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Ave

Idoso detido em Vizela por masturbar-se na rua em frente a duas menores

Assédio sexual

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Foto: DR

Um homem de 70 anos foi detido, na sexta-feira, pelo crime de importunação sexual, depois de ter sido apanhado a masturbar-se em frente a duas menores, em Vizela.


A informação é avançada na edição em papel do Jornal de Notícias deste domingo, dando conta do episódio que ocorreu no Parque das Termas, na passada quarta-feira.

O homem terá abordado as menores naquele espaço público e começou a exibir-se sexualmente, levando a que as menores fugissem imediatamente do local.

Estas apresentaram- queixa no posto territorial de Joane da GNR, já no concelho vizinho de Famalicão.

O homem acabou detido dois dias depois do episódio, após ser formalmente reconhecido por uma das menores.

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Guimarães

Entrou no hospital de Guimarães com febre e acabou 21 dias nos cuidados intensivos

Uma história de sobrevivência ao coronavírus

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Roriz Mendes. Foto: Rui Dias / O MINHO

A 16 de abril, Roriz Mendes entrou no Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães, pelo seu próprio pé, além do corrimento nasal e de uma febre que persistia, não tinha queixas severas. Nada o fazia antecipar que só sairia dali um mês depois, numa cadeira de rodas.

Hoje, os médicos ainda estão longe de saber tudo sobre o SARS- CoV-2, mas em abril sabiam ainda menos. As notícias falavam de ventiladores, ou antes, da falta de ventiladores, e de Itália chegavam imagens de hospitais num estado caótico e de enterros em massa, com transporte em camiões do exército, sem a presença de familiares. O país estava fechado em casa desde que, a 18 de março, o Presidente declarou o estado de emergência.

Neste cenário, Roriz Mendes, apesar de não estar rendido à epidemia de pânico que acompanha a pandemia de covid-19, cumpria com as determinações do Governo e das autoridades sanitárias. “A empresa já estava fechada, como todas. As atividades da Irmandade também estavam muito reduzidas”, explica o empresário de 66 anos, que também é juiz da Irmandade da Penha. “Os meus dias reduziam-se a um passeio na ciclovia, com um amigo, durante a manhã e uns passeios de tarde com a esposa. Víamos os netos da janela, para evitar o contacto”, recorda.

Roriz Mendes. Foto: Rui Dias / O MINHO

Nunca soube de onde veio “a peste”, até porque à sua volta todos fizeram testes e deram negativo, o certo é que foi apanhado pelo vírus. O corrimento nasal pode ter sido o primeiro sintoma, que desprezou porque já lhe acontece habitualmente, nas mudanças de estação. Fez a medicação do costume e deitou o problema para trás das costas. No dia 15 de abril, à noite, tinha febre. Tomou Benuron e deitou-se, na expetativa de que acordaria melhor. No dia seguinte, a febre continuava. “Foi nessa altura que decidi que ia fazer um teste, mas não queria ir ao hospital”, confessa.

A filha mais nova é que não foi em conversas, telefonou a um médico amigo que o convenceu que a melhor decisão era ir ao hospital. Entrou a caminhar, “sem grandes sintomas além da febre”. Naquela altura os testes ainda demoravam 24 a 48 horas, portanto, não havia forma de ter um diagnóstico na hora.

“Fizeram-me um raio x que foi inconclusivo e decidiram fazer uma TAC”, recorda-se que estava impaciente, afinal tinham passado horas desde que ali tinha entrado. A pulseira que lhe puseram na urgência era verde, parecia bom sinal.  Contudo, a TAC deu aos médicos a certeza que precisavam para tomar a decisão de internamento. “Tirei a minha roupa, a aliança, o relógio, deixei o telemóvel, fiz tudo isso sozinho”, relembra que não se sentia particularmente doente. 

Urgência do Hospital de Guimarães. Foto: DR

Mesmo sem sentir, o vírus progredia silencioso nos seus pulmões. Só voltaria a ver o telemóvel, várias semanas mais tarde, num momento que recorda como a religação ao mundo. “Voltei a ler as notícias”.

Dois dias depois de estar internado, a 18 de abril, foi mudado de piso. “Deve ter chegado o resultado do teste, positivo. Levaram-me para o piso 11, só me lembro de passar uma porta que dizia em letras garrafais: covid. Pensei, pronto!”

Um túnel que durou 21 dias

Os 21 dias seguintes forma passados em cuidados intensivos. Queixa-se que chegou ali com muito pouca informação. “Fui bem tratado no hospital, mas não havia informação”, lamenta. Depois entrou num túnel do qual só tomou consciência quando acordou do outro lado. “Acordei sozinho, estendido numa cama, todo entubado. Arranquei logo aquilo tudo! Posso até ter prejudicado a minha recuperação, mas estava sozinho…”

Tinha atravessado o túnel, mas não estava a salvo, seguiram-se dias difíceis. “Não podia comer nem beber. Por causa das lesões provocadas pelos tubos, só podia ingerir alimentos pastosos. A água era misturada com um espessante para que não fosse para os pulmões. Que saudades de um copo de água!”

Enfiados nos fatos e nas máscaras, não distinguia os enfermeiros dos médicos

Continuava isolado, sem visitas, sem telefone. É um homem de fé, virou-se para a Senhora da Penha e para a sua estrelinha (a mãe que perdeu aos 13 anos) e pediu-lhes força e paciência para superar a provação. “Quando vinham os médicos e os enfermeiros não distinguia uns dos outros, todos enfiados naqueles fatos com aquelas máscaras”. Já tinham passado várias semanas desde o último contacto humano normal que tinha mantido e a resistência tem limites. 

