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Alto Minho

Igreja em Melgaço ganha nova vida após incêndio

Santuário de Santa Rita, em Rouças

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Foto: Divulgação/Diocese de Viana

A primeira fase da reconstrução da igreja do Santuário de Santa Rita, em Rouças, Melgaço, foi concluída e entregue esta segunda-feira. O local foi devastado por um incêndio em 2017. Esta fase da recuperação representou um investimento de 43 mil euros.

O bispo de Viana do Castelo, D. Anacleto Oliveira, esteve na entrega e realçou o esforço feito pela comunidade local, e também por comunidades vizinhas, ao longo destes anos, no sentido de levar o bom porto a recuperação deste templo.

“As comunidades formam-se quando têm uma obra que estão a fazer. O que estão a fazer é vosso! Consideraram isto como sendo vosso, mas no sentido alargado, pois também receberam contributos de Monção, gente que tem uma ligação profunda com este santuário”, disse.

A iniciativa contou com a presença do pároco atual de Santa Rita, padre Carlos Martins, do presidente da Câmara de Melgaço, Manoel Batista, do representante da empresa responsável pelas obras, José Barreto, e do secretário da União de Freguesias de Viana do Castelo, José Manuel Fernandes.

Aquele responsável indicou ainda que, do valor total desta primeira fase de recuperação já foram pagas três tranches em dívida.

“Só avançaremos para uma segunda fase quando a primeira estiver paga na totalidade, pois como diz a minha avó: quem paga o que deve, sabe o que lhe sobra”, referiu o sacerdote.

O engenheiro José Barreto, responsável pelas obras, salientou a preocupação de prevenir novos episódios de ameaça contra a igreja, com a instalação de “elementos de segurança quer contra incêndios, quer contra intrusão”.

A ocasião de festa, com a conclusão oficial da primeira fase das obras de recuperação da igreja do Santuário de Santa Rita, na localidade de Rouças, em Melgaço, incluiu uma missa festiva seguida de procissão com todas as comunidades da região.

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Viana do Castelo

Jovem em estado crítico após duplo atropelamento e fuga na A3

Em Cerveira

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Foto: DR / Arquivo

Um jovem de 20 anos ficou em estado crítico na sequência de um duplo atropelamento ocorrido durante esta madrugada, ao quilómetro 96 da A3.

O sinistro deu-se no sentido Sul / Norte, em Vila Nova de Cerveira, e fez ainda mais quatro feridos, entre os quais um bebé de sete meses.

Ao que O MINHO conseguiu apurar, o jovem estaria fora do carro quando foi abalroado por uma primeira viatura, tendo segundos depois sido atropelado por uma segunda viatura, com esta última a não parar para prestar assistência.

De acordo com os envolvidos no primeiro atropelamento, um casal que seguia com os filhos [um bebé de sete meses e uma menina de dez anos], a vítima mais grave estaria fora do carro já dentro da faixa da autoestrada, quando o terão colhido acidentalmente.

Estes testemunharam que se via algum fumo junto da viatura, o que poderá ter motivado a saída do condutor da viatura em plena autoestrada.

O casal, que acabou transportado juntamente com os filhos para o Hospital de Viana, por precaução, apontou ainda às autoridades que outra viatura terá atropelado a vítima segundos depois do primeiro atropelamento, mas não terá parado.

A vítima mais grave acabou por ser transportada pela SIV de Ponte de Lima para o Hospital de Braga com prognóstico muito reservado.

No local estiveram os Bombeiros de Ponte de Lima, SIV de Ponte de Lima, VMER de Viana e GNR.

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Alto Minho

Vem aí uma ecovia e passadiços com uma casa na árvore em Valença

“Potenciar o turismo de natureza”

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Foto: DR

Valença já está a ultimar a construção de uma nova ecovia ao longo do rio Minho, para além de passadiços e uma casa na árvore junto ao Mosteiro de Sanfins, anunciou esta segunda-feira a autarquia local.

A Ecovia das Veigas, ao longo do rio Minho, terá uma extenção de 5,6 quilómetros e é “uma aposta no turismo verde” que atravessa as freguesias de Valença, Ganfei e Verdoejo.

