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João Ferreira candidato de Abril e não a “percentagens eleitorais”

Eleições presidenciais

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O eurodeputado João Ferreira apresentou hoje a sua candidatura a Presidente da República pelo PCP em nome dos “valores de Abril” como um “espaço de convergência” e recusou fixar metas ou percentagens para as eleições.


“Sou candidato a Presidente da República, não sou candidato a percentagens eleitorais”, afirmou o deputado ao Parlamento Europeu que o PCP apresentou e apoia às presidenciais de 2021, questionado pelos jornalistas sobre qual a meta a atingir ou se consideraria uma derrota ficar atrás de André Ventura, o pré-candidato mais à direita.

João Ferreira, que é também vereador da Câmara de Lisboa, eleito pela CDU, afirmou-se como um candidato “da convergência”, contra a resignação e o medo.

Questionado sobre se a sua candidatura poderia ser um ensaio para uma corrida a secretário-geral, o eurodeputado deu, por duas vezes, a mesma resposta e sem responder diretamente à questão: “Não vou contribuir para desvalorizar a importância destas eleições em que estou e estarei empenhado.”

Já sobre uma eventual desistência, como já aconteceu no passado com candidatos apoiados pelo PCP no passado, João Ferreira fechou a porta e afirmou que “a força em que esta candidatura se impulsiona demonstrou que esteve à altura das decisões que se impunham tomar para defender a Constituição e o regime democrático”.

Ao longo de 23 minutos e cinco páginas de discurso, no salão da Voz do Operário, entrecortado por palmas, o eurodeputado e vereador de Lisboa, que não vai suspender os seus cargos por entrar na corrida a Belém, enumerou as razões da sua candidatura.

É “um projeto”, definiu, da defesa dos direitos dos trabalhadores, contra “discriminações, exclusões e combate as injustiças sociais”, pelo “direito ao trabalho”, ao “emprego com direitos”.

Estas “não podem ser apenas palavras inscritas nas páginas da Constituição, têm de ser realidade concreta na vida dos trabalhadores, acompanhar o desenvolvimento das forças produtivas, do custo de vida”, afirmou.

A apresentação da candidatura comunista aconteceu na Voz do Operário, em Lisboa, perante cerca de duas centenas de simpatizantes, militantes e dirigentes, entre eles dois ex-candidatos presidenciais que chegaram à liderança do partido, Carlos Carvalhas e Jerónimo de Sousa, o atual secretário-geral, além de autarcas como Bernardino Soares, deputados como António Filipe e o líder parlamentar, João Oliveira.

A seis meses do fim do mandato do atual Presidente da República, são já oito os pré-candidatos ao lugar de Marcelo Rebelo de Sousa.

São eles o deputado André Ventura (Chega), o advogado e fundador da Iniciativa Liberal Tiago Mayan Gonçalves, o líder do Partido Democrático Republicano (PDR), Bruno Fialho, a eurodeputada e dirigente do BE Marisa Matias, a ex-deputada ao Parlamento Europeu e dirigente do PS Ana Gomes, Vitorino Silva (mais conhecido por Tino de Rans), o ex-militante do CDS Orlando Cruz e João Ferreira, do PCP.

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Centro Antivenenos recebe mais 340% de chamadas por causa do álcool-gel

Covid-19

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O Centro de Informação Antivenenos (CIAV) do INEM registou este ano um aumento de 340 por cento de chamadas relacionadas com a exposição ao álcool gel, mas com relatos de situações de baixa gravidade.

Fátima Rato, médica responsável pelo Centro de Informação Antivenenos explicou em declarações à agência Lusa que em 2019 receberam 150 chamadas relacionadas com situações de exposição ao álcool gel e que em 2020 e até à meia-noite de quarta-feira foram feitos 531 contactos com o CIAV.

“Isto é facilmente explicável uma vez que é um produto que não usávamos quase nunca e que agora passamos a viver com ele”, disse adiantando que se verificou uma prevalência de chamadas em março, abril e maio, que atribui ao facto de as famílias estarem mais em casa com acesso mais facilitado ao produto.

Segundo Fátima Rato, 52 por cento dos casos eram situações com adultos e 48 por cento com crianças, especialmente entre 1 e 4 anos (174 casos).

Em todos os casos de atendimento na linha 800 250 250 as situações relatadas eram de baixa gravidade, mas a responsável do Ciav alertou para uma maior vigilância relativa a estes produtos, em especial no transvase para recipientes não identificados.

“A gravidade é baixa e sem grandes consequências. Até durante o período de confinamento conseguimos controlar a esmagadora maioria das situações em casa”, disse adiantando que é sempre uma mais valia ligar para o CIAV antes de tomar qualquer medida em caso de contacto ocular ou ingestão da substância aconselhando a nunca provocar o vómito.

Na quarta-feira o Instituto de Toxicologia e Ciências Forenses espanhol detetou um aumento de 900 por cento em intoxicações acidentais com álcool gel em crianças durante a pandemia.

O dado é considerado significativo uma vez que foram detetadas 90 consultas em 2019 relacionadas com este tipo de intoxicações enquanto em 2020 foram registadas 874.

Dos 874 casos, 585 foram envenenamentos de crianças, 368 delas menores de dois anos, segundo nota do Ministério da Justiça espanhol.

Esses dados representam um aumento de mais de 900% nas intoxicações até o momento em 2020, em relação ao total de 2019, pelo que o ministro da Justiça, Juan Carlos Campo, já enviou uma mensagem às famílias alertando para o aumento de casos de envenenamento pedindo o máximo de cuidado no uso de gel quando houver crianças por perto.

