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Braga

INL desenvolve “cavalo de Tróia” contra vespas asiáticas

Desenvolvimento vai entrar na última fase em junho

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Foto: DR/Arquivo

Cientistas do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), em Braga, desenvolveram uma nova armadilha contra as vespas asiáticas, em forma de cápsula, que irá entrar na última fase de desenvolvimento entre junho e setembro.

A armadilha será um “petisco” que as vespas vão confundir com o tórax de abelhas, que deverão ser levadas para os ninhos, onde será libertada um biocida para matar os animais. Por este motivo, as pequenas cápsula são descritas como um “cavalo de Tróia”.

A última fase de projeto Arma4Vespa vai decorrer numa zona aberta, mas controlada num local da Apicave em Braga. O INL começou a desenvolver a armadilha depois de ser desafiado em 2016.

“O desafio foi lançado para termos algo que pudesse ser selectivo e destruísse os ninhos da vespa-asiática de forma não convencional”, disse, ao Público, Miguel Cerqueira, engenheiro biológico do INL.

“As formas convencionais estão relacionadas com a identificação de ninhos, a sua recolha e muitas vezes com o uso de insecticidas ou pesticidas. Há ainda quem os destrua através de fogo.”

As cápsulas esféricas com cerca de quatro milímetros são compostas por polissacarídeos, bem como proteínas animais (com fígado de bovino ou carne de aves) e aromas (como óleo de camélia), que atraem a vespa asiática.

A vespa asiática gosta de apanhar abelhas, cortar-lhes as pernas, asas e cabeça e leva o tórax para o ninho. A armadilha imita justamente esta parte do corpo do inseto e tem um biocida (um insecticida, pesticida ou um microorganismo de combate biológico).

“Como normalmente as temperaturas no ninho são mais altas e os materiais acabam por se degradar, esperamos que a vespa coma uma parte da cápsula e ajude à sua degradação”, explica Miguel Cerqueira.

Estima-se que durante uma semana a cápsula liberte um biocida e mate as vespas dentro do ninho.

Recorde-se que a vespa asiática foi detectada pela primeira vez em Portugal em 2011, em Viana do Castelo, e já chegou ao Ribatejo.

O INL tem como parceiros a TecMinho, a Associação de Apicultores do Cávado e Ave (Apicave) e a Federação Nacional dos Apicultores de Portugal (FNAP). O Arma4Vespa foi financiado pelo Programa Apícola Nacional do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) em cerca de 150 mil euros.

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Braga

Multidão assistiu à antestreia de “Variações”

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Dez anos depois da ideia inicial, o filme sobre a vida do cantor minhoto António Variações finalmente ganhou vida no grande ecrã, tendo sido exibido publicamente pela primeira vez em Amares, perante um “mar de gente” que não deixou para a próxima quinta-feira, dia oficial da estreia, o que pôde fazer ontem.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O anfiteatro natural das termas de Caldelas, palco habitual de um festival de verão, foi pequeno para tantos convidados, aficionados e curiosos pelo filme que já foi pré-selecionado pela Academia Portuguesa de Cinema como um dos cinco indicados ao Óscar de Melhor Filme Internacional para representar Portugal nos próximos Óscars.

Com a presença de Sérgio Praia, o ator que deu vida a Variações, e João Maia, o realizador que conseguiu transpor a vida do jovem nascido em Fiscal que “abalou” para Lisboa em busca de uma vida melhor, a antestreia ficou marcada pela emoção e pela satisfação de ver estampado no ecrã aquilo que foi filmado durante o último ano, como o caso da travessia da barca, em Fiscal, Amares, onde locais participaram ativamente nas filmagens.

O filme “Variações” retrata a vida de António Variações, nascido em Fiscal, Amares, e estreia nas salas de cinema de todo o país na próxima quinta-feira, dia 22.

