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Braga

Deputada independente recebeu ‘Mulheres de Braga’ e destacou esforço contra a violência

Luta contra a violência doméstica

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Foto: Facebook de Joacine Katar Moreira

A deputada não inscrita Joacine Katar Moreira recebeu, durante a manhã desta quinta-feira, representantes da associação Mulheres de Braga, criada poucos dias depois do bárbaro assassinato passional de Gabriela Monteiro, em setembro de 2019, às mãos do ex-companheiro.

Emília Santos, atual presidente do coletivo bracarense, deu a conhecer o projeto da associação, que formalizou durante este mês de fevereiro os seus novos órgãos sociais.

Joacine destacou a associação como “inspiradora”, depois de ficar ” a conhecer de perto e em primeira mão (…) aquilo que é o fruto do poder e da empatia” quando “neste caso em particular, as mulheres, reúnem braços e esforços para lutar contra formas de violência”.

“A sororidade também faz a força”, escreveu a deputada nas redes sociais.

Já ontem [terça-feira], a associação tinha reunido com Mariana Silva, a deputada do partido Os Verdes, eleita pelo círculo de Setúbal, mas natural de Guimarães. É intuito do grupo reunir-se, até sexta-feira, com todos os grupos parlamentares daquele plenário.

Criada a 14 de fevereiro, data simbolicamente escolhida por ser Dia dos Namorados, a AMBRAGA pretende apoiar pessoas vítimas de violência doméstica, prestando-lhes serviços gratuitos e confidenciais, promover medidas de combate/prevenção da violência doméstica e contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas e sociais focadas no estatuto da vítima.

A ideia é disponibilizar apoio, social, jurídico e psicológico às vítimas de violência doméstica, no decorrer dos processos judiciais, após o seu término ou sempre que necessário.

Mulheres de Braga pedem aos políticos “medidas prioritárias” de combate à violência doméstica

Promover atividades que visam contribuir para o aumento da autoestima e independência emocional das vítimas e auxiliá-las na integração do mercado de trabalho, de forma a contribuir para a sua autonomia económico-financeira, são outros objetivos.

A AMBRAGA propõe-se ainda colaborar com estruturas representativas da justiça, das polícias, da saúde, da segurança social e ainda com as autarquias locais e outras entidades públicas ou particulares.

Pretende igualmente promover e participar em programas, projetos e ações de sensibilização e formação na área da violência doméstica, bem como contribuir para a adoção de medidas legislativas, regulamentares e administrativas, facilitadoras da defesa, proteção e apoio à vítima de violência doméstica, com vista à prevenção dos riscos.

Mulheres de Braga: “Vítimas de violência doméstica sentem-se gozadas pelos tribunais”

Em novembro de 2019, as “Mulheres de Braga” entregaram na Assembleia da República uma petição com cerca de oito mil assinaturas, que pede medidas prioritárias de proteção das vítimas de violência doméstica.

Na sequência dessa petição, Emília Santos vai ser recebida, de 26 a 28 de fevereiro, por todos os partidos com assento na Assembleia da República.

Intitulada “Basta de nos matarem”, a petição exige a criação de gabinetes especializados para o atendimento às vítimas nas esquadras policiais em todo o país, garantindo a presença de agentes especializados para este atendimento 24 horas.

Mulheres de Braga saíram à rua para exigir que “parem de as matar”

Pede ainda o reforço da formação dos agentes judiciários e dos serviços sociais de apoio aos tribunais e criação de tribunais mistos (criminal e família e menores) especializados para julgar todas as questões relacionadas com a prática daquele crime num processo único.

A criação de mecanismos de “efetiva” aplicação da Convenção de Istambul, designadamente quanto à proteção da vítima após a denúncia, criando planos de segurança e seu acompanhamento ao longo do processo, é outra das reivindicações.

A petição apela também à promoção de medidas legislativas que assegurem a segurança da vítima e seus filhos durante o processo, designadamente mediante aplicação de medidas de coação eficazes que protejam as vítimas do agressor e lhes permitam manterem-se na sua residência.

Quer igualmente a proteção das crianças vítimas diretas ou indiretas de violência e abuso sexual, suspendendo-se os contactos com o agressor até ao fim do processo-crime e, em caso de condenação, restrição das responsabilidades parentais em conformidade com o crime.

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Braga

Escolta da polícia ajuda transportadora de Braga a levar materiais aos hospitais do país

Um vídeo partilhado hoje pela Torrestir, empresa com sede em Braga, mostra o Comando Distrital da PSP da Coimbra a escoltar um dos seus camiões, na semana que passou, durante o transporte de equipamentos para hospitais. “Garantimos assim, com sucesso, mais uma importante entrega, para podermos continuar a dar o apoio necessário ao setor da saúde, neste momento crucial”. Vídeo: Facebook

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Um vídeo partilhado hoje pela Torrestir, empresa com sede em Braga, mostra o Comando Distrital da PSP da Coimbra a escoltar um dos seus camiões, na semana que passou, durante o transporte de equipamentos para hospitais. “Garantimos assim, com sucesso, mais uma importante entrega, para podermos continuar a dar o apoio necessário ao setor da saúde, neste momento crucial”.

