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Arcos de Valdevez

INEM demorou mais de uma hora a socorrer doente de Arcos de Valdevez com antecedentes de AVC

Família fala em quase duas horas

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Foto: Joaquim Gomes / O MINHO (Arquivo)

Uma família dos Arcos de Valdevez veio a terreiro denunciar a demora, cerca de duas horas, na prestação de socorro a um homem de 78 anos, com antecedentes de AVC. O INEM desmente e diz que entre a primeira chamada e as primeiras informações prestadas no local pela equipa de assistência pouco passou de uma hora.

Segundo a filha, no passado dia 18 de março, “tanto a minha mãe como a minha tia ligaram duas vezes para o INEM, uma por volta das 04:30 e a outra por volta das 05:30” porque “o meu pai estava a ter uma crise, derivado a um AVC que tinha tido em Setembro”.

O caso passou-se no lugar de Choças, na União de Freguesias de Alvora e Loureda.

Na versão da familiar, “o socorro só chegou por volta das 06:30, portanto, duas horas depois da primeira chamada e foram os Bombeiros de Paredes de Coura a prestar socorro e não os dos Arcos”.

O homem ainda continua internado no Hospital de Ponte de Lima, “depois de um AVC, os médicos dizem que é normal haver estas crises. Ele agora está estável e a fazer tratamentos para minimizar estas crises”, acrescenta a filha a O MINHO, que já fez uma queixa para o INEM da zona Norte.

INEM com versão diferente

Contactado por O MINHO, o gabinete de relações públicas do INEM começa por dizer que “a primeira chamada foi às 05:28” tendo a ambulância sido accionada às 05:35.

“Foi acionada uma ambulância de socorro dos Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura, entidade parceira do INEM no Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) com disponibilidade no momento e mais próxima do local da ocorrência. Os Bombeiros de Arcos de Valdevez tinham os seus meios empenhados noutras ocorrências”, acrescenta o INEM.

Ainda segundo a mesma fonte, “às 06:39, o CODU recebe uma chamada da equipa dos Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura, transmitindo dados clínicos sobre a avaliação do doente, entretanto já realizada, o que significa que a chegada ao local terá ocorrido bem antes desta hora e que os primeiros cuidados de emergência pré-hospitalares já teriam sido prestados”.

Sobre a existência de uma chamada por volta das 04:30, o INEM diz que “não se confirma a existência de qualquer chamada antes das 05:28, pelo que não se verifica a demora referida”.

E justifica, o tempo de chegada ao local com o facto “dos meios mais próximos, designadamente os afetos aos Bombeiros de Arco de Valdevez, estarem empenhados noutras missões de emergência médica pré-hospitalar que decorriam em simultâneo”.

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Alto Minho

Sobe para nove número de mortes por covid-19 em Arcos de Valdevez

Covid-19

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Foto: Divulgação / Arquivo

O Município de Arcos de Valdevez anunciou hoje mais uma morte por covid-19, elevando para nove o número de óbitos no concelho associados à doença provocada pelo novo coronavírus.

O boletim publicado hoje pelo município aponta para 73 casos confirmados de infeção e 24 recuperados, sendo que, no total, há 40 casos ativos no concelho.

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Alto Minho

Morreram as duas vítimas do acidente em Arcos de Valdevez

Acidente

em

Fotos: Carlos Daniel Fernandes

As duas vítimas do acidente que cortou o IC 28, esta tarde, em Padreiro, Arcos de Valdevez, não resistiram aos ferimentos, com o óbito a ser declarado no local.

De acordo com o comandante dos Bombeiros de Arcos de Valdevez, Filipe Guimarães, à chegada dos bombeiros foi encontrado “algo semelhante a um cenário de guerra”.

“Uma das viaturas acabou por ficar entrelaçada entre os raides de proteção deixando as vítimas em muito mau estado”, adiantou, indicando que se tratou de uma colisão frontal entre dois veículos ligeiros.

Um homem de 53 anos foi declarado óbito no imediato. A segunda vítima, um jovem de 22 anos, ainda foi alvo de tentativas de reanimação, mas acabou por não resistir aos ferimentos.

