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Região

Incêndio em Braga é o que mais bombeiros mobiliza no país mas já está em fase de conclusão

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Foto: O MINHO

Todos os incêndios que deflagraram este domingo até às 22:00 estão dominados, com os distritos de Braga, Porto e Aveiro a registarem mais casos, que até essa hora estavam resolvidos, segundo um balanço da Proteção Civil.


De acordo com o comandante Paulo Santos, oficial de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil, este domingo foi de “muita atividade”, mas as situações foram todas resolvidas ou estavam em resolução.

Até às 22:00, disse o responsável à Lusa, registaram-se 111 incêndios, dos quais 29 em povoamentos florestais, 63 em matos e 19 agrícolas.

Paulo Santos considerou que foi “um dia de sucesso”, porque o ataque inicial aos fogos correu bem e o ataque ampliado também.

Questionado pela Lusa, o responsável disse que o incêndio que lavrou em Braga foi dos que deram mais trabalho, por as chamas estarem relativamente perto das populações, e disse que o incêndio que esta noite deflagrou no concelho de Loures, em Lisboa, foi em mato e de pouca expressão, estando já dominado.

A Proteção Civil coloca esta noite na sua página na Internet como incêndio mais importante um em Paredes de Coura, já em resolução, a ser combatido por 63 operacionais, com 20 viaturas.

De todos os incêndios na página o que está a ser combatido por mais operacionais é o que decorre em Braga, 120, mas também em fase de conclusão. O incêndio de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, é combatido por 118 operacionais e está fase de resolução.

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Viana do Castelo

Presidente de Viana do Castelo redistribui funções e assume Educação e Cultura

Política

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo redistribuiu funções a todos os vereadores para assumir os pelouros da Educação e Cultura, após a renúncia da vereadora que hoje é substituída no cargo, anunciou à Lusa o próprio.


Em declarações à agência Lusa, o socialista José Maria Costa explicou hoje que, com a saída, em meados de maio, de Maria José Guerreiro, alegando motivos pessoais, decidiu “delegar e subdelegar competências nos seus cinco vereadores e assumir as áreas da Educação e da Cultura”.

O executivo municipal de Viana do Castelo, de maioria socialista, é ainda composto por dois vereadores do PSD e uma vereadora da CDU, todos sem pelouros atribuídos.

Com a redistribuição das áreas funcionais da autarquia da capital do Alto Minho, definida num despacho datado de hoje e que entra em vigor “a partir do dia seguinte ao da sua publicação, mediante editais”, a que a Lusa teve acesso, José Maria Costa mantém as pastas da Administração Financeira, Proteção Civil, Saúde e Internacionalização e assume agora a Educação e Cultura.

Já o pelouro das obras públicas, até agora nas mãos do autarca, passa para o vice-presidente do município, Vítor Lemos, que continua com a Modernização Administrativa, Saneamento Básico e Desporto.

A pasta do Turismo, até agora desempenhada pela ex-vereadora Maria José Guerreiro, é entregue a Luís Nobre, que assume ainda a Reabilitação Urbana, acumulando o Planeamento e Gestão Urbanística, Desenvolvimento Económico, Mobilidade e Coesão Territorial.

Luís Nobre é líder da concelhia socialista de Viana do Castelo e apontado como candidato do partido às próximas eleições autárquicas, para suceder a José Maria Costa que está impedido de voltar a concorrer, devido à lei da limitação de mandatos autárquicos.

A vereadora Carlota Borges, a cumprir o primeiro mandato autárquico com as áreas da Coesão Social, Juventude, Voluntariado e Serviços Urbanos, fica agora também responsável pela Gestão de Equipamentos e Património Cultural.

Em funções desde as eleições de 2017, Ricardo Carvalhido junta às pastas do Ambiente e Biodiversidade, Ciência, Inovação e Conhecimento os Projetos Educativos.

O novo vereador, Ricardo Rego, até agora chefe de gabinete de José Maria Costa, e que hoje assume as novas funções, passa a deter as áreas dos Recursos Humanos e Administração Patrimonial, até agora desempenhadas pelo presidente, ficando ainda com a Promoção da Saúde, setor que estava sob alçada da vereadora Carlota Borges.

