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IL pede que primeiro-ministro “desça à realidade”, Costa salienta conjuntura internacional

Política
Il pede que primeiro-ministro “desça à realidade”, costa salienta conjuntura internacional
Foto: IL

A Iniciativa Liberal criticou hoje o Governo em áreas como os transportes, saúde e habitação, apelando ao primeiro-ministro que “desça à realidade”, com António Costa a apontar para as dificuldades impostas pela conjuntura internacional.

No debate sobre política geral no parlamento, o líder da IL, Rui Rocha, desafiou o primeiro-ministro a imaginar várias dificuldades do dia-a-dia de um português, desde a inflação a greves nos transportes públicos ou no acesso à Justiça, concluindo várias vezes que “assim não dá”.

“Milhões de portugueses já chegaram à conclusão de que assim não dá, e muitos votaram em si. Até o seu aliado desde o primeiro dia, o senhor Presidente da República, já concluiu que assim não dá”, argumentou, numa referência a críticas de Marcelo Rebelo de Sousa às medidas do Governo para a habitação.

O primeiro-ministro reconheceu a “situação gravíssima” do país, mas sublinhou as dificuldades relacionadas com a conjuntura internacional.

“Todos temos bem consciência da situação gravíssima que estamos a enfrentar, com causas que nós dificilmente temos controlo. Porque dificilmente temos controlo sobre a disponibilidade para a paz do senhor [Vladimir] Putin, porque dificilmente controlamos os aumentos nos mercados internacionais de alguns bens base fundamentais para a produção de todos os outros e, portanto, é muito difícil gerir esta situação”, argumentou.

Rui Rocha – que confrontou pela primeira vez António Costa num debate parlamentar depois de ter sido eleito presidente da Iniciativa Liberal – criticou o executivo por ter terminado com algumas parcerias público-privadas na saúde.

O liberal perguntou ao primeiro-ministro se iria reverter esta “decisão ideológica”.

António Costa negou qualquer “tabu ideológico” e sustentou que o Governo fez uma “avaliação objetiva” destas parceiras, tendo renovado as que “foram positivas” e dando como exemplo a de Cascais.

“Não renovámos as outras porque os privados não quiseram renovar nos termos em que a avaliação tinha sido positiva”, justificou.

O governante deixou ainda uma crítica à direita quanto à acusação da ideologia.

“Uma das coisas engraçadas da direita portuguesa é que tem a mania que só a esquerda é que tem ideologia e complexos ideológicos, como se não fosse precisamente a diferente ideologia que faz com que os senhores sejam de direita e eu seja de esquerda”, argumentou.

 
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