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Alto Minho

Politécnico de Viana investiga melhor forma de prevenir efeitos do gás radão

Estudo, desenvolvido pelos docentes António Curado e Sérgio Lopes, incidiu sobre 30 edifícios públicos selecionados pelas câmaras de Viana do Castelo e Barcelos

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Foto: Ilustrativa/ Wikipedia

A renovação de ar no interior dos edifícios, através de ventilação natural ou mecânica, é uma medida “simples e básica” que permite “mitigar” o efeito do gás radão na saúde pública, disse à Lusa o investigador António Curado.


“A renovação de ar no interior dos edifícios, por ventilação quer seja natural, por abertura de janelas, quer seja mecânica, por extração de ar, é uma medida mitigadora chave, de excelência, para aplicar a edifícios onde a concentração de gás radão não é elevada. É uma medida simples que vai permitir, garantimos nós, evitar problemas de saúde pública”, disse o docente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC).

O responsável, que falava a propósito do seminário “Gás Radão no Alto Minho, da investigação à prevenção”, que decorreu, na quarta-feira, em Paredes de Coura, adiantou que “nos casos mais críticos”, de edifícios com elevada concentração de gás radão, as medidas são “mais complexas” por implicarem a “reabilitação do imóvel”.

Em causa está o projeto de investigação do IPVC intitulado “RnMonitor: Infraestrutura de Monitorização Online e Estratégias de Mitigação Ativa do Gás Radão no Ar Interior em Edifícios Públicos da Região Norte de Portugal”.

O estudo, desenvolvido pelos docentes António Curado e Sérgio Lopes, incidiu sobre 30 edifícios públicos selecionados pelas câmaras de Viana do Castelo e Barcelos.

Os imóveis, 15 em Viana do Castelo e outros tantos em Barcelos, selecionados pelas respetivas autarquias, acolhem estabelecimentos de ensino, serviços administrativos, museus, postos de turismo entre outros.

António Curado explicou que os 30 imóveis “foram caracterizados e monitorizados, entre setembro de 2017 e junho de 2019, em períodos de verão e inverno, não só do ponto de vista de concentração do gás radão como da temperatura e humidade relativa, para avaliar conforto térmico dos ocupantes”.

“Estão identificados os edifícios mais problemáticos, que serão alvo de um plano mais detalhado de avaliação, mediante um período mais alargado de medição, nunca inferior a três meses. Depois, serão alvo de uma atuação específica para mitigar o problema”, especificou.

Os coordenadores do projeto sublinham que a experiência comprovou que, “em ambientes exteriores, a concentração de gás radão não oferece qualquer tipo de problema em matéria de saúde pública, contudo em ambientes interiores, em cenário de fraca ventilação, as concentrações do referido gás podem ser consideravelmente elevadas e causadoras de uma pobre qualidade do ar”.

“Na região do Minho, a construção granítica predomina tanto nos solos, como na construção de edifícios residenciais e não residenciais, pelo que as questões relacionadas com a Qualidade do Ar Interior (QAI) colocam-se com particular acuidade”, sustentam os investigadores.

O projeto de investigação, orçado em 110 mil euros e financiado por fundos do Norte 2020, começou ontem, em Paredes de Coura, a “disseminar de resultados” com ações de sensibilização da população, “sem alarme, para adoção de boas práticas”.

Além de Paredes de Coura, está prevista para dia 22, em Barcelos, nova sessão de sensibilização a realizar no Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), entre as 10:00 e as 12:00.

Os coordenadores do projeto estão também a “sensibilizar os restantes municípios do distrito de Viana do Castelo, para procederem a avaliação da concentração de gás radão”.

“O objetivo é que consigam perceber quais os edifícios que se encontram em situação mais e menos crítica. O objetivo será intervencionar os mais críticos e definir boas práticas de utilização dos menos críticos para que termos uma população consciencializada e edifícios com risco muito limitado.

O projeto do IPVC, conta com a parceria do Instituto de Telecomunicações (IT) e a empresa BMViV.

