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Braga

IPMA sobe para ‘laranja’ aviso sobre o calor em Braga

IPMA

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Foto: Ilustrativa / DR

O Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA) subiu, este sábado, o aviso meteorológico face ao calor para o concelho de Braga de ‘amarelo’ para ‘laranja’, anunciou aquele instituto.


Em comunicado, o IPMA dá conta da alteração que se dará a partir das 09:00 horas do próximo domingo, depois de um período de 24 horas em que o aviso será amarelo (e que entrou em vigor às 09:00 deste sábado).

O aviso laranja é o segundo mais gravoso numa escala de quatro e representa risco muito elevado, devendo a população manter-se ao corrente da evolução das condições meteorológicas e seguir as orientações da Autoridade Nacional da Proteção Civil ao longo dos próximos dias.

De acordo com a direção-geral da Saúde, esta onde de calor, que poderá durar desde hoje até ao longo da próxima semana, constitui “uma agressão para o organismo, podendo conduzir à desidratação, ao agravamento de doenças crónicas, a um esgotamento ou a um golpe de calor, situação muito grave e que pode provocar danos irreversíveis na saúde, ou inclusive levar à morte”.

Conselhos da DGS face à onda de calor

 Aumentar a ingestão de água, ou sumos de fruta natural sem adição de açúcar, mesmo sem ter sede.
As pessoas que sofram de doença crónica, ou que estejam a fazer uma dieta com pouco sal, ou com restrição de líquidos, devem aconselhar-se com o seu médico, ou contactar a Linha Saúde 24: 808 24 24 24.
Evitar bebidas alcoólicas e bebidas com elevados teores de açúcar.
Os recém-nascidos, as crianças, as pessoas idosas e as pessoas doentes, podem não sentir, ou não manifestar sede, pelo que são particularmente vulneráveis – ofereça-lhes água e esteja atento e vigilante.
Devem fazer-se refeições leves e mais frequentes. São de evitar as refeições pesadas e muito condimentadas.
Permanecer duas a três horas por dia num ambiente fresco, ou com ar condicionado, pode evitar as consequências nefastas do calor, particularmente no caso de crianças, pessoas idosas ou pessoas com doenças crónicas. Se não dispõe de ar condicionado, visite centros comerciais, cinemas, museus ou outros locais de ambiente fresco. Evite as mudanças bruscas de temperatura. Informe-se sobre a existência de locais de “abrigo climatizados” perto de si.
No período de maior calor tome um duche de água tépida ou fria. Evite, no entanto, mudanças bruscas de temperatura (um duche gelado, imediatamente depois de se ter apanhado muito calor, pode causar hipotermia, principalmente em pessoas idosas ou em crianças).
Evitar a exposição directa ao sol, em especial entre as 11 e as 17 horas. Sempre que se expuser ao sol, ou andar ao ar livre, use um protector solar com um índice de protecção elevado (igual ou superior a 30) e renove a sua aplicação sempre que estiver exposto ao sol (de 2 em 2 horas) e se estiver molhado ou se transpirou bastante. Quando regressar da praia ou piscina volte a aplicar protector solar, principalmente nas horas de calor intenso e radiação ultravioleta elevada.
Ao andar ao ar livre, usar roupas que evitem a exposição directa da pele ao sol, particularmente nas horas de maior incidência solar. Usar chapéu, de preferência, de abas largas e óculos que ofereçam protecção contra a radiação UVA e UVB.
Evitar a permanência em viaturas expostas ao sol, principalmente nos períodos de maior calor, sobretudo em filas de trânsito e parques de estacionamento. Se o carro não tiver ar condicionado, não feche completamente as janelas. Levar água suficiente ou sumos de fruta naturais sem adição de açúcar, para a viagem e, parar para os beber. Sempre que possível viajar de noite.
Nunca deixar crianças, doentes ou pessoas idosas dentro de veículos expostos ao sol.
Sempre que possível, diminuir os esforços físicos e repousar frequentemente em locais à sombra, frescos e arejados. Evitar actividades que exijam esforço físico.
Usar roupa larga, leve e fresca, de preferência de algodão e em conformidade com a Circular Informativa n.º 23/DA de 02/07/2009.
Usar menos roupa na cama, sobretudo quando se tratar de bebés e de doentes acamados.
Evitar que o calor entre dentro das habitações. Correr as persianas, ou portadas e manter o ar circulante dentro de casa. Ao entardecer, quando a temperatura no exterior for inferior àquela que se verifica no interior do edifício, provocar correntes de ar, tendo em atenção os efeitos prejudiciais desta situação.
Não hesitar em pedir ajuda a um familiar ou a um vizinho no caso de se sentir mal com o calor.
Informar-se periodicamente sobre o estado de saúde das pessoas isoladas, idosas, frágeis ou com dependência que vivam perto de si e ajudá-as a protegerem-se do calor.
As pessoas idosas não devem ir à praia nos dias de grande calor. As crianças com menos de seis meses não devem ser sujeitas a exposição solar e deve evitar-se a exposição directa de crianças com menos de três anos. As radiações solares podem provocar queimaduras da pele, mesmo debaixo de um chapéu-de-sol; a água do mar e a areia da praia também reflectem os raios solares e estar dentro de água não evita as queimaduras solares das zonas expostas. As queimaduras solares diminuem a capacidade da pele para arrefecer.
Efeitos graves do calor intenso sobre a saúde – sintomas e medidas de prevenção

