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Itália regista 2.548 novos casos no último dia, o maior número desde abril

Covid-19

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Foto: DR

A Itália registou 2.548 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, o maior aumento de infeções desde abril e somou ainda 24 mortes, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério da Saúde.


Com este último aumento, o número total de contágios subiu para 317.409 desde o início da emergência sanitária, a 21 de fevereiro, e o número de óbitos subiu também para 35.918.

Para encontrar um aumento semelhante de infeções, de 2.500 num só dia, é preciso recuar até 23 de abril, quando foram confirmados 2.646 casos.

Porém, no último dia foi atingido um recorde de 118.236 exames realizados, muito mais do que o habitual.

Atualmente, existem no país 52.647 pessoas com a covid-19, embora a grande maioria permaneça isolada em casa com sintomas leves ou sem sintomas.

Ao mesmo tempo, aumentam os internados com gravidade e são já 3.388, mais 61 do que na quarta-feira, enquanto 291 pacientes, mais 11 do que no dia anterior, estão internadas em Unidades de Cuidados Intensivos.

A região mais afetada pela pandemia no país continua a ser a Lombardia, epicentro da crise desde a origem, mas o mais notável é o aumento de casos em Vêneto, com 445 num único dia e 45 mortes.

A região de Lácio, cuja capital é Roma, com 265 contágios nas últimas 24 horas, informou que “a maioria dos casos responde à violação da ordem do uso de máscara e da distância social”.

Por isso mesmo, o conselheiro regional de Saúde, Alessio D’Amato, pediu cautela nas cerimónias e festas.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão de mortos e mais de 34 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Manifestantes anti-Trump concentrados frente à Casa Branca

Eleições dos Estados Unidos da América

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Foto: Twitter

Centenas de manifestantes anti-Trump e ativistas do movimento Black Lives Mater concentram-se junto às grades das traseiras da Casa Branca, no centro de Washington.

A pouco mais de uma hora do fecho das urnas nos Estados Unidos são centenas de pessoas de todas as idades, brancos e afro-americanos que se concentram no local onde nos últimos meses os ativistas pelos direitos cívicos se mantêm contra a administração Trump, na capital dos Estados Unidos.

Um grupo de mulheres acaba de erguer um pano negro de grandes dimensões com a inscrição a letras brancas: “TRUMP OUT NOW” (“Fora Trump”) tapando a visibilidade do edifício da Casa Branca.

“Estamos aqui à espera que caia de uma vez”, disse à Lusa um manifestante que montou um sistema de som no meio da rua.

Há cerca de meia hora que toca o tema “Play that Funky Music White Boy”, um clássico de Wild Cherry de 1976.

“A música é a mesma, o problema é o mesmo mas desta vez é pior”, diz o manifestante que controla a música.

“Queremos Trump fora” grita um grupo de manifestantes liderados por um homem vestido de Tio Sam, com uma enorme cartola com a bandeira dos Estados Unidos.

Além dos cartazes da candidatura de Joe Biden são inúmeros as bandeiras do movimento Black Live Mater.

A presença da polícia é visível no perímetro da manifestação que se estende até a uma praça em frente onde foi instalado um ecrã de televisão para que os participantes possam acompanhar os resultados eleitorais durante a próxima hora.

As avenidas e as ruas à volta da Casa Branca estão praticamente vazias contrastando com o ruído e a música da concentração contra Donald Trump.

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Morreu o ator Sean Connery aos 90 anos

Óbito

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Foto: DR

O ator escocês Sean Connery, que se tornou conhecido como 007-James Bond e ganhou prémios como um Óscar, dois Bafta e três Golden Globes, morreu hoje, aos 90 anos, anunciou a BBC.

O ator escocês ficou mais conhecido por sua interpretação de James Bond, tendo sido o primeiro ator a levar o papel para o cinema e aparecendo em sete dos filmes da saga 007.

Outros filmes de Sir Sean Connery foram “A Caçada ao Outubro Vermelho”, “Indiana Jones e a Última Cruzada”, “O Rochedo” ou “O Nome da Rosa”.

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Europa “unida” para enfrentar segunda vaga “brutal”

Covid-19

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Foto: DR

O presidente do Conselho Europeu garantiu hoje, no final de uma videoconferência entre os líderes da União Europeia, que os 27 estão “unidos” para enfrentar a “luta difícil” contra a segunda vaga da covid-19, que classificou como “brutal”.

“A principal mensagem política que quero passar é a seguinte: estamos unidos, porque estamos no mesmo barco. É uma luta difícil. É uma crise grave. Trata-se de uma segunda vaga que nos põe a todos à prova”, declarou Charles Michel, numa conferência de imprensa conjunta em Bruxelas com a presidente da Comissão Europeia, após uma reunião entre os chefes de Estado e de Governo da UE consagrada à “batalha contra a covid-19”.

Charles Michel enfatizou que “os números [de infetados] estão a aumentar em todo o lado na Europa”, o que está a deixar os hospitais e profissionais da saúde de todos os Estados-membros “outra vez sob pressão”, razão pela qual “muitos líderes anunciaram confinamentos e restrições”.

“Em tempos tão duros, a solidariedade importa mais do que nunca. Apelamos a todos os europeus que cuidem de si próprios e dos outros”, declarou.

O presidente do Conselho Europeu apontou que a discussão de hoje focou-se nos testes, rastreio de contactos e vacinas, tendo os 27 partilhado as suas experiências e discutido o reforço da coordenação, tendo por exemplo avançado no “reconhecimento mútuo de testes rápidos”, o que permitiria “reduzir o impacto negativo da liberdade de circulação e proteger o mercado único”.

A reunião por videoconferência de hoje foi a primeira desde que, no anterior Conselho Europeu (presencial), em Bruxelas, de 15 e 16 de outubro, e face à gravidade da situação, os líderes europeus decidiram manter contactos regulares, mesmo que à distância, para discutir a evolução da pandemia, cuja segunda vaga está a atingir toda a União Europeia, com vários Estados-membros a registarem nos últimos dias números recorde de casos positivos.

Portugal esteve representado na cimeira virtual pelo primeiro-ministro, António Costa, que marcou com os partidos reuniões na sexta-feira e convocou para sábado um Conselho de Ministros extraordinário para definir novas “ações imediatas” para o controlo da pandemia da covid-19.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 44,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido (45.955 mortos, mais de 965 mil casos), seguindo-se Itália (38.122 mortos, mais de 616 mil casos), França (36.020 mortos, quase 1,3 milhões de casos) e Espanha (35.639 mortos, mais de 1,1 milhões de casos).

Portugal contabiliza 2.428 mortos em 132.616 casos de infeção.

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