Seguir o O MINHO

Futebol

I Liga: Braga vence na Luz (66 anos depois)

Dez jogos sem perder

em

O SC Braga venceu hoje o Benfica, por 1-0, no Estádio da Luz, e quebrou nesta 21.ª jornada da I Liga de futebol, um jejum de vitórias na casa dos ‘encarnados’ que perdurava desde a época 1954/55.

Um golo solitário do médio João Palhinha, aos 45+1, fez a diferença num jogo intenso, mas nem sempre bem jogado, e ditou a segunda derrota consecutiva dos campeões nacionais, que podem agora ver o rival FC Porto reduzir ainda mais a atual diferença de quatro pontos, depois do clássico da ronda anterior, com os ‘dragões’ a visitarem domingo o Vitória. O triunfo ‘bracarense’ marca ainda o ‘pleno’ do técnico Rúben Amorim diante dos ‘grandes’.

Curiosamente, o duelo podia ter seguido um rumo distinto bem cedo, aos 06, quando Rafa roubou a bola a David Carmo, aguentou a pressão de Wallace, mas atirou ao lado já diante do guardião Mattheus. Foi a primeira grande oportunidade do jogo e seria um reflexo do que seria o Benfica na partida: demasiado nervoso e desastrado no momento da definição, como Cervi voltaria a repetir, para que não subsistissem dúvidas, seis minutos depois.

O domínio inicial do Benfica sobre o Braga assentava, sobretudo, na capacidade que revelava para bloquear o jogo interior dos ‘arsenalistas’. Rúben Amorim foi fiel ao seu esquema de 3x4x3, apostando, desta feita, em Galeno e Horta para o apoio a Paulinho, deixando Trincão no banco. Com o tempo, os minhotos começaram a soltar-se e equilibraram o desafio, que se tornou essencialmente uma batalha do meio-campo.

Uma sucessão de foras de jogo para os dois conjuntos acabaram por anular os maiores lances de perigo até então, protagonizados por Vinicius e Paulinho, mas o brasileiro viria mesmo a falhar uma ocasião soberana aos 42, na sequência de um cruzamento de Pizzi, ao cabecear por cima quando estava solto e sem marcação no coração da área. Todavia, a resposta do Braga seria agora contundente.

Fransérgio, após um passe de Raul Silva numa confusão na defesa ‘encarnada’, rematou já na pequena área para uma enorme ‘mancha’ de Vlachodimos, que defendeu para canto. Ato contínuo, o golo da vitória, com João Palhinha a antecipar-se a Ferro e a subir mais alto para finalizar de cabeça diante do guarda-redes grego no primeiro minuto dos ‘descontos’ da primeira parte.

E assim o Benfica seguia para o intervalo a perder pela segunda semana seguida, para, mais uma vez, não conseguir recuperar. Quanto ao Braga, era apenas mais uma demonstração de personalidade e astúcia da equipa ‘arsenalista’ sob o comando de Rúben Amorim, que chegava à Luz com sete triunfos – incluindo FC Porto e Sporting – e um empate em oito jogos.

No segundo tempo, o Benfica foi novamente lesto a mostrar a sua ineficácia nesta noite, com Vinicius a rematar ao poste aos 49 e Grimaldo a não ter capacidade para fazer a recarga. Perante o esperado assédio do Benfica à sua baliza, os minhotos refrescaram o ataque com vista às transições rápidas e Trincão saltou do banco para espalhar o perigo durante o segundo tempo na defesa das ‘águias’.

Já Bruno Lage mexeu depois, com a entrada de Seferovic para o lugar de Cervi. Seguir-se-iam ainda Chiquinho e Dyego Sousa, mas a cada alteração o Benfica tornou-se uma equipa mais desconexa, desorientada e inofensiva. O lance de maior perigo resultou somente de uma jogada individual de Pizzi – hoje muito apagado -, que rematou aos 68 para uma grande defesa de Mattheus para canto.

Com efeito, o Braga pareceu até em diversas fases mais perto de marcar o segundo, como Paulinho e Ricardo Horta estiveram perto de fazer, mas Vlachodimos foi conseguindo evitar o pior. Só não conseguiria evitar mesmo a derrota do Benfica nesta jornada, enquanto o Braga – que mostrou sempre maior confiança e maturidade no relvado – sobe, provisoriamente, ao terceiro lugar do pódio, com 37 pontos.

