Seguir o O MINHO

País

Infetados entre 70 e 79 anos têm um risco 10,4 vezes maior de ser internados em UCI

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

As pessoas com idades entre os 70 e os 79 anos infetadas pelo novo coronavírus têm uma probabilidade de ser internadas em cuidados intensivos 10,4 vezes superior à de uma pessoa até aos 50 anos, segundo o Barómetro Covid-19.


“A idade é o maior fator de risco para que uma pessoa infetada com o vírus covid-19 venha a ter doença grave, necessite de internamento, de cuidados intensivos ou venha a morrer, quando separamos o efeito da idade e das comorbilidades”, afirmam os investigadores do barómetro, um projeto da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP).

Segundo o estudo hoje divulgado, o risco sobe de forma mais acentuada para as pessoas com mais de 60 anos e especialmente após os 70.

“As pessoas com 70 a 79 anos que são infetadas por covid-19 têm uma probabilidade de ser internadas numa unidade de cuidados intensivos que é 10,4 vezes superior à de uma pessoa com 0 a 50 anos”, sublinham os investigadores.

No caso de o doente ter 80/89 anos a probabilidade de necessitar de internamento num hospital é 5,7 vezes maior do que se tiver menos de 50 anos.

“Entre os 0 e os 50 anos, 5,1% dos casos foram internados, 0,26% foram admitidos em cuidado intensivos e 0,04% morreram”, refere o estudo intitulado “Qual é o risco de ter doença grave, de ser internado, de precisar de cuidados intensivos ou de vir a morrer por covid-19?”.

Após isolar o impacto da idade, o risco de morte pelo coronavírus SARS-Cov-2, que provoca a doença covid-19, é 112 vezes maior entre os 70 e os 79 anos do que o risco daqueles que têm até 50 anos.

Até aos 50 anos morreram quatro pessoas em 9.675 casos reportados (0,04%), entre os 70-79 morreram 6,4% e nos com mais de 80 morreram 12,85%.

A ENSP ressalva que “estes valores não têm em consideração o número de casos ligeiros e assintomáticos que não terão sido detetados, pelo que os riscos apresentados podem estar sobrestimados, especialmente em faixas etárias em que possa existir maior percentagem de casos ligeiros e assintomáticos”.

O facto de a pessoa infetada ter outras doenças aumenta o risco de necessitar de internamento, cuidados intensivos ou vir a morrer da infeção, mas as comorbilidades isoladamente têm riscos bastante inferiores ao da idade avançada, “o que significa que uma pessoa com doença crónica em faixas etárias mais baixas apresenta um acréscimo de risco mais moderado”.

Segundo os investigadores, as deficiências imunitárias, as doenças cardíacas, renais e pulmonares, e as neurológicas são fatores de risco, independentemente da idade do doente.

“As pessoas com imunodeficiência têm probabilidade 1,8 maior de precisarem de internamento, os doentes cardíacos têm uma probabilidade 4 vezes maior de necessitar de cuidados intensivos e os doentes renais têm uma probabilidade de morrer que é 3 vezes superior à dos outros doentes com covid-19 e que não têm qualquer comorbilidade”, salientam.

“A asma não se apresentou como fator de risco relevante para nenhum desfecho nos dados analisados e, em outros estudos, poderá ser fator de risco apenas se grave ou descompensada”, acrescentam

Isoladamente e em idades menos avançadas, a diabetes, doença hepática e hematológica parecem ser fatores de risco menos importantes para a morte, após ajustamento para a idade.

O cancro, a doenças hepáticas, hematológicas e neurológicas têm associações mais fracas ao internamento em cuidados intensivos, refere o estudo, acrescentando que os homens têm formas mais graves de covid-19 do que as mulheres.

Os resultados sugerem que a estratégia de controle da covid-19 deve assentar na tentativa de reduzir os casos graves e os óbitos.

“Será importante reforçar medidas que evitem que o vírus infete as pessoas com mais de 70 anos”, como “a vigilância epidemiológica apertada de centros de dia, lares e outras unidades de cuidados continuados” como tem sido promovida nas últimas semanas.

Este estudo analisou dados da DGS referentes a cerca de 20.000 casos confirmados até 28 de abril.

Anúncio

País

Cinemas com quebra de 99% face ao mês de junho de 2019

Segundo o ICA

em

Foto: DR / Arquivo

Cerca de 12.400 espectadores foram ao cinema em junho, o mês em que as salas puderam reabrir em tempo de pandemia, o que representa 1% da assistência registada em junho de 2019, foi hoje anunciado.

Os dados são do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA), que retomou a divulgação mensal de informação estatística sobre exibição comercial, uma vez que as salas de cinema puderam reabrir a 01 de junho, depois de mais de três meses de encerramento forçado por causa da covid-19.

Segundo o ICA, em junho foram contabilizados 12.403 espectadores e 56.430 euros de bilheteira nas salas de cinema que foram reabrindo gradualmente em todo o país, o que representa uma quebra de 99% tanto em assistência como em receitas face a junho de 2019.

Em junho de 2019, os cinemas tiveram cerca de um 1,1 milhões de espectadores e 5,8 milhões de euros de receita de bilheteira.

