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Internacionalização da WestSea deve começar por África

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Internacionalização da WestSea deve começar por África

O presidente da West Sea anunciou hoje a aquisição, “ainda este ano”, de uma participação num estaleiro em África como forma de iniciar a estratégia de internacionalização da subconcessionária dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

“O ano da internacionalização será 2016. No entanto, pensamos que ainda este ano poderemos anunciar a entrada na gestão de um estaleiro num país do continente africano”, disse Carlos Martins.

O empresário falava durante a cerimónia que assinalou um ano desde que a West Sea, empresa do grupo Martifer, assumiu a subconcessão dos terrenos e infraestruturas dos ENVC.

“Os estaleiros de Viana do Castelo só poderão afirmar-se se estiverem ligados em rede a outros estaleiros, de forma a responderem a três fatores fundamentais: Proximidade, especialização e conhecimento. Julgo que estamos a dar os passos certos”, adiantou.

Adiantou que a empresa tem atualmente 520 trabalhadores, 200 dos quais funcionários da West Sea, e os restantes subcontratados.

Das duas centenas de trabalhadores que já contratou, 80% são antigos funcionários dos ENVC.

No último ano, Carlos Martins afirmou que os estaleiros procederam a 37 reparações e reconversões de navios oriundos de todo o mundo, estando atualmente “com a capacidade esgotada com seis navios e na próxima semana entram mais dois”.

“O mês de maio terá sido o melhor mês de reparação naval deste estaleiro em toda a sua vida que são 70 anos e o mês junho será ainda melhor, o que significa que nesta área estamos no bom caminho e que o tempo está a ser recuperado”, frisou.

Já na construção naval a empresa têm em carteira dois navios-hotel, uma encomendada pela Douro Azul, e a outra para a Scenic Cruises, ambas “em construção”.

O contrato para a construção do navio – hotel para a empresa de Mário Ferreira foi assinado em dezembro último e representa um investimento de 12 milhões de euros.

Carlos Martins adiantou que ainda este ano espera “assinar novos contratos que nos permitam preencher o currículo das áreas como definimos como estratégicas. Navios hotel de média dimensão, Navios Patrulha Oceânicos (NPO) e navios associados à produção de energia”.

O presidente da West Sea adiantou que no primeiro ano de subconcessão dos terrenos e infraestruturas dos ENVC foram “investidos três milhões de euros na melhoria das instalações e compra de equipamento”.

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