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Interrupção de vacinação coloca em risco milhões de crianças, alertam OMS e UNICEF

Covid-19

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Foto: DR/Arquivo

A UNICEF e a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertaram hoje para o impacto da interrupção na administração de vacinas, devido à covid-19, colocando em risco milhões de crianças em todo o mundo.


O alerta foi deixado hoje na habitual conferência de imprensa ‘online’ da OMS sobre o novo coronavirus, que provoca a doença covid-19, na qual participou também Henrietta Fore, diretora-executiva da Unicef.

Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, começou por alertar que há no mundo mais de cinco milhões de pessoas infetadas com covid-19 e que é preciso garantir os serviços essenciais de saúde, e disse que a OMS e parceiros estão empenhados em impedir que a doença interrompa a vacinação das crianças.

“Os serviços de imunização são essenciais e não devem ser suspensos, suspender a vacinação é uma ameaça à vida”, disse o responsável.

Henrietta Fore acrescentou que a covid-19 está a tornar-se uma crise de direitos humanos infantis, afetando três em cada quatro crianças, e disse que estão encerradas escolas em 135 países, o que deixa sem aulas 1,2 mil milhões de crianças.

Citando um estudo no qual participou a UNICEF, Henrietta Fore disse que, com o avanço da pandemia de covid-19, nos próximos seis meses mais de seis mil crianças podem morrer em cada dia por causas que podiam ser prevenidas.

Depois, acrescentou, há 80 milhões de crianças com menos de um ano que correm risco de vida porque os serviços de vacinação foram interrompidos em 68 países.

De acordo com a responsável, as campanhas de vacinação do sarampo foram interrompidas em 27 países e as da pólio em 38 países, com “consequências que podem ser mortais”.

Henrietta Fore disse que os países interromperam as vacinações devido ao distanciamento social, devido à superlotação dos centros de saúde, porque os profissionais de saúde foram desviados para tratar pacientes da covid-19, por medo das famílias levarem os filhos aos locais de vacina, e também pela interrupção das cadeias de abastecimento de vacinas.

“Não podemos deixar que a nossa luta contra uma doença afete a nossa luta contra outras doenças. Não podemos trocar uma pandemia mortal por outra. Não podemos retroceder décadas de avanços. Precisamos de retomar as vacinas”, disse.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou quase 330 mil mortos e infetou mais de 5,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,9 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.289 pessoas das 30.200 confirmadas como infetadas, e há 7.590 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados (mais de 2,3 milhões contra perto de dois milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 136 mil contra mais de 171 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

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Costa manifesta-se “perplexo” com Rio e ataca modelo de baixos salários

Plano 2020/2030

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António Costa. Foto: Twitter / António Costa / Arquivo

O primeiro-ministro afirmou-se hoje “perplexo” com as advertências do presidente do PSD sobre um novo aumento do salário mínimo, considerando que não apresentou ideias para debate e repetiu a linha do seu antecessor, Pedro Passos Coelho.

Hoje, na Assembleia da República, na abertura do debate temático sobre o Plano de Recuperação e Resiliência, Rui Rio questionou António Costa se pretende “fomentar o desemprego” com a promessa de um “aumento significativo” do salário mínimo, comparando essa atitude à do executivo socialista liderado por José Sócrates em 2009.

Na resposta, o primeiro-ministro manifestou a sua “enorme perplexidade” por o líder social-democrata ter falado num debate sobre uma questão estratégica “sem uma única ideia e sem uma única proposta para o futuro”.

“A única ideia que [Rui Rio] revelou ficou implícita na sua preocupação sobre o salário mínimo nacional. Até me pareceu ouvir o seu antecessor [Pedro Passos Coelho] falar aqui, em 2016, quando defendeu que o aumento do salário mínimo ia destruir a criação de emprego, ia destruir as empresas e a economia. Mas demonstrámos ao seu antecessor – e o senhor estará cá também para ver – é que o reforço do rendimento das famílias é uma condição essencial para revitalizar a economia”, contrapôs António Costa.