Ficha de Jogo

Jogo realizado no Estádio da Luz, em Lisboa.

Benfica – SC Braga, 0-1.

Ao intervalo: 0-1.

Marcadores:

0-1, Palhinha, 45+1 minutos.

Equipas:

– Benfica: Vlachodimos, Tomás Tavares (Dyego Sousa, 86), Rúben Dias, Ferro, Grimaldo, Pizzi, Weigl (Chiquinho, 79), Taarabt, Cervi (Seferovic, 62), Rafa e Vinícius.

(Suplentes: Zlobin, Nuno Tavares, Samaris, Chiquinho, Jota, Seferovic e Dyego Sousa).

Treinador: Bruno Lage.

– SC Braga: Matheus, Wallace, Raul Silva, David Carmo, Ricardo Esgaio, Fransérgio, Palhinha, Sequeira, Ricardo Horta (André Horta, 79), Paulinho (Rui Fonte, 87) e Galeno (Trincão, 57).

(Suplentes: Tiago Sá, Bruno Wilson, Abel Ruiz, André Horta, João Novais, Rui Fonte e Trincão).

Treinador: Rúben Amorim.

Árbitro: Hugo Miguel (AF Lisboa).

Ação disciplinar: cartão amarelo David Carmo (21), Palhinha (36), Rúben Dias (45+1), Raul Silva (45+1 e após final do jogo), Ricardo Esgaio (54), Taarabt (56) e Wallace (74). Cartão vermelho por acumulação de amarelos para Raul Silva (após final do jogo).

Assistência: 59.371 espetadores.

(notícia atualizada às 21h40)

Anúncio

Futebol

“Nenhum jogo vale mais do que uma vida”

FIFA

em

Foto: DR / Arquivo

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, reforçou hoje a ideia de que “nenhum jogo vale mais do que uma vida” e considerou que “seria mais do que irresponsável obrigar as competições a recomeçar” face à pandemia da covid-19.

“Nenhum jogo, nenhuma competição, nenhuma liga vale mais do que uma única vida humana. Todos no mundo deveriam ter isto bem claro. Seria mais do que irresponsável obrigar as competições a recomeçar, se as coisas não estiverem 100% seguras. Se tivermos de esperar um pouco mais, temos de o fazer. É melhor esperar um pouco mais do que correr riscos”, afirmou Infantino, em entrevista ao site brasileiro UOL.

O líder da FIFA reforçou, assim, uma opinião que já tinha emitido durante um congresso da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), salientando que a principal prioridade deve ser “a saúde” e, depois, “ajudar a comunidade futebolística” a fazer face ao “impacto financeiro desta crise, que terá repercussões enormes”.

“Por isso, ouçamos o que as autoridades sanitárias têm a dizer. Ouçamos os peritos. Vamos trabalhar em estreita colaboração com eles e seguir sempre as suas orientações e conselhos”, vincou o italo-suíço.

No final de março, a FIFA revelou possuir uma reserva financeira de 1.400 milhões de euros e anunciou a intenção de ajudar todo o futebol o mundial, estando a ponderar a criação de um fundo económico de apoio a clubes e ligas, para ajudar a minimizar os efeitos provocados pela pandemia da covid-19.

Quase todos os países suspenderam as competições por tempo indeterminado, devido à propagação do novo coronavírus, sendo que as exceções são a Bielorrússia, o Tajiquistão, a Nicaráguia e o Burundi, onde os campeonatos continuam a decorrer.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 89 mil. Dos casos de infeção, mais de 312 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 409 mortes e 13.956 casos de infeções confirmadas. Dos infetados, 1.173 estão internados, 241 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 205 doentes que já recuperaram.

Continuar a ler

Desporto

Gil Vicente assume interesse em renovar com Vítor Oliveira

Covid-19

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O Gil Vicente equaciona renovar o contrato com o treinador Vítor Oliveira, mas as negociações só avançarão quando a permanência na I Liga de futebol estiver consumada, assumiu hoje o diretor desportivo Tiago Lenho.

“Ao atingirmos os nossos objetivos, obviamente não seríamos inteligentes se não houvesse esse passo. Temos de reconhecer o seu trabalho e tudo o que ele já nos deu enquanto ser humano, pelo que fará todo o sentido convidarmos o ‘mister’ a renovar”, afirmou o dirigente, numa videoconferência promovida pelos minhotos nas redes sociais.

