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Viana do Castelo

Iniciada classificação de seis pirogas encontradas no rio Lima em Viana do Castelo

Primeira vez que bens arqueológicos provenientes de meio náutico e subaquático são objeto de procedimento de classificação como bens móveis

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Foto: ASPA (Associação para a Defesa, Estudo e Divulgação do Património Cultural e Natural)

O processo de classificação de seis pirogas monóxilas encontradas no rio Lima, em Viana do Castelo, foi hoje iniciado pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), como consta do anúncio publicado em Diário da República (DR).

Em fevereiro, uma nota de imprensa daquela entidade, referia que “esta é a primeira vez que bens arqueológicos provenientes de meio náutico e subaquático são objeto de procedimento de classificação como bens móveis, no quadro da lei de Bases do Património Cultural e demais legislação regulamentar”.

A DGPC salienta que esta abertura é justificada pela “proteção e valorização” de peças que “representam valor cultural de significado para a Nação”.

A abertura refere-se a um conjunto de seis pirogas monóxilas provenientes de recolha arqueológica subaquática realizada no rio Lima, no concelho de Viana do Castelo.

As pirogas foram encontradas nos sítios de Lanheses e Lugar da Passagem, freguesias de Lanheses e Geraz do Lima, concelho de Viana do Castelo, sendo que o achado da primeira piroga do conjunto remonta aos anos de 1980.

Estes bens arqueológicos encontram-se à guarda da DGPC nas reservas do Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática (CNANS), segundo aquele organismo do Ministério da Cultura.

As pirogas monóxilas são embarcações construídas a partir de um único tronco de árvore, neste caso de carvalho.

“Este conjunto apresenta um interesse arqueológico e patrimonial muito relevante enquanto testemunho notável da navegação em Portugal, e da travessia do Rio Lima em particular, desde a Idade do Ferro até à Baixa Idade Média”, justifica a DGPC.

A dimensão do conjunto e de cada exemplar – uma delas com quase sete metros de comprimento -, o seu estado de conservação e a antiguidade de alguns exemplares “não têm paralelo na Península Ibérica, sendo também únicos em Portugal”, acrescentava a direção-geral.

A abertura do procedimento, “no âmbito da política da DGPC, significa o reconhecimento do inegável valor científico, técnico, estético e material de cada um destes bens arqueológicos para a história de Portugal, remetendo para traços constituintes e distintivos da nossa relação com o mar”, conclui a entidade.

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Viana do Castelo

Juiz manda prender jovem que fez vários assaltos com arma branca em Viana

Crime

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Foto: DR / Arquivo

A GNR anunciou hoje a detenção de um homem, de 28 anos, por tentativa de roubo e de extorsão, no concelho de Viana do Castelo, o qual ficou sujeito à medida de coação de prisão preventiva.

“Na sequência de várias denúncias, por ameaças, tentativa de roubo e [de] extorsão, todas com recurso a arma branca, os militares desencadearam um conjunto de diligências policiais que levaram à identificação e detenção do suspeito que se encontrava na posse de uma faca de cozinha, de um ‘X-ato’ e [de] um canivete”, explica a GNR, em comunicado.

O detido, com antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crime, foi presente ao Tribunal Judicial da Comarca de Viana do Castelo para primeiro interrogatório judicial, o qual lhe aplicou a medida de coação mais gravosa: prisão preventiva.

A detenção ocorreu no domingo, acrescentando a GNR que o arguido “já havia sido detido há cerca de um mês pelo furto de vários objetos em ouro, na residência da própria mãe, num valor a rondar os 25 mil euros”.

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Alto Minho

Viana do Castelo apela à compra no comércio local

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

A Câmara e a Associação Empresarial de Viana lançaram uma campanha com o “Compre em Viana, apoie o Comércio Local”.

“Em contexto de pandemia, a campanha visa transmitir e demonstrar a confiança e segurança na utilização dos equipamentos vianenses, no acesso aos alojamentos hoteleiros, restaurantes, cafés, pastelarias e estabelecimentos comerciais da cidade e do concelho”, refere a Câmara em comunicado.

A campanha tem por base, como esclarece o município, “as vantagens competitivas e diferenciadoras de Viana do Castelo, como as caraterísticas do território, a qualidade ambiental e do edificado, a extensão das praias, a segurança e os serviços de saúde, os desportos náuticos, os produtos endógenos, os espaços museológicos, a diversidade da oferta cultural, os amplos espaços de fruição e de lazer, a oferta hoteleira de elevada qualidade, a excelência da restauração e do comércio”.