Rio pergunta se Governo quer “fomentar desemprego” com aumento do salário mínimo

Ainda na resposta ao presidente do PSD, o primeiro-ministro defendeu que as empresas do futuro não são as empresas dos baixos salários”.

“São as empresas que beneficiam do investimento na inovação, que reforçam o seu capital, que se modernizam e aumentam a sua presença no mercado externo. Quem conta os sentimos do salário mínimo nacional são mesmo aqueles que recebem o salário mínimo. E para esses temos de responder prosseguindo com a trajetória de aumento do salário mínimo”, frisou o líder do executivo.

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DGS e Santuário estão a fazer avaliações técnicas para cerimónias de outubro

Covid-19

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Foto: O MINHO / Arquivo

A Direção-Geral da Saúde (DGS) está a analisar o plano de contingência apresentado pelo Santuário de Fátima para a peregrinação de 13 de outubro e os trabalhos já se encontram na fase de preparação técnica.

Segundo a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, já foram realizadas duas reuniões entre a DGS e elementos do Santuário sobre a preparação para as cerimónias religiosas de 13 de outubro e no final será dado o parecer da entidade de saúde ao plano de contingência apresentado para a receção aos peregrinos.

“Na primeira reunião [segunda-feira] o santuário apresentou o seu plano de contingência e a segunda reunião já foi de caráter mais operacional com os elementos do pontos focais do santuário”, afirmou Graça Freitas na conferência de imprensa sobre a situação da pandemia de covid-19.

Uma vez analisado o plano e vistas as plantas do local, adiantou Graça Freitas, teve início a apreciação do documento para ver se está conforme com as indicações da DGS com vista à elaboração de um parecer final para a realização das cerimónias.

“Os trabalhos estão em curso e no final vai haver, como tem acontecido em outros eventos, um acerto baseado na confiança entre os planos do Santuário e os nossos pareceres”, reiterou.

Na última semana, Graça Freitas já tinha dito que não era “expectável” que o santuário de Fátima tenha 55 mil pessoas nas cerimónias de outubro.

Entretanto, a delegada de Saúde Pública do Médio Tejo defendeu que as cerimónias religiosas do 13 de outubro no Santuário de Fátima decorram “sem a presença de peregrinos”, a exemplo do que sucedeu em 13 de maio.

No dia 13 de setembro o acesso ao Santuário de Fátima foi bloqueado quando o local atingiu a lotação máxima permitida no contexto da pandemia da covid-19.

As celebrações com a presença de peregrinos desde o início da pandemia foram retomadas no Santuário de Fátima em 30 de maio e a primeira peregrinação internacional com fiéis realizou-se em 12 e 13 de junho.

Portugal contabiliza hoje mais três mortos relacionados com a covid-19 e 802 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

As três mortes foram registadas na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde também se verifica o maior número de infeções e o maior aumento diário

Desde o início da pandemia Portugal já registou 1.928 mortes e 70.465 casos de infeção.

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TAP: “Continuamos convictos” que companhia “é crítica para desenvolvimento do país”

Segundo o ministro das Infraestruturas e da Habitação

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Foto: O MINHO / Arquivo

O ministro das Infraestruturas e da Habitação afirmou hoje continuar convicto de que a TAP “é crítica para o desenvolvimento do país” e reiterou que o plano de reestruturação da companhia será apresentado a Bruxelas até final do ano.

Pedro Nuno Santos falava à Lusa e RTP na sede da Dense Air, em Lisboa, após a primeira videochamada de 5G da empresa.

Questionados sobre a TAP, o governante disse que “o plano de reestruturação tem de ser apresentado a Bruxelas até ao final do ano, e assim será”.

O setor da aviação, disse, tem “um desafio muito grande”, lembrando que “as previsões de recuperação do setor global têm sido revistas sistematicamente em baixa”.

Portanto, “é um desafio muito grande aquele que temos pela frente, mas continuamos convictos de que a TAP é crítica para o desenvolvimento do país”, rematou Pedro Nuno Santos.

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