Seguir o O MINHO

Futebol

II Liga regressou ao fim de seis meses suspensa

II Liga

em

Foto: DR

O Estoril Praia saiu vencedor do jogo que marcou o regresso da II Liga de futebol, seis meses depois da suspensão devido à pandemia de covid-19, derrotando o Arouca, por 1-0, para a primeira jornada da edição 2020-21.


Num Estádio António Coimbra da Mota ainda sem público, mas com adeptos ‘estorilistas’ a torcer pela equipa nas imediações do recinto, a vitória do clube da ‘Linha’ ficou definida logo no primeiro minuto, quando Vidigal surgiu ao segundo poste para encostar a bola cruzada pelo lateral João Diogo para a baliza do Arouca, sem que o guardião Victor Braga conseguisse travar o remate.

O golo foi o tónico perfeito para qualquer ansiedade que pudesse existir na formação agora orientada pelo treinador Bruno Pinheiro. Em sentido inverso, toda a pressão do desafio pendeu para o lado arouquense, que entrava no jogo praticamente a perder, originando assim uma primeira parte de nível interessante.

Com o conforto da vantagem, o Estoril mostrou então serenidade e bons processos no desenvolvimento do seu jogo, com futebol apoiado e movimentações interessantes no setor ofensivo, onde Vidigal deu nas vistas pelo atrevimento e pela criatividade.

Contra o controlo do Estoril, a equipa comandada por Armando Evangelista reagia de forma intermitente, chegando a ameaçar algumas vezes a baliza de Daniel Figueira, mas sem conseguir o empate.

Após o intervalo, Armando Evangelista mexeu logo na equipa com a entrada de Leandro, porém, a toada da partida não sofreu grandes alterações. O Estoril conseguia gerir o ritmo e controlar as investidas adversárias, mas com a passagem do tempo acabou por conceder a iniciativa, fruto também de uma maior pressão do Arouca, que ainda assim não foi capaz de criar grandes oportunidades de golo.

O 1-0 resistiria mesmo até ao apito final, sentenciando a vitória do Estoril Praia no recomeço da II Liga, num jogo que ficou ainda para a história por contar com uma equipa de arbitragem única: a assistente Vanessa Gomes tornou-se hoje na primeira mulher assistente num jogo dos escalões profissionais, ou seja, da I ou II Liga masculina.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio António Coimbra da Mota, na Amoreira.

Estoril Praia – Arouca, 1-0.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores:

1-0, Vidigal, 01 minuto.

Equipas:

– Estoril Praia: Daniel Figueira, João Diogo, Hugo Gomes, Hugo Basto, Joãozinho, Rosier (Crespo, 90), João Gamboa, Bruno Lourenço, Zé Valente (Cícero, 83), Vidigal (Paulinho, 65) e Yakubu Aziz.

(Suplentes: Thiago, Vital, Volnei, Cícero, Crespo, Carles Sorria, Lucas, Paulinho e André Clóvis).

Treinador: Bruno Pinheiro.

– Arouca: Victor Braga, Thales, Basso, Brunão, Joel, Marco Soares (Leandro, 46), Pedro Moreira, Bukia, Nuno Rodrigues (Anthony Blondell, 64), Adílio e Heliardo.

(Suplentes: Fernando Castro, Costa, André Silva, Luís Gustavo, Yaw Moses, Leandro, Anthony Blondell, Diogo Clemente e Frederick Takyi).

Treinador: Armando Evangelista.

Árbitro: João Malheiro Pinto (AF Lisboa).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Hugo Basto (3), Pedro Moreira (14), João Gamboa (42), João Diogo (69), Heliardo (90), Bukia (90+3).

Assistência: Jogo à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

Anúncio

Futebol

Ligas portuguesa e espanhola de futebol prolongam cooperação até 2023

Futebol

em

Foto: DR / Arquivo

As ligas portuguesa e espanhola de futebol renovaram até 2023 o memorando de entendimento, que prevê colaborações a nível do controlo económico, novas tecnologias, integridade e segurança, anunciaram hoje os dois organismos.

Em comunicado, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) refere que o prolongamento “procura dar continuidade à estreita relação que os dois organismos têm mantido nos últimos anos e que levaram a visitas institucionais de representantes do campeonato português à LaLiga e aos seus clubes, bem como o intercâmbio de conhecimento entre as partes e ações específicas, como a Copa Ibérica”.

A LPFP e a LaLiga referem que “a renovação do acordo conta, além do mais, com um objetivo comum, o apoio firme e inequívoco à candidatura de Espanha e Portugal ao Mundial de futebol de 2030”, anunciada na quarta-feira.

Os dois organismos pretendem também “dar um passo em frente nas ações digitais, bem como na exploração de novos campos de colaboração no âmbito dos eSports” e cooperarem em temas como o controlo económico, a luta contra a pirataria audiovisual, contra o racismo e a xenofobia no futebol.

Continuar a ler

Futebol

Fernando Santos igualou 74 jogos de Luiz Felipe Scolari

Seleção nacional

em

Foto: Twitter

Fernando Santos igualou hoje o brasileiro Luiz Felipe Scolari na liderança do ‘ranking’ de selecionadores portugueses de futebol com mais jogos, ao cumprir o 74.º face à Espanha, num particular que terminou empatado a zero, em Alvalade.