O estudo aponta dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) que referem que “a exposição prolongada a concentrações elevadas deste tipo de gás está diretamente relacionada com o aumento do risco do aparecimento de cancro do pulmão”.

Segundo a OMS, “o gás radão, que não tem cor, não tem cheiro, não se sente e não se move, é a segunda principal causa que pode conduzir ao cancro do pulmão em muitos países”.

É um gás natural radioativo que pode acumular-se em ambientes interiores, como casas, escolas e locais de trabalho.

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Alto Minho

Vindima na Adega de Monção promete vinhos verdes de grande qualidade

Alvarinho é a casta ex-líbris

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Foto: Divulgação / Adega de Monção

A Adega de Monção, maior produtor da sub-região de Monção e Melgaço, onde a casta Alvarinho é melhor representada, que se destaca pelos vinhos Alvarinho, faz um balanço positivo da vindima e prevê produção de boa qualidade.

Com 1600 associados, a Adega de Monção, conhecida pelas marcas Muralhas de Monção e Alvarinho Deu La Deu, mostra-se satisfeita com as vindimas, que tiveram início a 4 de setembro e terminaram a 1 de outubro.

Em comunicado, a Adega de Monção refere que, embora este ano seja atípico devido à pandemia, e até mesmo a nível meteorológico, tem boas perspetivas para a produção. Isto porque, salienta, as uvas colhidas apresentam um excelente grau de qualidade fitossanitário, que com certeza se espelhará nos vinhos produzidos pela Adega.

Citado em comunicado, o presidente da Adega de Monção, Armando Fontainhas, refere que, este ano, receberam “as melhores uvas de sempre”.

Mesmo com a variabilidade meteorológica que se registou nos meses de julho e setembro, devido às altas temperaturas, a colheita revelou-se “ainda melhor do que se previa”.

A Adega de Monção salienta que “o sucesso desta vindima está também nas mãos de quem cuida das vinhas todo o ano, colocando todo o trabalho e todo o seu conhecimento na terra e das videiras: os cooperantes”.

Armando Fontainhas deixa um agradecimento especial a todos os que trabalharam diariamente para que nesta altura do ano não existam contratempos: “Os nossos cooperantes foram o elemento chave para que tudo corresse como estava previsto”.

“É também de enaltecer o comportamento dos nossos cooperantes no que toca às normas de segurança impostas devido à pandemia. Todos os procedimentos estabelecidos para as vindimas: a medição da temperatura à entrada da Adega, a utilização obrigatória da máscara e só estar uma pessoa por trator, foram cumpridos à risca”, acrescenta o presidente da Adega de Monção.

Embora 2020 esteja a ser um ano atípico, e se tenha registado um decréscimo na produção de uvas tintas, a Adega de Monção garante que está “muito confiante quanto aos resultados e quanto ao bom vinho que se está a produzir”.

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Alto Minho

Armando procura voluntários para apanhar lixo da estrada em Ponte de Lima

Poluição

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Foto: DR

Lembram-se de Armando, o cidadão de Ponte de Lima que recolheu o equivalente a 500 litros em lixo retirado das bermas da Estrada Nacional 201, em Ponte de Lima? Pois bem. O morador da Correlhã vai levar a cabo nova iniciativa a partir do ponto onde terminou a anterior – junto ao campo de golfe, em Feitosa – e desta vez prefere não estar sozinho na apanha da ‘fruta’, como lhe chama.

Armando, sozinho, apanhou 500 litros de lixo na estrada em Ponte de Lima

A O MINHO, o guia de natureza diz que vai trocar novamente “o monte pela estrada” mas desta vez gostava de ter companhia.

“Vamos começar às 09:00 horas do próximo sábado (dia 17 de outubro) junto ao campo de golfe. Os interessados podem trazer sacos, luvas e máscara para que tudo decorra em segurança”, disse, contando que “desta vez apareça mais gente”.

“Vi que muita gente comentou a notícia sobre a recolha do lixo e que muitos disseram que não sabiam e que se soubessem vinham ajudar. Pois bem, agora não têm desculpa, é só aparecer”, vincou com o seu bom humor característico.

