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Região

Imagens de uma sexta-feira ‘branca’ no interior do Minho

Depressão Dora

em

Foto: DR

Animais ‘pintados’ de branco, vias obstruídas, condutores em apuros e crianças que deixaram de ter aulas, tudo graças ao nevão que se abateu um pouco por toda a região do interior minhoto e ainda em Trás-os-Montes, Alto Douro e Beiras.

O fenómeno meteorológico foi possível graças à passagem da depressão Dora, que atravessa o país ao longo desta sexta-feira, devendo os efeitos manter-se até à madrugada de domingo, segundo aponta a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil em parceria com o IPMA.

Serra Amarela em Ponte da Barca coberta de neve

A população não ficou indiferente e desde Vieira do Minho, Guimarães, Braga, Melgaço, Fafe, Arcos de Valdevez, no Minho, até Pitões das Júnias e Vila Pouca de Aguiar, em Vila Real, foram vários os registos de situações na neve que ficarão na memória futura.

Neve na Peneda, Arcos de Valdevez. Foto: Caminheiros do Gerês

Neve em Castro Laboreiro, Melgaço. Foto: Montes de Laboreiro

Castro Laboreiro, em Melgaço, acordou ‘pintada’ de branco

Neve em Valdreu, Vila Verde. Foto: CM Vila Verde

Nevão nas terras altas de Vila Verde

Neve nas serras de Fafe. Foto: AMSF

Já neva nas serras de Fafe

Neve nas serras de Fafe. Foto: AMSF

Neve nas serras de Fafe. Foto: AMSF

Neve nas serras de Fafe. Foto: AMSF

Neve em Castro Laboreiro, Melgaço. Foto: Montes de Laboreiro

Neve na serra de Montaria, em Viana. Foto: Associação Desportiva Cultural Montariense

Neve nas Minas de Carris. Foto: Manuel Barbosa

Já neva também na Penha em Guimarães

Neve na Penha, em Guimarães. Foto: Ilidia Viana.

‘Manto branco’ cobre Arcos de Valdevez

GNR ajuda civis em Arcos de Valdevez. Foto: CMA Arcos de Valdevez

GNR na Gavieira, em Arcos de Valdevez. Foto: L. Lourenço / CMA Arcos de Valdevez

Bombeiros de Arcos de Valdevez desobstruem vias no concelho. Foto: Filipe Guimarães

Fotografias mostram a beleza do Gerês coberto de neve

Neve em Vila Pouca de Aguiar, distrito de Vila Real. Foto: Carlos Costa

Neve em Pitões das Júnias, Montalegre. Foto: Vasco Pedrosa

Montalegre em “confinamento natural” devido à neve

Neve em Pitões das Júnias, Montalegre. Foto: Vasco Pedrosa

Neve em Pitões das Júnias, Montalegre. Foto: Vasco Pedrosa

Já neva no Sameiro em Braga

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Braga

Campanha de André Ventura junta 170 em jantar em Braga

Eleições presidenciais 2021

Imagem: TVI

Cerca de 170 apoiantes do partido Chega estão esta noite reunidos num jantar-comício no concelho de Braga. Apesar de o mandatário da campanha dizer que as normas da DGS estão a ser cumpridas, a TVI afirma que não estão a ser cumpridas as distâncias de segurança.

Depois de marcar ‘passo’ em Guimarães, num discurso que já tinha juntado perto de uma centena de apoiantes da candidatura de André Ventura às eleições presidenciais de 24 de janeiro, a comitiva rumou à capital do distrito para jantar com os apoiantes.

Segundo o diretor de campanha, apesar do confinamento geral, e por se tratar de atividade política, o jantar foi autorizado pelas autoridades da saúde, embora sob fortes restrições como distância entre pessoas por mesa, distância entre as mesas, higienização e uso de máscara fora do ato da refeição.

Imagem: TVI

“Acusaram uma cidade inteira de ser racista”, diz André Ventura em Guimarães

De acordo com a TVI, nas mesas estavam várias pessoas que não pertencem ao mesmo agregado familiar, algo que é desaconselhado nas normas da DGS para mitigar a pandemia da covid-19. A distância de segurança para pessoas que não moram juntas é de 1,5 metro.

Rui Paulo Sousa, mandatário da campanha do líder do Chega disse à TVI que o jantar estava a cumprir todas as normas, que as distâncias estavam a ser cumpridas, e que a delegação de saúde esteve no local antes do jantar e autorizou. Contudo, é possível ver nas imagens da estação televisiva que em algumas mesas a distância entre pratos é exatamente a mesma do que no período pré-pandemia.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de covid-19 em Portugal, estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral começou no dia 10 e termina em 22 de janeiro.

Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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Região

Voto antecipado correu bem? Eduardo Cabrita diz que sim

Eleições presidenciais 2021

Votação em Barcelos. Foto: Pedro Silva / O MINHO

Não há relatos de grandes problemas em relação à votação antecipada para as eleições presidenciais de 24 de janeiro, com exceção de manhã, em Braga, onde algumas pessoas mostraram-se insatisfeitas pela elevada adesão e pela curta distância entre grades na entrada para o Altice Forum, onde decorreu o sufrágio.

Todavia, e à semelhança do país, as votações parecem ter decorrido de forma ordeira nas respectivas sedes de município e outros locais designados pela Comissão Nacional de Eleições onde os eleitores puderam exercer o direito de voto para escolher o próximo Presidente da República.

Votação em Barcelos. Foto: Pedro Silva / O MINHO

Votação em Fafe. Foto: Ivo Borges / O MINHO

Votação em Guimarães. Foto: Ivo Borges / O MINHO

O ministro da Administração Interna admitiu hoje a possibilidade de um reajustamento das medidas de combate à pandemia de covid-19, mas elogiou o comportamento dos eleitores que exerceram voto antecipado para as eleições presidenciais de 24 de janeiro.

Longas filas em Braga para o voto antecipado

“Aquilo que eu verifiquei aqui [no Barreiro] foi o respeito por todas as regras. Todos os eleitores estavam com máscara. Foi respeitado o distanciamento”, disse Eduardo Cabrita pouco depois de ter exercido o direito de voto, antecipado, na Biblioteca Municipal do Barreiro.

“Eu vejo entusiasmo naqueles quase 250 mil portugueses que se registaram para o voto antecipado, que manifestam uma alegria do voto semelhante à alegria do voto nas primeiras eleições democráticas. Significa que, em tempos muito difíceis, em tempos em que estamos todos concentrados no combate à pandemia, temos de afirmar também os valores da democracia”, acrescentou o governante.

Confrontado com os sucessivos avisos dos profissionais de saúde, para o elevado número de pessoas que continuam a andar na rua apesar das regras de confinamento, e com as preocupações expressas hoje pelo Presidente da República, que admitiu a necessidade de um agravamento das medidas para fazer face à pandemia, Eduardo Cabrita lembrou que o Governo faz uma “reavaliação permanente das medidas”.

Conselho de Ministros reúne amanhã para “reajustar” medidas do confinamento

“Fazemos uma reavaliação permanente, quer da evolução da pandemia, quer das medidas que são necessárias, numa salvaguarda da sua adequação e proporcionalidade. Julgo que foi esse, também, o sentido da declaração do senhor Presidente da República, com a qual estamos totalmente de acordo”, acrescentou o ministro.

Em declarações aos jornalistas, Eduardo Cabrita afirmou ainda que faz um balanço positivo da forma como decorreu esta votação antecipada para as eleições presidenciais de 24 de janeiro.

“Passamos de 50 mil votantes em 2019, que já de si era um recorde absoluto de votação antecipada, para – não temos números finais – quase 250 mil inscritos. Há cidadãos que, se não fosse este sistema de voto, nunca votariam nestas eleições, porque cerca de metade dos que se inscreveram para voto antecipado estão a fazê-lo fora do seu local de recenseamento”, disse.

“Os estudantes que estão a votar no local onde estudam e não no seu local de recenseamento, quem por razões profissionais está deslocado do seu local de recenseamento, ou quaisquer outras razões de ordem pessoal, não tenho dúvida nenhuma de que há cerca de 200 mil portugueses que, provavelmente, se não votassem hoje não teriam votado”, sublinhou o Ministro da Administração Interna.

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Guimarães

“Acusaram uma cidade inteira de ser racista”, diz André Ventura em Guimarães

Eleições presidenciais 2021

Foto: Ivo Borges / O MINHO

A campanha presidencial do candidato André Ventura passou hoje por Braga e Guimarães, com o discurso a ser feito na cidade-berço, em frente ao castelo que outrora albergou o primeiro rei de Portugal.

E foi com ‘alegorias’ do castelo que o líder do Chega encantou a cerca de uma centena de apoiantes que se encontraram no Campo de S, Mamede, vindos de vários pontos do distrito.

Depois das habituais críticas ao Governo face à gestão da pandemia, onde apontou ser “uma vergonha” que Portugal esteja entre os países com maior incidência de casos no mundo, Ventura falou de racismo.

Foto: Ivo Borges / O MINHO

“Não podia vir a Guimarães sem falar de racismo. Acusaram-me, e a muitos de vós, de sermos racistas. Acusaram uma cidade inteira de ser racista. Acusaram-nos do pior sem saber”, disse, quando foi interrompido por um coro que clamava pelo seu nome.

A alguns metros, grupos antifascistas entoavam cânticos de “racistas” para os apoiantes do comício. No meio, a PSP assegurava que não existiam confrontos.

