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Alto Minho

Incêndios: Alto Minho e Galiza formam técnicos em uso do fogo técnico para combate

‘Contrafogo’

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho está a promover, até março, uma ação transfronteiriça de capacitação de uso do fogo técnico para a prevenção e combate de incêndios florestais, informou hoje aquela estrutura.


Em comunicado, a estrutura, que integra os dez concelhos de Viana do Castelo, adiantou que a iniciativa, que totalizará 120 horas daquela formação de prevenção e combate de incêndios florestais, decorre no âmbito do projeto ARIEM + (Assistência Recíproca Inter-regional em Emergências e Riscos Transfronteiriços), financiado pelo programa INTERREG.

A formação, “certificada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), vai permitir a credenciação de 25 participantes de Portugal e Espanha “como técnicos de fogo controlado”.

No final das ações “os participantes ficarão habilitados, com a capacitação teórica e prática, para solicitar a respetiva credenciação ao ICNF”.

A formação é dirigida a “técnicos de gabinetes técnicos florestais e serviços municipais de proteção civil dos municípios, elementos dos bombeiros, elementos da GNR, técnicos florestais da Galiza, entre outras entidades”.

A ação conjunta, hoje iniciada nas instalações da CIM Alto Minho em Valença, “visa a aquisição de conhecimento e capacidade para o planeamento, execução e avaliação de operações de fogo controlado, permitindo a obtenção de credenciação em fogo controlado”.

No arranque da iniciativa, citado na nota, o vice-presidente da CIM do Alto Minho e presidente da Câmara de Valença, Manuel Lopes, sublinhou “a importância da capacitação no domínio do combate aos incêndios florestais enquanto desígnio global”.

A formação “abarca diversas temáticas relacionadas com o fogo técnico, desde o planeamento, ferramentas de apoio à decisão, uso de simuladores, comportamento do fogo, segurança e técnicas de ignição e de condução da queima prescrita, entre outras temáticas”.

“Pretende-se dotar os técnicos de ferramentas técnicas (teóricas e práticas) que lhes permitam entender e elaborar planos de fogo controlado e executar (através de ações piloto) as diversas técnicas de ignição para queima prescrita, bem como a avaliação dos impactes de queima”, sustenta a nota.

A formação agora iniciada decorre ao abrigo do ARIEM+ que representa uma nova edição do projeto de Assistência Recíproca Inter-regional em matéria de Emergências (ARIEM – 112), aprovado em 2011, a funcionar desde 2014 e desenvolvido entre as regiões do Norte de Portugal, Galiza e Castela Leão.

Os objetivos do ARIEM+ incluem a criação de uma Rede de Comando Operacional Único para a gestão conjunta de recursos humanos e materiais em situações de risco que melhorem a gestão e coordenação de emergências no local.

Prevê também o reforço da capacidade operacional, através da incorporação de novas tecnologias de informação e novos meios para prevenção e gestão de riscos, formação especializada e sensibilização da população.

Como parceiros o projeto conta, do lado de Espanha, com as juntas da Galiza e Castela e Leão e, do lado português, com o Grupo de Intervenção Proteção e Socorro (GIPS) da GNR, Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, INEM e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

Do plano de atividades previstas constam, entre outros, a realização de relatórios de riscos nas áreas limítrofes entre Norte de Portugal, Galiza e Castela e Leão, análise de protocolos e meios disponíveis de cada um dos parceiros, reforço da capacidade operativa e meios, simulacros, cursos, ações de treino.

O programa destina-se a facilitar os acessos aos serviços públicos de emergência de 109 municípios das três regiões envolvidas, 24 horas por dia, eliminando barreiras territoriais, numa extensão de 16.637 quilómetros quadrados e abrangendo uma população de mais de 600 mil pessoas.

Em abril de 2016, o ARIEM-112 foi distinguido com o prémio EENA 112 Award, na categoria cooperação internacional.

O ?112 transfronteiriço’ dispõe de uma plataforma informática, através da qual são feitos os pedidos de ajuda internacional e acionados os meios inseridos nessa plataforma. O serviço está ainda dotado de um sistema de videoconferência que permite interligar os parceiros das três regiões.

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Alto Minho

Administradora da Águas do Alto Minho demite-se

Inês Alves

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Inês Alves. Foto: AdAM

A administradora executiva da Águas do Alto Minho (AdAM) apresentou a demissão, adianta o Jornal de Notícias (JN).

Segundo aquele jornal, que cita fonte ligada à empresa, a saída de Inês Alves estará relacionada com “cansaço e desilusão”, face ao complicado início de atividade da AdAM e que “já está encaminhada a sua substituição por uma outra técnica”.

PSD pede demissão de administradora da Águas do Alto Minho devido a 15 mil erros de faturação

Entretanto, a empresa esteve nos últimos dias a braços com falhas no abastecimento de água em freguesias de Ponte de Lima.

O PSD tinha pedido a demissão da administradora executiva devido aos 15 mil erros de faturação cometidos no primeiro trimestre de atividade da empresa.

