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Jornalista revela em Braga “cancros” da saúde portuguesa

Livro apresentado domingo na FNAC de Braga

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Foto: DR

Um livro revelando os “cancros” do sistema da saúde em Portugal e depoimentos inéditos de 14 enfermeiros sobre a realidade, será apresentado domingo na FNAC de Braga, com a presença do seu autor, o jornalista Rui Costa Pinto, antigo responsável em Braga pelos jornais “Diário Económico” e “Semanário Económico”, também editor de obras literárias.

Foi logo a partir do fenómeno das greves dos enfermeiros portugueses, que o jornalista Rui Costa Pinto quis saber “qual a verdadeira razão dos estrangulamentos da saúde, dando voz aos profissionais, em que pela primeira são os profissionais a denunciar as situações.

O livro, “Saúde + Enfermeiros”, prefaciado pela bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, tem despertado muito interesse no setor da saúde dado o seu ineditismo, motivado porque “ Portugal nunca havia assistido aos enfermeiros num tal pé de guerra, durante tanto tempo, com tanta determinação e convicção, e sem o mais ténue sinal de fraqueza ou desistência”, diz Rui Costa Pinto, para quem “é a vida ou a morte que estão em causa na saúde, esta bastonária conseguiu mobilizar os enfermeiros portugueses para denunciarem a realidade que se vive nos hospitais, quer nos públicos, quer nos privados”.

Segundo Rui Costa Pinto, “com estes depoimentos de 14 enfermeiros há uma denúncia que constitui um fator de exigência dos profissionais, é cidadania ativa”, daí o nome de um dos capítulos do seu mais recente livro, “Saúde + Enfermeiros”, a ser apresentado ao final da tarde do próximo domingo, na FNAC/Braga, no Centro Comercial Braga Parque, a partir das 16h30, por João Paulo Carvalho, presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros, com presença de diversos profissionais ligados a este setor, mas também de outros cidadãos, dada a abrangência de um tema tão transversal como a saúde.

“Existem estrangulamentos visíveis e invisíveis do setor da saúde, problemas exógenos que ninguém quer resolver, tudo isso porque serve certos interesses instalados”, explica o jornalista Rui Costa Pinto, salientando que “os enfermeiros, como de resto todos os profissionais de saúde, têm assim o dever de denúncia”, refere o autor do livro, até porque “começa a haver em Portugal também processos judiciais pela responsabilidade civil decorrente da sua atividade profissional, como de resto sucede em muitos outros países”.

“A desorganização total, a partidarização das nomeações de pessoas que não percebem nada, as listas de espera das cirurgias, entre outras situações nunca abordadas assim”, fazem parte deste livro, revela Rui Costa Pinto, acerca do tema do seu mais recente livro.

Rui Costa Pinto, de 58 anos, jornalista, escritor e editor, é também autor dos livros “O caso Universidade Moderna”, “Guida Maria – Uma Vida”, “José Sócrates – o homem e o líder – biografia não autorizada” e “Voos ‘Secretos’ da CIA – Uma Vergonha”.

Prefácio de Ana Rita Cavaco

Ana Rita Cavaco, bastonária da Ordem dos Enfermeiros, é a autora do prefácio, referindo que “não há viagem sem verdade, sem compromisso, o autor chama-lhe ‘Cidadania Activa’, é talvez um dos capítulos mais desafiantes deste livro, senti ao longo dos últimos anos que Portugal não estava preparado para quem viesse falar verdade no sector da Saúde, mostrar as feridas, duvidar dos diagnósticos e combater as receitas”.

“Foi por isso que pedi aos enfermeiros que não tivessem medo de denunciar o caos nos serviços, a falta de material, a carência de recursos humanos e até o compadrio nas nomeações”, segundo acrescenta a bastonária da Ordem dos Enfermeiros.

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Vereador de Guimarães agradece aos autarcas socialistas no pós-pico da pandemia

Política

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Ricardo Costa, vereador da Câmara de Guimarães e candidato a Presidente da Federação Distrital de Braga do PS, em conjunto com Anabela Real, candidata a Presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas – ID, transmitiram “uma palavra de reconhecimento e gratidão” aos autarcas socialistas do distrito.