Foto: Ivo Borges / O MINHO

E Ventura prossegui; “Acusaram-nos de ser racistas e aqui em Guimarães temos de deixar para sempre claro que não somos racistas, só não queremos é uns a trabalhar e outros a beneficiar, nem minorias a viver acima da lei. Não somos racistas, somos portugueses que amamos este país”, vincou.

Foto: Ivo Borges / O MINHO

Sob forte aparato de meios policiais, do lado da Igreja de São Dâmaso, não mais do que 50 manifestantes antifascistas (“antifas”) chamaram racista e fascista ao candidato presidencial.

Com o conforto da aparelhagem sonora, o triplo das gargantas (cerca de 200), os militantes da força política abafaram os protestos, aclamando o seu “Presidente” e vociferando “ide trabalhar, seus comunas”.

Tudo isto debaixo do “dever geral de recolhimento domiciliário” para combater a pandemia de covid-19, num dia em que morreram mais 152 portugueses devido à infeção com SARS-Cov-2, num total de 8.861 mortes desde março.

“25 de Abril sempre, fascismo nunca mais” e “racistas, fascistas não passarão” foram palavras de ordem dos “antifas”, mantidos à distância do comício por um contingente de várias dezenas elementos da PSP, no histórico recinto de terra batida, convertido em parque de estacionamento gratuito.

Segundo fonte policial, “até houve um reforço de elementos do comando distrital de Braga”. A Lusa testemunhou no local: postos de controlo da circulação automóvel, cinco carrinhas do Corpo de Intervenção da Unidade Especial de Polícia e vários carros e motos de patrulha.

Foto: Ivo Borges / O MINHO

O comandante da “operação de segurança, no âmbito do estado de emergência” disse à Lusa que tudo estava “a decorrer dentro da normalidade”, mesmo com “alguns grupos de contra-manifestantes”, mas escusou-se a confirmar o empenhamento de cerca de 50 agentes “por razões de segurança”, preferindo apenas falar de um “contingente considerado adequado”.

Antes da chegada do concorrente ao Palácio de Belém, os seus apoiantes foram animados por música, com a muito bem sucedida canção antirracista de 1991 do artista e compositor norte-americano Michael Jackson, “Black or White”.

Ao mesmo tempo, a organização foi apelando ao uso de máscara e à manutenção da distância física entre participantes de “pelo menos dois metros”.

“O protesto é o dever cívico de todos os humanistas e feministas contra o crescimento do ódio, da divisão, da mentira e do neofascismo. Sou independente, mas tenho uma posição política contra a extrema-direita e o crescimento da corrupção. Eles (Chega), supostamente, querem acabar com a corrupção, mas pretendem é o monopólio dela”, disse um dos manifestantes, Luís Lisboa.

Foto: Ivo Borges / O MINHO

O professor de artes performativas com 41 anos queixou-se de que a manifestação não estava a ser permitida, pois os agentes de autoridade ordenaram o abandono de “cartazes e bandeiras”.

“A polícia já nos abordou umas 10 vezes e fomos empurrados aqui para trás. A única forma de estarmos aqui foi dizer que vínhamos assistir ao comício. Como vê há aqui mais polícias do que militantes do Chega”, lamentou, sem querer revelar a sua candidata ou candidato presidencial favorito, mas garantindo que “é da esquerda, que devia ter uma candidatura única”.

Já Daniela Geraldes, gerente de uma loja de tatuagens e `piercings´, 31 anos, assumiu ir votar na ex-eurodeputada do PS Ana Gomes.

“Não é que ela englobe tudo aquilo de que gosto, mas é para que o Ventura não fique em segundo lugar. Não tenho filiação partidária, mas normalmente votaria no João Ferreira ou Marisa Matias”, declarou.

Para Daniela, “os maiores corruptos são estas pessoas, basta ver o programa político do Chega”.

“Viemos cá para dizer que Guimarães não é só uma cidade de bairristas e nacionalistas. Portugal nasceu aqui, mas é só isso. Há pessoas que o apoiam, mas também há muitas outras contra ele”, assegurou, acrescentando que, “numa altura tão sensível, o tipo de discurso que esta pessoa tem – e os que o apoiam, porque ele acaba por ser um boneco, no meio disto – é muito perigoso porque há muito desespero e quem acabe por se deixar ir na cantiga”.

A médica-dentista Ana, 27 anos, mostrou-se “totalmente contra as coisas e ideias completamente antissociais” de Ventura.

“Não tenho nenhum partido. Sou mais centralista, um bocadinho dos dois. Vou votar talvez na Marisa Matias. Até tenho votado mais no PSD. Tenho ideias de direita e de esquerda, as coisas são igualmente importantes, a economia e o social”, defendeu.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de covid-19 em Portugal, estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral começou no dia 10 e termina em 22 de janeiro.

Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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