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Braga

Investigadora da UMinho dedica tese de doutoramento à cantora Cher

Orquídea Cadilhe diz que a cantora é voz crucial no empoderamento das mulheres e das minorias

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Foto: DR

Orquídea Cadilhe, investigadora da Universidade do Minho, defendeu há dias uma tese de doutoramento sobre a cantora Cher, que considera ser uma voz crucial no empoderamento das mulheres e das minorias na sociedade, anunciou hoje a instituição.

As conclusões do seu estudo são apresentadas esta terça-feira, às 15:00, num seminário do Centro de Estudos Humanísticos da UMinho (CEHUM), em Braga, com transmissão online.

“A Cher foi das primeiras e mais significativas representantes da autonomia feminina num palco sociopolítico dominado por homens e acentuou a consciencialização dos problemas de certas minorias”, refere Orquídea Cadilhe, citada em comunicado. “Ajuda a quebrar barreiras de identidades oficiais, celebra a diferença e, em última instância, dá voz ao marginal”, acrescenta. A investigadora diz que Cher tem reinventado continuamente a sua imagem nas seis décadas de carreira, com um repertório de representações étnicas, feministas e pós-modernas, de hibridismo e de autotransformação.

Na tese “Cher, entre o mito da celebridade e o empoderamento das minorias. Transmutações da mulher indisciplinada”, Orquídea Cadilhe analisou como aquela referência da cultura popular contemporânea impacta mudanças sociais e desconstrói representações dominantes. “Cher coloca-se constantemente em espaços liminares, ajudando a intersetar a margem e o centro e a eliminar linhas de divisão entre grupos sociais”, frisa. Por exemplo, o videoclip “Believe” mostra narrativas de identidades híbridas, visíveis no guarda-roupa, nos imitadores de Cher a seu lado no palco ou na associação da sua imagem e voz a um ciborgue.

Nota biográfica

Orquídea Cadilhe nasceu em Vila do Conde e vive em Braga. É licenciada em Línguas e Literatura Modernas pela Universidade do Porto e, pela UMinho, licenciada em Ensino de Inglês e Alemão, mestre em Língua, Literatura e Cultura Inglesa e doutorada em Modernidades Comparadas. Nesta academia, é investigadora do grupo Género, Arte e Estudos Pós-Coloniais do CEHUM e professora do Departamento de Estudos Ingleses e Norte-Americanos do Instituto de Letras e Ciências Humanas. Estuda as relações da literatura com música, cinema e TV, ligando os estudos feministas, de género e queer e os estudos culturais e dos media.

Cher, nascida Cherilyn Sarkisian há 74 anos, é cantora, atriz, pivot televisiva e empresária. A “deusa da pop” vendeu cerca de 150 milhões de discos e venceu um Óscar, Grammy, Emmy, Cannes e três Globos de Ouro. Foi apresentadora nas redes CBS e ABC, lançou tendências de moda, arriscou vários estilos musicais e até realizou filmes, entre outros aspetos de uma vida intensa e por vezes polémica.

Braga

Câmara de Braga investe 20 mil euros para testar funcionários das mesas de voto

Eleições presidenciais 2021

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A Câmara de Braga vai pagar 20 mil euros para a realização de testes rápidos às cerca de 900 pessoas que vão integrar as mesas de voto do concelho nas eleições presidenciais, que ocorrem no próximo domingo.

Em declarações a O MINHO, o seu presidente Ricardo Rio disse que “a iniciativa visa salvaguardar a saúde dos membros das mesas e dos próprios eleitores, de modo a que os bracarenses possam participar, com confiança no ato eleitoral”.

A testagem inclui os membros da “bolsa de suplentes, uma vez que surgem sempre situações de última hora, de pessoas infetadas ou em isolamento”.

Os testes vão ser feitos no drive-thru da Cruz Vermelha, instalado no Sameiro, esta sexta-feira e no sábado.

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Braga

Arquidiocese de Braga mantém celebração de missa nos funerais

Confinamento

Foto: DR (Arquivo)

O arcebispo de Braga, Jorge Ortiga, anunciou hoje que os funerais na arquidiocese vão continuar a incluir missas, “a não ser que seja, explicitamente, determinado o contrário”.