Para os candidatos, “a intervenção dos presidentes de Junta de Freguesia tem sido permanentemente sinónimo de sucesso e de superação e o contexto da pandemia veio reafirmar essa dimensão”.

Ricardo Costa e Anabela Real, consideram também que “os presidentes de Câmara eleitos pelo Partido Socialista, no trabalho em equipa com os seus vereadores, têm sido um exemplo de entrega e de responsabilidade”.

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Covid-19: França ultrapassa os 28 mil mortos com mais 483 novos óbitos

Pandemia

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Foto: DR / Arquivo

O número total de mortos em França, por causa da pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus, aumentou hoje para 28.108, com mais 483 óbitos registados nas últimas 24 horas, anunciou o Ministério da Saúde francês.

Este aumento exponencial do número de mortos face ao dia anterior (96) ficou a dever-se à correção do número de vítimas mortais nos lares.

Assim, do total de vítimas mortais causadas pelo novo coronavírus, 17.466 foram registadas em unidades hospitalares e 10.642 ocorreram em lares de idosos e centros para pessoas que, por motivos de saúde ou incapacidade, necessitam de prestação de cuidados constantes.

Atualmente há 19.361 pessoas hospitalizadas em França devido ao novo coronavírus e 2.087 desses pacientes estão internados nos cuidados intensivos.

Nas últimas 24 horas foram confirmados 120 novos casos no país, elevando o número total desde o início da pandemia para 142.411. Há 61.213 pessoas curadas da covid-19 em França.

França é atualmente o quarto país no mundo com mais mortos devido ao novo coronavírus a seguir aos Estados Unidos da América (88.730 mortos), Reino Unido (34.636 mortos) e Itália (31.908 mortos).

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou perto de 312 mil mortos e infetou mais de 4,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,6 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Covid-19: Itália acentua descida com 145 mortes e 675 casos em 24 horas

Pandemia

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Foto: DR / Arquivo

Itália registou nas últimas 24 horas 145 mortes associadas à covid-19 e 675 novos casos de infeção por coronavírus, números que acentuam a tendência de descida da curva epidemiológica num dos países mais afetados do mundo.

Desde o início da pandemia em Itália, em fevereiro, o país registou 31.908 mortes em 224.760 casos, segundo números hoje divulgados pela Proteção Civil.

Os números de hoje são inferiores desde logo aos de sábado, dia em que se contabilizaram 875 novos casos de infeção e 153 mortes, embora as autoridades frisem que, no sábado, realizaram-se 60.101 testes, menos cerca de 9.000 que na sexta-feira.

A Lombardia (norte), região onde começou o surto, continua a ser a mais afetada do país, registando nas últimas 24 horas 326 novos casos, cerca de metade do total do país.

Há hoje 68.351 pessoas doentes, menos 1.836 que na véspera, 10.311 das quais hospitalizadas, 762 de entre elas em unidades de cuidados intensivos.

A tendência de baixa registada na curva epidemiológica levou o governo italiano a acelerar o desconfinamento, permitindo a reabertura de praticamente todos os estabelecimentos comerciais a partir de segunda-feira.

O primeiro-ministro, Giuseppe Conte, anunciou hoje que as piscinas e os ginásios vão reabrir a 25 de maio e teatros e cinemas a 15 de junho.

Itália decidiu também reabrir fronteiras com os países da União Europeia (UE) a 3 de junho.

Surgido em dezembro na China, o SARS-CoV-2 já infetou 4,6 milhões de pessoas em todo o mundo, quase 312 mil das quais morreram, segundo um balanço de hoje da agência AFP.

A Europa é a região do mundo mais afetada pela pandemia de covid-19, com 165 mil mortos e mais de 1,8 milhões de casos.

Depois do Reino Unido (34.636 mortes e 243.303 casos), Itália é o segundo país europeu mais afetado.

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