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Já comeu num restaurante cultural? No centro de Braga vai abrir um e chama-se Antù

Depois de Lisboa, Braga foi a cidade escolhida para a inauguração do novo espaço
Já comeu num restaurante cultural? No centro de braga vai abrir um e chama-se antù

Não há duas sem três. Depois de dois espaços em Lisboa, um em Alfama e outro no Cais do Sodré, o terceiro está prestes a abrir no centro histórico de Braga.

Matheus Veronez, brasileiro de 32 anos, é o mentor por detrás do projeto que, a partir de abril, vai ocupar o número 42 e encher de animação a muito movimentada, pedonal e comercial rua do Souto em Braga.

O Antù é um restaurante mas é, também, muito mais do que isso.

Com uma carta que aposta na gastronomia portuguesa e nos produtos locais, mas com uma abordagem diferente e contemporânea, vai partilhar o espaço com um coworking e com uma série de atividades culturais, exposições de arte e pop up stores de marcas de roupa que vão pôr Braga a mexer.

Pelo menos é isso que querem.

Go!: O que é que podemos esperar deste novo espaço na rua do Souto?

Matheus Veronez (MV): Vou começar por fazer uma espécie de introdução ao nosso projeto. O Antù é um restaurante cultural – pelo menos é assim que nos tentamos definir – onde fazemos ações culturais, como eventos musicais, exposições artísticas e outras iniciativas, como talks de variados assuntos, por exemplo.

Também temos uma agência de conteúdos e prestamos serviços para outras marcas, como a Super Bock e a Sumol.

Em Lisboa, os dois espaços têm conceitos distintos. O Antù Cais do Sodré tem um lado mais noturno, funciona mais como um gastrobar. Em Alfama vigora um restaurante aberto todo o dia, com serviço de pequeno-almoço, almoço e jantar.

No caso de Braga, vamos virar-nos mais para o restaurante, que estará aberto das nove da manhã até à hora de jantar.

Ou seja, este espaço terá um conceito mais completo, será um lugar onde será possível receber ações culturais; exposições artísticas com espaço para criadores; pops up stores de roupa, porque trabalhamos muito com esta área; e, a tudo isto, juntar uma proposta gastronómica diferenciada.

Go!: De que forma é que ela será diferenciada?

MV: Temos tentado, nos nossos espaços, trabalhar os três momentos do dia, o pequeno-almoço, o almoço e o jantar, em que a gastronomia portuguesa e os seus produtos e pratos locais são os protagonistas, mas com um twist e apresentados com a nossa identidade.

Temos pratos de bacalhau, francesinhas, polvo… Tentamos sempre valorizar a região com propostas bem contemporâneas.

A gente tem um prato que é muito famoso em Lisboa e que vamos ter aqui também, que é o hemp fried chicken, um frango panado em farinha de cânhamo [risos].

Vamos ter também croque madame, que tem muita saída ao pequeno-almoço, e uma releitura do bacalhau à Brás, por exemplo.

Go!: Além de um restaurante e de um espaço de cariz cultural, o que é que há mais para descobrir?

MV: Este espaço terá um conceito de design bastante diferente, com uma estética onde as cores vibrantes vão sobressair.

Só para dar um pequeno spoiler, vamos ter um quarto totalmente roxo e, no último andar, um espaço direcionado para reservas, um lounge que poderá ser reservado por grupos de amigos ou de empresas para meetings, por exemplo.

Quando não estiver ocupado, assume outra função, a de coworking, onde as pessoas poderão usá-lo para trabalhar de forma gratuita, consumindo só alguma coisa.

Em princípio, se tudo correr bem, vai abrir as portas na primeira quinzena de abril e, como a ideia é receber projetos de moda de diversos criadores, vamos inaugurar com produção própria. Isto é, como estamos a começar a nossa marca de moda, o espaço de Braga será o primeiro a receber estes produtos.

No ano passado fizemos o nosso primeiro projeto de moda com a Super Bock e foi um sucesso muito grande, esgotou tudo, e agora vamos produzindo aos poucos esta nossa linha, que começou com um uniforme de staff, mas dentro de uma lógica de moda que dá para o consumidor usar também. Em breve teremos sweatshirts, t-shirts diferenciadas – mais oversized e com golas mais grossas –, e acessórios, como bonés.

Go!: Porquê Braga e como é que vocês chegaram até aqui?

MV: Basicamente, eu tinha outro negócio no Brasil, onde tive até 11 restaurantes, com ideias um pouquinho diferentes. Eram bares com lojas de roupa, que vendiam ténis e assim.

Durante a pandemia optei por sair do Brasil e começar em Portugal com uma nova marca, um novo conceito e novos sócios.

Comigo tenho a chef Christine Veronez, que é minha irmã, e que passou por restaurantes com estrela Michelin, como o El Celler de Can Roca, em Espanha, e pelo D.O.M., no Brasil, entre muitos outros. É ela quem elabora as cartas dos restaurantes.

A Sabrina Rossi é a responsável pela coquetelaria e, no currículo, tem passagens por bares em Londres e Barcelona.

E, por fim, o Pedro Garcia, que já trabalhava comigo e faz a gestão administrativa. Depois dos dois projetos em Lisboa (abrimos o primeiro em julho de 2021), começámos a procurar um espaço no Porto – vamos abrir lá em junho –, mas muita gente falava no potencial de Braga, cidade onde o turismo está em alta e, aí, comecei a pesquisar e achei este espaço.

Numa rua central e com muito tráfego, pensei: “melhor é impossível”.

Go!: Além do Porto há mais projetos à vista?
MV: O nosso objetivo é expandir para várias cidades. Nos próximos três anos queremos abrir mais cinco espaços e podem ser em qualquer lado. Do Minho ao Algarve.

Quando sentirmos que uma cidade precisa de um espaço cultural como o nosso, nós vamos lá.

Já comeu num restaurante cultural? No centro de braga vai abrir um e chama-se antù
Fachada. Foto: Antú
Já comeu num restaurante cultural? No centro de braga vai abrir um e chama-se antù
Vista. Foto: Antú

GO!

Rua do Souto 42-44
4700-329 Braga

Abre brevemente

 
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