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IEFP vai divulgar ofertas de emprego no estrangeiro para atrair trabalhadores

Instituto de Emprego e Formação Profissional

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Foto: Twitter

O ministro da Economia disse hoje, no parlamento, que o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) vai publicitar no estrangeiro ofertas de trabalho em Portugal, considerando que a falta de mão-de-obra é dos principais problemas das empresas.

“A falta de mão-de-obra é a principal preocupação dos empresários em todas as regiões e em quase todos os setores”, afirmou Siza Vieira na audição na comissão de Economia, em Lisboa, acrescentando que para colmatar essas falhas o Governo está a trabalhar para captar mais trabalhadores lá fora.

Uma das medidas avançadas hoje passa por o IEFP “publicitar ofertas de empresas em Portugal”, referiu aos deputados.

Já no fim da audição, em declarações à Lusa, Siza Vieira explicou que “a ideia é fazer chegar as ofertas de emprego ao exterior”, seja a locais “onde se concentrem comunidades portuguesas”, seja noutros locais onde “seja possível encontrar mão-de-obra para vir trabalhar em Portugal”.

Contudo, explicou, tal não passa por abrir escritórios de representação do IEFP lá fora, não dando mais detalhes de como este programa funcionará.

Ainda na audição parlamentar, o ministro adiantou que o Governo está a trabalhar para “conseguir aligeirar, simplificar os processos de vistos” para ser mais fácil estrangeiros trabalharem para Portugal.

O governante exemplificou com a flexibilização do programa ‘Tech Visa’, para atração de trabalhadores qualificados.

Já anteriormente nesta audição, o ministro Adjunto e da Economia tinha referido que uma das queixas mais frequentes dos empresários portugueses é a dificuldade em encontrar recursos humanos com as qualificações de que necessitam, o que levou o deputado do Bloco de Esquerda Heitor de Sousa a observar que essas queixas surgem porque os mais qualificados não aceitam trabalhar com os salários que esses empresários lhes oferecem.

Siza Vieira considerou que a recuperação dos salários que se tem observado nos últimos anos não é ainda suficiente e que é necessário fazer mais para reter e atrair recursos humanos.

“Se há seis ou sete anos os portugueses partiam porque não tinham emprego, hoje continuam a partir, embora muito menos, porque não encontram condições de trabalho e salários adequados às suas qualificações e justas aspirações”, referiu Pedro Siza Vieira na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas.

Segundo o governante, o salário médio “começa finalmente a recuperar, mas não é ainda o suficiente”, sendo necessário fazer um esforço maior no apoio ao crescimento da produtividade e da inovação, de forma a criar condições que aumentem os salários.

“Ou conseguimos encontrar uma forma de o nosso tecido empresarial tratar adequadamente os nossos recursos humanos, designadamente ao nível remuneratório, ou então vamos confrontar-nos com a indisponibilidade de recursos humanos”, precisou.

Pedro Siza Vieira salientou que, para o Governo, é claro que o modelo de desenvolvimento não pode passar pela desvalorização do fator trabalho e apontou o caso do Vale do Ave, onde as empresas que enfrentam algumas dificuldades são as que apostam em baixos salários e que estão a ver os seus negócios “escapar-se para outros países”.

Ainda na audição de hoje na comissão parlamentar, o ministro considerou que Portugal precisa de reduzir as necessidades energéticas e a dependência dos combustíveis fósseis, e que o caminho das energias renováveis é decisivo.

O governante falou, também, sobre a sustentabilidade da Segurança Social, notando que passa pela diversificação das fontes de receita e que não pode ser apenas uma responsabilidade do trabalhador.

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Centeno afirma que no que depender do Governo rede Multibanco vai continuar gratuita

Conjunto de banqueiros defendeu o contrário

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Foto: DR/Arquivo

O ministro das Finanças, Mário Centeno, garantiu hoje que no que depender do Governo “a rede de caixas automáticas” Multibanco vai continuar gratuita para todos os portugueses, depois de um conjunto de banqueiros ter defendido o contrário.

