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Incêndio em Ponte de Lima reforçado com meios do Porto e Aveiro

Incêndio florestal

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Foto: Nuno Carvalho / Facebook

O grande incêndio que lavra desde as 10:30 horas deste sábado em Ponte de Lima está a ser reforçado com meios vindos dos distritos do Porto e de Aveiro, disse a O MINHO o 2.º Comandante Distrital, Paulo Barreiro.

Juntam-se a várias corporações do distrito de Viana e Braga, para além de grupos especiais de proteção civil, GNR e Sapadores Florestais e da corporação de Beato e Penha de França (Lisboa), que tem elementos mobilizados durante o verão em Arcos de Valdevez.

De acordo com o responsável pelas operações, os grupos de reforço já chegaram ao incêndio, encontrando-se ativos no combate às chamas.

O forte vento que se fez sentir durante a tarde e que dificultou a ação dos operacionais parece estar mais calmo, diz a mesma fonte, admitindo que poderá ser possível dominar o incêndio ainda durante esta madrugada.

Vídeo: Incêndio em Ponte de Lima

“Neste momento o incêndio tem uma frente ativa, parte dele já foi dominado mas outra parte encontra-se em curso”, disse Paulo Barreiro. “A frente não oferece risco para as casas e está localizada a meio de uma encosta de mato”, sublinhou.

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Questionado sobre a possibilidade de conseguirem dominar o incêndio nas próximas horas, o 2.º CODIS não dá certezas, mas admite estar “a contar com isso”.

“Até de manhã presumo que poderá estar dominado. Durante a tarde o vento esteve muito intenso e como agora está mais calmo, estamos a ver se conseguimos aproveitar essa possibilidade”, vincou.

Adiantou ainda que “não há bombeiros feridos”.

No teatro de operações estão 150 operacionais apoiados por 50 viaturas.

O incêndio deflagrou cerca das 10:30 em Fojo Lobal, no concelho de Ponte de Lima, alastrando para as freguesias vizinhas de Cabaços, Vitorino de Piães e Facha.

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Durante a tarde, o incêndio chegou a ser combatido por quatro meios aéreos, segundo disse a O MINHO na altura o comandante dos Bombeiros de Ponte de Lima, Carlos Lima.

A meio da tarde, as chamas rondaram habitações na Rua da Ribeira, em Lobo Fojal, com uma projeção a atingir um campo agrícola que assustou populares.

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Estes mobilizaram-se e, com ajuda de um grupo especial de proteção civil, conseguiram apagar as chamas com recurso a ferramentas agrícolas e tratores com cisterna.

Os incêndios que têm fustigado o concelho ao longo das últimas semanas, com uma média de quatro por dia, motivaram um pedido do presidente da Câmara de Ponte de Lima para que o Ministério da Adminsitração Interna investigue a origem destes fogos.

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Víctor Mendes disse mesmo ter a certeza que se trata de mão criminosa na origem do incêndio, apelando ainda à Polícia Judiciária que intensifique investigação para descobrir os alegados criminosos.

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