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Ave

João Sousa eliminado na segunda ronda de Roland Garros

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O tenista vimaranense João Sousa, 26.º cabeça de série, foi eliminado hoje na segunda ronda do torneio francês de Roland Garros, segundo ‘Grand Slam’ do ano.

O 29.º do ‘ranking’ mundial perdeu com o letão Ernests Gulbis, 80.º da hierarquia, em três ‘sets’, pelos parciais de 6-2, 7-5 e 6-3.

João Sousa tinha alcançado pela terceira vez a segunda ronda de Roland Garros, voltando a falhar o apuramento para a terceira eliminatória.

O jogador português e Gulbis também se cruzaram pela terceira vez no circuito, com o letão a manter em Paris o pleno de vitórias neste frente a frente.

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Guimarães

Guimarães liga iluminação de Natal a 24 de novembro

Programa

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Foto: Divulgação

Foi apresentada, esta segunda-feira, 18 de novembro, a programação de Natal da Câmara de Guimarães, pela mão da vice-presidente da autarquia, Adelina Pinto.

O programa pretende “corresponder à vontade dos vimaranenses” e “ser atrativo para quem nos visita”, apontou ainda a vice-presidente da Câmara Municipal de Guimarães, sublinhando a ligação à “cultura”, “entretenimento”, “património” e “atratividade da cidade”.

No dia 24 de novembro será ligada a iluminação pelas ruas da cidade. A abertura oficial do programa está agendada para 07 de dezembro, com uma arruada natalícia, com início no Largo dos Laranjais em direção ao Largo do Toural (17:00), seguindo-se espetáculo de Árvore de Natal (18:00) e o espetáculo de som e luz, na Alameda de S. Dâmaso. Decorrerá, entretanto, a abertura do Mercado de Natal, no Jardim da Alameda (18:30). O número de mercadores ultrapassa as três dezenas, vocacionados para a área da alimentação, artesanato, decoração, doçaria, literatura e produtos infantis.

No horário de funcionamento do Mercado de Natal estão previstas ações de animação desde teatro à música, que se estendem a várias ruas de Guimarães, entre atividades diversas para as crianças, entre as quais “Debaixo do Azevinho”, “Fábrica do Chocolate”, “Marionetas do Circo”, “Dom Azevinho”, “O Pai Natal está cá” e o “O Natal dos Afonsos”.

A celebração do 18.º aniversário da inscrição do Centro Histórico de Guimarães na Lista do Património Cultural da UNESCO assinala-se com atividades nos dias 13 e 14 de dezembro. Realiza-se no dia 13, sexta-feira, uma sessão oficial na Câmara Municipal de Guimarães (17:00), seguindo-se o concerto comemorativo do Centro Histórico a Património Cultural da UNESCO, por António Victorino d’ Almeida (Piano) e Ana Maria Pinto (Soprano), na Igreja de Santo António dos Capuchos e termina com a “Corrida do Património”.

Na Festa de Passagem de Ano mantém-se a tradição dos últimos anos, com um programa concentrado no Centro Histórico, pelo Largo da Oliveira, Praça de S. Tiago e estende-se ao Largo da Misericórdia, com Videomapping, DJ’s, VJ’s e Live Acts, afirmando-se como um dos maiores momentos festivos de passagem de ano na região norte de Portugal.

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Ave

Criação de Centro Tecnológico das Carnes em Famalicão avança no início de 2020

Investimento de cerca de um milhão de euros

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Foto: Divulgação / CM Famalicão

As obras para a criação do Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia da Indústria das Carnes (TECMEAT, CVTT-Indústria das Carnes), em Vila Nova de Famalicão, vão arrancar durante o primeiro trimestre de 2020, anunciou hoje a autarquia.

Em comunicado enviado a O MINHO, o município sublinha que a garantia surge depois do município ver aprovada a candidatura do financiamento para a criação desta infraestrutura ao Norte 2020 através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Com um investimento total previsto de 998.760 mil euros, o TECMEAT, CVTT-Indústria das Carnes contará com uma comparticipação de 812 mil euros, o que corresponde a 85% do valor.

Para o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, citado no texto, esta é “uma excelente notícia para a economia do concelho e do país, e uma alavanca fundamental para o desenvolvimento do setor do agroalimentar que é uma aposta estratégica para o futuro do nosso território”.

A infraestrutura vai ficar localizada no Centro de Investigação, Inovação e Ensino Superior de Famalicão – antigo complexo educativo da Escola Cooperativa de Ensino Didáxis de Vale de S. Cosme – onde estão já instalados os polos do IPCA (Instituto Politécnico de Cávado e do Ave) e do IPB (Instituto Politécnico de Bragança) com oferta dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais, em várias áreas. Em breve, o espaço irá receber também um laboratório de formação, investigação e conhecimento na área da Biologia Alimentar da Universidade do Minho.

