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Guimarães

Jardim homenageia Raul Brandão, escritor que escolheu Guimarães como sua casa

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A Câmara Municipal de Guimarães inaugurou este domingo, 12 de março, o Jardim Rauliano, no novo Largo de Donães, no centro histórico da cidade, em homenagem a Raul Brandão, um dos mais marcantes escritores portugueses, que viveu em Nespereira, naquele concelho, e que nasceu precisamente naquele dia, em 1902, há 150 atrás.

Foto: CM Guimarães

A cerimónia de inauguração daquele jardim, onde os canteiros apresentam agora referências a obras suas, com realce para o simbolismo das árvores e da natureza na literatura e vida do autor de “Húmus”, contou com a declamação poemas de Herberto Hélder e intervenções musicais por jovens do concelho.

Ao longo de uma semana, de 08 a 12 de março, Guimarães foi palco de várias atividades e espetáculos dedicados à vida e obra de Raul Brandão, prolongando-se as comemorações ao longo de todo o ano. Todo o teatro do autor foi apresentado numa festa que envolveu 13 Grupos de Teatro de Amadores do concelho, os finalistas da Licenciatura em Teatro da Universidade do Minho e os alunos das Oficinas do Teatro Oficina, reunindo mais de 150 atores e atrizes. Pela primeira vez, (quase) toda a família teatral de Guimarães esteve com o seu público para conhecer, discutir, representar e ver o teatro completo de Brandão.

“Guimarães conseguiu deitar o Húmus à terra e fez acontecer um festival que ganhou já dimensão no país, com reportagens em todos os jornais e televisões”, refere a vereadora responsável pela coordenação da Biblioteca Municipal Raul Brandão, cujas instalações foram inauguradas há 25 anos. Por aqui passaram conversas com autores e músicos, concursos, lançamentos literários, entre outras atividades, numa programação que abrangeu públicos de todas as idades.

O festival encerrou este domingo com um dia igualmente preenchido. O passeio “Ler a Cidade”, em que o escritor Miguel Real desafiou o público a viajar acompanhado da história da cidade, mostrou a descoberta dos recantos de Guimarães pela voz de um ficcionista apaixonado pela História. De tarde, na Biblioteca, falou-se sobre “Raul Brandão e a Imprensa”, com Nuno Costa Santos, Rui Tavares e Pedro Vieira, realizando-se em seguida a entrega de prémios aos vencedores do concurso “#RBCool” e uma conversa com a fadista Aldina Duarte, fã confessa de “Húmus”, de Raul Brandão.

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