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Região

IP garante obras na Linha do Minho sem cancelamentos ou atrasos

Questão levantada pelo Eixo Atlântico

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Foto: Divulgação

A Infraestruturas de Portugal (IP) assegurou ao Eixo Atlântico não existir “qualquer anulação ou alteração” da empreitada de eletrificação da Linha do Minho, a concluir “durante o quarto trimestre de 2020”, informou hoje a associação transfronteiriça.


Em resposta escrita a um pedido de esclarecimento enviado em novembro pelo Eixo Atlântico, a IP especificou que, com a conclusão da segunda fase da intervenção na Linha do Minho, o “início da circulação ferroviária, em modo elétrico, será possível nos primeiros meses de 2021, ficando apenas dependente dos operadores ferroviários”.

Em novembro, a informação solicitada pelo Eixo Atlântico foi justificada com “informações que surgiram nos meios de comunicação portugueses relativas à suspensão ou atraso na execução da linha ferroviária do Minho e do último troço”, entre Viana do Castelo e Valença.

Na resposta hoje tornada pública pela organização criada há mais de 25 anos e que atualmente agrega 38 municípios portugueses e galegos, a IP acrescentou estarem em curso os trabalhos de implementação de sinalização eletrónica no troço que liga Nine, no distrito de Braga, a Viana do Castelo e entre a capital do Alto Minho e a cidade de Valença, na fronteira com a Galiza, “cuja colocação ao serviço se prevê que ocorra no primeiro trimestre de 2021”.

Já “os trabalhos de supressão de passagens de nível decorrerão até 31 de dezembro de 2023”, acrescenta.

Na informação prestada ao Eixo Atlântico, a IP destacou ter sido “já concretizada a primeira fase do projeto de modernização da Linha do Minho, com a entrada em serviço, a 15 de julho, da circulação ferroviária com tração elétrica no troço entre Nine e Viana do Castelo.

Em julho, na estação de caminhos-de-ferro da capital do Alto Minho, aquando da inauguração dessa empreitada num valor de 16 milhões de euros, o primeiro-ministro, António Costa, disse que a eletrificação do troço entre Viana do Castelo e Valença estaria concluída no segundo semestre de 2020.

A modernização da Linha do Minho foi anunciada em 2011, depois de afastada a possibilidade de encerramento da ligação ferroviária internacional entre a cidade do Porto e Vigo, na Galiza.

Além da eletrificação da Linha do Minho, o projeto de modernização da ligação internacional inclui supressão de passagens de nível, novas subestações, intervenções em túneis e pontes, e instalação de sistemas e telecomunicações sinalização, com um investimento global de 832 milhões de euros.

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Braga

Elisabete, de Póvoa de Lanhoso, alimenta rádio e conforta alma lusa na Suíça

Radio Familiar

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Foto: DR / Arquivo

Chama-se Rádio Familiar, funciona numa cave em Aarau, na Suíça, tem ao leme um casal português de emigrantes e passa quase exclusivamente música ligeira portuguesa, sempre com a bandeira nacional em destaque no estúdio.

No ar desde 14 de fevereiro, o projeto radiofónico tem como rostos Leandro Pereira, natural de Lamego, e a mulher, Elisabete Vieira da Silva, oriunda da Póvoa de Lanhoso.

“Pode-se dizer que somos uma rádio de emigrantes portugueses para emigrantes portugueses, mas é claro que estamos abertos a todos quantos nos quiserem ouvir”, disse Leandro Pereira, à Lusa.

O projeto, 100% on-line, é ligeiro, terra-a-terra e despretensioso e aposta, sobretudo, na proximidade e na interação com o ouvinte, através do Facebook.

Das 24 horas diárias de emissão, a esmagadora maioria é assegurada pelo “piloto automático”, mas, ao final da tarde, após o trabalho, Leandro e Elisabete dão a cara, saudando pessoalmente cada ouvinte que entra e soltando, despreocupadamente, estados de alma.

“Z’imbora”, abreviatura de “vamos embora”, é a expressão recorrentemente usada por um e outro, para incentivar o ouvinte a entrar no espírito da rádio, que é acompanhar, cantando ou dançando, o artista que a cada momento está no ar.

Leandro, que já foi cantor, sabe quase todas as letras de cor das canções que passa e, volta e meia, lá “sai” até um karaoke.

