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“Já treinei o Sporting e o Besiktas, já são muitos anos a ‘virar frangos'”

I Liga

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Uma equipa do SC Braga no “máximo das capacidades” vai, “declaradamente, tentar vencer” na receção ao Farense, no domingo, em jogo da oitava jornada da I Liga de futebol, afirmou hoje o treinador Carlos Carvalhal.

Os bracarenses jogaram na quinta-feira para a Liga Europa, em casa, com o Leicester (3-3), mas o técnico garantiu que a equipa estará na máxima força no domingo, desvalorizando o pouco tempo de preparação do jogo com os algarvios e o eventual cansaço da equipa.

“Essas palavras, eu nem as vou usar [gestão do esforço e cansaço]. Estamos preparados, focados e determinados em vencer o jogo. O contexto em que estamos inseridos é de responsabilidade e fomos nós que o criámos, se tivéssemos sido eliminados da Liga Europa, não estaríamos aqui. Como estamos, e a fazer uma boa campanha, assumimos essa responsabilidade e temos que saber lidar com ela”, afirmou.

O treinador admitiu que gostaria de ter mais tempo para preparar os jogos, mas notou que a realidade é outra.

“Se gostaria de preparar os jogos semana a semana? Evidentemente que sim, mas essa não é a realidade e também não é uma novidade para nós. Temos estado ‘a top’ em todos os jogos e não vai ser diferente com o Farense, vamos estar no máximo das nossas capacidades no domingo”, reforçou.

O técnico frisou “não estar à espera de facilidades” diante do Farense, “um adversário com uma boa organização e um bom treinador, uma equipa que encontrou o caminho nas duas últimas jornadas”, e disse contar com o “foco, empenho e qualidade” da sua equipa para, “declaradamente, tentar vencer” no domingo, “percebendo que será sempre um jogo complicado, como todos da liga portuguesa”.

O treinador lembrou que o SC Braga pratica um “futebol positivo, de cariz ofensivo, porque gosta de ter a bola”.

“Cada semana é um desafio e cada contexto provoca uma atenção redobrada, sempre à espera de dificuldades diferentes. Foi essa a preparação que tivemos, antecipar ao máximo o que o Farense pode fazer, tentar explorar os pontos fracos do Farense, que todas as equipas têm, e manietar os seus pontos fortes”, disse.

David Carmo pode estar de regresso ao ‘onze’, pouco mais de um mês depois de ter sido expulso em Guimarães, à quinta jornada (vitória por 1-0), e cumprido um castigo de três jogos. Questionado sobre a gestão dos “egos” dentro de um plantel curto e de qualidade, Carlos Carvalhal respondeu: “Já treinei o Sporting e o Besiktas, já são muitos anos a ‘virar frangos'”.

“Temos dois jogadores por posição e quando não temos algum, temos um problema. Com o Gaitán e o Moura lesionados, isso causa mossa, ficamos um pouco limitados. Quando falha alguém, e numa sucessão de jogos como esta, recai um esforço maior em determinados jogadores, mas temos vários jogadores com uma capacidade de recuperação”, disse.

Questionado sobre as boas prestações de Iuri Medeiros, Carlos Carvalhal disse não querer individualizar, mas frisou que, na época passada, quando orientou o Rio Ave, vários jogadores “fizeram a melhor época das suas carreiras” e disse estar “convicto” que, esta temporada, isso também vai acontecer no Sporting de Braga.

SC Braga, segundo classificado da I Liga, com 15 pontos, e Farense, 16.º, com cinco, defrontam-se a partir das 20:00 de domingo, no Estádio Municipal de Braga, jogo da oitava jornada, que será arbitrado por António Nobre, da associação de Leiria.

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APAF condena vandalismo contra talho do árbitro Manuel Mota em Vila Verde

Vandalismo

Foto: DR

A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) lamentou hoje os atos de vandalismo contra o estabelecimento comercial do árbitro Manuel Mota, considerando que foi um “ato de cobardia e violência”.

“É, sem dúvida, um ato de cobardia e violência do qual repudiamos. As autoridades policiais já estão a tratar do caso e a identificar os autores desta ação criminosa. Não há lugar para a violência na nossa sociedade e nós, como todos os agentes desportivos, devemos repudiar e condenar publicamente este tipo de ações que gravitam à volta do futebol”, refere a APAF em comunicado.

O Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) revelou hoje que o estabelecimento comercial do árbitro Manuel Mota foi vandalizado durante a madrugada.

Manuel Mota, da associação de Braga, foi o quarto árbitro na final da Taça da Liga, no sábado, entre o Sporting e o Sporting de Braga, que os ‘leões’ venceram por 1-0, com um golo do espanhol Pedro Porro.

Para a APAF, estes atos de violência não devem ser ignorados e devem ser combatidos.

“A intimidação não é uma forma de fragilizar a arbitragem, a APAF prestará todo o apoio ao nosso colega Manuel Mota e fará queixa aos órgãos competentes”, conclui.

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Futebol

Treinador Rui Almeida “grato” ao Gil Vicente, mas podia ter estado “mais tempo” no clube

I Liga

Foto: Imagem Gil Vicente TV ( Arquivo)

O treinador de futebol Rui Almeida defende que é preciso “tempo” para avaliar o desempenho de uma equipa técnica, após ter saído do Gil Vicente com sete jornadas cumpridas na presente edição da I Liga portuguesa.

