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Braga

José Manuel Fernandes reage às acusações de não querer apoiar refugiados

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Quatro eurodeputados – que entretanto passaram a três-, estão a ser alvo de críticas nas redes sociais por alegadamente terem votado contra uma moção apresentada na quinta-feira sobre busca e salvamento de refugiados no Mediterrâneo. Dois deles são do Minho. Mas, na realidade, apenas um deles votou contra. Tudo começou com um artigo de opinião de Marisa Matias (Bloco de Esquerda).


José Manuel Fernandes (Vila Verde) e Nuno Melo (Famalicão) não foram diretamente apontados pela eurodeputada Marisa Matias, que, através de um texto de opinião no site de propaganda do BE, apontou “uma votação” que seria “contra uma moção para o plano de busca e resgate de refugiados no Mediterrâneo”.

“Aconteceu o impensável na minha cabeça. A proposta de salvar vidas foi chumbada por dois votos, 290 contra 288. Um murro no estômago, um nó na garganta. Pensei para comigo: há mesmo uma maioria de representantes que quer que continuem a morrer pessoas no Mediterrâneo?”, questionou a eurodeputada de esquerda.

Mas as redes sociais foram buscar quatro exemplos de eurodeputados portugueses que terão votado contra esta proposta chumbada com a diferença de apenas dois votos no hemiciclo europeu. Uma das publicações mais partilhadas é da autoria de António Costa Santos, radialista da Antena 2, conhecido por defender o apoio aos migrantes em solo europeu.

Nas redes sociais, os quatro nomes apontados passaram depressa a três, já que Maria da Graça Carvalho (PSD) veio a público dizer que o voto contra se tratou de um lapso “técnico”, tendo depois sido reposto como a favor. Nuno Melo (CDS) e Álvaro Almado (PSD) votaram efetivamente contra a moção apresentada.

José Manuel Fernandes fala em “vergonha”

José Manuel Fernandes (PSD) absteve-se na votação. Mas não nas redes sociais. O eurodeputado, antigo presidente da Câmara de Vila Verde e presidente da distrital de Braga do PSD, escreveu na sua página de Facebook um feroz ataque à “esquerda portuguesa, sobretudo a radical”, a quem apelida de “campeã da demagogia e das meias verdades”.

JMF relembra que se absteve na moção mencionada por se tratar de “um texto mau”, e que “entre um texto mau ou nenhum”, prefere “nenhum”. Diz também que uma outra moção referente a este tema foi apresentada pelo Partido Popular Europeu [ao qual pertence], e que a esquerda votou contra. “Se eu também fosse demagogo diria que eles são contra o salvamento dos refugiados”, escreve JMF.

A proposta em questão, que diverge em alguns aspectos da apresentada pela esquerda europeísta, instava os Estados-Membros e a Frontex [Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira], a intensificarem os seus esforços de apoio às operações de busca e salvamento no Mediterrâneo, não sendo verdade que os eurodeputados “votaram contra a busca e salvamento dos refugiados”, como se lê em vários comentários nas redes sociais.

Sobre o projeto de busca e resgate, José Manuel Fernandes dá conta da falta de consenso entre as diferentes bancadas do Parlamento Europeu. Diz mesmo ser o seu “maior lamento” em toda esta novela e aponta essa falta de entendimento como “uma vergonha”.

O eurodeputado recorda a declaração de voto aquando se absteve sobre esta matéria, apontando que “a União Europeia é um projeto humanista, universal, que não deixa ninguém para trás” e que “é também um condomínio sólido, seguro, que devemos preservar”.

“Assim, o fortalecimento da resposta europeia aos naufrágios no Mediterrâneo é, sem dúvida, premente. Em particular, as operações de busca e salvamento são essenciais para salvar vidas humanas, mas também para lutar contra entidades criminosas que hoje traficam seres humanos nesta região”, relembra JMF.

No entanto, a abstenção deveu-se à falta “da promoção do equilíbrio necessário para tornar as fronteiras da União num lugar mais seguro e humano”, indicando que a moção “favorece a criação de negócios privados, à conta de um drama que nos toca a todos”.