O governante falava na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, no Fórum Financeiro Outlook 2019 “Portugal – De aqui para onde?”.

“Nos últimos anos, o acesso ‘online’ aos serviços bancários tornou-se mais comum, enquanto forma de relacionamento dos clientes com os seus bancos, assim como o recurso a caixas automáticas. Se, por um lado, os bancos devem prestar serviços de qualidade, com comissões acessíveis a quem não acompanha a era digital, por outro lado, a rede de caixas automáticas, no que depender do Governo, vai continuar gratuita para os portugueses”, disse.

Numa conferência no início do mês, os presidentes executivos do BCP, BPI, Caixa Geral de Depósitos (CGD) e Novo Banco defenderam que o multibanco deve ou ser pago ou ter critérios uniformes em toda a zona euro.

Na sessão de hoje, o ministro das Finanças destacou a atual sustentabilidade do setor bancário, que contrasta com a realidade de 2015, e que permitiu que Portugal recuperasse a confiança dos investidores e das agencias de ‘rating’, sinalizando o facto de os juros da dívida portuguesa terem hoje caído para mínimos a 10 anos, pela primeira vez, para níveis abaixo de 1%.

“Esta estabilização trouxe taxas de juros para mínimos históricos, estamos hoje praticamente em linha com as taxas em Espanha e muito inferiores a Itália”, disse.

Centeno referiu, no entanto, estar ciente de que o setor financeiro enfrenta um período de “adaptação”, desde o desafio das ‘fintech’ (empresas tecnológicas financeiras) até às finanças sustentáveis.

“A digitalização da economia está em curso e muito já foi feito, com clientes cada vez mais informados e com novos hábitos de consumo. Sabemos que a inovação tecnológica no setor traz também riscos. Todas as oportunidades trazem riscos. A regulação e supervisão são essenciais para minimizar os riscos de segurança e privacidade”, disse.

O Governo, segundo o ministro, tem também deixado claro que não devem ser criadas barreiras “desnecessárias” à entrada de novos operadores no mercado e que devem ser criados estímulos à inovação, defesa dos direitos dos consumidores e na promoção da literacia financeira.

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‘Burnout’ e violência contra médicos levam Ordem a criar gabinete de apoio

No ano passado, foram registados mais de 950 casos de violência contra médicos

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Foto: DR

A Ordem dos Médicos decidiu criar o Gabinete Nacional de Apoio ao Médico para ajudar os profissionais em situações de exaustão e vítimas de violência ou agressão, uma forma de tentar responder aos “dados inquietantes” sobre ‘burnout’ na classe.

Cerca de 66% dos médicos estão num nível de exaustão emocional e 30% referem uma acentuada diminuição da realização profissional, segundo dados de um estudo realizado em 2016 e que vai ser publicado pela primeira vez esta semana na Acta Médica Portuguesa, depois de ter sido atualizado.

Os números mostram ainda que quase 40% dos mais de nove mil clínicos inquiridos demonstram níveis elevados de despersonalização, que se caracteriza por atitudes de descrença ou indiferença e que está fortemente associado à síndrome de ‘burnout’.

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, diz que o apoio aos médicos vítimas de ‘burnout’ ou de agressão é “absolutamente necessário”, adiantando que já tinha feito formalmente a proposta ao Ministério da Saúde.

“Até agora, do que é do meu conhecimento, o Ministério da Saúde não fez rigorosamente nada. Está-se nas tintas para o que está a acontecer aos seus profissionais de saúde, é aquilo que submerge das atitudes que os responsáveis políticos vão tomando”, lamentou Miguel Guimarães, em declarações à agência Lusa.

Para dar apoio aos profissionais, a Ordem decidiu criar um Gabinete de Apoio ao Médico, que deve definir estratégias de prevenção, bem como apoio prático e concreto.

O bastonário adianta que a Ordem vai procurar a colaboração de outras instituições, sendo o Ministério da Saúde a primeira que será convidada. O responsável acrescenta que poderá ser pedida a colaboração a outras ordens profissionais, como a dos Psicólogos, e a unidades de saúde, públicas ou privadas, interessadas em ajudar.