Lembrando que Vítor Oliveira assina contratos de uma época, Tiago Lenho sublinha a “força e impacto” que o experiente técnico aportou à formação de Barcelos, nona colocada a 10 jornadas do fim, com 30 pontos, 14 acima da zona de descida, numa altura em que o campeonato está suspenso por tempo indefinido devido à pandemia da covid-19.

“Tem gerido assim a sua carreira e com os bons resultados que se conhecem. É uma conversa que vamos certamente ter quando a manutenção for efetivada, até porque será do interesse do Gil Vicente continuar com alguém que cumpre os seus objetivos. Não apontamos já metas pontuais para isso, até porque o ‘mister’ também não o faz”, referiu.

O diretor desportivo considerou que Vítor Oliveira teve um papel “importante” no regresso “perfeitamente tranquilo” dos minhotos à I Liga, após uma reintegração administrativa a partir do Campeonato de Portugal, na sequência do ‘caso Mateus’, já que o discurso “assertivo e correto” do técnico permitiu gerir as expectativas além dos resultados.

“É uma pessoa reconhecida no futebol português e respeitada por todos. Quando fala sobre algo, todos o assumem como verdade. A sua experiência foi fundamental num plantel novo, em que 85% dos jogadores não conhecia a realidade do futebol português. O treinador manteve a equipa crente do seu valor e é excedível nisso”, valorizou.

O Gil Vicente “abordou mais de 40 jogadores” no verão até chegar aos 23 reforços com que assinalou o regresso à elite, mas Tiago Lenho espera que esta “revolução” não seja repetida na preparação da próxima temporada, até porque o projeto dos barcelenses deixou de ser “totalmente desconhecido” e tem adquirido “outro tipo de credibilidade”.

“É normal que haja entradas e saídas, mas já temos 15 jogadores com contrato para 2020/21 e uma base que não havia há um ano. Dos que terminam contrato, esperamos que dois ou três continuem. Também estamos a aproveitar esta fase em casa para ver muita coisa, analisar jogadores e colocar hipóteses em cima da mesa”, notou.

Para já, os pupilos de Vítor Oliveira mantêm-se em casa, com planos de treino individuais, enquanto o futebol português trabalha “no sentido de se voltar a jogar”, e o responsável até delineou “cenários otimistas” para o regresso da competição, cujos princípios serão adaptados à evolução do novo coronavírus e às recomendações das autoridades sanitárias.

“É difícil prever, porque isto é algo desconhecido para todos. Acredito fortemente que vamos voltar a jogar, porque o futebol faz-nos falta e é importante que se jogue por razões económicas. Há esse objetivo claro por parte de todas as entidades, que só acontecerá se a pandemia evoluir de forma positiva e for possível fazê-lo em segurança”, afiançou.

Continuar a ler

Desporto

Onze adeptos banidos de recintos desportivos em março

Violência no desporto

em

Foto: Divulgação / PSP

A Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD) decidiu impedir 11 adeptos de acederem a recintos desportivos em março, de acordo com o relatório de atividade divulgado hoje.

Num mês em que a atividade desportiva foi totalmente suspensa, devido à pandemia de covid-19, a APCVD concluiu 112 casos, de um total de 674 desde a sua criação, em julho de 2019.

Além da atividade desportiva, também a celeridade da ação da APCVD foi afetada pelo estado de emergência que vigora em Portugal desde 19 de março e que suspendeu os prazos dos processos de contraordenação em curso.

Com as decisões de março, aumentam para 58 o número de adeptos sujeitos a medidas de interdição a recintos desportivos, metade dos quais punidos como sanção acessória e outra como medida cautelar, entre as 357 condenações aplicadas pela APCVD, nos oito meses de atividade.

O recurso a material pirotécnico e a prática de atos ou incitamento à violência, racismo ou xenofobia são os ilícitos mais recorrentes nos processos decididos em março.

Segundo este documento, entre 01 e 31 de março, ocorreram ainda 35 condenações com multa, das quais 15 ainda aguardam trânsito em julgado, nove admoestações e seis foram alvo de impugnação judicial.

Durante este mesmo período, 62 processos foram arquivados, tendo cinco deles sido remetidos para o Ministério Público (MP), por constituírem crime, enquanto os restantes foram encerrados por falta de identificação dos infratores (29), falta de provas (18) ou por outros motivos (10).

No total, a APCVD já encaminhou 84 processos para o MP.

Continuar a ler

Populares