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Investigadores detetam estrela que pode ajudar a perceber a formação do Sol

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Investigadores detetaram uma “estrela irmã do Sol” que pode ajudar a perceber a sua formação, segundo um estudo hoje divulgado, realizado por uma equipa internacional, em colaboração com o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço do Porto.

Segundo o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA), o estudo de arqueologia galáctica, hoje publicado na revista Astronomy & Astrophysics, descobriu uma irmã do Sol (estrela tipo G3) “muito especial”, devido à sua “idade” e “composição química”.

“Estima-se que serão milhares as estrelas irmãs do Sol que se formaram no mesmo enxame juntamente com a nossa estrela, há cerca de 4,6 mil milhões de anos. Com o passar do tempo, as estrelas do enxame espalharam-se pela nossa galáxia, o que dificulta a sua deteção”, esclarece.

Em comunicado, o instituto explica que foi através de uma amostra de 230 mil espetros do Projeto AMBRE do Observatório da Côte d’Azur, e de dados astrométricos “muito precisos”, que os investigadores conseguiram “fazer uma seleção de estrelas com composições químicas semelhantes à do Sol”.

De acordo com o investigador do IA e da Universidade do Porto, Vardan Adibekyan, citado no comunicado, tendo em conta que “não há muita informação acerca do passado do Sol”, este estudo pode “ajudar a perceber onde na galáxia, e em que condições, se formou”.

O instituto salienta ainda que as estrelas irmãs do Sol podem ser “boas candidatas à procura de vida”, isto porque “há a possibilidade de a vida ter sido transportada entre planetas das estrelas do enxame solar”.

Segundo o investigador da Universidade do Porto, “se tivermos sorte, e a nossa estrela irmã do Sol tiver um planeta, e o planeta for rochoso, na zona de habitabilidade, e finalmente, se esse planeta tiver sido ‘contaminado’ pelas sementes da vida da Terra, então temos o que nós sempre sonhamos – uma Terra 2.0, a orbitar um Sol 2.0”.

A equipa do IA responsável pelo estudo, designado “The AMBRE project: searching for the closests solar siblings”, planeia agora, através do espetrógrafo HARPS e ESPRESSO, começar uma campanha à procura de planetas à volta desta estrela.

“Encontrar e caracterizar sistemas planetários em volta de estrelas irmãs do Sol pode revelar informação extremamente importante acerca do resultado de formação planetária num ambiente partilhado”, acrescenta o instituto no comunicado.

Para além de investigadores do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, estiveram também envolvidos neste estudo investigadores do Observatório da Côte d’Azur e do Observatório Astronómico Byurakan.

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É de Guimarães o novo líder do escutismo na Europa

O vimaranense Joaquim Freitas, do Corpo Nacional de Escutas, foi recentemente eleito por 40 organizações para o Comité Europeu da Organização Mundial do Movimento Escutista

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Foto: Facebook de Joaquim Freitas

O vimaranense Joaquim Freitas, do Corpo Nacional de Escutas, foi recentemente eleito por 40 organizações para o Comité Europeu da Organização Mundial do Movimento Escutista.

Segundo um comunicado do Corpo Nacional de Escutas (CNE), Joaquim Freitas, eleito durante a 23.ª Conferência Europeia de Escuteiros, que decorreu no final de agosto, em Split, na Croácia, é o terceiro escuteiro português na história a assumir estas funções.

European Scout Conference. Foto: Divulgação

Joaquim Freitas, de 35 anos, atual chefe nacional adjunto do Corpo Nacional de Escutas (Escutismo Católico em Portugal), era um dos 10 candidatos de países como a Alemanha, França, Suíça, Irlanda, Reino Unido, Polónia, Suécia, Lituânia e Macedónia do Norte e foi o que obteve a maior votação entre todos sendo assim eleito para o triénio de 2019-2022.

O português vai integrar uma equipa que conta ainda com Julijana Daskalov (Macedónia do Norte), Matias Gerth (Suíça), Lars Kramm (Alemanha), Martin Persson (Suécia) e Elena Sinkeviciute (Lituânia).

Técnico da Agência Erasmus+, coordenador português da rede Europeia de informação aos jovens (Eurodesk), Joaquim Freitas foi também presidente da Assembleia-Geral do Conselho Nacional da Juventude.

“Servir o Movimento Escutista Mundial e a região europeia num tempo tão desafiante é também estar muito consciente do papel do escutismo na educação para a paz, na capacitação de jovens para a participação e para o envolvimento dos jovens nas suas comunidades e no seu futuro, oferendo um projeto educativo que lhes permite um espaço seguro de aprendizagem e felicidade, trabalhando para a construção de um mundo melhor”, refere Joaquim Freitas em declarações divulgadas pelo CNE.

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Primeiro dia oficial de campanha começa hoje, com PS e PSD a norte, CDS ao centro, PCP e BE a sul

Eleições Legislativas 2019

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Foto: DR

A campanha oficial para as legislativas de 06 de outubro arranca hoje, apesar de estar na rua há semanas, com os líderes a espalhar-se de norte a sul do país.

No dia em que há eleições regionais na Madeira, o presidente do PSD e o secretário-geral do PS optaram por fazer campanha a norte.

Se não chover, Rui Rio fará um passeio de bicicleta no Porto para assinalar o dia europeu sem carros, e António Costa tem previsto um passeio nas ruas de Espinho, distrito de Aveiro.

É preciso descer no mapa até à Guarda para encontrar a caravana do CDS e de Assunção Cristas, que vai visitar a feira farta, na cidade mais alta do país, e depois desce até ao distrito de Santarém para um passeio na margem do Tejo, em Valada, perto de Salvaterra de Magos.