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Braga

Covid-19: Sobe para três o número de mortes em lar de Braga e há 42 infetados

Asilo S. José

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Três idosos acolhidos no Asilo de S. José, em Braga, morreram nos últimos dias com covid-19, havendo outros 23 utentes infetados, disse hoje o presidente da direção à Lusa.

Segundo José Cunha, a terceira morte registou-se na tarde de hoje, no Hospital de Braga, onde a vítima estava internada há cerca de uma semana. As outras duas mortes ocorreram igualmente no hospital. Os testes realizados a 19 utentes revelaram-se inconclusivos, pelo que serão repetidos.

De acordo com o mesmo responsável, 18 funcionários estão igualmente infetados.

“A nossa grande prioridade agora é encontrar pessoal que possa vir trabalhar, para substituir as funcionárias que estão há uma semana a fazer 12 horas por dia”, disse José Cunha.

Para o efeito, estão a ser feitas diligências junto de várias entidades, como Centro de Emprego, Cruz Vermelha, Segurança Social e bolsas de voluntariado, no sentido de conseguir as 15 pessoas necessárias para assegurar o funcionamento do lar nos próximos 15 dias.

Entretanto, o lar vai resolver “internamente” o problema dos infetados.

No logradouro, foram instaladas duas tendas para acolher os funcionários.

Os utentes infetados que não têm autonomia serão acolhidos no salão polivalente do lar, que assim se tornará numa espécie de enfermaria.

Os que não têm autonomia permanecerão em isolamento nos seus quartos.

O lar conta, neste momento, com 103 utentes, de idade elevada.

“São todos de idade elevada, com 107 anos, com 100, com 90 e muitos, muitos deles com várias patologias associadas, o que torna a situação muito, muito complicada, mas nós estamos, naturalmente, a fazer tudo o que está ao nosso alcance para tratar dos nossos utentes”, disse ainda José Cunha.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 667 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 31.000.

Dos casos de infeção, pelo menos 134.700 são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 119 mortes, mais 19 do que na véspera (+19%), e registaram-se 5.962 casos de infeções confirmadas, mais 792 casos em relação a sábado (+15,3%).

Dos infetados, 486 estão internados, 138 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

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Braga

Covid-19: Segundo utente infetado na APPACDM de Braga

Uma funcionária também testou positivo

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Foto: Luís Moreira / O MINHO

Um utente do lar da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Lomar, em Braga, testou positivo para Covid-19, soube O MINHO junto de fonte oficial.

Este caso junta-se a outros dois, de um outro utente e uma funcionária, conforme noticiado ontem.

No sábado, António Melo, presidente da direção da APPACDM de Braga, disse a O MINHO que os lares de Lomar, São Lázaro e Gualtar iam entrar em quarentena obrigatória a partir da noite de ontem, com cerca de 40 jovens e sete funcionários a permanecerem dentro das instalações durante os próximos 14 dias.

Sobre os dois primeiros casos confirmados, o responsável explicou que o jovem infetado pertencia ao Centro de Atividades Ocupacionais mas não frequentava a instituição desde 13 de março, nem nunca frequentou o lar residencial.  Quanto à funcionária infetada, o diretor explica que a infeção pode não ter sido contraída no lar.

Os restantes utentes e funcionários vão ser sujeitos ao teste de despistagem da doença, que devem ser conhecidos nos próximos dias, enquanto permanecem em quarentena dentro dos lares.

António Melo disse que cada utente será confinado a um quarto e será servido por uma funcionária, de modo a evitar múltiplos contactos.

“É uma situação muito difícil de gerir porque vários jovens têm doenças do foro mental e não vão querer estar confinados o dia todo num quarto”, alertou o responsável a O MINHO.

Em declarações ao jornal Correio do Minho, a diretora-técnica da APPACDM de Lomar revelou que o homem infetado, de 44 anos, estará em estado crítico, e já possui histórico de problemas respiratórios.

Queixas de funcionários

Alguns trabalhadores do organismo apontam críticas à direção por não ter tomado medidas anteriores, mas António Melo refuta-as, indicando que está a proceder conforme as determinações das autoridades de saúde.

Há ainda queixas de que existem ameaças para com os funcionários para que estes trabalhem, acusação também negada pelo diretor.

Sobre a ausência de apoio médico, António Melo explica que o enfermeiro habitual está a trabalhar no Hospital de Famalicão, que acresce o risco de contaminar os utentes, face a essa exposição.

O responsável reforça ainda que cada jovem está em quarto individual e isolado, por determinação da saúde pública.

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