O gabinete será coordenado pelos médicos Nídia Zózimo, João Redondo e Dalila Veiga e depois terá de ser criada uma via de acesso direto e protegida para os médicos que necessitem de ajuda.

Miguel Guimarães recorda que o estudo sobre o ‘burnout’ na classe médica era anonimizado, não se sabendo por isso quem pode precisar de apoio.

A Ordem irá depois anunciar por email aos clínicos de que forma podem aceder ao gabinete. Numa fase inicial, os pedidos de ajuda podem ser feitos diretamente ao bastonário, que remeterá as situações ao novo gabinete.

Além das situações de cansaço extremo – seja físico, mental ou psicossocial -, o Gabinete vai prestar também apoio a casos de violência ou de agressão.

O bastonário recorda que a violência contra profissionais de saúde tem também vindo a crescer.

Mais de 950 casos de incidentes de violência contra profissionais de saúde foram registados só no ano passado, ficando 2018 como aquele em que mais episódios foram notificados. Os dados da Direção-geral da Saúde mostram que, do total dos 4.300 casos acumulados desde 2007, a maioria respeita a assédio moral, mas 17% são mesmo casos de violência verbal e 12% são situações de violência física.

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Europeias: “Não andámos ao colinho de ninguém” e “repusemos a esperança”

Eleições Europeias do próximo domingo

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Foto: DR / Arquivo

O secretário-geral comunista enalteceu, na quinta-feira, a campanha eleitoral feita “a pulso” da CDU, sem “colinho de ninguém”, sublinhando que foram PCP e “Os Verdes” a repor a esperança na atual legislatura.

“Nós fizemos uma campanha a pulso. Uma campanha de contacto direto, com grandes, pequenas, iniciativas muito diversas. Não tivemos favores de ninguém nem andámos ao colinho de ninguém. Foi com o nosso trabalho e empenhamento, usando a obra dos nossos deputados eleitos, com esta convicção de que somos a força de que os trabalhadores precisam”, disse Jerónimo de Sousa.

O líder do PCP discursava num comício noturno, em Braga, e garantiu que a CDU “nunca falta nas horas boas ou nas horas más para defender os interesses dos trabalhadores e do povo”, lembrando que durante a intervenção externa da ‘troika’, “num tempo difícil em que resistir já era vencer”, foi esta “força que ali esteve na primeira brecha a lutar com os trabalhadores”.

“Repusemos direitos, conseguimos conquistas, mas há uma que se deve à CDU: repusemos a esperança de que é possível uma vida melhor em Portugal e para os portugueses”, vincou.

Jerónimo de Sousa sugeriu ainda uma reflexão aos eleitores da CDU nas anteriores eleições para o Parlamento Europeu: “o seu voto foi respeitado e honrado?”

“Pois, hoje podemos dizer com profunda alegria que quem votou CDU está consciente de que acertou na sua opção porque o seu voto foi respeitado, foi honrado”, assegurou, ao contrário de quem tenha optado por PS, PSD e CDS-PP.

“Esses mesmos que se apresentam nesta eleições assumindo-se como salvadores da Europa que dizem ameaçada… desconfiemos, camaradas e amigos. Não foram capazes de salvar Portugal do atraso e graves problemas que hoje enfrentamos e vêm dizer que querem salvar a Europa… Para nós, o importante é salvar Portugal, manter a nossa soberania, o progresso, o desenvolvimento, a economia nacional”, declarou.

A anteceder o líder do PCP, o cabeça-de-lista europeu da CDU citou uma canção de Zeca Afonso que tinha sido tocada momentos antes no palco do comício para defender o controlo público do setor financeiro, transformando o verso de “deem as pipas ao povo/só ele as sabe guardar” para “deem os bancos ao povo”.

No seu discurso, João Ferreira focou sobretudo a necessidade de dinamizar a produção nacional e aproveitar as potencialidades do país, pois “Portugal tem de produzir mais para dever menos”.

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