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Braga

Governo mostra “abertura total” para solução para as Convertidas em Braga

Braga

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Foto: Câmara de Braga

O Governo mostrou hoje “abertura total” para encontrar solução para o antigo convento das Convertidas, em Braga, apontado para receber habitação com rendas acessíveis, garantindo que “não irá contra a pretensão” da autarquia, à qual desagrada aquela hipótese.

Em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita ao local, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, deixou garantias que o Governo “não quer ser um problema”, numa referência ao facto de aquele ser um dos imóveis pertencentes ao Estado colocado na lista como tendo possível destino habitação a rendas acessíveis, solução que “desagradou” à autarquia.

“É um edifício com importância histórica e não só para a cidade de Braga, isso é relevante para nós, as preocupações do presidente de câmara também e por isso a nossa abertura total. Nada será feito contra a vontade da Câmara Municipal de Braga, isso é ponto assente, nós não queremos ser um problema mas sim ajudar a encontrar soluções”, afirmou Pedro Nuno Santos.

Em declarações à Lusa, o presidente da autarquia, Ricardo Rio, demonstrou satisfação com a posição assumida pelo Governo: “Temos reservas de que o edifício possa enquadrar os objetivos do programa de adaptação de edifícios públicos à habitação, até pela tipologia do imóvel, uma vez que as alterações que seriam necessárias poderiam mesmo pôr em causa a integridade cultural do edifício, uma relíquia do barroco bracarense”, disse.

O autarca referiu que ficou acordado que a entidade encarregue do estudo de viabilidade dos edifícios do Estado apontados para transformar em habitação de renda acessível, a Fundiestamo, iria fazer um estudo ao edifício.

“Ficou acordado que seriam feitos os estudos pela Fundiestamos, com a avaliação do impacto sobre o edifício, das condições técnicas e financeiras e que depois das duas uma: ou os próprios estudos concluem a inviabilidade do projeto ou, caso isso não aconteça, nada será feito sem que a vontade da autarquia seja tida em conta, o que nos deixou, obviamente, tranquilos”, explicou.

Ricardo Rio explicou que a câmara tem em vista uma solução para o edifício que “está a ser dificultada” pelo facto de envolver vários edifícios de diferentes ministérios: “Temos um programa com fins culturais de instalar ali o arquivo histórico da cidade, o que poria ao serviço da comunidade o local”, referiu.

No entanto, ressalvou, “a câmara não pode avançar com nenhum projeto uma vez que o edifício é propriedade do Ministério da Administração Interna (MAI) e solução proposta também passa pela cedência de troca edifícios entre ministérios o que pode entravar o decorrer do processo disse”.

O antigo edifício das Convertidas chegou a ser pensado para receber a nova pousada da Juventude de Braga, tendo mesmo a autarquia feito a expropriação dos edifícios contíguos, ainda com Mesquita Machado a liderar a autarquia, mas que Ricardo Rio logo no inicio do seu primeiro mandato.

O edifício, estilo barroco, foi feito para instalar “mulheres pecadoras convertidas a Deus”, tendo sido inaugurado em abril de 1722.

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Braga

Ambulâncias duas horas à espera no hospital de Braga: “Socorro está comprometido”

Ambulâncias ficam retidas no parque e não estão operacionais para socorrer outras pessoas

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Um movimento acima do normal no serviço de urgências do Hospital de Braga estava a causar grande constrangimento às corporações de bombeiros e serviços de INEM do distrito, ao início da tarde desta quinta-feira, com algumas ambulâncias a ficarem retidas entre duas a três horas naquele local.

Domingos Ferreira, comandante adjunto dos Bombeiros de Amares, falava mesmo em “socorro comprometido”, apontando três ambulâncias daquela corporação como retiras perto de três horas no serviço de urgências.

“Os carros ficam à espera nas urgências porque as urgências parecem quase paradas”, disse a O MINHO, adiantando que “desta forma é muito difícil assegurar o socorro no nosso concelho”.

Ao que apurou O MINHO junto de outras corporações do distrito, cerca das 15:00 horas, a espera estava a comprometer o socorro nos diferentes concelhos, por não existirem ambulâncias em prontidão nos diferentes quartéis.

Contactado por O MINHO, o serviço de urgências do Hospital de Braga confirmou a espera e remeteu explicações para mais tarde.

(em atualização)

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Braga

Braga recebe Corrida contra o Cancro de Mama mais popular do mundo

Race For The Cure junta cerca de um milhão de pessoas, em mais de 140 cidades. É a primeira vez que se vai realizar em Portugal

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Roma. Foto: Divulgação (Arquivo)

A Race For The Cure, a Corrida e Caminhada contra o Cancro de Mama mais popular do mundo, vai realizar-se em Braga, a 29 de setembro, pelas 09:30, foi hoje anunciado durante uma apresentação pública.

Criado em 1983, esta é a primeira vez que o evento, que junta cerca de um milhão de pessoas em mais de 140 cidades de todo o mundo, se vai realizar em Portugal.

Foto: Sérgio Freitas / CM Braga (Divulgação)

Durante a prova, que começa e termina na Avenida João Paulo II, os participantes podem optar pelo percurso mais curto de 4 quilómetros ou pelo mais longo de 7.4 km.

