INE confirma queda do IPC em 0,3% em termos homólogos em julho

Índice de Preços no Consumidor (IPC)

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) desceu em julho 0,3% face ao mesmo mês de 2018, desacelerando face aos 0,4% registados em junho, confirmou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com os dados definitivos hoje publicados pelo INE, “esta evolução deve-se em grande medida ao contributo da variação negativa dos preços da classe dos ‘restaurantes e hotéis’”, sendo que “as reduções de preços verificadas na classe do ‘vestuário e calçado’, em consequência de uma maior intensidade nas promoções de final de época, e a alteração da taxa de IVA aplicada ao termo fixo das tarifas de eletricidade e gás natural contribuíram também para a diminuição desta taxa”.

A inflação subjacente (que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos) registou em julho uma variação homóloga de -0,1%, taxa inferior em 0,7 pontos percentuais à registada em junho.

Estes dados coincidem com a estimativa rápida dos preços do consumidor divulgada pelo INE em 31 de julho.

A variação mensal do IPC foi -1,3% (nula no mês precedente e -0,6% em julho de 2018) e a variação média dos últimos 12 meses foi de 0,7%, taxa inferior em 0,2 pontos percentuais à registada no mês anterior, acrescenta o INE.

Já o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) registou uma variação homóloga de -0,7%, refletindo o maior peso relativo da classe dos ‘restaurantes e hotéis’ neste índice, uma taxa inferior em 1,4 pontos percentuais à do mês anterior e em 1,8 pontos percentuais à estimativa do Eurostat para a área do Euro (no mês anterior, esta diferença foi de 0,6 pontos percentuais).

Segundo o INE, o IHPC registou uma variação mensal de -1,7% (0,4% no mês anterior e -0,4% em julho de 2018) e uma variação média dos últimos doze meses de 0,7% (valor inferior em 0,3 pontos percentuais ao registado em junho).

Quanto às rendas de habitação por metro quadrado, registaram um aumento homólogo de 3,2% em julho, valor idêntico ao apurado no mês anterior, sendo que “todas as regiões apresentaram variações homólogas positivas, tendo Lisboa registado o aumento mais intenso (4,1%)”, nota o INE.

O valor médio das rendas de habitação registou uma variação mensal de 0,3% (valor idêntico ao registado no mês anterior) e a região com a variação mensal mais elevada foi Lisboa (0,3%), tendo todas as restantes regiões apresentado variações positivas.

 
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