O alerta foi dado cerca das 17:50, mobilizando 34 operacionais e 14 viaturas, por entre os Bombeiros de Arcos de Valdevez, de Ponte de Lima, das SIV de Arcos de Valdevez e Ponte de Lima e ainda a VMER de Viana do Castelo.

O destacamento de trânsito de Ponte de Lima da GNR registou a ocorrência.

Pelas 19:50, o trânsito ainda se encontra cortado em ambos os sentidos.

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Alto Minho

Comércio de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca recebe viseiras para iniciar retoma

Covid-19

em

Foto: Reuters

Cerca de 700 empresas situadas nos centros históricos de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca começaram hoje a receber viseiras de proteção facial para retomar a atividade em segurança e com “muita esperança” no futuro.

“A mensagem que queremos transmitir com a entrega das 2.000 viseiras é sobretudo de esperança. A pandemia de covid-19 teve um impacto muito significativo no tecido empresarial dos dois concelhos, mas temos de acreditar e temos de retomar a atividade, de forma segura. O país precisa, as pessoas precisam, as empresas precisam. É bom para o nosso bem-estar”, disse hoje à Lusa o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca (ACIAB), Francisco Peixoto Araújo.

O responsável, que falava à margem da ação iniciada hoje de manhã no centro histórico de Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo, com a entrega de viseiras de proteção facial a empresas de comércio tradicional, disse não dispor de números oficiais do impacto económico que o surto do novo coronavírus causou, mas garantiu ter deixado “um rasto muito significativo”, com “muitas empresas fechadas e mais de um mês de paragem completa”.

“Para dar um exemplo que pode espelhar bem o impacto da pandemia na região”, referiu “um restaurante no centro histórico de Arcos de Valdevez”, onde hoje foram entregues viseiras, que “empregava 15 pessoas, fechou durante um mês e meio e está agora a retomar a atividade, em regime de ‘take away’, com um terço de trabalhadores”.

“Há 10 pessoas em casa, sem trabalhar [naquele restaurante]”, acrescentou o responsável da ACIAB que representa 1.200 empresas.

Apesar das dificuldades, Francisco Peixoto Araújo sublinhou o esforço de muitas empresas “para dar a volta por cima”.

“Vejo e sinto as empresas a tentarem dar a volta, desde cafés, restaurantes, talhos. A terem uma atitude positiva, a tentarem reinventar-se, a trabalharem muito com as redes sociais. Tudo isso é importante para que a empresas estejam presentes na economia, atualmente”, disse.

Segundo Francisco Peixoto Araújo, a ação de hoje incluiu a entrega, em média, de três viseiras por empresa, sendo que a ACIAB poderá vir a adquirir mais material de proteção para distribuir às empresas.

“Caso seja necessário, dentro das nossas possibilidades, porque estas 2.000 viseiras representaram um esforço financeiro superior a cinco mil euros, iremos comprar mais para entregar. É importante que a economia começa a rolar, o mais depressa possível, dentro das medidas de precaução que todos temos consciência que são necessárias”, referiu.

Além da primeira medida de prevenção hoje realizada, a ACIAB criou um sítio na Internet, instalado no portal da associação, para dar a conhecer e promover os serviços das empresas dos dois concelhos.

O serviço já reúne 50 empresas, mas o seu objetivo é alargar este universo, sendo que a ACIAB vai ainda avançar “com a instalação de ‘outdoors’ com apelos aos consumidores para que comprem no comércio tradicional dos dois concelhos, ajudando a dinamizar o tecido empresarial e a manter os postos de trabalho”.

A entrega decorreu de manhã em Arcos de Valdevez, em 14 empresas, sendo que durante a tarde serão entregues a outras 14 de Ponte da Barca, com o apoio das autarquias dos dois concelhos do Alto Minho.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 176 mil mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 567 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Portugal regista 762 mortos associados à covid-19 em 21.379 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Relativamente ao dia anterior, há mais 27 mortos (+2,5%) e mais 516 casos de infeção (+3,7%).

Das pessoas infetadas, 1.172 estão hospitalizadas, das quais 213 em unidades de cuidados intensivos, e o número de doentes curados aumentou 50,3%, de 610 para 917.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o decreto presidencial que prolongou a medida até 02 de maio prevê a possibilidade de uma “abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais”.

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