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Futebol

Jogo entre Moreirense e Paços de Ferreira adiado para 01 de dezembro

Covid-19

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Foto: DR

O jogo entre Moreirense e Paços de Ferreira, da sétima jornada da I Liga de futebol, que deveria ser realizado no sábado, foi adiado para 01 de dezembro, às 21:45, anunciou hoje a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

Os ‘cónegos’ solicitaram esta semana à LPFP o adiamento do duelo, que iniciaria às 15:30, com arbitragem de Rui Costa, da associação do Porto, “por entender não haver condições humanas, de segurança e de saúde pública para a sua realização”, até porque estariam em campo “duas equipas dos concelhos mais assolados pela covid-19”.

O Moreirense tem 21 atletas com testes positivos para o novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, cenário que abrange toda a equipa técnica, dois elementos do ‘staff’ e o presidente da SAD, Vítor Magalhães, enquanto um dos jogadores é reincidente na infeção, depois de mais de 90 dias sobre a primeira cura e seis estão lesionados.

Sem equipa B nem sub-23, os vimaranenses têm 28 jogadores inseridos nos quadros da Liga de clubes, dos quais apenas dois escaparam à medida obrigatória de recolhimento domiciliário imposta pela autoridade de saúde local, que se estende a outros cinco futebolistas e mais cinco membros com responsabilidades na organização dos jogos.

​​​​​​​Face ao alastrar da situação, a administração dos minhotos decidiu na terça-feira suspender com efeitos imediatos os treinos do plantel principal, em articulação com o departamento médico, enquanto o Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas e outras instalações do clube recebiam os habituais trabalhos de desinfeção.

O plano de retoma das competições profissionais da Liga de clubes encara um caso de infeção pelo novo coronavírus como uma lesão e estabelece um número mínimo de sete jogadores, entre os quais um guarda-redes e um capitão, para a realização das partidas, condições inviabilizadas junto da estrutura minhota, cuja maioria está assintomática.

O Paços de Ferreira assegurou ter “prontamente demonstrado a sua disponibilidade” para discutir o reagendamento do jogo com o Moreirense, mas descarou quaisquer responsabilidades em todo o processo, considerando que “não pode assumir e transformar o infortúnio de terceiros num problema seu”.

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Futebol

Sexta derrota do SC Braga nos tribunais

Indeferido pedido de 658 mil euros do clube ao ex-diretor do Bingo

Foto: Dr / Arquivo

É a sexta derrota judicial do SC Braga em 12 anos no litígio com o ex-diretor do extinto Bingo do clube Sebastião Carvalho Campos, defendido pelo advogado Nuno Albuquerque. Em 12 de janeiro, o Juízo Central Cível do Tribunal de Braga indeferiu uma ação do SC Braga, de 658 mil euros, contra ele, considerando-se “incompetente” para julgar o caso.

O Tribunal considerou-se “incompetente para conhecer e apreciar o processo”, absolvendo-se o réu da instância. O clube, que não desiste da intenção de processar o ex-diretor, defendia que o ex-gestor do Bingo tinha alterado o valor do seu vencimento mensal, que seria de 2,500 euros e não de 6.069 como reclamou num processo no Tribunal de Trabalho.

O MINHO tentou, mas não conseguiu, falar com o Gabinete de Imprensa do clube e com o seu presidente, António Salvador.

Em outubro, o SC Braga foi condenado, pela quinta vez, a pagar 800 mil (648 mil, mais juros) ao ex-diretor do Bingo, mas recorreu para o Tribunal Constitucional e meteu a ação cível. E já havia feito uma denúncia-crime por falsificação de documentos e da contabilidade, que está em investigação no Ministério Público.

O diferendo, que tem 12 anos, radica no despedimento coletivo decidido pela então nova direção, presidida por António Salvador, para encerramento do Bingo, que dava prejuízo. O clube reintegrou três trabalhadores e indemnizou outros quatro. Sobrou o ex-diretor que queria quase dois milhões de euros de indemnização.

O caso foi julgado no Tribunal de Trabalho, que deu razão ao ex-diretor, obrigando o SC Braga a pagar-lhe 792 mil. O clube fez um recurso de revisão da sentença, e o caso regressou ao mesmo Tribunal, onde foi rejeitado. De seguida, o Tribunal da Relação de Guimarães indeferiu um outro recurso e o mesmo fez, por duas vezes, o Supremo.

Adulteração

O SC Braga argumentou ter dados novos, que provariam que o ex-diretor teria adulterado os recibos de vencimento.

Esta tese não foi aceite pelo Tribunal que conferiu os vários recibos, nomeadamente um de fevereiro de 2006 de 1.500 euros.

O juiz deu, também, como provado que recebia diuturnidades de 122,50 e subsídio de alimentação, de 178,25. Antes desta sentença, o SCB prestou uma caução bancária de 800 mil euros para evitar que a Taça de Portugal, a primeira conquistada em 1966, fosse penhorada e posta à venda.

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Futebol

“Super” Vizela vence Penafiel e é terceiro à condição na II Liga

O Vizela venceu hoje o Penafiel 3-1, na 16.ª jornada da II Liga de futebol, num jogo em que começou a perder e em que os seus centrais estiveram em evidência, ao marcarem todos os seus golos.

Bruno César, ex-jogador do Sporting e do Benfica, que seria expulso no final da primeira parte, colocou o Penafiel em vantagem, aos 18 minutos, mas Matheus (35 e 84) e Aidara (72) operaram a reviravolta para o Vizela.