O valor por inscrição é de 10 euros (com kit incluído). Os interessados podem efectuar a inscrição em no site da Run Porto [clicar aqui] ou na recepção do ginásio Gym Tonico.

A totalidade das verbas angariadas revertem a favor da Associação Rosa Vida e do Gabinete de Apoio Oncológico e para a Associação Mama Help, para apoiar os projectos desenvolvidos por estas Associação: Quality Onco Life Program, Pink Bees e Cinderella. Estes projectos visam a melhorar da qualidade de vida dos doentes oncológicos, a integração dos sobreviventes no seu regresso à vida activa e o apoio a toda a estrutura familiar, nomeadamente ao nível de estratégias para lidar com uma nova realidade.

Na Europa serão 22 cidades a correr pela causa, entre as quais Braga, Roma, Bruxelas, Atenas, Antuérpia, St. Petersburgo, Belgrado, Luxemburgo, Sarajevo, Bucareste, Split ou Sofia.

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Braga

CDU vai fechar campanha eleitoral em Braga

Grande comício na sexta-feira, 04 de outubro

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A campanha da Coligação Democrática Unitária (PCP/PEV) para as eleições legislativas vai ter moldes tradicionais, com várias ações de rua, refeições coletivas e comícios, com mais incursões ao centro e norte do país, nas próximas duas semanas, tendo Braga sido a cidade escolhida para o encerramento.

Em comparação com a última “volta a Portugal”, em maio para as eleições europeias, o líder comunista, Jerónimo de Sousa, os dirigentes de “Os Verdes” e cidadãos independentes vão protagonizar um périplo mais diversificado do que a habitual concentração na Grande Lisboa, península de Setúbal e Alentejo.

De fora do percurso da caravana e bandeiras da CDU vão ficar Trás-os-Montes, Beira Interior e Alto Alentejo, mas as palavras de ordem de comunistas e ecologistas serão audíveis por todo o litoral de Portugal: norte, centro e sul.

Ao contrário de há quatro meses, o último dia oficial de campanha, sexta-feira (04 de outubro), vai ser passado a norte, com um comício de encerramento agendado para a noite, em Braga, após várias ações, desde manhã, no distrito do Porto, incluindo a ‘arruada’ na movimentada e comercial rua de Santa Catarina, por exemplo.

Há perto de um mês, em entrevista à Lusa, Jerónimo de Sousa defendeu a manutenção de “uma campanha de massas, junto das pessoas, onde não se fique pelo ‘slogan’, pela proclamação”, prestes a lançar-se, pela quinta vez desde que é secretário-geral do PCP, numa disputa eleitoral legislativa em quase 15 anos de mandato.

“A política tem de ser direcionada para as pessoas. Tem de se chegar às pessoas. Não pela via do Facebook, embora também o Facebook tenha importância para nós. Mas é profundamente criador e de grande atualidade – não é arcaico – continuar a manter uma linha de contacto direto, esclarecimento, aprendizagem”, disse, preferindo o “contacto direto, ouvindo, aprendendo? transformando quem está a ouvir, de certa forma, num candidato, na defesa e alargamento da CDU”, ou seja e em resumo, uma “campanha ligada ao povo”.

No primeiro dia do período oficial de campanha, domingo (22 setembro), a comitiva vai estar pela Grande Lisboa, com passagens pelo Museu do Aljube, Oeiras e Loures, tal como no dia seguinte, durante a manhã, interrompendo-se o programa à tarde para a preparação do debate televisivo alargado aos diversos líderes políticos.

Terça e quarta-feira, o secretário-geral do PCP dedica-se aos distritos de Leiria, Santarém, Viana do Castelo, Braga e Porto, voltando para sul na quinta e sexta-feira: Setúbal, Beja e Algarve.

No fim de semana, a CDU vai percorrer novamente as estradas e ruas de Setúbal, Lisboa e Santarém, terminando a jornada de propaganda em Évora.

A segunda e derradeira semana de apelo ao voto começa com outra incursão ao centro-norte: Viseu, Aveiro e Coimbra, regressando a caravana a Lisboa e Setúbal na terça e quarta-feira.

Quinta-feira (03 de outubro), penúltimo dia de campanha, Jerónimo de Sousa e apaniguados iniciam os contactos com a população novamente na Grande Lisboa, incluindo a emblemática descida pedestre do turístico Chiado ao central Rossio, e terminam em Leiria, na Marinha Grande, antes de nova e derradeira romagem ao norte: distritos de Porto e Braga, na sexta-feira que antecede o dia de reflexão para a votação de domingo.

A nível nacional, há quatro anos, a CDU foi a quarta força política mais votada, com 8,3% (445.980 votos), sendo que PSD e CDS-PP também concorreram coligados, e alcançou 17 mandatos na Assembleia da República, imediatamente atrás do BE (10,2%).

Desde que Jerónimo de Sousa é o líder dos comunistas (novembro de 2004), a CDU conseguiu sempre ir aumentando o número de deputados no parlamento: 14 em 2005, 15 em 2009, 16 em 2011 e 17 em 2015.

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