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Braga

Início do julgamento de autarca de Vila Verde adiado

Impedimento de um dos advogados

em

Foto: O MINHO (Arquivo)

O julgamento de António Vilela, presidente da Câmara de Vila Verde, com início marcado para esta segunda-feira, no âmbito do processo de acusação de prevaricação na contratação pública da atual diretora da divisão financeira da autarquia, foi adiado devido ao impedimento de um dos advogados.


Com Vilela, sentam-se no banco dos réus os três elementos do júri que aprovaram o concurso que deu origem à nomeação.

O julgamento tem início no Tribunal de Braga: António Vilela, Zamith Rosas (atualmente chefe de divisão na Câmara de Braga), Ângela Silva (ex-chefe da divisão jurídica) e António Ferraz são suspeitos de criar um “concurso à medida”, em 2009, para contratar Sofia Sampaio, que havia exercido funções na Câmara de Gaia.

António Vilela rebate, alegando que o concurso já decorria quando assumiu a presidência da autarquia, sucedendo ao atual eurodeputado e figura proeminente no PSD, José Manuel Fernandes.

A tese do Ministério Público aponta que Vilela, com a colaboração dos demais arguidos, beneficiou nesse procedimento a candidata a quem pretendia entregar o referido lugar.

Para o efeito, segundo o Ministério Público, foram estabelecidos “desnecessários requisitos formais de provimento e injustificadas condições preferenciais específicas, para adequar o procedimento concursal ao perfil académico e de formação da referida candidata”.

Após a acusação, os arguidos pediram abertura de instrução, para tentarem evitar a ida a julgamento, mas o juiz confirmou a acusação do Ministério Público e mandou os quatro para julgamento.

A tese do Ministério Público é rebatida pelo autarca e pelos outros três arguidos, que negam qualquer desvirtuamento do concurso.

Em declarações ao jornal O Vilaverdense, em abril de 2019, fonte próxima do autarca sacudiu a água do capote, indicando que não foi ele quem escolheu o júri, “tampouco teve influência ou deu qualquer indicação aos seus membros para beneficiarem a concorrente”.

Disse também não ver nenhuma irregularidade no concurso ou qualquer benefício, muito menos por razões partidárias”.

Sofia Sampaio falou uma vez no assunto, antes de saber que estava a ser investigada. Em 2017, ao Semanário V, a chefe de divisão, que não é arguida, indicou ter sido um concurso perfeitamente normal onde foi escolhido o melhor currículo.

O MINHO sabe que parte da denúncia falava em favores políticos à escala nacional, algo que os inspetores da Polícia Judiciária terão achado inconclusivo. Todavia, o concurso levanta suspeitas, que podem começar a ser confirmadas (ou dissipadas) a partir desta segunda-feira.

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Braga

Rio Este em Braga ‘pintado’ de laranja após nova descarga poluente

Poluição

em

Foto cedida a O MINHO

É mais uma situação de descargas ilegais no rio Este, que atravessa a cidade de Braga.


Na manhã desta sexta-feira, de uma das condutas de águas pluviais saiu um líquido de cor alaranjada que ‘pintou’, mais uma vez, aquele curso de água.

A descarga poluente foi efetuada na zona da Ponte Pedrinha, no fim da Ecovia.

Foto cedida a O MINHO

O rio Este é, recorrentemente, alvo de descargas poluentes, sejam provenientes de indústrias, de habitações domésticas ou do próprio sistema de saneamento, como quando alguns canos foram bloqueados com sacos de areia, num ato aparente de sabotagem ou vandalismo.

O poder fiscalizador e de contra-ordenação compete às autoridades policiais, em zonas urbanas à PSP, em zonas rurais à GNR através do SEPNA.

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Braga

Helicóptero combate incêndio junto ao Parque Nacional Peneda-Gerês

Em Valdosende

em

Foto: Arquivo

Um incêndio que deflagrou ao final da manhã desta sexta-feira, em Valdosende, junto ao rio Cávado, está a mobilizar vários meios, disse a O MINHO fonte da Proteção Civil.


Para o teatro de operações estão a ser mobilizados os Bombeiros de Terras de Bouro, com duas viaturas, e os Bombeiros de Vieira do Minho e de Amares, com uma viatura cada.

Também o helicóptero sediado em Braga está no combate às chamas, com apoio da UEPS da GNR (ex-GIPS).

Desconhece-se ainda a dimensão do incêndio.

No total estão 26 operacionais envolvidos.

(em atualização)

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Braga

Contabilista e inspetor das Finanças de Braga acusados de corrupção

Justiça

em

Foto: DR

O Ministério Público (MP) acusou um contabilista e um inspetor tributário da Direção de Finanças de Braga de corrupção, num processo de alegados favores que terá envolvido a oferta de uma secretária antiga e duas cadeiras.


Em nota hoje publicada na sua página, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto refere que o contabilista está acusado de corrupção ativa e o inspetor de corrupção passiva.

O MP considerou indiciado que o contabilista trabalhava para empresas que estavam a ser alvo de inspeções tributárias e de inquéritos criminais, em novembro e dezembro de 2015.

Nesse sentido, terá contactado o inspetor arguido, para que este contactasse os inspetores incumbidos das inspeções às ditas empresas, “no sentido de ser posto ao corrente do andamento das mesmas e de que nos relatórios constassem as informações que pretendia”.

Ainda segundo o MP, o contabilista ofereceu ao inspetor uma secretária antiga e duas cadeiras, “convencido de que, assim, este agiria no intuito de favorecer as sociedades no âmbito das inspeções tributárias”.

O inspetor aceitou aqueles objetos, no valor de 1.000 euros, que colocou em sua casa, “disponibilizando-se a dar as informações que pudesse”.

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