Ricardo Rego era o sétimo da lista que o PS apresentou às eleições autárquicas de 2017 e que o partido venceu com 53,68% dos votos, elegendo seis dos nove mandatos atribuídos.

Maria José Guerreiro cessou funções na quarta-feira. Entre outros cargos que desempenhava por inerência de funções, a professora de profissão presidia à VianaFestas, entidade que organiza as festas da capital de Alto Minho.

A distribuição das áreas funcionais vai ser apresentada ao executivo municipal, hoje, em reunião camarária, a partir das 15:00, de forma presencial, no salão nobre dos Antigos Paços do Concelho, na Praça da República.

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Alto Minho

Munícipes de Cerveira e Tomiño prejudicados com controlo de fronteiras, diz estudo

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo / Arquivo

Um inquérito promovido pelas provedoras da eurocidade Cerveira-Tomiño, que recolheu 250 testemunhos, constatou que quase metade dos inquiridos disse sentir o impacto da reposição de fronteiras entre Portugal e Espanha devido à covid-19, foi hoje divulgado.


De acordo com as conclusões daquele estudo, hoje enviado à agência Lusa, as provedoras destacam que, “em mais de 30 anos, nunca a vida quotidiana dos habitantes do território transfronteiriço galego-português foi tão prejudicada como nestes últimos meses, com uma redução para metade de toda a sua dinâmica económico-social”.

“Esta realidade é corroborada com a partilha, em apenas quatro dias, de mais de duas centenas de histórias e experiências vividas por cidadãos de ambas as margens do rio Minho, em resposta a um desafio lançado pela provedoria da eurocidade”, frisam Maria de Lurdes Cunha (Vila Nova de Cerveira) e Zara Pousa (Tomiño).

A eurocidade entre Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, e Tomiño, na Galiza, foi constituída em outubro de 2018.

O controlo das fronteiras terrestres com Espanha está a ser feito desde as 23:00 do dia 16 de março em nove pontos de passagem autorizada devido à pandemia de covid-19.

Atualmente, no distrito de Viana do Castelo, a ponte nova sobre o rio Minho, que liga as cidades de Valença e Tui, é o único ponto de passagem autorizado para trabalhadores transfronteiriços e transporte de mercadorias.

Na terça-feira, o ministro da Administração Interna admitiu manter encerradas as fronteiras terrestres e aérea com Espanha, enquanto existir uma quarentena interna no país vizinho.

Segundo as duas provedoras, “a alteração da atividade laboral para os trabalhadores transfronteiriços, ao nível de distância, tempo e custos, representa 45% dos 250 testemunhos através de um questionário publicado na página oficial da eurocidade Cerveira-Tomiño, no Facebook”.

O inquérito, que visou “avaliar e compilar o impacto casuístico de mais de dois meses do fecho de fronteiras, provocado pela crise sanitária da covid-19, revelou que “entre os principais prejuízos referidos destaca-se a alteração da atividade laboral para os trabalhadores transfronteiriços desta raia minhota”.

“Devido à limitação a um único ponto de passagem na fronteira de Valença e Tui, os trabalhadores veem-se obrigados a fazer centenas de quilómetros diariamente, mais horas na estrada e aumento de custos para proceder às deslocações necessárias para chegar ao posto de trabalho. Há ainda a referência para o facto de não perceberem porque é que a ponte internacional da Amizade, entre Cerveira-Tomiño, não pode constituir-se como mais um ponto de passagem, agilizando toda a pressão gerada”, sustentam as duas provedoras.

O inquérito, que esteve disponível entre 28 e 31 de maio, revelou ainda que 25% dos inquiridos “evocam a impossibilidade de utilização de serviços de caráter essencial, nomeadamente de cariz educativo (escolas) ou de saúde pública (consultas médicas e veterinárias), e a indisponibilidade de usufruição de serviços ou equipamentos de âmbito desportivo, comercial ou cultural acessíveis do outro lado do rio Minho”.