Numa nota publicada na página da arquidiocese, Jorge Ortiga solicita às comunidades que não deixem de fazer os seus funerais, “restritos à família com o cumprimento de todas as indicações prescritas, mas com a celebração da eucaristia”.

“Creio que podemos menorizar a dor deste momento para as famílias. A eucaristia ajudará a suavizar e a dar um conforto espiritual. Não a suprimimos a não ser que seja, explicitamente, determinado o contrário”, sublinha.

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) anunciou hoje a suspensão das missas, a partir de sábado, bem como catequeses e outras atividades pastorais que impliquem contacto, face à situação pandémica que o país está a viver.

Na Arquidiocese de Braga, haverá uma missa diária, a transmitir pela internet, na Sé Catedral, de segunda-feira a sábado, às 17:30, e ao domingo, às 11:30.

As exéquias cristãs (funerais e cerimónias fúnebres) devem ser celebradas de acordo com as orientações da CEP de 08 de maio de 2020 e das autoridades competentes, diz a Arquidiocese de Braga.

A 08 de maio, a CEP referia que nos funerais e cerimónias fúnebres é permitida a presença dos familiares na igreja, cumprindo as regras de segurança.

Desde 15 janeiro, por determinação governamental, a realização de funerais está condicionada à adoção de medidas organizacionais que garantam a inexistência de aglomerados de pessoas e o controlo das distâncias de segurança, designadamente a fixação de um limite máximo de presenças, a determinar pela autarquia local que exerça os poderes de gestão do respetivo cemitério.

A 15 de janeiro, a CEP tinha já determinado a suspensão ou adiamentos das celebrações de batismos, crismas e casamentos, face ao que classificou como “gravíssima situação de pandemia” que Portugal vive.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.075.698 mortos resultantes de mais de 96,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.465 pessoas, em 581.605 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Braga

Um dia de trabalho para apagar símbolos nazis da parede de um prédio em Braga

Vandalismo

Foto: O MINHO

A parede de um prédio situado na rua Adelino Arantes, na cidade de Braga, está a ser limpa depois de um ato de vandalismo alegadamente relacionado com a extrema-direita, que já prevalecia há cerca de um ano naquele local.

Em causa estão pichagens a incentivar ao voto no Partido Nacional Renovador, que entretanto mudou de nome para partido Ergue-te, ligado à direita radical, aos hammerskins e a ideologias neo-nazis.

O condomínio do prédio decidiu contratar uma empresa especializada em lavagem de pavimentos e paredes para remover as pichagens, mas o trabalho não tem sido fácil, como contou a O MINHO o colaborador destacado para o serviço.

“É complicado, estou aqui desde manhã, já são três horas e ainda falta muito, por isso acho que até vai ser mais de um dia de trabalho só para tirar aqui estes símbolos”, disse o trabalhador, que pediu para não ser identificado.

Ao que apuramos, para remover estas pichagens, feitas com recurso a latas de tinta em spray, é necessário diluente de tinta, água, lixa e esponja. Os símbolos tiveram de ser esfregados vezes sem conta com a lixa e com a esponja, conforme pudemos constatar no local, dentro do Bairro das Fontaínhas.

Recentemente, em declarações a O MINHO, Isabel Silva, diretora do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, mostrou-se muito preocupada com o problema das pichagens desregradas em Braga. 

“Temos muitos edifícios em granito que ficam comprometidos porque esta tinta não se remove permanentemente”, disse a responsável, alertando que estes edifícios e monumentos já sofrem com a degradação natural face ao clima, mas assim ficam ainda mais degradados.

Isabel Silva crê que a resolução deste problema está a nível nacional, lembrando que os próprios partidos podem ver a melhor forma de legislar e atuar de uma forma mais proativa porque, permanentemente, os bens públicos são alvo de selvajaria.

“Não são só os monumentos históricos. São os espaços públicos, os transportes. Aquilo não é arte, é selvajaria. e fica com aspecto degradado e selvagem”, opinou Isabel Silva, relembrando que há “muitos espaços” na cidade para se fazerem murais e “boas pichagens”.

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