É que na última iniciativa, Armando Alves Rodrigues convidou muita gente mas ninguém apareceu.

Em conversa com O MINHO, o também colaborador fotográfico do nosso jornal explica que aquela ação visou sensibilizar, sobretudo, condutores que atiram lixo pela janela dos carros, poluindo as bermas com plástico não degradável que, mais tarde ou mais cedo, acaba no mar.

“Lembrei-me de realizar esta ação porque de cada vez que conduzo, mete-me fastio olhar para as bermas da estrada e ver tudo cheio de plásticos”, conta. “Na passada quinta-feira, tinham acabado de limpar as valetas [silvicultura] mas o lixo ficou todo no mesmo sítio e isso deixou-me a ferver”, reclama.

Armando decidiu convocar outros voluntários através das redes sociais, onde tem milhares de seguidores fruto das fotografias que regista durante caminhadas em serras e outras zonas de natureza do Minho. Mas ninguém apareceu.

“Fui a uma mercearia logo de manhã e ia comprar os sacos mas a senhora ofereceu-me, depois de dizer para o que iriam servir. Acabei por fazer 700 metros entre o posto de combustível de Feitosa até à zona do campo de golfe”, esclarece.

Ao todo, encheu cinco sacos de 100 litros. “Num dos locais tive ajuda de uma senhora que se queixava de ter todo o tipo de lixo no quintal, atirado pelos condutores. Até fraldas lhe caíam no quintal”, explica.

Do lixo apanhado, Armando Alves, mais conhecido como Armando ‘Carriça’, destaca copos do McDonald’s, iogurtes líquidos, maços de tabaco, latas de refrigerante mas, sobretudo, garrafas de água.

“Acho que há muita gente que não tem condições de beber água, se depois não sabem onde colocar a garrafa vazia. Mais vale beberem vinho”, ironiza o vila-verdense, nascido em Aboim da Nóbrega, mas residente em Ponte de Lima há várias décadas.

Armando é um promotor de caminhadas na natureza. É o guia habitual de turistas estrangeiros na zona de Ponte da Barca, sobretudo norte-americanos e belgas, que já não dispensam os itinerários delineados pelo aboinobrense.

Também pelos trilhos que percorre com os turistas, Armando cuida para que não se deixe lixo na natureza.

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Viana do Castelo

Morreu bispo emérito de Viana do Castelo

Óbito

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Foto: DR

O bispo emérito de Viana do Castelo, José Pedreira, morreu hoje aos 85 anos, disse à Lusa o presidente da Câmara de Valença, concelho de onde o prelado era natural.

Manuel Lopes lamentou a “perda de uma figura carismática” do concelho, natural da freguesia de Gondomil.

“É um filho da terra, era uma pessoa muito ligada à terra. É uma grande perda para Valença e para Gondomil. Era uma pessoa muito estimada”, referiu o autarca.

A Lusa contactou a diocese de Viana do Castelo que remeteu para mais tarde uma posição oficial sobre o assunto.

Manuel Lopes adiantou que, “D. José Pedreira morreu no hospital de Braga, onde se encontrava internado”.

José Pedreira foi bispo da diocese de Viana do Castelo entre 1997 e 2010.

Foi ordenado sacerdote a 12 de julho de 1959. Em 1982 foi nomeado bispo-auxiliar do Porto, com o título de bispo-titular de Elvas.

A ordenação episcopal decorreu a 19 de março de 1983, tendo como principal consagrante Armindo Lopes Coelho, na altura recentemente nomeado bispo de Viana do Castelo, e como consagrantes, Eurico Dias Nogueira, arcebispo de Braga e Júlio Tavares Rebimbas, arcebispo do Porto.

A 29 de Outubro de 1997 foi nomeado bispo de Viana do Castelo, cargo onde se manteve até ao seu pedido de resignação e consequente nomeação de Anacleto Oliveira, entretanto falecido.

O bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, morreu em setembro, aos 74 anos, na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada do Sul perto de Almodôvar, no distrito de Beja.

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