Depois de trabalhar em França entre 2015 e 2020, o técnico, de 51 anos, assumiu o comando técnico gilista no início da presente época e apresentou uma equipa que “queria dominar o jogo e criar muitas dificuldades” aos adversários, mas uma série de quatro derrotas seguidas atirou os barcelenses para o 17.º lugar, com cinco pontos, e precipitou a sua saída, oficializada em 11 de novembro.

“No futebol, é importante dar um pouquinho de tempo. Não são precisos sete anos para fazer resultados, mas ninguém pode somar conclusões à sétima jornada. Como treinador principal, sempre que terminei épocas, ultrapassei largamente os objetivos dos clubes em que estive”, assinala, em entrevista à Lusa.

Rui Almeida salienta, aliás, que o Farense, treinado por Sérgio Vieira desde o início da temporada, foi último após várias jornadas – da segunda à sexta, bem como à oitava e à 12.ª -, antes de subir ao 16.º lugar que hoje ocupa, e reitera que a contratação de um técnico deve ser olhada como uma aposta a “médio prazo”.

No período em que esteve em Barcelos, o Gil Vicente foi uma equipa com um “ADN” bem definido e reconhecido pela “opinião pública”, que se traduzia na vontade de ter bola, para criar “mais oportunidades de golo” e “hipoteticamente marcar mais golos”, acrescentou o treinador natural de Lisboa.

Os ‘galos’ tentaram exibir essa vocação ofensiva nos sete jogos sob o seu comando, apesar do surto do novo coronavírus ter dificultado a preparação da época, ao infetar 10 jogadores gilistas e cinco elementos da equipa técnica e da estrutura do futebol, incluindo Rui Almeida, lembrou.

“Quase não tínhamos qualquer tipo de relação com os jogadores, porque estávamos em sítios diferentes. Há uma quebra de relações na equipa que são essenciais, relativamente ao dia a dia de uma equipa principal”, descreveu, ao recordar a situação que forçou o plantel a isolar-se e a treinar à distância.

O treinador vincou que outras equipas têm, desde então, experimentado a “dificuldade de gerir surtos”, dando o exemplo do Benfica, que, na quarta-feira, para a meia-final da Taça da Liga, defrontou o Sporting de Braga (triunfo bracarense por 2-1), a meio de um surto que infetou 19 pessoas, sete delas futebolistas.

Grato pelos três meses que passou no Gil Vicente, clube que o “recebeu muito bem”, abrindo-lhe as ‘portas’ da I Liga como técnico principal, Rui Almeida salientou que o futebol luso se distingue pela “capacidade tática e de leitura de jogo dos treinadores”, ao passo que no francês, onde trabalhou entre 2015 e 2020, sobressaem a “força e a velocidade” dos jogadores.

“Estamos a falar das ligas do país campeão mundial em título [França] e do campeão europeu em título [Portugal], com enorme qualidade e particularidades diferentes, que advêm das características dos seus jogadores e dos seus treinadores”, disse o treinador que, em França, orientou Bastia, na I Liga, e Red Star, Troyes e Caen, na II Liga.

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Futebol

Vitória e Paços de Ferreira em luta à distância pelo último lugar europeu da I Liga

I Liga

Foto: Dr / Arquivo

O Paços de Ferreira, no reduto do Marítimo, e o Vitória SC, em Famalicão, lutam hoje à distância, na 15.ª jornada, pelo quinto lugar da I Liga portuguesa de futebol, o último de acesso à Europa.

A formação de Pepa, a sensação da prova, ocupa o quinto posto, com 25 pontos, mais dois do que os comandados de João Henriques, o sucessor de Tiago Mendes (só aguentou três jornadas), que contam menos um jogo disputado.

O Paços de Ferreira chega à Madeira em ‘alta’, depois de três triunfos consecutivos por 2-0 na prova, na receção ao Rio Ave, no reduto do Belenenses SAD e novamente na Mata Real, perante o Sporting de Braga.

Pela frente, o conjunto nortenho vai ter um Marítimo também num bom momento, uma vez que se tornou a primeira equipa lusa a bater – e a eliminar da Taça de Portugal – o Sporting e, depois, ganhou por 1-0 na casa do Gil Vicente, na 14.ª ronda da I Liga.

Quanto ao Vitória, procura o segundo triunfo consecutivo, depois de, a meio da semana, ter vencido na receção ao Nacional por 3-1, num dos dois jogos que tinha em atraso – o outro é com o Farense, também no D. Afonso Henriques.

Na mesma situação, após triunfar por 2-1 face ao Santa Clara, nos Açores, está o Famalicão, que ainda se lembrará certamente do jogo da época passada: João Pedro Sousa fez muitas poupanças e o Vitória ‘esmagou’ por 7-0, à 20.ª ronda.

O outro encontro do dia realiza-se em Moreira de Cónegos, onde os locais, que venceram fora o Nacional (1-0) na última ronda, medem forças com o Portimonense, vencedor por idêntico resultado na 14.ª jornada, na receção ao Belenenses SAD.

A ronda 15 prossegue na segunda-feira, dia em que o Benfica recebe o Nacional e o FC Porto joga em Faro, e fecha na terça-feira, com dois jogos, entre os quais o do líder Sporting, de visita ao lanterna-vermelha Boavista.

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