Roriz Mendes. Foto: Rui Dias / O MINHO

Valeu-lhe uma sobrinha, estagiária de medicina, que o foi visitar e lhe levou o telemóvel. “Como é que se saí daqui. Dá-me uma razão médica para sair daqui, ajuda-me. Eu quero ir embora,” pediu à sobrinha. O que viu no telefone deu-lhe algum alento. “Senti que a cidade se preocupava comigo”, refere relativamente às inúmeras mensagens que tinha acumulado ao longo daqueles dias. “Amigos, conhecidos, adversários políticos, todos acharam que ainda não era a minha hora”, refere com alegria.

“…mais um dia ou dois e interna-me no Conde Ferreira”.

O médico (por sinal um amigo) acabou por chegar. “Quero ir embora”, disse-lhe. “Mas você não anda, não come, está fraco”, retorquiu-lhe o médico. “Sim, mas mais um dia ou dois e interna-me no Conde Ferreira”. Ficou claro para a família e para o médico que era melhor ir para casa.

Entrou a caminhar, saiu em cadeira de rodas. No dia em que os bombeiros o deixaram em casa começava a última etapa da maratona, a recuperação. “Na primeira noite o meu irmão veio dormir a minha casa, depois tive um cuidador e fisioterapeuta”. Reconhece que ter capacidade financeira ajudou. A fisiatria do hospital estava fechada e se não tivesse capacidade de suportar os custos, só teria começado a recuperação no fim de junho.

Roriz Mendes. Foto: Rui Dias / O MINHO

Desde que saiu do hospital até se sentir completamente recuperado, “por alturas da primeira semana de agosto”, ainda foi um duro caminho. “Tinha de comer tudo passado, nem água podia beber. Cheguei a comer um arroz de frango passado” ri-se.

Agora considera-se recuperado a 99,9%. Os 0,1% são, provavelmente, a marca que uma experiência como esta deixa em qualquer ser humano. “Não senti a morte perto, mas cheguei a perguntar à minha estrelinha: tu abandonaste-me?”

No balanço desta experiência que acabou bem, crítica a pouca informação que lhe foi chegando, embora reconheça que foi sempre bem tratado e deixa um alerta para os estigmas que se criam, mesmo inadvertidamente: “ caminhava por um corredor e de um lado, pintado a vermelho, dizia, “sujos”, do outro lado, pintado de verde, “limpos”.

Roriz Mendes está “limpo”, de volta à sua família, à empresa, à cidade de Guimarães e à Irmandade da Penha.

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Ave

Homem desaparece após fazer exame no Hospital de Famalicão

Apelo

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Foto: DR

Um homem, com cerca de 60 anos, está desaparecido desde o início da tarde desta quarta-feira depois de ter realizado exames no Hospital de Famalicão, disse a O MINHO fonte da família.

Conhecido como “Navio”, o homem sofreu uma queda e foi à unidade hospitalar para fazer uma tomografia computadorizada (TAC), saiu sozinho e nunca mais foi visto pela família. Sofre de doença prolongada e de ataques epilépticos. É também habitual ter perdas de memória.

Isabel Araújo, ex-mulher e cuidadora, explicou a O MINHO que o deixou à porta do hospital e pediu para que a avisassem quando ele saísse, algo que aconteceu por volta das 15:30 desta quarta-feira, mas à chegada ao hospital o senhor já lá não estava, desconhecendo-se o paradeiro.

De acordo com a cuidadora, o homem residente em Gondifelos e que viveu vários anos em Inglaterra, “já não conhece a cidade”, pelo que poderá estar perdido enquanto tenta regressar a casa.

Vestia calças de ganga, casaco cinzento e sapatos castanhos, utilizando ainda uma bengala como apoio para se deslocar.

O desaparecimento já foi comunicado à PSP.

Qualquer informação pode ser comunicada para este número: 969400881 (Isabel Soares)

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Ave

Utente de centro social de Vizela positivo após casos em funcionários

Covid-19

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Foto: DR

Um utente do Centro Social de Santa Eulália, em Vizela, testou positivo ao novo coronavírus depois de terem sido detetados casos de infeção em “vários funcionários” naquela instituição e na Santa Casa da Misericórdia, revelou hoje a autarquia.

Em comunicado, a câmara explica que depois, de terem sido detetados “vários casos” entre os funcionários das duas instituições, ao longo dos últimos dias foram realizados “sensivelmente 200 testes”, entre utentes e funcionários.

Do rastreio, resultou um caso positivo entre os utentes do Centro Social de Santa Eulália e a autarquia assegura que não foram detetados casos entre os utentes da Santa Casa da Misericórdia de Vizela.

Para antecipar “possíveis cenários”, a autarquia, em parceria com o Centro Social de Santa Eulália está a preparar, dentro das instalações, “espaços de retaguarda” para utentes, que testem tanto positivo como negativo para o novo coronavírus, que provoca a covid-19.

“Trata-se de uma medida de reforço às já implementadas pela autarquia com o objetivo de reduzir o impacto provocado pela pandemia no concelho, minimizando a propagação do vírus e assegurando as boas condições de funcionamento das instituições”, assegura a Câmara de Vizela que, ao longo dos últimos meses, implementou o Programa de Apoio Municipal – VIZELA COVID-19.

Este programa assenta num conjunto de medidas para assegurar “o combate ao surto, o estimulo à recuperação económica e a proteção social”, sendo que no seguimento da implementação da situação de calamidade, o município “reforçou grande parte das medidas adotadas”.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 44 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.395 pessoas dos 128.392 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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