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Futebol

Imparáveis na Liga Europa: Braga ‘arruma’ Besiktas e está “com pé e meio” nos 16 avos

Beneficia da vitória do Wolverhampton

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O Sporting Clube (SC) de Braga venceu esta quinta-feira o Besitkas, 3-1, num jogo da quarta jornada do Grupo K da Liga Europa de futebol, e está com um ponto dos 16 avos de final.

Com 10 pontos, mais um do que o segundo classificado, o Wolverhampton, que hoje venceu o Slovan Bratislava (1-0), basta aos minhotos um empate nos dois jogos que lhe faltam (Wolverhampton, em casa, e Slovan Bratislava) para seguir em frente.

Paulinho bisou, aos 14 e 37 minutos, mas o Besiktas, que jogou com menos um desde o final da primeira parte, empatou pelo meio, por Tyler Boyd (29). Wilson Eduardo sentenciou o resultado, aos 81 minutos.

O Braga continua a sua grande campanha europeia, com sete vitórias e um empate (contando com os jogos das fases de qualificação), mas a exibição não foi brilhante, sentindo-se em determinados momentos os efeitos dos dois últimos resultados negativos no campeonato (derrota 2-0 com Boavista e empate caseiro com Famalicão, 2-2).

Sá Pinto supera recorde de Jesus, com oitavo jogo sem perder na Europa

O Besiktas entrou para esta ronda com zero pontos e, com esta derrota, fica sem qualquer hipótese de seguir em frente.

Com Eduardo na baliza e Wallace no eixo defensivo (em vez de Matheus e Pablo), o Braga inaugurou cedo o marcador, aos 14 minutos, por Paulinho, de cabeça, após canto da esquerda cobrado por Sequeira.

O jogo era desgarrado de parte a parte e, aos 29 minutos, uma intervenção infeliz de Bruno Viana ‘assistiu’ Tyler Boyd na área: o neozelandês que passou pelo Vitória de Guimarães tirou Sequeira do lance e rematou rasteiro, empatando a partida.

O Braga reagiu bem e, aos 37 minutos, Sequeira solicitou Galeno na esquerda, o extremo cruzou de primeira e Paulinho, ante Karius, não perdoou e fez o segundo da conta pessoal e dos gverreiros.

A defesa bracarense, no entanto, não inspirava muita confiança e, aos 40 minutos, um lance muito confuso na área, com Eduardo a falhar a interceção, podia ter dado novo empate.

A equipa turca, que não teve no banco o seu treinador, Abdullah Avci, sofreu um rude golpe pouco antes do intervalo: Lens foi expulso por entrada dura sobre Palhinho, que, pouco depois, ‘disparou’ de muito longe obrigando Karius a boa defesa.

Logo a abrir a segunda parte, Fransérgio dispôs de uma boa ocasião para marcar, após grande passe de André Horta (46 minutos) e, seis minutos depois, o mesmo jogador, em ótima posição, cabeceou por cima, após grande cruzamento de Galeno.

“Temos contribuído para o ‘ranking’ de Portugal”

O Braga foi gerindo o jogo no meio-campo dos turcos e, talvez pensando já na deslocação a Guimarães, domingo, para a I Liga, Sá Pinto refrescou o ataque com Wilson Eduardo e Rui Fonte e ambos obrigaram Karius a boas defesas pouco tempo depois de terem entrado (66 e 68 minutos).

Aos 78 minutos, Yalçin e Tyler Boyd criaram as duas melhores situações dos turcos, sendo que na primeira Eduardo teve mesmo de empenhar-se, mas Wilson Eduardo ‘matou’ o jogo pouco depois, antecipando-se a Karius após centro de Galeno da esquerda (81).

O próximo jogo da Liga Europa é em casa, com os ingleses do Wolverhampton, em 28 de novembro, e pode ditar o apuramento dos ‘arsenalistas’ e também do ‘onze’ de Nuno Espírito Santo.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio Municipal de Braga.

SC Braga – Besiktas, 3-1.