Os restantes líderes, do Bloco de Esquerda e do PCP, estarão a sul. Catarina Martins vai almoçar com personalidades ligadas à cultura, em Queluz. Jerónimo de Sousa participa num encontro com artistas e trabalhadores da cultura, no Museu do Aljube, na capital, almoça com militantes e apoiantes em Barcarena, Oeiras, e tem uma festa-comício em Loures, distrito de Lisboa.

O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), que elege um deputado em 2015, não tem previstas ações no primeiro dia oficial de campanha, período que se prolonga por duas semanas, até 04 de outubro, sendo o dia 05 o dia de reflexão.

Em dia de eleições na Madeira, os maiores partidos têm previstas declarações, à noite, nas suas sedes partidárias, em Lisboa, sobre os resultados das regionais naquela região autónoma.

As caravanas dos partidos fazem milhares de quilómetros, de norte a sul país, e investem milhares de euros nas campanhas eleitorais – este ano os orçamentos dos 21 partidos e coligações atingem 8,1 milhões, ainda assim abaixo dos gastos de 2015.

Segundo um estudo, da autoria de Marco Lisi, investigador do Instituto de Ciências Sociais (ICS), com base em inquéritos pós-eleitorais, um mês antes das eleições de outubro de 2015, a grande maioria dos eleitores inquiridos (70%) já tinha decidido o seu sentido de voto, 10% decidiu durante o mês antes, enquanto menos de 20% restantes afirmaram que só o fizeram na semana anterior à votação, durante a campanha eleitoral.

Os portugueses vão às urnas em 06 de outubro para escolher os 230 deputados à Assembleia da República, numas eleições que determinarão depois a escolha do futuro Governo.

Esta é a 16.ª vez que os portugueses serão chamados a votar em legislativas em democracia, incluindo as eleições para a Constituinte, em 1975, um ano após a “Revolução dos cravos”, em 25 de Abril de 1974.

Às eleições de outubro concorrem partidos e coligações em número recorde – 21 – embora apenas 15 se apresentem a todos os círculos eleitorais.

No total, são eleitos 230 deputados numas eleições que, ao longo dos anos, têm vindo a registar um aumento da taxa de abstenção, uma tendência à escala europeia.

Depois de terem concorrido em coligação em 2015, PSD e CDS apresentam-se em separado às eleições. O PS também concorre sozinho, o mesmo acontecendo ao Bloco de Esquerda. O PCP apresenta-se, mais uma vez, na CDU, com o PEV e independentes. O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), que entrou no parlamento em 2015, volta a candidatar-se com listas próprias.

Nestas eleições, há quatro partidos novos – Aliança, Reagir Incluir Reciclar (RIR), Chega, Iniciativa Liberal.

Em 2015, a taxa de abstenção atingiu o recorde de 44,4%, comparando com os 8,3% nas eleições para a Assembleia Constituinte, em 1985, ou os 16,4% das primeiras legislativas, em 1976.

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Eleições: Inscrição para voto antecipado começa este domingo

Eleições Legislativas 2019

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Foto: DR / Arquivo

Os eleitores que não puderem ir às urnas em 06 de outubro podem, a partir deste domingo, pedir o voto antecipado em mobilidade nas legislativas e exercer o seu direito uma semana antes, em 29 de setembro.

Até quinta-feira, os eleitores residentes em território nacional devem manifestar a vontade de votar antes através da plataforma (https://www.votoantecipado.mai.gov.pt/) ou pedir por via postal, enviada à Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, Praça do Comércio, Ala Oriental, 1149-015 Lisboa.

No caso de ser usado o portal, o preenchimento é eletrónico e se o pedido seguir por carta o “site” da Comissão Nacional de Eleições tem um folheto explicativo (https://www.portaldoeleitor.pt/Documents/Legislativas%202019/Voto%20Antecipado_Mobilidade.pdf) em que disponibiliza uma minuta para fazer o pedido.

A possibilidade de voto antecipado foi aberta com a mais recente alteração à lei que permite essa possibilidade uma semana antes da data de uma eleição.

Se, por exemplo, um eleitor de Viana do Castelo não puder votar em 06 de outubro – e não precisa de dar justificação – pode pedir para votar na semana anterior e escolher onde pretende fazê-lo, no seu círculo eleitoral ou em qualquer outro à sua escolha. O boletim de voto corresponderá ao do seu círculo.

A primeira vez que este mecanismo foi usado, nas eleições europeias de 26 de maio, mais e 19.500 pessoas inscreveram-se para votar antecipadamente e 85% exerceram o seu direito de voto, segundo afirmou à Lusa a secretário da Estado adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto.

Quem estiver inscrito e não votar nesse domingo, pode fazê-lo normalmente no dia das eleições, no caso, 06 de outubro.

Nas europeias, em especial em Lisboa e no Porto, formaram-se filas, com tempos de espera, por vezes, de 40 minutos, o que originou protestos dos eleitores e depois críticas de vários partidos.

Na semana passada, o Governo, através de Isabel Oneto, anunciou que para tentar evitar problemas idênticos das europeias as mesas de voto vão funcionar em locais maiores, a Reitoria da Universidade de Lisboa e o pavilhão do Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Porto.

Além do mais, para evitar a formação de filas, cada mesa 500 eleitores em vez dos habituais 1.500.

No caso dos doentes internados e presos, o pedido para votação antecipada deve ser feito ao presidente da câmara, tendo o prazo terminado em 16 de setembro.

Entre segunda-feira e quinta-feira, o presidente da câmara municipal desloca-se ao estabelecimento hospitalar/prisional e recolhe o voto.

As legislativas para eleger os 230 deputados à Assembleia da República estão marcadas para 06 de outubro. Concorrem a esta eleição, a 16.ª em democracia, um número recorde de forças políticas – 20 partidos e uma coligação.

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