O nosso corpo esforça-se por manter uma temperatura corporal interna constante de 37ºC ao longo do tempo. Durante os períodos de calor intenso, o corpo produz suor, sendo esta a principal forma que permite o arrefecimento do corpo à medida que o suor produzido se evapora. Quando os níveis de humidade do ar aumentam, o suor não consegue evaporar tão depressa como seria aconselhável. A evaporação do suor pára completamente quando a humidade relativa atinge os 90%. Nestas circunstâncias, a temperatura do corpo aumenta e o consequente aumento da produção do suor pode levar à desidratação excessiva, podendo provocar danos irreversíveis no cérebro ou em outros órgãos, ou até mesmo à morte.

Em situações extremas de exposição ao calor intenso, particularmente durante vários dias consecutivos, podem surgir doenças relacionadas com o calor, como as cãibras por calor, esgotamento devido ao calor e golpes de calor, situações que pela sua gravidade podem obrigar a cuidados médicos de emergência.

Golpe de Calor

Esta situação ocorre quando o sistema de controlo da temperatura do corpo do indivíduo deixa de trabalhar deixando de produzir suor para proporcionar o arrefecimento do corpo. A temperatura corporal pode, em 10-15 minutos, atingir os 39ºC provocando deficiências cerebrais ou até mesmo a morte se o indivíduo não for socorrido de forma rápida.

Sintomas
Os sintomas incluem febre alta, pele vermelha, quente, seca e sem produção de suor, pulso rápido e forte, dor de cabeça, náuseas, tonturas, confusão e perda parcial ou total de consciência.

O que fazer?
Chamar de imediato um médico ou ligar para o número de emergência 112, seguindo os seguintes procedimentos até à sua chegada.

Mover o indivíduo para um local fresco ou para uma sala com ar condicionado;
Refrescar o indivíduo aplicando toalhas húmidas ou pulverizando com água fria o seu corpo;
Arejar o indivíduo agitando o ar vigorosamente ou com um ventilador;
Se não estiver consciente, não dar líquidos.
O golpe de calor requer ajuda médica imediata uma vez que o tratamento demorado pode resultar em complicações a nível do cérebro, rins e coração.
Esgotamento devido ao calor

Resulta da alteração do metabolismo hidro-electrolítico provocada pela perda excessiva de água e de electrólitos pela sudação. Esta situação pode ser especialmente grave nas pessoas idosas e nas pessoas com hipertensão arterial.

Sintomas
Os sintomas incluem sede intensa, grande sudação, palidez, cãibras musculares, cansaço e fraqueza, dor de cabeça, náuseas e vómitos e desmaio. A temperatura do corpo pode estar normal, abaixo do normal ou ligeiramente acima do normal. O pulso fica filiforme alterando entre fraco e rápido e a respiração torna-se rápida e superficial.

O que fazer?
Chamar de imediato o médico ou ligar para o número de emergência 112, seguindo os seguintes procedimentos até à sua chegada.

Mover o indivíduo para um local fresco ou para uma sala com ar condicionado;
Refrescar o indivíduo aplicando toalhas húmidas ou pulverizando com água fria o seu corpo;
Deitar o indivíduo e levantar-lhe as pernas;
Dar a beber sumos de fruta natural sem açúcar e/ou bebidas contendo electrólitos (bebidas para desportistas), se estiver consciente.
Cãibras por calor

As cãibras podem resultar da simples exposição a calor intenso, quando se transpira muito após períodos de exercício físico intenso e de uma hidratação inadequada só com água sem substituição dos electrólitos perdidos na transpiração. Embora menos grave que as anteriores, esta situação pode também necessitar de tratamento médico. As cãibras são especialmente perigosas em pessoas com problemas cardíacos ou com dietas hipossalinas (pobres em sal).

Sintomas
Manifestam-se por espasmos musculares dolorosos do abdómen e das extremidades do corpo (pernas e braços), provocados pela perda de sais e electrólitos.

O que fazer?