Os minhotos sobem provisoriamente ao terceiro lugar (o Feirense só joga domingo, frente ao FC Porto B) e já espreitam o segundo classificado (Académica, a quatro pontos), cavando um fosso de quatro pontos para os adversários de hoje, quintos classificados.

O Vizela continua a sua espetacular campanha no regresso à II Liga, somando a quarta vitória consecutiva e o oitavo jogo sem perder, enquanto o Penafiel registou a terceira derrota seguida no campeonato.

O jogo começou a um ritmo intenso e muito disputado a meio-campo, mas com um ascendente para os visitantes, que o materializaram aos 18 minutos, com um grande golo de Bruno César, que rematou de primeira, à entrada da área, após assistência de Gustavo Henrique.

A equipa da casa lidava mal com a agressividade do Penafiel e sentia muitas dificuldades em ligar o jogo.

O seu primeiro lance de algum perigo só surgiu aos 33 minutos, com Cassiano a cabecear ao lado, lance que precederia o golo do Vizela: livre cobrado por Marcos Paulo e Matheus, de cabeça, igualou a partida, aproveitando bem a má saída de Luís Ribeiro da baliza (35).

Antes do intervalo, Bruno César viu dois cartões amarelos no espaço de pouco mais de cinco minutos, pelo que o Penafiel jogou toda a segunda parte com menos uma unidade.

A equipa de Pedro Ribeiro aguentou a investida do Vizela até aos 72 minutos, quando, na sequência de um canto, e de um amortecimento ao segundo poste, Aidara rematou no ‘coração’ da área, sem hipóteses de defesa para Luís Ribeiro.

Matheus ‘bisaria’ na partida, quando, aos 84 minutos, entrou de rompante ,após um canto de Marcos Paulo, e, novamente de cabeça, sentenciou o resultado final para a turma de Álvaro Pacheco.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio do FC Vizela.

Vizela – Penafiel, 3-1.

Ao intervalo: 1-1.

Marcadores:

0-1, Bruno César, 18 minutos.

1-1, Matheus, 35.

2-1, Aidara, 72.

3-1, Matheus, 84.

Equipas:

– Vizela: Pedro Silva, João Pedro (Ericson, 83), Matheus, Aidara, Kiki, Marcos Paulo, Samu, André Soares (Cardozo, 83), Francis Cann (Kiko Bondoso, 57), Tavinho (Richard Ofori, 88) e Cassiano (Diogo Ribeiro, 82).

(Suplentes: Ivo, Marcelo, Ericson, David, Leonel Mosevich, Kiko Bondoso, Richard Ofori, Cardozo e Diogo Ribeiro).

Treinador: Álvaro Pacheco.

– Penafiel: Luís Ribeiro, Denis, David Santos, Paulo Henrique, Coronas (Alan Schons, 76), Bruno César, João Amorim, Simão, Pedro Prazeres (Robinho, 76), Gustavo Henrique (Ronaldo, 69) e Pedro Soares (Vitinha, 46).

(Suplentes: Emanuel Novo, Vitinha, Cassiano, Leandro, Alan Schons, Rafa Sousa, Robinho e Ronaldo).

Treinador: Pedro Ribeiro.

Árbitro: João Pinheiro (Braga).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Pedro Prazeres (39), Bruno César (40 e 45+1), Samu (62), Kiko Bondoso (90+1), Denis (90+1). Cartão vermelho por acumulação de cartões amarelos para Bruno César (45+1).

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Futebol

“Parte do relvado era para patinagem artística”

Carlos Carvalhal

Imagem: Next / SC Braga

Declarações após o jogo Paços de Ferreira-SC Braga, que terminou com a vitória dos pacenses, por 2-0, da 14.ª jornada da I Liga de futebol:

Carlos Carvalhal (treinador do SC Braga): “Antes de mais, quero dar os parabéns ao Paços pela vitória. Fizemos uma abordagem boa, dominámos completamente na primeira parte, com quatro boas oportunidades para marcar, e não permitimos que o Paços chegasse perto da nossa baliza.

O Esgaio e o Galeno são importantes nos corredores e sentiram dificuldades em cada uma das partes, porque houve um corredor que não deu para jogar.

Quem marcasse primeiro, em função das condições do relvado, ficaria com vantagem, porque depois bastava defender apenas numa parte do relvado, uma vez que do outro era patinagem artística.

Criámos boas oportunidades, entrámos bem na segunda parte, o Abel podia ter marcado, depois há o golo do Paços e, animicamente, acabámos por cair um pouco. No momento em que íamos fazer as substituições, sofremos o segundo. Houve uma reação da nossa parte, tentámos até ao final chegar à baliza, mas o Paços começou a jogar em contra-ataque”.

Pepa (treinador do Paços de Ferreira): “Jogámos contra uma equipa tremenda, que tem um treinador de excelência e só um Paços a roçar a perfeição conseguiria ganhar.

Vencemos com a inteligência dos jogadores. Entrámos com as linhas juntas, sabíamos que íamos ter dificuldades, porque o Braga varia muito o sistema. Já o tinha dito na antevisão que íamos defrontar um adversário muito complexo, que varia o sistema com facilidade e com os mesmos jogadores.

Na segunda parte, percebemos o que tínhamos a fazer, alargando mais o campo para dar espaço para os nossos interiores, e o golo do Bruno surgiu com esse espaço alargado que demos ao jogo, o que nos deu confiança.

O melhor que nos podia ter acontecido foi o zero na nossa baliza, depois tivemos mais bola na segunda parte e os golos surgiram com naturalidade.”

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