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Jackpot de 57 milhões de euros no próximo sorteio do Euromilhões

Nenhum apostador acertou os números desta terça-feira

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Foto: DR/Arquivo

O próximo concurso do Euromilhões vai ter um jackpot de 57 milhões de euros, uma vez que nenhum apostador acertou hoje na chave vencedora, informou o Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

O segundo prémio também não saiu a nenhum apostador, enquanto o terceiro prémio, de 239.866,17 euros, vai para quatro apostadores no estrangeiro.

Já o quarto prémio, de 5.541,05 euros, será entregue a 16 jogadores, um dos quais com aposta registada em território nacional.

A combinação vencedora do concurso 041/2019 do Euromilhões, sorteada hoje, é composta pelos números 32 – 33 – 34 – 39 – 47 e pelas estrelas 08 e 12.

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Ministros da juventude e jovens de vários países assumem em Lisboa compromissos para o futuro

“Lisboa+21”

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Foto: DR

Jovens e ministros responsáveis pela juventude de vários países comprometeram-se, no domingo, com 19 princípios base para o futuro dos jovens, entre os quais o desenvolvimento de programas que previnam a violência, especialmente contra jovens mulheres.

Vinte e um anos depois da primeira Conferência Mundial de ministros da Juventude, também realizada em Portugal, as delegações que agora, durante dois dias, debateram lado a lado questões emergentes da juventude aprovaram um documento que atualiza a declaração de Lisboa assinada em 1998.

Nesta nova declaração “Lisboa+21 “, 50 ministros e 120 delegações de juventude acordaram promover, proteger e cumprir os direitos humanos e liberdades fundamentais de todos os jovens.

Os responsáveis comprometem-se ainda a desenvolver e a fortalecer políticas nacionais com base no Programa de Ação Mundial para a Juventude e em consonância com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, reiterando a necessidade de erradicar a pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza extrema, as alterações climáticas e as desigualdades.

O texto reafirma o Programa de Ação Mundial para a Juventude adotado pela Assembleia Geral das Nações Unidas na sua resolução 50/81 de 14 de Dezembro de 1995 e 62/126 de 18 de Dezembro 2007, que fornece um quadro político e orientações práticas para a ação nacional, apoio internacional para melhorar a situação dos jovens em todo o mundo, dentro das quinze áreas prioritárias para jovens.

A declaração de Lisboa+21 lembra também a resolução 70/1 da Assembleia Geral de 25 de setembro de 2015, intitulada “Transformando o nosso mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, na qual a Assembleia reconheceu que as crianças e jovens são agentes de mudança.

A necessidade de erradicar a pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza extrema, o combate às alterações climáticas e às desigualdades, são para os jovens os maiores desafios globais que o mundo enfrenta hoje.

Na declaração os dirigentes para a área da juventude, ministros e jovens, comprometeram-se também a promover a políticas e iniciativas ambientais, a garantir o direito à participação significativa de jovens homens e mulheres.

A promoção do direito à educação e igualdade para todos os jovens, especialmente para as mulheres jovens, e medidas concretas para ajudar ainda mais os jovens em situações de conflito armado são também alguns dos compromissos assumidos no domingo.

Em 1998, o Governo Português, em cooperação com os parceiros do Sistema das Nações Unidas, organizou a Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, que se tornou um marco no trabalho em torno das políticas de Juventude.

Na Declaração final na altura, ministros e demais líderes mundiais presentes, comprometeram-se a trabalhar com a Juventude num conjunto de políticas e programas que fossem ao encontro das preocupações dos jovens e melhorassem as suas vidas.

Estes compromissos cobriam as áreas prioritárias do setor, tal como definido no Programa Mundial de Ação para a Juventude, adotado em 1995 pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

Agora, os Estados foram chamados a intensificar os seus compromissos para integrar a perspetiva da Juventude na implementação da Agenda 2030 e da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude 2019 e do Fórum da Juventude “Lisboa+21” com uma Declaração renovada (Lisboa+21), no quadro da Agenda 2030.

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Série de televisão sobre Portugal alcança 14 milhões de assinantes no Brasil

Terceira e última temporada

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Foto: Destino Portugal

O realizador luso-brasileiro Luís Plácido vai gravar os últimos dez programas de televisão sobre destinos turísticos em Portugal, encerrando a sua produção para um canal do Brasil com 14 milhões de assinantes, anunciou hoje o próprio.

“A série de televisão independente, que começou a ser veiculada para todo o Brasil em 2016, chega ao fim com a gravação da terceira e última temporada”, disse Luiz Plácido à agência Lusa.

Intitulada “Destino Portugal”, a série “mostra Portugal de um jeito mais descontraído e informal e vai ao ar para todo o território brasileiro através do canal Travel Box Brasil”, adiantou, ao fazer “um balanço bem positivo” das anteriores emissões. O realizador já gravou em lugares como Braga, Guimarães, Viana do Castelo, Barcelos e Gerês.

