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Investimento contratualizado atinge 1,17 mil milhões com 7.245 novos empregos em 2019

Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

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Foto: DR

A AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) indicou, esta sexta-feira, que o investimento contratualizado atingiu um novo máximo em 2019, com 1,17 mil milhões de euros, permitindo a criação de mais 7.245 empregos.

Estes dados foram divulgados na cerimónia de assinatura de 14 novos contratos de investimento em Portugal, que contou com a presença do primeiro-ministro, António Costa, e que decorreu no Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Segundo os indicadores divulgados pela AICEP, o investimento quase duplicou face à média do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) no período entre 2008 e 2014, chegando em 2018 aos 1,1159 milhões de euros e aos 1,172 milhões de euros no ano passado.

O investimento direto estrangeiro, segundo a mesma estimativa, terá crescido quase 30% de 2018 para 2019, passando de 688 para 883 milhões de euros no ano passado.

Antes da intervenção de António Costa, o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, advertiu que o ano passado foi “difícil em matéria de geopolítica externa, gerando um clima de incerteza” em matéria de investimento internacional.

“Apesar da instabilidade que se verificou em muitos pontos do mundo, não houve retração nas decisões de investimento por parte dos empresários em Portugal. Portanto, estamos perante muito bons resultados”, sustentou.

Pedro Siza Vieira salientou depois que muitos dos projetos “foram viabilizados com o apoio do Estado” e que a concretização dos objetivos requereu dos funcionários “muito trabalho”.

“No final do ano, atingimos as metas definidas para pagamentos às empresas no âmbito de todos os fundos. Com um esforço muito grande, foi possível assegurar o cumprimento da meta”, reforçou o membro do Governo.

Na primeira intervenção da sessão, o secretário de Estado para a Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, disse que os resultados referentes à contratualização de investimento estrangeiro atingiram dois novos máximos: quer em valor absoluto de angariação de investimento, quer com mais de 7.200 postos de trabalho e manutenção de mais 20 mil.

Eurico Brilhante Dias destacou depois a diversidade setorial dos investimentos estrangeiros atraídos por Portugal, o que protege melhor o país das variações verificadas nos mercados internacionais.

“Foram contratualizados em 13 setores diferentes, desde o turismo (com investimentos espalhados pelo território), a indústria automóvel, o agroalimentar, o aeronáutico e área farmacêutica. Mas as origens do capital também tiveram proveniências diferentes, porque, além de países da União Europeia (sobretudo Alemanha, França e Espanha), temos investimentos relevantes de países como os Emirados Árabes, o Qatar, o Japão ou os Estados Unidos”, citou.

Já o presidente da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), Luís Castro Henriques, frisou que o país recebeu investimentos na ordem dos 177 milhões de euros em projetos de inovação e tecnologia (IDT).

“Este investimento em IDT cresceu mais de cinco vezes – projetos com uma importância muito especial, já que Portugal demonstra ser um país competitivo neste domínio”, defendeu.

Luís Castro Henriques referiu-se ainda indicador do investimento direto estrangeiro, que registou um crescimento na ordem dos 30% de 2018 para 2019.

“Os investidores estrangeiros acreditam no país e no talento das nossas pessoas. Portugal é um país atrativo, apesar de 2019 ter sido um ano com muita poeira no ar”, afirmou, aqui numa alusão à conjuntura externa.

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País

Covid-19: Novo caso suspeito em Portugal deu negativo

Segundo a DGS

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Foto: DR / Arquivo

O novo caso suspeito em Portugal de infeção pelo coronavírus Covid-19 foi declarado negativo depois de testes realizados no Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto, anunciou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O novo caso negativo, o 14.º referenciado em Portugal, foi o de uma pessoa proveniente de Milão e que foi encaminhada para o Hospital de São João, onde foram realizadas colheitas de amostras biológicas para análise.

O surto do Covid-19, que começou na China, já infetou mais de 79.000 pessoas em todo o mundo, de acordo com os números das autoridades de saúde dos cerca de 30 países afetados.

O número de mortos devido ao novo coronavírus subiu para 2.592 na China continental, que contabilizou mais de 75 mil infetados, quase todos na província de Hubei, epicentro da epidemia.