Mantém, por norma, uma pose séria, profissional, que, como diz, “a música não é brincadeira” e a rádio “não é para qualquer um”.

Em contraponto, Elisabete faz da simpatia a sua grande arma, mas também ela não abdica de trautear os temas que vão passando.

“Quando estamos no estúdio, os ouvintes podem pedir os temas que querem ouvir”, assegura Leandro.

Ele tem 25 anos e trabalha na construção civil, assegurando também serviços de jardinagem, sempre que é preciso. Ela é 10 anos mais velha e faz limpezas.

Depois de “largarem”, é no estúdio instalado numa cave, com 32 metros quadrados, que alimentam o “bichinho” da rádio.

Por dia, passarão ali uma hora e meia, duas horas, depende.

Passam música, quase toda portuguesa, cantam, saúdam os ouvintes, dançam um com o outro, mandam recados, atendem pedidos.

“Sentimo-nos acarinhados, sentimos que fazemos bem a quem nos ouve, e, enquanto assim for, vamos continuar”, atira Leandro.

A bandeira nacional, essa, está sempre “escarrapachada” na parede do estúdio, para que não fiquem dúvidas sobre o “orgulho de ser português” que ambos sentem.

“Estou na Suíça há 21 anos, mas esta é, e será sempre, a minha bandeira. É por ela que o meu coração bate”, atira Leandro.

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Braga

Mais 14 infetados com covid durante a semana no concelho de Braga

Pandemia

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Foto: DR / Arquivo

O concelho de Braga registava, até ao final da tarde de quinta-feira, 1.439 casos acumulados de infetados com covid-19 desde o início da pandemia, mais 14 do que na passada segunda-feira, apurou O MINHO junto de fonte local da saúde.

Destes, 1.341 estão recuperados, ou seja, mais cinco desde o último balanço feito pelo nosso jornal. Lamentam-se ainda 74 óbitos, número que permanece igual desde o passado dia 16 de junho.

Existem, atualmente, 24 casos ativos de covid-19 em todo o concelho de Braga, mais nove do que na segunda-feira.

Estes dados são apurados por O MINHO junto de fonte local do setor da saúde e não coincidem com os divulgados pela Direção-Geral de Saúde (DGS), no qual o concelho de Braga regista 1.280 acumulados.

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Braga

No meio do inferno da Póvoa de Lanhoso, ainda houve tempo para salvar um cão

Póvoa de Lanhoso

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Foto: Ivo Borges / O MINHO

Ricardo Martins e Ana Catarina Silva, bombeiros da corporação da Póvoa de Lanhoso, ainda tiveram forças para tratar de um cão, durante o grande incêndio que deflagrou esta tarde numa indústria de calçado naquele concelho.

Depois de dominado o incêndio, os dois bombeiros acudiram ao apelo dos proprietários da empresa ardida, que buscavam por um cão que julgavam dentro do edifício que tinha sido tomado pelas chamas.

Mas o cão sobreviveu quase incólume e apareceu junto dos bombeiros que não lhe negaram tratamento. Segundo conta Ricardo Martins a O MINHO, o cão acabou por aparecer no final do incêndio, quando já se julgava que o mesmo tinha perecido perante a inalação de fumo ou mesmo com as chamas.

Foto: Ivo Borges / O MINHO

Visivelmente exaustos depois do combate a um dos maiores incêndios industriais da Póvoa de Lanhoso nos últimos anos, os dois bombeiros ainda conseguiram ter força para tratar do ‘patudo’.

“Nós tratamos dos animais como tratamos de um ser humano, vamos arranjar forças mesmo quando elas falham”, disse Ricardo. Conta que o cão se aproximou dele e da colega com várias queimaduras no pêlo e bastante desidratado.

Foto: Ivo Borges / O MINHO

“Tinha algumas queimaduras no pêlo mas não chegaram a atingir a pele. Tratámos dele mas era pouca coisa, nem houve necessidade de alertar um veterinário”, assegura.

Para além do tratamento do pêlo, tiveram ainda de hidratar o animal que esteve algumas horas desaparecido por entre as chamas e o fumo da fábrica de calçado que ardeu em 50%, na zona industrial de Vilela.

Incêndio em indústria de calçado foi “dos piores de sempre” em Póvoa de Lanhoso

No local estiveram 30 bombeiros da Póvoa de Lanhoso apoiados por outros 33 de várias corporações do distrito de Braga.

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