Nuno Melo diz ser “falso” votar contra salvamento de refugiados

Nuno Melo, também visado nas críticas, já reagiu através das redes sociais, indicando que a afirmação de que terá votado contra salvamento de refugiados é “falsa, insidiosa e revela o carácter de quem a profere”.

O centrista, à semelhança de José Manuel Fernandes, relembra a proposta apresentada anteriormente que foi rejeitada por vários eurodeputados afetos à esquerda.

“Só por absurdo se poderia imaginar que uma maioria dos deputados no Parlamento Europeu desejasse a morte de quem seja. Causa perplexidade esta conclusão tão óbvia não ocorrer a quem coloca essa possibilidade”, acrescenta.

Nuno Melo explica que “foram várias as propostas sujeitas a votação e não apenas uma, com o mesmo objetivo”, sendo que o PPE, grupo a que pertence, “apresentou uma proposta com o mesmíssimo fim – entre outras coisas, cuidar do resgate e salvamento de pessoas em risco no Mediterrâneo -, proposta esta que foi chumbada”.

“Ou seja, significa isto que não foi apenas a proposta do relator socialista (B9-0154/2019) que foi chumbada com votos da direita. Foram todas propostas, nomeadamente as referidas, com votos da esquerda”, acrescenta.

Terminando, Nuno Melo explica que votou contra esta última proposta por não existir uma diferenciação entre “migrantes e refugiados” e porque esta proposta daria mais poder às ONG.

Notícia atualizada com reação de Nuno Melo

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Braga

Projeto para ‘resort’ de luxo em quinta de Vila Verde ainda não passou ao papel

Turismo

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Foto: DR

O projeto para construção de um resort de luxo na freguesia de Cabanelas, em Vila Verde, ainda não passou para o papel, tendo primeiro que ser feito um Pedido de Informação Prévia à Câmara, algo que ainda não aconteceu.

A construção do empreendimento turístico está a ser equacionada pelo empresário Hernâni Vaz Antunes, um dos homens mais ricos de Braga, com ligações à empresa ALTICE, e que comprou aquela quinta em 2019 à família de Mesquita Machado.

O MINHO contactou o presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela, mas este não se quis pronunciar sobre o assunto por ainda estar tudo numa fase muito embrionária, podendo mesmo nunca chegar a acontecer.

Para aquela construção, é necessário proceder a alteração do Plano Diretor Municipal, uma vez que se situa em área agrícola.

A quinta em questão – Quinta do Salgueirô – pertenceu durante décadas à família Pachancho, uma das mais conhecidas famílias de industriais de Braga.

Ao contrário do que O MINHO avançou inicialmente, a quinta foi mesmo comprada por Mesquita Machado, há cerca de 20 anos, passando a mulher a gerir aquele espaço que produz vinho de marca com o mesmo nome da quinta.

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Braga

Homem ferido em colisão com camião em Vila Verde

Acidente

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Um homem de 40 anos sofreu ferimentos nesta madrugada após estar envolvido numa colisão em Vila Verde.

A vítima, que conduzia uma viatura de marca Audi, terá colidido contra um camião no troço da Estrada Nacional 201 que atravessa a freguesia de Lage.

Apesar do aparato, o homem, residente em Lago, Amares, acabou por conseguir sair pelos próprios meios da viatura, não existindo necessidade de desencarceramento por parte dos serviços de emergência.

Já o camião ficou a derramar combustível na via, levando a que fosse acionada uma corporação de bombeiros para efetuar limpeza de via.

No local estiveram os Bombeiros de Vila Verde com uma ambulância e um VTTU, efetuando o transporte da vítima para o Hospital de Braga.

A GNR registou a ocorrência.

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Braga

Atropelamento em Vila Verde faz um ferido grave

EN 101

em

Foto: Hugo Almeida no grupo de Facebook "Moina na Estrada"

Um homem de 50 anos sofreu ferimentos graves na sequência de um atropelamento em Vila Verde, ao início da noite desta sexta-feira.

A vítima terá sido colhida junto à zona de restauração de Soutelo, na Estrada Nacional 101.

No local estiveram os Bombeiros de Vila Verde apoiados pela equipa médica da VMER de Braga.

A vítima foi transportada para o Hospital de Braga com acompanhamento médico.

A GNR registou a ocorrência.

(notícia atualizada às 21h36 com mais informação)

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