Terá uma área de aproximadamente 560 metros quadrados, que beneficiará de obras de adaptação à estrutura, com vários espaços destinados ao fabrico e a processos de testes, ensaios, industrialização e qualidade dos produtos.

“É um espaço com todas as condições tecnológicas, de investigação e conhecimento para acolher esta ambiciosa estrutura”, afirma Paulo Cunha.

Refira-se que a candidatura foi apresentada através da TECMEAT – Centro de Competências para o Setor das Carnes, uma associação que foi criada por iniciativa do município há precisamente um ano, em novembro de 2018, com o objetivo de implementar esta estrutura estratégica para o concelho, congregando 16 instituições da região e do país.

“Com esta associação conseguimos congregar esforços e canalizar energias para a implementação deste Centro de Competências, o qual terá como missão potenciar o aumento da competitividade e inovação das empresas através do desenvolvimento científico e tecnológico e ser agente proporcionador do aumento das exportações e da criação de valor no setor das carnes de forma integrada e sustentável”, explica o autarca.

Paulo Cunha não esconde o orgulho pelo passo alcançado. “Estamos a falar de um centro que irá inovar pelo conceito assumindo-se como polinuclear, aproveitando a capacidade instalada em empresas, universidades e centros de investigação, entre outros”, adianta o autarca, acrescentando que “a nossa grande ambição é fazer um centro de competências que seja uma lição para o país ao nível do aproveitamento de recursos e das sinergias institucionais geradas”.

Refira-se que para além do município, a TECMEAT – Centro de Competências para o Setor das Carnes engloba ainda a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, a Agência Nacional de Inovação, a Confederação dos Agricultores de Portugal, a Associação Portuguesa dos Industriais de Carnes, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, a PortugalFoods, o Centro de Nanotecnologia, Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, a Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Ave, a Universidade Lusíada Norte, a Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário, o CITEVE – Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal e a Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto.

O setor agroalimentar é identificado como prioritário na agenda do plano estratégico concelhio perante o carácter distintivo do conhecimento, do saber-fazer resultante de uma longa tradição histórica e empreendedora no concelho e da forte presença de inúmeras empresas do setor no mercado nacional e internacional.

De acordo com a mesma fonte, Vila Nova de Famalicão quer assim reforçar o seu posicionamento como epicentro regional de base altamente tecnológica e inovadora na área do têxtil e do vestuário, e colocar-se no mesmo patamar ao nível do setor agroalimentar. Para isso, ao CITEVE e ao CENTI a Câmara Municipal vai juntar em Famalicão um Centro de Competências Agroalimentar.

Este passo está devidamente alicerçado na existência no território de um conjunto de empresas altamente competitivas e tecnologicamente avançadas, é dito, que fazem já de Famalicão um dos mais relevantes municípios neste setor e com as quais o município está devidamente articulado.

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Guimarães

Nasceu uma nova estrela Michelin, em Guimarães. Foi há um ano. O que mudou de lá para cá?

Restaurante “A Cozinha”, do chef António Loureiro

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Foto: Divulgação / Arquivo

Mais postos de trabalho, equipas mais coesas, maior confiança para inovar e aumento da procura são algumas das mudanças relatadas pelos ‘chefs’ dos três restaurantes portugueses que há um ano receberam a primeira estrela do Guia Michelin. Um deles foi “A Cozinha”, em Guimarães.

Foto: DR (2018)

Um ano depois, o ‘chef’ António Loureiro considera que aumentou a pressão, até pela consciência de que há visitantes que só se deslocam à cidade por causa do restaurante.

“Passámos a sentir que realmente as pessoas lá fora têm uma expectativa muito grande em relação ao que é o restaurante e ao que é isto das estrelas Michelin”, admitiu.

De resto, garantiu, não houve grandes alterações na sua cozinha: “Não mudámos muita coisa. Tínhamos consciência do trabalho que tínhamos a fazer, ganhámos uma estrela porque estávamos a fazer bem”.

A Cozinha por António Loureiro, uma nova estrela Michelin que nasceu em Guimarães

“A Cozinha” oferece uma gastronomia tipicamente portuguesa, “não só no produto, como no receituário e na própria tradição”.

“Temos sempre em todos os pratos muita ligação à terra, àquilo que é a nossa cultura gastronómica”, descreveu, explicando que há uma preocupação em “equilibrar” alguns dos “pecados” da cozinha portuguesa e torná-la “mais atrativa e mais moderna, mas também mais moderada”.