Ao intervalo: 2-1.

Marcadores:

1-0, Paulinho, 14 minutos.

1-1, Tyler Boyd, 29.

2-1, Paulinho, 37.

3-1, Wilson Eduardo, 81.

Equipas:

– SC Braga: Eduardo, Esgaio, Bruno Viana, Wallace, Sequeira, Palhinha, André Horta (Trincão, 77), Fransérgio, Ricardo Horta (Wilson Eduardo, 60), Galeno e Paulinho (Rui Fonte, 67).

(Suplentes: Matheus, Diogo Viana, Pablo Santos, Claudemir, Trincão, Wilson Eduardo e Rui Fonte).

Treinador: Ricardo Sá Pinto.

– Besiktas: Larius Karius, Niecip Uysal, Domagoj Vida, Enzo Roco, Caner Erkin (Pedro Rebocho, 63), Oguzhan Ozyakup, Kartal Yilmaz (Mohamed Elneny, 72), Jeremain Lens, Tyler Boyd, Umut Nayir e Guven Yalcin (Erdem Secgin, 88).

(Suplentes: Utku Yuvakuran, Erdogan Kaya, Pedro Rebocho, Mohamed Elneny, Adem Ljajic, Kerem Kalafat e Erdem Secgin).

Treinador: Abdullah Avci (ausente devido a gripe – no banco esteve o adjunto Recep Ucar).

Árbitro: Gediminas Mazeika (Lituânia).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Enzo Roco (18), Caner Erkin (20) e Bruno Viana (58). Cartão vermelho direto para Jeremain Lens (44).

Assistência: 8.833 espetadores.

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Futebol

Presidente do Vitória diz que vai sancionar atos de racismo, caso se confirmem

Caso Marega

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Miguel Pinto Lisboa. Foto: DR

O presidente do Vitória SC, Miguel Pinto Lisboa, afirmou hoje que os alegados atos de racismo dos adeptos do clube vão ser sancionados, caso se confirmem, após o jogo com o FC Porto, da 21.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

O dirigente vimaranense disse, na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, que os atos vão ser investigados no final do desafio em que os vitorianos perderam com os ‘dragões’ por 2-1 e que ficou marcado pelos alegados atos de racismo de que Marega foi alvo, tendo levado o jogador portista a forçar a sua saída de campo, aos 71 minutos.

“O estádio tem câmaras de videovigilância e, se identificarmos atos de racismo, vamos sancioná-los”, disse.

Miguel Pinto Lisboa criticou, porém, os “comportamentos provocatórios” que o atleta teve para com alguns adeptos vitorianos na bancada Nascente, quando festejou o segundo golo do FC Porto, aos 60 minutos, tendo dito que essa ocasião acabou por “incendiar o espetáculo”.

O dirigente referiu ainda que Marega já teve “comportamentos desadequados” no passado, nomeadamente na época 2016/17, quando representava o Vitória SC, em que, num jogo com o Nacional, da 10.ª jornada, o maliano agrediu Sequeira, atualmente no SC Braga, foi expulso e abandonou o Estádio D. Afonso Henriques no decurso do jogo, sem autorização do clube.

Miguel Pinto Lisboa recordou ainda que o Vitória SC enverga as “cores preta e branca” por ter a “igualdade de raça” na sua génese, numa alusão ao fundamento escolhido por Mário Cardoso, jogador do clube em 1932, para desenhar o atual símbolo dos minhotos. O dirigente referiu ainda que o relações públicas do clube, Neno, nasceu em Cabo Verde.

Questionado ainda sobre a violência nos estádios, que aconteceu de novo após o primeiro golo do Porto, aos 10 minutos, com troca de tochas e cadeiras entre adeptos vitorianos e portistas, Miguel Pinto Lisboa realçou que “os agentes desportivos, juntamente com as forças de segurança, têm de atuar em conjunto” para terminar com situações como a que hoje aconteceu nos estádios de futebol em Portugal.