Freguesias de Ponte de Lima vários dias sem água

O início da atividade da AdAM foi marcado por problemas de faturação que levaram a suspensa da mesma até que os erros fosse corrigidos.

Entretanto, como O MINHO noticiou, nos últimos registaram-se problemas de abastecimento em freguesias de Ponte de Lima que estiveram vários dias sem água.

A AdAM é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% por sete municípios do distrito de Viana do Castelo (Arcos de Valdevez (PSD), Caminha (PS), Paredes de Coura (PS), Ponte de Lima (CDS-PP), Valença (PSD), Viana do Castelo (PS) e Vila Nova de Cerveira (Movimento independente PenCe – Pensar Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Três concelhos do distrito – Ponte da Barca (PSD), Monção (PSD) e Melgaço (PS) – reprovaram a constituição daquela parceria.

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Alto Minho

PGR confirma investigação a diretora de lar em Melgaço que promoveu ‘beija-cruz’

Justiça

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Foto: DR / Arquivo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou hoje estar a investigar a atuação da diretora do Centro Paroquial de Paderne, em Melgaço, que na Páscoa deu a cruz a beijar a idosos residentes no lar da instituição.

Em resposta por escrito a um pedido de esclarecimento hoje enviado pela Lusa, fonte da PGR informou da “existência de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do DIAP de Viana do Castelo, secção de Melgaço, com a coadjuvação da GNR”.

Diretora de lar de Melgaço que promoveu ‘beija-cruz’ vai ser constituída arguida

“Este inquérito encontra-se em investigação e no âmbito do mesmo serão realizadas as diligências pertinentes”, acrescenta.

Contactada hoje pela Lusa, fonte do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo adiantou que, em abril, após aquele episódio, a diretora da instituição, Lurdes Gonçalves, foi identificada pelos militares da guarda, tendo os factos sido remetidos ao MP, que solicitou outras diligências”.

Segundo a mesma fonte, a mulher já foi notificada e deverá comparecer, esta semana, no Ministério Publico. Nessa ocasião, será constituída arguida, podendo ser indiciada pela prática do crime de propagação de doença.

Instituição de Melgaço deu cruz a beijar a utentes. Diretora fala em “gesto de carinho”

De acordo com o artigo 283º, do Decreto-Lei n.º 48/95, “quem propagar uma doença contagiosa e criar deste modo perigo para a vida ou perigo grave para a integridade física de outrem” pode ser punido com pena de prisão de um a oito anos.

“Se o perigo for criado por negligência, a pena prevista é de prisão até 5 anos. Se a conduta que levou a esse perigo for praticada por negligência, a pena é de prisão até três anos ou multa”, refere o diploma.

Em abril, no domingo de Páscoa, o momento em que a diretora da instituição particular de solidariedade social deu a cruz a beijar aos idosos foi filmado e partilhado nas redes sociais, tendo sido posteriormente apagado.

Diretora do lar de Melgaço que deu cruz a beijar aos idosos foi identificada pela GNR

Em abril, na sua página oficial na rede social Facebook, a Câmara de Melgaço disse ter manifestado o seu “desagrado junto da instituição, classificando situação como “desadequada, injustificada e atentatória da saúde dos utentes e da saúde pública”.

“A autarquia reforçou à instituição a necessidade de que sejam tomadas as medidas para que todas as iniciativas e atividades se pautem pelas melhores práticas de segurança que estão plasmadas no Plano de Contingência que foi entregue ao município e que esta ação não respeita”, lê-se no texto então publicado pelo município.

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Alto Minho

BMW que vale um milhão desaparecido em Ponte de Lima foi recuperado em Lisboa

Clássico

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Foto: ACP Clássicos

Foi recuperado em Lisboa, na tarde desta segunda-feira, o clássico BMW modelo 328 do ano de 1939 que tinha sido dado como roubado de uma coleção particular situada em Ponte de Lima.

“Já apareceu”, confirmou a O MINHO Pedro Lopo Carvalho, filho da proprietária, que lançara um apelo nas redes sociais, agradecendo “a grande ajuda da GNR de Ponte de Lima, da PSP e do Facebook, que foi uma grande mais-valia”.

BMW que vale um milhão de euros roubado de garagem em Ponte de Lima

A viatura foi localizada numa garagem em Lisboa, confirmou O MINHO junto de fonte oficial do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, acrescentado que “a situação está em desenvolvimento”.

A mesma fonte revelou que não se tratará “de um verdadeiro roubo, mas de questões familiares”.

De acordo com o departamento de Clássicos do ACP, o departamento histórico da BMW em Munique já tinha sido alertado para o desaparecimento da viatura, uma vez que existem apenas cerca de 400 exemplares deste modelo.

Numa breve pesquisa em sites de leilões deste tipo de automóveis, é possível ver diferentes preços, variando entre os 500 mil e o milhão de euros.

O modelo, que atingia os 135 quilómetros horários, foi fabricado entre os anos de 1936 e 1940, tendo sido produzidas 434 unidades. Tem motor de seis cilindros com 80 cavalos de potência.

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