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Jerónimo mantém recusa de qualquer “papel” assinado com PS

Solução governativa de esquerda

em

Foto: Divulgação

O secretário-geral comunista manteve hoje a recusa em assinar qualquer documento com o PS, semelhante ao que viabilizou o Governo minoritário há quatro anos, reafirmando a independência do PCP e o seu compromisso com “trabalhadores e povo”.


“A interpretação que dão a esse papel nega o real posicionamento, desde a primeira hora, por parte do PCP. De facto, não houve um acordo, não houve uma maioria de esquerda, não houve uma maioria parlamentar. Eram as matérias em concreto que determinavam a nossa posição. Como poderia haver um tal acordo se o PS, em matérias de fundo e estruturantes, voltou ao regaço do PSD e do CDS, fazendo aprovar normas e leis profundamente injustas? Seria uma contradição”, salientou Jerónimo de Sousa.

O líder comunista respondia a questões dos jornalistas após a conferência de imprensa em que anunciou as principais conclusões da reunião da véspera do Comité Central, órgão dirigente máximo entre congressos.

“[Em 2015] Não formalizámos acordo nenhum. O que se formalizou, por pressão do Presidente da República de então [Cavaco Silva], foi a exigência de um papel, um papel, pressionando assim o PS. Resultou, não um acordo, mas uma posição conjunta que definia âmbitos de convergência, particularmente nos avanços em relação a direitos e rendimentos. Não foi mais que isso. Agora, há aqui uma situação nova. Não existe essa pressão. O Presidente da República indigitou o primeiro-ministro. Agora, é aguardar pelo programa de Governo, pela própria proposta de Orçamento do Estado”, descreveu.

Jerónimo de Sousa insistiu que, “na legislatura que agora termina, nunca houve por parte do PCP a garantia, à partida e sem conhecer a proposta de orçamento, para lhe dar acordo”.

“Fazia parte dessa posição conjunta o exame comum da proposta de orçamento, guardando a votação para o resultado final desse processo de discussão na Assembleia da República”, continuou.

O secretário-geral do PCP manteve a expectativa sobre a reunião agendada para a tarde de hoje com a comitiva do PS, encabeçada pelo chefe de Governo, António Costa.

“Acho que não é perda de tempo. É o momento para conhecer os objetivos do PS. Não quero fazer nenhum juízo de valor antecipado em relação ao que o PS pretende afirmar aqui. Não vai ser uma reunião crispada, vai ser clarificadora”, previu.

O líder comunista disse que “se o PS avançar com respostas positivas e corresponder a às aspirações, contará com a contribuição insubstituível do PCP”, referindo-se ao investimento nos serviços públicos (Serviço Nacional de Saúde, escola pública, transportes), criação de uma rede de creches gratuitas para crianças até três anos ou à valorização geral dos salários.

“Está nas mãos do PS, do Governo do PS. O nosso primeiro e principal compromisso é com os trabalhadores e com o povo”, reforçou, sobre a estabilidade governativa ao longo da próxima legislatura, embora manifestando dúvidas sobre a possibilidade de os socialistas virarem à esquerda: “tenho muita dúvida, é uma boa pergunta para o PS”.

Questionado sobre a eventualidade de o PS chegar a alguma espécie de entendimento apenas com um dos outros parceiros à esquerda, o BE, por exemplo, Jerónimo de Sousa desvalorizou tal hipótese.

“Não fragiliza [a posição do PCP] porque estivemos sempre, de forma franca e franca, com o PS. O PS não tem nenhuma ilusão em relação ao posicionamento do PCP. Sempre lidámos com franqueza e frontalidade. Sempre tivemos um papel decisivo na construção dos avanços, muitos deles com a marca do PCP. O PS sabe, desde a primeira hora, em que reunimos depois das eleições de 2015, independentemente do esforço que fizemos para viabilizar o Governo e vários orçamentos, sempre soube que mantínhamos a nossa independência. Não há aqui nenhuma arca encoirada. O PS sabe ao que vem”, disse.

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País

Presidente lamenta “com profunda consternação” morte de bombeiro na Lousã

Óbito

em

Foto: DR / Arquivo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou hoje, “com profunda consternação”, a morte de um bombeiro da corporação de Miranda do Corvo, no combate a um incêndio na Lousã.

Numa mensagem publicada no ‘site’ da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa “lamenta, com profunda consternação, a morte de um bombeiro da corporação de Miranda do Corvo, que combatia, com a sua equipa, um incêndio na serra da Lousã”, distrito de Coimbra.

