documentos.
Em novembro, o arguido viu um homem, que estava acompanhado de outro, com um telemóvel na mão, um Alcatel, que valia 105 euros. Aproximou-se e, num gesto repentino, arrancou-lho da mão e pôs-se em fuga.

Facadas no café

A 26 do mesmo mês, foi ao café Gothan, na Avenida General Norton de Matos, e pediu à funcionária, de nome Maria, que lhe emprestasse cinco euros, ao que ela respondeu que não podia fazê-lo. Ato seguido, debruçou-se sobre o balcão, e tirou-lhe um Iphone, no valor de 300 euros. Nesse instante, a empregada pediu ajuda ao dono, José Alves, que estava na esplanada e este tentou recuperar o telemóvel, agarrando o arguido. Só que este sacou da navalha e deu-lhe três golpes na nuca, no pescoço e no braço. E saiu a correr.

Acabou por ser acusado de cinco crimes de roubo, um na forma agravada, e um sexto de violência após subtração.

 
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