A campanha de apoio ao comércio local está integrada na iniciativa “Havemos de ir a Viana”, de promoção da cidade e do concelho no pós-Estado de Emergência, lançada pelas duas entidades com o objetivo de promover a reativação do comércio, restauração e hotelaria vianenses.

A campanha junta-se ao selo “Comércio Seguro”, lançado no início deste mês e que já conta com a adesão de 1.200 estabelecimentos.

A iniciativa “Comércio Seguro” pretende reativar o comércio tradicional local através de um selo que garante que o negócio está a cumprir todas recomendações de prevenção da covid-19, emanadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Os kits, que incluem o selo, são atribuídos mediante a assinatura de uma declaração de compromisso e incluem um guia com as recomendações da DGS. O objetivo, explica o município, é ajudar a restabelecer o ambiente de confiança que deve existir entre consumidores e comércio tradicional e vice-versa.

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Alto Minho

PSD de Viana lamenta alegada recusa do PS em auditar finanças da câmara

Vereadores do partido não formalizaram qualquer pedido, segundo garantem

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Foto: DR / Arquivo

O PSD de Viana do Castelo lamentou hoje que a câmara, de maioria PS, tenha recusado uma proposta para auditar as finanças municipais, iniciativa que os dois vereadores social-democratas garantem não ter formalizado.

“O PSD de Viana do Castelo lamenta que o senhor presidente da câmara municipal tenha recusado a proposta de realização de uma auditoria externa às finanças municipais, com particular ênfase nos lapsos financeiros que se têm verificado, na dimensão do passivo em função da dívida existente e dos compromissos totais assumidos, apresentada na última reunião do executivo”, refere o comunicado hoje enviado pela concelhia, liderada por Eduardo Teixeira.

Contactada pela agência Lusa, a vereadora do PSD na autarquia, Cristina Veiga, afirmou que, “de forma vinculativa, não houve nenhuma auditoria pedida pelos dois vereadores que integram a bancada”, referindo-se ao colega, Hermenegildo Costa.

Na semana passada, a concelhia propôs “uma auditoria externa imediata às finanças municipais”, na sequência de um erro de digitação que a câmara admitiu ter ocorrido num contrato.

Em causa está o contrato para aquisição de um serviço de jantar da Gala do Desporto, que o município promove anualmente para homenagear os campeões do concelho, e que foi publicado na plataforma eletrónica de contratação pública como tendo custado mais de 1,3 milhões de euros, quando foi adjudicado pelo preço contratual de 13.407,80 euros.

Não, o jantar da gala do desporto em Viana não custou mais de um milhão de euros

Na ocasião, em resposta escrita a um pedido de esclarecimento efetuado pela Lusa, a autarquia presidida pelo socialista José Maria Costa explicou que, “efetivamente, e no que toca aos procedimentos concursais aludidos, existem erros de digitação, mas não processuais, ou seja, os procedimentos foram bem instruídos e são legais”.

Hoje, Cristina Veiga disse que terem sido dadas indicações pela concelhia do PSD aos dois vereadores no executivo municipal para que, na reunião camarária da última quinta-feira, realizada por videoconferência, propusessem a realização da auditoria, o que não veio a ocorrer.

“Os vereadores, após uma análise detalhada dos contratos, concluíram que não há qualquer possibilidade de haver outra coisa que não seja um erro grosseiro de processamento. Perante esse facto não foi feito o pedido da auditoria”, afirmou Cristina Veiga.

Fonte camarária hoje contactada pela Lusa adiantou “não constar da ata da reunião do executivo municipal de quinta-feira qualquer proposta do PSD para a realização de uma auditoria às contas da autarquia da capital do Alto Minho”.

No comunicado hoje enviado à imprensa, a concelhia presidida pelo também deputado eleito pelo círculo de Viana do Castelo refere que, “na hora da saída, o senhor presidente tinha a obrigação de prestar contas”.

“Infelizmente, sabemos agora que as contas municipais continuarão mascaradas até ao final do mandato. A somar a isto, não se vislumbra qualquer quarentena ou contenção nos ajustes diretos (instrumento legal para uso em situações excecionais) em compras de bens e serviços por parte do executivo”, adianta o documento.

O PSD disse ter “verificado a identificação do mesmo número de identificação fiscal referenciado para duas denominações de empresas distintas, uma destas contratada, em 2017, para uma prestação de serviços de impressão, no valor de cerca de 30.735 euros”.

“Para além disso, o proprietário destas é um dos fornecedores, direta e indiretamente, com mais faturação acumulada (mais de meio milhão de euros), neste tipo de serviços, nos dois últimos mandatos da câmara municipal”, refere.

A Lusa tentou contactar o presidente da câmara, sem sucesso.

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