Marega critica árbitros por cartão amarelo após cânticos racistas

O avançado maliano do FC Porto Marega criticou hoje a equipa de arbitragem que o penalizou após ter sido alvo de cânticos racistas, na visita ao Vitória SC, da 21.ª jornada da I Liga de futebol.

Numa publicação na sua conta oficial na rede social Instagram, Marega dirigiu-se aos adeptos como “idiotas”, contestando ainda o comportamento da equipa de arbitragem, liderada por Luís Godinho.

“E também agradeço aos árbitros por não me defenderem e por terem me dado um cartão amarelo porque defendo minha cor da pele. Espero nunca mais encontrá-lo em um campo de futebol! Você é uma vergonha!”, escreveu o maliano.

O avançado do FC Porto pediu para ser substituído, ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, por alegados cânticos racistas dos adeptos da formação vimaranense, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminaria o encontro.

Depois de pedir a substituição, Marega apontou para as bancadas do recinto vimaranense, com os polegares para baixo, numa situação que originou uma interrupção de cerca de cinco minutos.

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Futebol

Marega reage: “Idiotas que vêm ao estádio fazer gritos racistas vão se f****”

Polémica em Guimarães

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Foto: Instagram de Marega

Moussa Marega já reagiu aos alegados insultos racistas que o forçaram a abandonar o encontro entre o Vitória SC e o FC Porto, disputado esta noite em Guimarães.

Recorde-se que o FC Porto chegou à vitória num golo de Marega, aos 60, que despoletou o caso do jogo.

Na hora do festejo, o avançado maliano, que representou o clube vimaranense na época 2016/17, dirigiu-se para a bancada nascente com gestos dirigidos aos adeptos vitorianos e, na resposta, os espetadores ali situados lançaram cadeiras para o relvado.

A partir daí, Marega continuou a ser insultado sempre que tocava na bola e recusou-se a jogar a partir do minuto 65, alegando cânticos racistas, situação que forçou Sérgio Conceição a substituí-lo por Wilson Manafá, aos 71.

O FC Porto venceu o jogo por 1-2.

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Futebol

Indignação no Twitter com insultos a Marega em Guimarães

Twitter e Facebook enchem-se de críticas aos adeptos do Vitória

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Imagens via Sport TV

São várias as vozes conhecidas que estão a comentar a saída do jogador do FC Porto, Moussa Marega, após alegados insultos racistas provenientes de adeptos do Vitória, em jogo da 21.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Nas redes sociais, várias figuras ligadas ao ativismo antirracista, como Mamadou Ba, líder do SOS Racismo ou Catarina Martins, coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, a manifestarem solidariedade para com o avançado maliano.

O polémico ativista de esquerda, de origem senegalesa, afirma mesmo que “num país decente, o jogo era interrompido”, apelidando os adeptos que entoaram cânticos contra Marega como “abéculas racistas” quedeviam ser “banidas dos estádios”.

Catarina Martins, líder do BE, afirma não ter clube, mas recorda que “racismo não é opinião, é crime”.

Já o Partido Livre, que elegeu a deputada Joacine Katar-Moreira (e a quem já retirou a confiança política) exige à direção do Vitória uma “condenação inequívoca destes comportamentos”.

Pedro Marques Lopes, conhecido comentador político afeto ao PSD e sócio do FC Porto, pede interdição do D. Afonso Henriques “por muito tempo”.

Recorde-se que o FC Porto chegou à vitória num golo de Marega, aos 60, que despoletou o caso do jogo.

Na hora do festejo, o avançado maliano, que representou o clube vimaranense na época 2016/17, dirigiu-se para a bancada nascente com gestos dirigidos aos adeptos vitorianos e, na resposta, os espetadores ali situados lançaram cadeiras para o relvado.

A partir daí, Marega continuou a ser insultado sempre que tocava na bola e recusou-se a jogar a partir do minuto 65, alegando cânticos racistas, situação que forçou Sérgio Conceição a substituí-lo por Wilson Manafá, aos 71.

O FC Porto venceu o jogo por 1-2.

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