Já “17% abordam os efeitos económicos negativos, quer pela limitação das relações laborais e comerciais, com uma redução até 70% de clientes, perda de empregos ou dificuldade de fornecimento de materiais para determinados negócios, como pelos custos extraordinários derivados do distanciamento até ao único ponto aberto ou pela necessidade de alugar residências provisionais”.

Há ainda “cidadãos transfronteiriços com graves dificuldades para manter relações e cuidados familiares (famílias separadas, idosos sem a retaguarda familiar, entre outras)”.

Segundo as duas provedoras, “o objetivo é que os resultados deste inquérito, aliados a outros documentos de análise como o Estudo do Impacto Socioeconómico da Pandemia da covid-19 no território do rio Minho transfronteiriço, realizado pela Universidade de Vigo para o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho e para a província de Pontevedra, possam ser considerados pelas autoridades locais, regionais, estatais e europeias para diminuir com caráter imediato estes prejuízos”.

A iniciativa pretende ainda “promover medidas de apoio e recuperação específicas para o território, e adotar mecanismos de funcionamento singular para as eurocidades que evitem no futuro situações prejudiciais como as vividas nesta crise”.

Portugal contabiliza pelo menos 1.447 mortos associados à covid-19 em 33.261 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Guimarães

ICNF classifica mata de recreio e cedros do Himalaia em Guimarães

Ambiente

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O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) classificou de interesse público uma mata de recreio na freguesia de Ponte e dois exemplares da espécie cedro do Himalaia em Creixomil, no concelho de Guimarães.


Os despachos de classificação foram hoje publicados em Diário da República e produzem efeitos a partir de sexta-feira.

A mata de recreio é contígua à Casa da Ribeira e tem uma área aproximada de 0,76 hectares, sendo constituída por arvoredo pertencente a mais de 30 espécies diferentes, predominantemente exóticas.

As espécies arbóreas, com uma altura aproximada de 30 metros, formam um copado contínuo.

“Esta zona é contígua à casa principal e identifica-se como uma pequena mata de recreio ao estilo e cultura de finais do século XIX, princípios do século XX, em que havia o gosto pelo colecionismo de plantas oriundas do oriente e do continente americano”, acrescenta o despacho do ICNF.

Das espécies presentes, destaca, pela “singularidade” dos seus exemplares, a Sequoia sempervirens, Pinus strobus, Cedrus deodara, Liriodendron tulipifera, Liquidambar styraciflua, Cupressus lusitanica, Fagus sylvatica e um exemplar antigo de Quercus robur.

O município de Guimarães tinha requerido a classificação de todo o arvoredo que constitui a mata da Casa da Ribeira, mas o ICNF concluiu que só aquela mata de recreio possui características de relevante interesse público, “uma vez que a restante parte da mata é constituída por exemplares da espécie Eucalyptus globulus Labill, sem atributos passíveis de justificar a sua classificação”.

Na freguesia de Creixomil, lugar de Atouguia, foram classificados dois exemplares isolados da espécie Cedrus deodara, também na sequência de requerimento feito pelo município.

Para a classificação, o ICNF considerou o porte das árvores, com 24 e 28 metros de altura, e o seu “particular significado paisagístico”.

“São árvores majestosas que marcam o sítio em que se encontram, impondo-se como elemento fundamental e indissociável do Cemitério Municipal da Atouguia e contribuindo para a qualidade visual daquele espaço, observável de vários pontos da cidade de Guimarães, cumprindo o parâmetro de apreciação valorização estética do espaço envolvente e dos seus elementos naturais e arquitetónicos”, lê-se no despacho.

Com a classificação, ficam proibidas quaisquer intervenções que possam destruir ou danificar os exemplares classificados, designadamente corte do tronco, ramos ou raízes e remoção de terras ou outro tipo de escavações, na zona geral de proteção.

A classificação implica ainda a proibição de depósito de materiais, seja qual for a sua natureza, e a queima de detritos ou produtos combustíveis, bem como a utilização de produtos fitotóxicos na zona geral de proteção.

Todas as operações de beneficiação nos exemplares classificados ou qualquer outro tipo de benfeitoria carecem de aprovação por parte do ICNF.

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