Quase seis anos após a estreia, a perder, num particular em França (1-2), em 11 de outubro de 2014, o técnico luso, que completa 66 anos no sábado, juntou-se ao técnico que orientou a seleção entre 12 de fevereiro de 2003 e 19 de junho de 2008.

Nos mesmos 74 encontros, Fernando Santos conta mais quatro vitórias (46 contra 42) do que o técnico ‘canarinho’, somando menos um empate (17 contra 18) e três derrotas (11 contra 14).

Em matéria de golos, o atual selecionador luso também já lidera o ‘ranking’, uma vez que, no seu ‘reinado’, Portugal marcou 147 golos, contra os 144 da ‘era’ Scolari, liderando também o ‘mano a mano’ com o brasileiro nos tentos sofridos (54 contra 62).

O treinador que passou por Benfica, FC Porto e Sporting antes de chegar à seleção lusa ‘domina’ o brasileiro em quase todos os dados ‘numéricos’, sendo que o mais significativo é, sem dúvida, o dos títulos: nesse aspeto, é um ‘expressivo’ 2-0.

Como Fernando Santos, Portugal conseguiu os primeiros ‘canecos’ em quase 100 anos de história, com o triunfo no campeonato da Europa de 2016, em França, e na edição inaugural da Liga das Nações, cuja fase final decorreu em solo luso, em 2019.

Ainda assim, Scolari também fez história, ao ser o primeiro a conduzir Portugal à final de uma grande competição, o Europeu de 2004, para sofrer a maior desilusão de sempre, com o desaire por 1-0 face à Grécia, em pleno Estádio da Luz.

Em Mundiais, o treinador brasileiro, atualmente com 71 anos, fez mesmo melhor do que o atual selecionador, ao levar a seleção lusa às meias-finais da edição 2006, realizada na Alemanha.

O conjunto comandado por Scolari, que chegou a essa competição como detentor do título, depois de conseguir o penta para o Brasil em 2002, apenas caiu nas meias-finais, face à França (0-1), depois de mais um penálti de Zinedine Zidane – em 2000 foi nas ‘meias’.

Por seu lado, Fernando Santos não conseguiu melhor do que atingir os oitavos de final, em 2018, ao perder por 2-1 com o Uruguai, culpa de Edinson Cavani, o avançado que o Benfica tentou, sem sucesso, contratar para a época 2020/21.

Scolari chegou à seleção após o fracasso de António Oliveira no Mundial de 2002, no qual Portugal, com a sua ‘geração de ouro’, foi afastado na fase de grupos, e saiu, já com contrato assinado com o Chelsea, após ‘tombar’ face à Alemanha (2-3) nos ‘quartos’ do Europeu de 2008. Seguiu-se a segunda ‘era’ Carlos Queiroz.

Quanto a Fernando Santos, sucedeu a Paulo Bento, que sucumbiu a uma derrota caseira face à Albânia (0-1) a abrir o apuramento para o Euro2016, depois de já não ter ultrapassado a fase de grupos do Mundial de 2014, realizado no Brasil.

Depois de igualar os 74 jogos se Scolari, face à Espanha, o atual responsável máximo pela formação das ‘quinas’ vai isolar-se no ‘ranking’, com 75, no domingo, face à França, em Saint-Denis, onde selou o título europeu, agora num jogo para a Liga das Nações.

No que respeita apenas a jogos oficiais, os números de Fernando Santos são ainda mais impactantes: em 49 jogos, mais seis do que Scolari, soma mais nove vitórias (34/25), mais um empate (12/11), menos quatro derrotas (3/7), mais 23 golos marcados (104/81) e mais um sofrido (33/32).

Continuar a ler

Futebol

Portugal-Espanha: Aplausos e gritos de incentivo dos 2.500 adeptos em ‘nulo’

Covid-19

em

Vários aplausos e gritos de incentivo dos 2.500 espetadores presentes hoje no Estádio José Alvalade destacaram-se no ‘nulo’ entre Portugal e Espanha, no segundo teste no futebol profissional com vista ao regresso gradual dos adeptos aos estádios.

Depois do primeiro ensaio no jogo entre Santa Clara e Gil Vicente, da terceira jornada da I Liga, disputado no sábado, nos Açores, que contou com a presença de 873 pessoas, o Estádio de Sporting, em Lisboa, voltou a ter adeptos nas bancadas, mas apenas 5% da lotação.

Apesar de não ter existido um apoio constante do princípio ao fim no encontro particular, a presença do público fez-se notar em alguns momentos, com o primeiro grito ‘Portugal, Portugal’ a acontecer aos sete minutos, seguindo-se outras tantas vozes de incentivo e aplausos, que se mantiveram na segunda parte.

A entrada dos adeptos no recinto teve início pelas 18:00 e apenas a bancada inferior foi aberta, sendo que todos já estavam devidamente identificados, tendo sido ainda sujeitos ao controlo da temperatura à chegada.

Os espetadores, que adquiriram os ingressos via online, sentaram-se nos respetivos lugares respeitando o distanciamento físico e o uso obrigatório e permanente de máscara durante a partida.

Em 14 de outubro, um novo teste irá decorrer também no recinto do Sporting, com o aumento para 10% da capacidade, equivalente a quase 5.000 pessoas, no embate da equipa das ‘quinas’ frente à Suécia, relativo à Liga A da Liga das Nações.

Continuar a ler

Populares