A maioria desses envenenamentos ocorreu acidentalmente. Mais de 84% aconteceu por via oral; 7% pela mucosa ocular; cerca de 3% por inalação e mais de 2% por exposição da pele.

Mais de 80% das consultas recebidas devem-se a sintomas leves que se revertem em pouco tempo, sendo os mais comuns irritação do aparelho digestivo, vómitos, diarreia, tosse, vermelhidão nos olhos, visão turva, entre outros.

O instituto tem dado especial ênfase à necessidade de manter esses produtos fora do alcance das crianças, lembrando que o seu “uso deve ser sempre supervisionado por um adulto”.

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Estudo com astrónomos portugueses revela indícios de planeta com água líquida

Astronomia

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Um estudo hoje divulgado, com a participação de quatro astrónomos portugueses, aponta para indícios de um planeta fora do Sistema Solar com “um grande oceano de água líquida”, a orbitar uma estrela pouco mais velha do que o Sol.

O estudo, publicado na revista da especialidade Astronomy & Astrophysics, teve o contributo de astrónomos que fazem investigação no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, que divulgou em comunicado os resultados do trabalho.

Segundo um dos investigadores, João Faria, “existe uma grande probabilidade de existir água líquida à superfície” do planeta LHS 1140 b, “que está na zona de habitabilidade” da estrela LHS 1140, uma anã vermelha a 41 anos-luz da Terra, na direção da constelação da Baleia.

A água líquida é um elemento fundamental para a vida tal como se conhece.

Por isso, de acordo com o mesmo astrónomo, citado no comunicado, este exoplaneta constitui “um dos melhores alvos para futuras pesquisas por biomarcadores”.

Para chegarem à conclusão de que LHS 1140 b poderá ter a superfície coberta de água líquida, os astrónomos calcularam a densidade do planeta e caracterizaram a sua composição interna a partir de dados recolhidos pelo telescópio espacial TESS e pelo espetrógrafo ESPRESSO, no Chile.

Com as mesmas fontes de dados, conseguiram detetar vestígios de mais dois planetas em torno da anã vermelha (além dos outros dois que tinham sido descobertos anteriormente, incluindo LHS 1140 b).

A estrela LHS 1140 tem cerca de cinco mil milhões de anos (o Sol terá 4,6 mil milhões de anos) e uma temperatura à superfície a rondar os 3.000ºC, “pouco mais de metade da temperatura do Sol”.

Sendo a LHS 1140 menos quente do que o Sol, a “zona de habitabilidade” da estrela – zona que oferece condições para planetas rochosos na sua órbita, como o LHS 1140 b, terem água líquida à superfície – “está mais próxima”.

“Este é mais um grande passo que demos na procura de uma outra Terra”, sublinha o astrónomo Sérgio Sousa, igualmente citado no comunicado do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço.

Considerado do tipo terrestre, o planeta extrassolar LHS 1140 b orbita a sua estrela em 24,7 dias e tem 1,7 vezes o diâmetro da Terra e 6,5 vezes a sua massa.

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Marcelo realça que uso de máscara é obrigatório em vários países democráticos

Covid-19

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, realçou hoje que o uso de máscara no espaço público é obrigatório em vários países democráticos e referiu que não tem visto ser questionada a constitucionalidade desta medida.

O chefe de Estado, que falava no Museu da Eletricidade, em Lisboa, a propósito da proposta de lei do Governo que determina a obrigatoriedade do uso de máscara para o acesso ou permanência nos espaços e vias públicas, assinalou que pessoalmente já adotou “há meses” essa regra, sobretudo com a preocupação de “proteger os outros”.

“Quanto a passar à obrigatoriedade, eu vou esperar a deliberação do parlamento. Não vi ser suscitada a questão da inconstitucionalidade. Aliás, vários países democráticos com constituições tão democráticas quanto a nossa têm vivido essa obrigatoriedade de uso de máscara”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa.

Em resposta aos jornalistas, o Presidente da República salientou que está em causa uma obrigatoriedade de uso de máscara no espaço público “quando haja o risco de o distanciamento não ser respeitado” e disse que nesta matéria tem ouvido duas posições opostas por parte de especialistas.

“Tenho ouvido especialistas dizerem o seguinte: que faz sentido a recomendação e se isto se agravar fará sentido depois avançar para a obrigatoriedade. E de vez em dou comigo com um especialista a perguntar-me: e por que não pensar ao contrário, que é avançar para a obrigatoriedade, porque recomendação já existe há muito tempo?”, relatou.

Dando voz a esta segunda posição, Marcelo Rebelo de Sousa completou: “Talvez seja a altura de não esperarmos por três mil ou por quatro mil [novos casos de infeção diários] para na altura estarmos a discutir novamente se deve ser uma recomendação ou uma obrigatoriedade”.

O chefe de Estado criticou aqueles que “pedem medidas mais rigorosas” e que depois quando estas surgem vêm “invocar o problema que existe para a economia e para a sociedade” e apelou a que se atue e debata “com serenidade”.

“A Assembleia entende que faz sentido passar a recomendação de máscara a obrigatória no espaço público para obrigação? Que decida. Eu por mim decidi há muito tempo fazê-lo”, afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que adotou esta regra “por uma evidência”, tendo em conta que “há uma transmissão por uma determinada via oral” do novo coronavírus que provoca a doença covid-19, e porque “mal não fará”.

“Eu decidi proteger os outros com os quais convivo em número elevado daquilo que pode ser o risco de eu, sem saber, assintomático, poder estar infetado”, explicou.

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