O encerramento das salas de cinema em meados de março teve, assim, um impacto significativo nas estatísticas do semestre de 2020, com quebras de cerca de 62% tanto em espectadores como em bilheteira, comparando com o primeiro semestre de 2019.

Assim, segundo o ICA, entre janeiro e junho deste ano, as salas de cinema registaram 13,8 milhões de euros de bilheteira e 2,5 milhões de espectadores, quando no mesmo período de 2019 tinham sido 35,7 milhões de euros de receita e 6,7 milhões de bilhetes vendidos.

O filme mais visto no semestre foi “1917”, de Sam Mendes, com 329 mil espectadores, mas em junho o que obteve maior audiência foi “Retrato de uma rapariga em chamas”, de Céline Sciamma, ultrapassando os 2.700 espectadores.

O filme português mais visto no primeiro semestre foi “O filme do Bruno Aleixo”, de João Moreira e Pedro Santo, com cerca de 23.900 espectadores.

De acordo com o ICA, a NOS Cinemas, a maior exibidora do mercado nacional, com 219 salas, obteve este ano 1,5 milhões de espectadores e 8,4 milhões de euros de receita de bilheteira, ou seja, menos 62% do que no primeiro semestre de 2019.

Entre janeiro e junho deste ano, o ICA regista a existência de 540 salas em 135 espaços ou complexos, totalizando 100.609 lugares.

Apesar de o plano de ‘desconfinamento’ do Governo ter permitido a abertura de salas de espetáculos, teatros e cinemas a 01 de junho, apenas algumas salas, em particular de exibidoras mais pequenas e independentes, reabriram nessa data.

A título de exemplo, os cinemas Ideal e Nimas, em Lisboa, e Trindade, no Porto, reabriram a 01 de junho e a NOS Cinemas e a NLC – Cinema City (46 salas) reabriram a 02 de julho.

Continuar a ler

País

Imposto sobre empresas cai em média de 28% em 2000 para 20,6% em 2020

Economia

em

Foto: DR / Arquivo

A taxa média aplicada ao imposto sobre as sociedades caiu de 28% em 2000 para 20,6% em 2020 em 119 países ou jurisdições analisadas pela OCDE, e em 12 destes a tributação das empresas sobre os lucros é zero.

Num relatório publicado hoje, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) explica neste período de 20 anos houve reduções do imposto sobre as sociedades em 88 jurisdições, aumentos em seis e nenhuma alteração nos restantes 15 países ou jurisdições.

Os aumentos ocorreram em Andorra, Chile, Hong Kong, China, Índia, Maldivas e Omã e em dois destes casos, o ponto de partida foi uma taxa zero, Andorra, que subiu para 10% em 2012 e Omã, que subiu acentuadamente para 15% em 2011.

No Chile, o aumento foi, tal como em Andorra, de 10 pontos percentuais (para 25%).

No extremo oposto, as Ilhas Virgens, Guernsey, Jersey e a Ilha de Man reduziram as taxas de imposto sobre as sociedades de mais de 10% para 0%.

As maiores reduções de impostos, de 20 pontos percentuais ou mais, foram encontradas em Arruba, Barbados, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Alemanha, Guernsey, Jersey, Ilha de Man e Paraguai.

Enquanto em 2000 havia 13 jurisdições com uma taxa de 40% ou mais, 20 anos mais tarde apenas a Índia permaneceu neste grupo (com 48,3%, que inclui uma taxa para a distribuição de dividendos).

O imposto sobre as sociedades em 2017 representou 14,6% da receita fiscal total nas 93 jurisdições para as quais esta estatística existe, quando era de 12,1% em 2000.

Quando analisado em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), este imposto aumentou de 2,7% em 2000 para 3,1% 20 anos depois.

Continuar a ler

País

Marcelo anuncia fim das sessões no Infarmed e defende que valeram a pena

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

O Presidente da República anunciou hoje que as sessões com especialistas e políticos no Infarmed terminaram, pelo menos para já, e defendeu que este foi um exercício de transparência sem paralelo que valeu a pena.

“Terminamos hoje uma experiência de vários meses, iniciada no final de março em pleno estado de emergência”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, no final da décima reunião sobre a evolução da covid-19 em Portugal, no Infarmed.

Sem querer “fazer profecias sobre o que será necessário em termos de futuros encontros como este”, o chefe de Estado fez um balanço destas dez sessões, que se realizaram por iniciativa do primeiro-ministro, António Costa, afirmando que a sua realização periódica foi “muito importante”.

“Permitiu um contacto aberto entre especialistas e decisores políticos, foi uma experiência única não verificada em nenhum outro país europeu e, que saiba, em nenhum outro país no mundo. Facilitou a convergência e a unidade de análise, de troca de pontos de vista e até a convergência na decisão, fundamental durante o estado de emergência e na transição para o estado de calamidade”, considerou.

Primeiro estudo serológico concluído no final de julho

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que esta iniciativa “mostrou uma transparência total, ao ponto de o Presidente da República, o presidente da Assembleia da República e o primeiro-ministro saberem à entrada das sessões exatamente o mesmo que sabiam os outros participantes, nomeadamente os conselheiros de Estado e os representantes dos vários partidos políticos com assento parlamentar”.

“É o máximo da transparência que se pode imaginar num exercício destes. Portanto, valeu a pena fazer esse exercício”, defendeu.

Continuar a ler

Populares