De acordo com a Câmara de Valença, esta ecovia será um percurso complementar à Ecopista do Rio Minho, iniciando-se em Cais, seguindo paralela ao rio até Verdoejo, com ligação à ecopista já existente.

Neste novo percurso, é possível aceder a miradouros com vista privilegiada para Tui [Galiza], passagem no banco de areia de Arinhos, ilhotas, parque de merendas, cais e na pesqueira dos Frades, para além das ilhas de Ranhão e do Conguedo e ainda da lagoa do rio Novo.

Passadiços e Casa na Árvore no Mosteiro de Sanfins

Mas a ecovia não é a única novidade anunciada pela autarquia. A quinta do Mosteiro de Sanfins também vai apresentar um novo circuito interpretativo, com passadiços, casa da árvore, pergulas de leitura, binóculos panorâmicos, observatórios de avifauna, parque infantil e de merendas e pontos de descanso em lagos.

De acordo com o município, este novo percurso percorrerá, também, a Igreja Românica, as ruínas, a Capela da Senhora do Loreto, as fontes e o moinho, de forma a potenciar o turismo de natureza.

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Viana do Castelo

Vinte e oito pescadores de Viana do Castelo recebem 500 mil euros por parque eólico

Compensação financeira

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Foto: retirada do cartaz "Seminário - A Economia do Mar" (CEVAL) / Arquivo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo informou hoje ter sido decidida uma compensação financeira de meio milhão de euros às 28 embarcações de pesca local diretamente afetadas pela instalação de um parque eólico ao largo do concelho.

O socialista José Maria Costa, que falava aos jornalistas no final da segunda reunião hoje realizada com uma delegação de pescadores, disse que, dos 500 mil euros, 400 vão ser suportados pela Rede Elétrica Nacional (REN) e os restantes 100 mil euros pela EDP renováveis.

Inicialmente a EDP Renováveis disponibilizou uma verba de 200 mil euros para compensar essas embarcações, mas os pescadores não aceitaram aquele valor e chegaram a equacionar não participar, na terça-feira, na procissão ao mar em honra da Senhora d’Agonia. O protesto ficou hoje sem efeito após o acordo alcançado.

Em causa está o Windfloat Atlantic (WFA), um projeto de uma central eólica ‘offshore’ (no mar), em Viana do Castelo, orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis.

As 28 embarcações de pesca local serão diretamente afetadas pela interdição da pesca na envolvente (0,5 quilómetros de cada lado) do cabo submarino, com cerca de 17 quilómetros de extensão, que vai ligar o parque eólico flutuante à rede, instalada em Viana do Castelo.

“Penso que é uma boa notícia. Conseguimos ter uma compensação justa para os pescadores face aos impedimentos que vão ter no futuro”, afirmou José Maria Costa, que sublinhou a “colaboração” das secretarias de Estado das Pescas e da Energia.

O porta-voz dos 28 pescadores, António Coimbra, disse que “dentro do possível foi um acordo satisfatório para todos”.

António Coimbra garantiu que o protesto inicialmente previsto para a procissão ao mar fica sem efeito e que as 28 embarcações de pesca local vão participar na homenagem à padroeira.

“Vamos participar. Essa posição de força [de ausência na procissão] foi tomada não de livre vontade, mas de certa maneira empurraram-nos para isso. A única maneira de chamar a atenção das autoridades políticas deste país é a demonstração de força”, acrescentou.

Além da compensação financeira, António Coimbra revelou que o acordo hoje alcançado inclui “futuras regalias”, que não quis especificar.

Já José Maria Costa disse tratar-se de “melhorias relacionadas com a atividade dos pescadores, no porto de pesca”, tendo sido identificadas “algumas situações pontuais” que irá tentar, “até final do ano, resolver com a administração portuária”.

O representante legal dos pescadores, o advogado Pedro Meira realçou “o papel decisivo do presidente da Câmara”

“Um papel de mediador, discreto. Conseguiu que as partes chegaram a bom porto. Foi fundamental, essencial”, destacou Pedro Meira.

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