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Braga

Braga: Antigo colégio das Sete Fontes reabre com 300 alunos

No próximo ano sobe para os 500 alunos

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Reabre em setembro com 300 alunos do ensino básico. O antigo Colégio  das Sete Fontes, de Braga, a cuja fundação esteve ligado o falecido Cónego Eduardo Melo, foi adquirido pela associação que gere o Colégio  João Paulo II, que assim cria condições para se expandir: “temos uma  lista de espera de 1.400 alunos”, disse a O MINHO o seu administrador, Mário Paulo Pereira.

Este estabelecimento de ensino, criado, por sua vez, há 13 anos por um  grupo de seis leigos e oferecido à Arquidiocese da Igreja Católica,  está a rebentar pelas costuras nas instalações que possui junto à  Avenida Central, mesmo junto ao edifício das Convertidas: “vamos  acolher 300 alunos, até à 4.ª classe, neste ano letivo, número que, no  próximo, subirá para os 500”, adiantou.

O gestor salientou que o arranque das aulas no antigo Sete Fontes obrigou à contratação de 32 pessoas, as quais se juntam às 128 – entre  docentes e funcionários – que já trabalham na instituição. Isto – frisou – sem contar com as cerca de 40 pessoas que prestam  serviço nas atividades extra curriculares, nas áreas do desporto, das  línguas e outras.

Dinamismo

O João Paulo II – sublinha – “é hoje uma das instituições dinâmicas da cidade, como se constata por este investimento e pela procura que  tem”. O colégio é um organismo de direito canónico, mas é gerido por  uma associação a que a arquidiocese pertence.

Na última semana, O MINHO foi contactado por dois funcionários que se  queixaram de que o salário de julho, ainda não tinha sido pago a 13 de  agosto, tendo sido liquidado no dia seguinte, sexta-feira.

O que lhes  trouxe transtornos em período de férias. Atraso que Mário Pereira  confirma, mas que explica pelo facto de as Finanças terem obrigado à  mudança do número de contribuinte, o que provocou complicações  burocráticas em termos de movimentação de contas bancárias: “Não há,  nem nunca houve salários em atraso, temos uma ótima saúde financeira”,  garante. Os mesmos trabalhadores lamentam, ainda, que o Colégio pague  o ordenado mensal apenas ao dia oito, facto que lhes complica o cumprimento dos compromissos: ”pagámos religiosamente ao dia oito, e a  lei permite que seja feito até ao dia 11”, explicou.

Gestão danosa

Criado pela empresa Ensine-Ser, que pertencia ao grupo Ensinave que geria o ISAVE – Instituto Superior de Saúde do Vale do Ave, da Póvoa de  Lanhoso, o Colégio das Sete Fontes faliu em 2012, seguindo as pisadas  da casa-mãe. Foi reativado em 2014, e agora adquirido pelo João Paulo II, entidade que nada tem a ver com o caso em questão. O seu antigo administrador, José Henriques, foi acusado em 2018 pelo Ministério  Público de gestão danosa.

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Braga

PJ/Braga diz que morte de jovem moldavo com rebarbadora deve ter sido suicídio

“Não há indícios de crime”

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O mais certo é que tenha sido suicídio! É esta a convicção dos  investigadores da PJ/Braga acerca do aparecimento, no passado sábado, em Braga, do cadáver de um jovem de 21 anos, de ascendência moldava. O corpo tinha o pescoço cortado por uma rebarbadeira.

“Não há indícios de crime”, disse fonte policial a O MINHO, frisando  que, “muito provavelmente”, os resultados da autópsia nada adiantarão  em relação a essa hipótese.

Radu Neagu, que residia na rua Álvaro Carneiro, foi encontrado morto  pela mãe, pelas 14h30 de sábado, na garagem da casa. A rebarbadora  ainda estava ligada. O malogrado jovem teria problemas de saúde.

Ao leitor de O MINHO importa salientar que, por regra, e de acordo com o  código de ética e deontológico em vigor no jornalismo, não se noticiam  suicídios.

Neste caso, entendemos dever fugir à norma, dado que a  hipótese de crime foi aventada por outros órgãos de comunicação  social. A qual parece assim afastada pela PJ.

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