Parar o exercício, se for o caso, e descansar num local fresco e calmo;
Esticar os músculos e massajar suavemente;
Beber sumos de fruta natural sem adição de açúcar e/ou bebidas contendo electrólitos (bebidas para desportistas);
Procurar ajuda médica se as cãibras persistirem.
Para evitar todas estas situações provocadas pela exposição ao calor intenso proteja-se da exposição solar e procure locais frescos, ou com ar condicionado, durante o período de maior calor, em especial se estiver acompanhado de crianças pequenas, pessoas idosas ou pessoas com doenças crónicas.

Para mais informações:

E-mail: [email protected]
Linha Saúde 24: 808 24 24 24

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Braga

Explosivo de Beirute era para empresa da Póvoa de Lanhoso

Nitrato de amónio

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Foto: DR / Nicolas Tawk

As 2.750 toneladas de nitrato de amónio que explodiram, na passada terça-feira, no porto de Beirute destinavam-se à Fábrica de Explosivos de Moçambique (FEM), que é propriedade da empresa portuguesa Moura & Silva, da Póvoa de Lanhoso.

A notícia é avançada, este sábado, pelo jornal Público, a quem um porta-voz da empresa garante, no entanto, que aquela carga ainda não era sua – foi feita a encomenda, mas apenas seria paga quando chegasse ao seu destino, a cidade da Beira, no Norte de Moçambique.

“Esta foi uma encomenda normal, de uma matéria que a empresa utiliza na sua atividade comercial, cumprindo sempre de forma escrupulosa todos os requisitos legais e melhores práticas internacionais”, assegurou.

Segundo o Público, o nitrato de amónio apreendido na capital libanesa poderia ter como finalidade, provavelmente, ser usado nas minas do Norte de Moçambique.

Os químicos que provocaram a explosão no porto de Beirute chegaram à capital libanesa há sete anos, a bordo de um navio de carga alugado pela Rússia e nunca deviam ter parado naquele local.

Em 2013, o navio “Rhosus”, com bandeira da Moldávia e proveniente da Geórgia, fez uma escala não planeada em Beirute, a caminho de Moçambique.

O dono do navio ordenou uma paragem não planeada para receber carga adicional. Mas o navio acabou por não sair de Beirute, envolvido numa disputa legal sobre taxas portuárias.

Como ninguém a reclamou e o dono do navio foi acusado de abandono, a carga acabou por ser descarregada e colocada num armazém do porto de Beirute, onde esteve até terça-feira.

As explosões fizeram pelo menos 154 feridos, número que poderá ainda aumentar, tendo em conta as pessoas que continuam desaparecidas. Há cerca de 5 mil feridos.

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Braga

Gasta 2 euros e ganha 5 mil na raspadinha em Braga

Padim da Graça

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Foto: DR

Um feliz apostador ganhou 5 mil euros numa raspadinha “Grande Sorte”, depois de acertar no boletim premiado no bar da Associação Desportiva Aguias da Graça, em Padim da Graça, Braga.

A raspadinha no valor de dois euros foi adquirida na passada quinta-feira, ao final da tarde, por um cliente habitual, de Padim da Graça, e foi motivo de grande alegria, como seria de esperar.

“Até ficou branco. Não estava a acreditar que ganhou”, conta a O MINHO Carlos Dias, que explora o bar da Associação Desportiva Águias da Graça.

“Saiu bem a quem foi. É uma pessoa que merece”, garante Carlos Dias, acrescentando que se trata de um apostador ocasional.

No bar daquele clube de Braga já têm saúdo “prémios de 500 e 1.000 euros, mas de 5.000 foi a primeira vez”.

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Braga

Motorista da Uber acusa taxista de agressão e insultos xenófobos em Braga

Aconteceu esta semana junto ao Bragaparque

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Foto: Uber (Arquivo)

Uma motorista de TVDE (serviço de transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma eletrónica) – vulgo Uber – apresentou queixa na PSP de Braga contra um taxista que a terá agredido junto ao estacionamento do centro comercial Bragaparque.

“Já tenho advogada. Vou, também, queixar-me ao Tribunal por agressão e atitudes racistas e xenófobas, devido aos insultos e ameaças que proferiu por eu ser brasileira”, disse Liane Silva, em declarações a O MINHO.

O caso ocorreu no começo desta semana junto à porta lateral daquele centro comercial: a motorista estava estacionada e o taxista chegou, começando a dizer-lhe que não podia parar ali, passando a importuná-la e agredi-la.

Tirou-lhe, também, o telemóvel quando ela se predispôs a chamar a Polícia, levando-o para um carro particular que lhe pertencia, sublinha a Eliane.

De seguida, a cidadã chamou o segurança do Bragaparque, dizendo-lhe que o taxista lhe furtara o telefone, só que – garante – também este foi agredido, tendo, por isso, recebido tratamento hospitalar. Nesse entretanto, a equipa de segurança do espaço chamou a PSP, que identificou o alegado agressor.

O MINHO contactou a principal central de táxis de Braga, onde ninguém conhece o incidente.

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