Além das vítimas mortais na China continental, já houve também mortos no Irão, Japão, na região chinesa de Hong Kong, Coreia do Sul, Filipinas, Estados Unidos e Taiwan. Na Europa, os países mais afetados são a Itália e a França.

Em Portugal já houve 13 casos suspeitos, mas resultaram negativos após análises.

Há um português infetado que trabalha num navio de cruzeiros que se encontra de quarentena no porto de Yokohama, no Japão, e que será transferido hoje de madrugada (hora em Lisboa) para um hospital de referência japonês.

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País

Novo caso suspeito de Covid-19 em Portugal, proveniente de Milão

Direção-Geral da Saúde

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Foto: DR

A Direção-Geral da Saúde (DGS) validou, esta segunda-feira, um novo caso suspeito de infeção pelo Covid-19, tratando-se de um doente proveniente de Milão, encaminhando-o para o Hospital de São João, no Porto, um dos hospitais de referência para a doença.

“O doente fica internado e serão realizadas colheitas de amostras biológicas para análise pelo Centro Hospitalar Universitário de São João, que começou a fazer testes para Covid-19 na noite de 23 de fevereiro”, refere a DGS, em comunicado.

A DGS refere que o caso foi validado como suspeito após análises clínicas e epidemiológicas e que serão divulgados os resultados das análises assim que forem conhecidos.

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País

Grandes depositantes, credores e devedores da banca serão identificados trimestralmente

Banco de Portugal

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Os grandes depositantes, credores e devedores de um banco terão de ser identificados num relatório trimestral dos bancos, de forma a prevenir conflitos de interesses, de acordo com um projeto de Aviso do Banco de Portugal.

“As instituições identificam como partes equiparadas a partes relacionadas as entidades cuja relação com a instituição lhes permita, potencialmente, influenciar a sua gestão, no sentido de conseguir um relacionamento fora das condições normais de mercado”, pode ler-se no projeto de aviso do Banco de Portugal, atualmente em consulta pública.

As “partes equiparadas a partes relacionadas” são, para o Banco de Portugal, “participantes qualificados da instituição”, membros dos órgãos de administração e de fiscalização e colaboradores da instituição ou de outras entidades pertencentes ao mesmo grupo”, “grandes depositantes, grandes credores e grandes devedores” do banco ou “entidades participadas pela instituição”.

Nesta categoria incluem-se ainda “entidades que integram o mesmo grupo, e relativamente às quais existe uma relação de interdependência económica, nomeadamente devido à sua inserção numa relação entrecruzada de participações com diversas outras entidades ou que, por estarem de tal forma ligadas à instituição, na eventualidade de uma delas se deparar com problemas financeiros, a instituição terá também dificuldades financeiras”.

Este estatuto adiciona-se ao de “parte relacionada”, que corresponde a um “cônjuge, unido de facto, um filho ou um progenitor de um membro do órgão de administração ou de fiscalização da instituição”, bem como a empresas em que um familiar próximo detenha “uma participação qualificada igual ou superior a 10% do capital ou dos direitos de voto, ou na qual essas pessoas exerçam influência significativa ou exerçam cargos de direção de topo ou funções de administração ou fiscalização”.

As instituições estão também obrigadas a que as operações com partes relacionadas ou equiparadas sejam “efetuadas em condições de mercado, sendo aprovadas por um mínimo de dois terços dos seus membros, depois de obtido parecer prévio do órgão de fiscalização e das funções de gestão de riscos e de conformidade”.

De acordo com o projeto do Aviso, que está em consulta pública até 23 de março, os bancos deverão aprovar “uma política interna” relativamente à interação com partes relacionadas, que deverá ser “divulgada internamente a todos os colaboradores, sendo também divulgada no sítio da internet da instituição”.

Prevê-se também que os trabalhadores dos bancos, incluindo os administradores e fiscalizadores, no que diz respeito a liberalidades (donativos, presentes, entre outros), possam aceitar “ofertas e outros benefícios ou recompensas de mera hospitalidade conformes com os usos sociais, desde que não constituam vantagem patrimonial ou não patrimonial relevante”.

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