“Uma triste notícia e que representa uma perda profunda para quem tanto dá ao país”, lê-se na mensagem do Presidente, que já enviou as suas condolências à família e ao corpo de bombeiros de Miranda do Corvo.

Marcelo Rebelo de Sousa revela também que já falou com os presidentes das câmaras da Lousã e de Miranda do Corvo, tendo “igualmente falado com o responsável dos bombeiros para conhecer o ponto de situação no terreno e se inteirar do estado de saúde dos bombeiros” feridos, “a quem deseja rápidas melhoras”.

Um bombeiro morreu hoje durante o combate a um incêndio na Serra da Lousã, disse à agência Lusa o presidente da Câmara da Lousã, Luís Antunes.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, também expressou hoje pesar pela morte do “chefe José Augusto” e em nome do Governo endereçou “sentidos pêsames à família, amigos e à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Miranda do Corvo”.

O ministro fez ainda votos de “plena recuperação” para os três bombeiros que ficaram feridos durante a operação na serra da Lousã, junto ao baloiço de Trevim numa zona de terreno acidentado.

O chefe José Augusto morreu e três bombeiros ficaram feridos durante o combate ao incêndio que deflagrou ao final da tarde numa encosta da Serra da Lousã, junto a um acesso ao Trevim, no concelho da Lousã (distrito de Coimbra), e que terá sido provocado pela trovoada que se fez sentir na região.

Fonte da autarquia da Lousã confirmou à Lusa que o incêndio foi antecedido por uma trovoada seca, acompanhada por vento forte, que dificultou o trabalho de mais de 220 bombeiros de diversas corporações dos distritos de Leiria e Coimbra.

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País – Bombeiro morre a combater incêndio na Lousã

Coimbra

em

Foto: DR / Arquivo

Um bombeiro morreu na tarde deste sábado enquanto combatia um incêndio na serra da Lousã, no distrito de Coimbra, disse o autarca local à RTP.

“Infelizmente, aquilo que de facto aconteceu foi o que já transmitiu e há a a lamentar a perda de uma vida humana, um soldado da paz que, no combate ao incêndio perdeu a vida”, adiantou, revelando ainda que outros quatro bombeiros ficaram feridos, dois em estado grave.

A vítima é um chefe de equipa dos Bombeiros de Miranda do Corvo.

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País

BE dá prioridade às leis laborais e admite negociação difícil

OE2021

em

Catarina Martins. Foto: Twitter

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) admitiu hoje que as conversações com o Governo para o Orçamento do Estado de 2021, que arrancam na quarta-feira, vão ser difíceis e indicou como prioridade a legislação laboral.

A quatro dias da reunião agendada com o primeiro-ministro, António Costa, para falar sobre o Orçamento e o Plano de Estabilização Económica e Social (PEES), para fazer face à pandemia de covid-19, Catarina Martins afirmou que vai ouvir “com muita atenção” o “projeto do Governo” para as contas do próximo ano, mas deixou, desde logo, uma prioridade, os direitos e a legislação laboral, a par da necessidade de maior investimento nos serviços públicos.

A meio de uma reunião da mesa nacional do BE, principal órgão entre congressos, a líder bloquista citou o próprio António Costa para ajudar à sua argumentação.

“Como o primeiro-ministro acabou por reconhecer face à Organização Internacional do Trabalho [OIT], se a desregulação do trabalho é a maior fratura exposta desta crise, então os direitos, a regulação do trabalho deve ser a primeira resposta a esta crise”, afirmou.

Segundo o semanário Expresso, o chefe do Governo convocou BE e PCP para uma reunião na quarta-feira, na Residência Oficial de São Bento, em Lisboa, com o Orçamento de 2021 e o PEES na agenda.

Catarina Martins afirmou que os bloquistas não deixarão de levar para a reunião os temas que consideram importante para a discussão, como o “reforço dos serviços públicos essenciais, Serviço Nacional de Saúde e escola públicas”, e também a “questão do emprego”, que “é fundamental neste momento”, e “da regulação laboral”.

Isto porque, argumentou, o que poderia acontecer “era manter a desregulação laboral”, permitir a ideia de que “o apoio às empresas fosse um prémio a quem prejudicasse os trabalhadores mais depressa porque não tem uma visão de longo prazo”.

“A única forma de nos defendermos, defender o investimento na economia e garantir que não é para uns poucos, mas sim para um país, com trabalho e com emprego, é [defender] os direitos dos trabalhadores, a regulação laboral”, acrescentou.

Questionada sobre se a negociação para o próximo Orçamento será “mais fácil ou mais difícil” do que noutros anos, a líder dos bloquistas respondeu numa frase: “Não conheço negociações fáceis. Portanto, não sei fazer a comparação.”

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