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País

Infarmed lidera grupo de trabalho que estudará alterações à dispensa de medicamentos

Anunciou a secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira

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Foto: DR / Arquivo

O Infarmed vai liderar um grupo de trabalho encarregado de apresentar uma proposta sobre a dispensa de medicamentos hospitalares em farmácias comunitárias, anunciou hoje, em Lisboa, a secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira.


De acordo com a governante, o grupo de trabalho terá 60 dias para produzir resultados.

“Logo na primeira hora implementámos regimes de dispensa de medicamento hospitalar, que facilitaram – pela proximidade e simplificação – a vida dos doentes”, disse a secretária de Estado durante a habitual conferência de imprensa de atualização da informação relativa à pandemia de covid-19 .

Segundo os números que apresentou, durante os meses de recolhimento, entre 17 de março e 27 de maio entre os diferentes modelos adotados pelos hospitais foi possível “servir um total de 152.061 utentes”.

“Os procedimentos são sempre passíveis de serem melhorados”, defendeu ao anunciar a medida: “Decidimos criar um grupo de trabalho liderado pelo Infarmed, que vai apresentar uma proposta a respeito de uma eventual transferência de determinados medicamentos, com prova de eficácia e segurança e já com genéricos comercializados, para potencial alteração da dispensa em farmácia hospitalar, para dispensa em farmácia comunitária, e produzir resultados em 60 dias”.

O grupo de trabalho analisará ainda casos de medicamentos em que deva manter-se a gestão hospitalar, mas cuja dispensa possa ser descentralizada.

“Este grupo deve desenvolver uma proposta com o envolvimento dos parceiros e das ordens profissionais que estruture um modelo de circuito de prescrição, gestão e dispensa a adotar pelas instituições do SNS, centrado nas preferências do doente relativamente ao local de dispensa”, declarou.

Jamila Madeira sustentou que, no atual contexto, faz ainda mais sentido continuar a avançar-se nesta medida e “o mais rápido possível”.

“Temos a noção de que isto permitiu um melhor conforto e um mais fácil acesso, com a segurança necessária àquilo que o medicamento hospitalar impõe aos doentes, particularmente aos doentes crónicos”, frisou.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 544.000 mortos e infetou mais de 11,85 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.631 pessoas das 44.859 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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País

Covid-19: Mais doze mortos, 963 infetados e 486 recuperados no país

Pandemia

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Foto: O MINHO / Arquivo

Portugal regista hoje mais doze mortos e 963 novos casos de infeção por covid-19, em relação a sexta-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 78.247 casos de infeção confirmados e 1.995 mortes.

Há ainda 49.845 recuperados, mais 486 do que ontem.

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País

Ministro da Defesa anula diretiva da linguagem não discriminatória nas Forças Armadas

Política

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Foto: DR / Arquivo

O ministro da Defesa anulou, na sexta-feira, a diretiva que proibia as Forças Armadas de utilizar linguagem discriminatória, alegando tratar-se de um “documento de trabalho” que carecia de “aprovação superior”.

A decisão de João Gomes Cravinho sobre a “Diretiva para a Utilização de Linguagem Não Discriminatória” foi tornada pública pela AOFA – Associação de Oficiais das Forças Armadas, que publicou na sua página de Facebook o despacho do ministro.

O documento é assinado por João Gomes Cravinho e foi enviado ao Estado-Maior-General das Forças Armadas, Exército, Marinha e Força Aérea, bem como a todos os órgãos e organismos da Defesa Nacional.

No despacho pode ler-se: “Tomei conhecimento do envio pela secretaria-geral dos ofícios (…) com o título ‘Diretiva Sobre a Utilização de Linguagem Não Discriminatória’, dirigido ao EMGFA, aos Ramos, e aos serviços centrais do Ministério (…). Por carecer de aprovação superior, e por se tratar de um documento de trabalho que não evidencia um estado de maturação adequado, devem considerar-se anulados os referidos ofícios”.

Em causa está uma proposta de diretiva elaborada pela secretaria-geral do Ministério da Defesa Nacional com orientações para uma “linguagem não discriminatória” e mais igualitária nas Forças Armadas, na qual se propõe, por exemplo, que em vez de escrever “o coordenador”, deverá utilizar-se “a coordenação”, em vez de “os participantes”, “quem participa”, ou até o “sejam bem-vindos” deve ser trocado por “boas vindas a todas as pessoas”.

Este documento causou mal estar entre os militares e suscitou indignação e críticas no setor, tendo o ministro da Defesa vindo então relativizar o impacto da diretiva, considerando serem “mais relevantes” outras medidas em curso.

“O que é verdadeiramente importante é o trabalho que está a ser feito na promoção da igualdade de género dentro das Forças Armadas”, afirmou o governante, na altura, em declarações à Lusa, acrescentando que as questões linguísticas são um aspeto “absolutamente menor”, que “não tem relevância nenhuma”.

“Do meu lado, confesso que não pretendo passar muito tempo a pensar nessa matéria”, acrescentou João Gomes Cravinho.

Na publicação da AOFA no Facebook, em que é dado a conhecer o teor do despacho, a associação considera a diretiva “humilhante”, “desajustada” e “inoportuna”, e lamenta que o bom senso não tenha prevalecido e que “tudo se tenha ‘resolvido’ com base na Força Bruta da Razão e dos Danos Políticos que o mediatismo exacerbado certamente provocou nas últimas 48 horas”.

Os oficiais das Forças Armadas justificam que o documento era humilhante por permitir que o secretário-geral do Ministério da Defesa Nacional (MDN) desse ordens às chefias militares, desajustado porque inaplicável às Forças Armadas enquanto “exemplo de equidade e igualdade de género”, e “inoportuna” por se sobrepor a “dezenas de problemas graves que o MDN nada faz por resolver nas Forças Armadas”.

A AOFA manifesta ainda algumas reservas quanto a este assunto, afirmando que apesar de a questão estar resolvida em termos técnicos, “resta saber que eventuais outras consequências daqui resultarão”.

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País

Governo disponível para aumentar salário mínimo em 23 euros

Salário Mínimo Nacional

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Foto: DR

Duarte Cordeiro, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, disse hoje, em conferência de imprensa no Parlamento, que o Governo está disponível para aumentar o salário mínimo nacional “em linha com os aumentos da última legislatura”.

De acordo com a TVI, o aumento será de 23,75 euros, aumentando assim o salário para o valor total de 658,75 euros.

Esta proposta deverá ser apresentada nas negociações para o Orçamento do Estado para 2021.

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