Instituição quer levar para o Brasil pulseira ‘made in’ Vila Verde que engana mosquitos e previne picadas

Desenvolvida por ex-aluna da Universidade do Minho
Foto: Divulgação

Foi realizado esta semana, em Braga, o 1.º Meeting Internacional da ‘start-up’ Ooze Nanotech, empresa de Vila Verde criada pela investigadora Filipa Fernandes, ex-aluna do mestrado integrado em Engenharia de Materiais na Universidade do Minho.

A investigadora e a sua equipa comercial estão a negociar com a Funcex Europa, instituição luso-brasileira especializada em comércio exterior, uma eventual parceria, nomeadamente para a abertura do mercado brasileiro para a pulseira desenvolvida pela empresa que “engana” mosquitos e previne picadas a partir de pesquisas com a nanotecnologia.

No evento, foram apresentados os produtos desenvolvidos pela ‘start-up’, a partir da pesquisa em nanotecnologia, com destaque para a pulseira X-OCR, que leva os mosquitos a julgar que os humanos são plantas. A tecnologia portuguesa previne picadas associadas a doenças como malária, dengue, zika e chikungunya.

O Brasil é um dos principais mercados alvo para o qual a ‘start-up’ quer exportar o seu produto, por ser um país tropical com muita incidência das doenças transmitidas pelos mosquitos, e este presente no evento, que decorreu no Hotel Mercure, em Braga.

Foto: Divulgação

A Funcex Europa, que tem um escritório e representação em Braga, esteve presente ao evento para conhecer detalhes sobre a pulseira X-OCR.

Bruno Gutman, diretor da Funcex Europa, acredita que o produto tem enorme potencial de exportação para o Brasil, já que poderia ajudar a salvar vidas e, também, reduzir a ocupação dos hospitais com as doenças transmitidas pelos mosquitos que podem causar a morte das pessoas contaminadas.

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“Essas doenças são uma realidade num país tropical, como o Brasil. Além do risco de morte associado à doença transmitida pelo mosquito, há, também, uma grande perda na economia com a ocupação dos serviços hospitalares e com a intervenção da segurança social no pagamento de apoios aos que não podem trabalhar, enquanto estão infetados. Podemos evitar todos esses problemas com a utilização de uma simples pulseira”, afirma Bruno Gutman.

A pulseira, anunciada em agosto deste ano, foi desenvolvida ao longo de cinco anos e foi agora testada com 98% de sucesso em 300 pessoas no Brasil. O produto é produzido em Vila Verde e começou a ser vendido no mesmo mês, em seis cores, em style-out.com e em farmácias do sul do país, mas o foco principal está nas regiões tropicais e subtropicais.

A pulseira é feita de silicone medicinal e, no interior, de cera com compostos e derivados de plantas, que, perante o calor corporal, liberta de forma controlada um odor que “confunde” os insetos.

As plantas utilizadas são citronela, neem e lavanda, a combinação que, segundo Filipa Fernandes, “se revelou mais eficaz para confundir” as espécies de mosquitos ‘Anopheles’ e ‘Aedes’, transmissoras de doenças como malária, zika, dengue, febre amarela e chikungunha.

 
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