“O canal da empresa Box Brazil, transmitido pela internet e pelo sistema GVT da televisão brasileira, levou, a mais de 14 milhões de assinantes, Portugal, de norte a sul e de leste a oeste, sem esquecer as ilhas da Madeira e dos Açores”, referiu.

Quando terminar as gravações da última temporada, que deverão começar ainda neste fim de semana, se as condições atmosféricas permitirem, Luiz Plácido terá percorrido e filmado 132 localidades portuguesas, entre cidades, vilas e aldeias.

“As atrações são inúmeras: praias, festivais de verão, desportos radicais e de aventura, natureza, história, tradições e festejos típicos. É o melhor do país para todo o Brasil, o Portugal que nem os portugueses conhecem”, realçou o autor, natural de Santos, no Brasil, e com ligações familiares à Serra da Lousã e ao concelho de Celorico da Beira.

O canal Travel Box Brasil deve começar a emitir a nova série em janeiro de 2020, cabendo ao realizador entregar a nova produção até outubro.

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Portugal devia pedir desculpa aos ciganos, diz antropólogo

“Não adianta de nada haver um dia nacional do cigano”

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Foto: DR/Arquivo

O antropólogo e investigador José Pereira Bastos defendeu hoje que Portugal deveria pedir desculpa aos ciganos e resolver o problema da habitação, apontando que não adianta de nada haver um dia nacional do cigano.

A efeméride assinala-se esta segunda-feira, dia 24 de junho, mas José Pereira Bastos entendeu que “não adianta nem atrasa” para os cerca de 85% de portugueses com preconceitos contra os ciganos, “só piora”.

“Para as pessoas que não têm preconceito não melhora nada”, criticou o cofundador do Núcleo de Estudos Ciganos do Centro de Estudos de Migrações e Minorias Étnicas.

José Pereira Bastos considerou “tudo isso uma fraude” porque “nunca ninguém pegou, nem ninguém pega nesta questão”, sublinhando que em Portugal os ciganos “são aquilo que em psicanálise se chama o ‘mau objeto’”.

Recordou um estudo que fez em 1997 sobre as “Minorias Étnicas em Portugal”, cujo resultado “nunca lhe tinha passado pela cabeça” e veio mostrar que “não há qualquer comparação” entre o racismo de que é alvo a comunidade cigana e qualquer outra comunidade.

“Resulta de um racismo sistemático, estrutural, que vem desde que eles chegaram em 1500 cá e que nenhum governo republicano ou monárquico ou socialista ou liberal fez nada até hoje”, apontou.

O investigador não tem dúvidas em afirmar que “o único racismo português é dirigido ostensivamente e totalmente aos ciganos”.

Pela forma como os ciganos têm vindo a ser tratados em Portugal ao longo dos séculos, José Pereira Bastos defendeu que o país deveria “pedir desculpa aos ciganos, com a história dos ciganos na mão”.

“O que falta é pedir desculpa aos ciganos por razões históricas”, defendeu.

Por outro lado, entendeu que deve ser feita discriminação positiva em relação a esta comunidade, com políticas específicas para os ciganos, sublinhando que em Portugal há cerca de 100 mil ciganos, “dos quais imensos analfabetos, imensos pobres, imensos à chuva, a passar fome, a ser batidos pela polícia e a serem expulsos pelas populações”.

Na opinião do investigador e antropólogo, a área da habitação deveria ser a primeira a ser alvo dessas políticas de discriminação positiva, recordando uma visita a Bragança, onde viu “pessoas com menos de 10 graus a dormir em ruínas, em casas sem eletricidade, abraçados uns aos outros para se aquecerem, à fome, ao frio, à chuva”.

“E vi a mesma coisa em Mourão [distrito de Évora] e vi em várias partes do país. Vi com os chamados nómadas, no meio da lama, famílias trigeracionais, a avó, os filhos, os netos, descalços, na lama, a comerem espargos selvagens”, contou.

Relatou também o caso de uma outra família, cuja história foi testemunhada por um aluno do antropólogo, e foi obrigada a “fazer um périplo de 12 concelhos, desde Beja até às Caldas da Rainha” para depois voltar para trás porque era expulsa pela polícia em todos os locais por onde passava.

Pereira Bastos frisou que o “problema da habitação é gravíssimo”, sublinhando que o que não falta no país são casas vazias, principalmente em Lisboa.

“Assegurar condições humanas de habitação parece-me o ‘bê-a-bá’. Se não querem falar dos ciganos então façam uma lei que proíba a habitação para todas as pessoas que querem habitação e não a têm e não falem dos ciganos”, desafiou.

Relativamente à educação, apontou que é importante, para além de todas as medidas de promoção e incentivo à frequência escolar, que no fim da linha haja empregos para estas pessoas, sob pena de continuarem dependentes da venda ambulante.

Defendeu ainda a criação de uma fundação privada que trabalhe diretamente com o tecido empresarial para a contratação de pessoas ciganas pelas empresas nacionais, à semelhança do que acontece em Espanha como a Fundação Secretariado Gitano.

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