“A nossa cozinha tem muita gordura, muito sal, muito açúcar, muitos hidratos, muita proteína. Aquilo que as pessoas procuram, mais do que se alimentarem em quantidade, é alimentarem-se em qualidade e ter uma experiência diferente”, defendeu.

Os clientes duplicaram e a novidade é que agora há “muitos, muitos mais portugueses”.

Foi o mercado interno que, inicialmente, mais aumentou no restaurante “A Cozinha”, em Guimarães, afirmou à Lusa António Loureiro.

“A Michelin é uma marca muito forte, que chega a todos os cantos do mundo e há pessoas que vêm diretamente da Dinamarca, Suécia, Bruxelas ou Taiwan”, exemplificou o ‘chef’, há pouco mais de três anos à frente do projeto.

No “G Pousada”, projeto que os irmãos Óscar e António Gonçalves abraçaram em 2014 na Pousada de São Bartolomeu, em Bragança, e que foi outro dos distinguidos, as brigadas da cozinha e da sala duplicaram no último ano para responder à procura.

Os telefones da pousada não pararam na noite de 21 de novembro do ano passado, quando o G Pousada recebeu a primeira estrela do Guia Michelin Espanha e Portugal, relataram à Lusa, afirmando que passaram a receber clientes de todo o mundo.

A quem os visita fazem questão de mostrar produtos regionais, como o cuscuz de Vinhais, dos azeites aos vinhos ou às facas, cujos cabos são feitos das hastes de veado que caem todos os anos.

“Temos sempre elementos sazonais da nossa região. Não faria sentido de outra forma porque quem vem a Trás-os-Montes quer provar Trás-os-Montes”, comentou Óscar Gonçalves.

O ‘chef’ compara o sentimento de receber a distinção do ‘guia vermelho’ com a de ser pai: “Uma sensação de alegria e ao mesmo tempo de impotência. Quando nasce um filho pensamos, ‘será que nós vamos conseguir ser bons pais e criá-lo’? E aqui foi a mesma coisa, ‘será que eu vou conseguir manter’?”.

Uma sensação que rapidamente ultrapassou: “Continuámos e mudámos cartas e estamos a avançar e a aprender todos os dias (…). Conseguimos, agora temos que manter e lutar para mais”, descreveu.

Óscar Gonçalves não esconde que um dos principais motivos de satisfação é o de ter conquistado a estrela para Bragança, pela primeira vez.

“Neste cantinho do país, tão perto da Europa e tão longe de Lisboa, conseguimos mostrar que somos capazes e que temos produtos de qualidade”, afirmou.

Outro ‘chef’ que se orgulha de um feito inédito é Pedro Almeida, que alcançou a primeira estrela em Portugal para um restaurante asiático, o “Midori”, em Sintra.

“É um marco na história. Já ninguém nos tira”, disse.

No “Midori”, o restaurante japonês mais antigo em Portugal, Pedro Almeida aprofundou o conceito dos menus de degustação de cozinha japonesa, para o qual percebia que havia um público cada vez mais interessado.

“Nós não queremos fazer aqui um misto de cozinha japonesa com cozinha portuguesa. Nós queremos fazer cozinha japonesa, mas onde nós contamos as histórias da nossa infância, explicamos os nossos produtos, aquilo que nós fazemos cá em Portugal e, portanto, tem aqui muito de nós, de Portugal, neste menu”, explicou à Lusa.

Sobre as principais mudanças que notou no último ano, Pedro Almeida disse que “a equipa ficou mais forte”, por terem conseguido “alcançar todos juntos um objetivo”, e ganhou “mais confiança para fazer menus novos, para criar pratos novos e (…) ainda mais arrojados e interessantes”.

Mas Pedro Almeida garante que não sentiu mais pressão: “Nós tínhamos a mesma pressão antes de ganhar uma estrela que temos hoje em dia. (…) Para nós, [os clientes] são todos inspetores [do guia]”.

Sobre a edição ibérica do Guia Michelin de 2020, que será conhecida esta quarta-feira, nenhum ‘chef’ arrisca grandes prognósticos.

Todos esperam manter a distinção no próximo ano e afastam a possibilidade de receber a segunda estrela para já. Por enquanto, dizem, há que consolidar o trabalho.

Óscar Gonçalves resume bem o sentimento da classe: “Só peço que o Guia seja generoso para Portugal, porque quantos mais formos mais peso temos, mais capacidade temos e o roteiro maior se torna neste pequeno canto na Europa”.

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