Seguir o O MINHO

País

Irlandês eleito presidente do Eurogrupo

Paschal Donohoe

em

Paschal Donohoe e Mário Centeno. Foto: Twitter / Paschal Donohoe / Arquivo

O irlandês Paschal Donohoe é o novo presidente do Eurogrupo, ao vencer hoje a eleição para a liderança do fórum de ministros das Finanças da zona euro, anunciou o presidente cessante Mário Centeno.


“Parabéns ao novo presidente do Eurogrupo”, escreveu Centeno na sua conta oficial na rede social Twitter, numa publicação ilustrada com uma fotografia do ministro das Finanças irlandês, que derrotou na segunda volta a espanhola Nadia Calviño – a candidata apoiada por Portugal –, depois de o luxemburguês Pierre Gramegna ter abdicado cumprida a primeira volta.

Numa eleição realizada por voto eletrónico e secreto durante uma reunião do Eurogrupo celebrada por videoconferência e dirigida, pela última vez, desde Lisboa, Donohoe, ministro de centro-direita, surpreendeu a favorita Nadia Calviño (socialista), que tinha o apoio declarado dos dois ‘pesos pesados’ da zona euro, Alemanha e França.

Donohoe, 45 anos e ministro desde 2017, tomará oficialmente posse na próxima segunda-feira, para um mandato de dois anos e meio, tornando-se o quarto presidente do fórum de ministros da zona euro, depois do luxemburguês Jean-Claude Juncker, do holandês Jeroen Dijsselbloem e do português Mário Centeno, que no mês passado abdicou de concorrer a um segundo mandato ao abandonar o cargo de ministro das Finanças.

O recém-eleito presidente do Eurogrupo participará já na conferência de imprensa por videoconferência que se celebrará de seguida, e que assinalará a despedida de Centeno, no final de uma reunião que assinalou também a estreia europeia do ministro português das Finanças, João Leão.

Anúncio

País

Mais de 112 mil recorreram às urgências por quedas em casa ou em lazer no ano passado

Segundo o Instituto Ricardo Jorge

em

Foto: Cruz Vermelha de Rio Caldo / Arquivo

Mais de 112.000 portugueses utilizaram os serviços de urgência em 2019 por causa de quedas em casa ou em lazer e as mulheres foram mais afetadas do que os homens, segundo o Instituto Ricardo Jorge.

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), compilados no âmbito do sistema de vigilância EVITA, focado nos Acidentes Domésticos e de Lazer (ADL) com recurso ao serviço de urgência, 112.988 portugueses sofreram uma queda em ambiente doméstico e de lazer de que resultou a necessidade de ida às urgências.

As mulheres (74%) foram mais afetadas do que os homens (62%), segundo os mesmos dados.

A distribuição dos diferentes mecanismos de lesão variou com a idade e os grupos etários extremos – 65 e mais anos (88%) e 0-4 anos (72%) – foram os mais afetados.

Os acidentes domésticos que ocorreram na sequência de “contacto com pessoa/animal/objeto” representaram 19% nas crianças e jovens dos cinco aos 14 anos e 20% no grupo dos 15 aos 24 anos.

Jovem de 27 anos resgatada após queda em trilho no Gerês

Segundo o INSA, a proporção mais elevada de acidentes reportados como “corte, compressão e perfuração” ocorreu nas pessoas com idades entre os 25 e os 44 anos, representando 16% da totalidade dos acidentes registados neste grupo.

Das quedas que obrigaram a recorrer aos serviços de urgência, quase metade ocorreram em casa, menos de 20% na escola e pouco mais de 10% ao ar livre.

No passado mês de abril, o INSA revelou que as idas às urgências do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na sequência de acidentes domésticos e de lazer tinham caído para perto de metade em março, passando de 40.000 para cerca de 20.000.

Mulher de Lisboa parte perna após queda em cascata no Gerês

O sistema EVITA – Epidemiologia e Vigilância dos Traumatismos e Acidentes, coordenado pelo INÇA, recolhe e analisa os dados sobre acidentes domésticos e de lazer que implicaram recurso às urgências de unidades de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

São considerados acidentes domésticos e de lazer todos cuja causa não seja doença, acidente de viação, acidente de trabalho ou violência.

Continuar a ler

País

Portugal com maior recuo homólogo da UE na produção industrial em junho

Economia

em

Foto: DR / Arquivo

A produção industrial recuou 12,3% na zona euro e 11,6% na União Europeia (UE) em junho, em termos homólogos, com Portugal a registar a maior quebra entre os Estados-membros (-14,8%), segundo o Eurostat.

As quebras homólogas em junho foram, no entanto, menos acentuadas do que as verificadas nos três meses anteriores, em que a economia europeia sofreu os efeitos económicos da pandemia causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2.

Na comparação com maio, a produção industrial avançou 9,1% tanto na zona euro quanto na UE, um abrandamento face ao crescimento de 12,3% e 11,6% registado em maio e que inverteu as quebras mensais de março e abril devidas ao confinamento imposto no âmbito do combate à pandemia da covid-19.

Face a junho de 2019, Portugal registou o maior recuo (-14,8%), seguindo-se a Alemanha e Espanha (-14,1% cada), e a Itália (-13,7%), tendo havido apenas uma subida, na Irlanda, de 4,5%.

Na variação mensal, a Eslováquia (21,7%), a Hungria (17,1%) e a Roménia (16,3%) registaram os maiores aumentos, tendo a Bélgica (-1,4%) e a Finlândia (-0,8%) apresentado os únicos recuos.

Em Portugal a produção industrial avançou 11,3% de maio para junho.

Continuar a ler

País

Chega vai referendar pena de morte, mas Ventura é contra

Política

em

Foto: DR / Arquivo

Os militantes do Chega vão pronunciar-se sobre a introdução da pena de morte em Portugal num referendo interno que vai ocorrer ao mesmo tempo que as eleições diretas para a liderança do partido, em 05 de setembro.

“Concorda com a aplicação da pena de morte em casos de terrorismo, homicídio qualificado, abuso sexual de menores ou violação, quando decorram em contexto de especial perversidade ou censurabilidade, a definir em lei especial?”, será a pergunta colocada e à qual a agência Lusa teve acesso.

A convocatória publicada na página da Internet do partido populista de direita apela à participação de todos os militantes, entre as 10:00 e as 18:00, nos locais a indicar pelas estruturas políticas distritais de todo o país, nas votações para presidente da Direção Nacional do Chega, eleição para delegados distritais e regionais à II Convenção Nacional do partido (19 e 20 de setembro, em Évora) e o tal referendo sobre a pena de morte.

“O partido realizará no dia 05 de setembro um referendo à pena de morte em casos de criminalidade grave. Eu, pela minha formação e fé cristã, sou contra, mas respeitei este pedido dos militantes para que o assunto fosse discutido e votado antes da nossa proposta de revisão constitucional dar entrada na Assembleia da República”, declarou o líder demissionário e recandidato, André Ventura.

O deputado único do Chega já anunciara que pretende entregar no parlamento, em setembro, uma proposta de revisão constitucional para a adoção em Portugal da pena de prisão perpétua, igualmente para crimes mais graves.

Continuar a ler

Populares