Seguir o O MINHO

Região

Hugo Pires e Luís Nobre apontados como candidatos do PS a Braga e Viana

Autárquicas 2021

em

Hugo Pires e Luís Nobre. Fotos: DR

O Partido Socialista (PS) quer ter os candidatos autárquicos às capitais de distrito definidos até agosto e, de acordo com o jornal Público, Hugo Pires é o nome apontado para Braga, enquanto em Viana do Castelo deverá avançar Luís Nobre.


Em declarações à Rádio Universitária do Minho (RUM), Hugo Pires já mostrou a disponibilidade para ser candidato. “Se o PS quiser, estou disponível para ser candidato à Câmara de Braga”, afirmou o deputado da Assembleia da República e secretário nacional para a organização do partido.

O Público acrescenta que Hugo Pires terá o apoio do líder da distrital, Joaquim Barreto, seu colega na bancada socialista da Assembleia da República.

Já em Viana do Castelo, o atual presidente, José Maria Costa, atingiu o limite de mandatos e não poderá recandidatar-se.

A escolha recairá sobre Luís Nobre, atual vereador do Urbanismo, dos Espaços Públicos e das Freguesias.

Em declarações ao Público, Miguel Alves, líder da distrital de Viana e presidente da Câmara de Caminha, salientou que “a solução passa pelo vereador Luís Nobre”.

“Há uma unanimidade em torno da sua candidatura, que conta com o apoio institucional da federação para aquilo que quiser ser”, acrescentou.

As eleições nas federações socialistas foram adiadas devido à pandemia de covid-19.

As eleições autárquicas realizam-se em setembro / outubro do próximo ano.

Anúncio

Braga

Farmacêutica da Póvoa de Lanhoso condenada a seis anos e meio de prisão

Por fraude de 1,3 milhões ao Estado

em

Foto: Ilustrativa / DR

O Tribunal do Porto condenou esta segunda-feira a seis anos e seis meses de prisão uma farmacêutica da Póvoa de Lanhoso por fraude de 1,3 milhões ao Estado com receitas falsas de medicamentos. O caso envolve, ainda, cinco médicos que também foram condenados.

Segundo a acusação, os médicos emitiram receitas fraudulentas, por não corresponderem a qualquer real prescrição clínica, utilizando para isso dados dos seus próprios pacientes ou de clientes das farmácias que lhes eram indicados pelas farmacêuticas.

“Nessas receitas, prescreviam invariavelmente medicamentos com custo de aquisição dispendioso e com elevada taxa de comparticipação, maioritariamente 90 por cento, do SNS”, acrescenta o MP.

No início do julgamento da alegada mega-fraude ao Serviço Nacional de Saúde, a farmacêutica da Póvoa de Lanhoso admitiu parte dos crimes que lhe foram imputados numa acusação por burla milionária de cerca de 1,3 milhões de euros, em conluio com cinco médicos, e declarou-se “muito arrependida”. Confessou ter pedido a médicos que emitissem receitas (“transcrevessem receitas”, nas suas palavras) que não correspondiam a uma real prescrição e sem decorrerem de quaisquer consultas.

“Não houve prejuízo”

Nas alegações finais, o Ministério Público tinha pedido a condenação dos seis arguidos, enquanto que os advogados de defesa consideraram ter ficado provado que não houve crime, pois o Estado não teve qualquer prejuízo com a emissão de receitas: “se não houve prejuízo para o Serviço Nacional de Saúde, que até terá tido lucro, – conforme ficou provado em julgamento – a correlação tem de ser imediata: não havendo prejuízo não há crime”, disse a O MINHO o jurista bracarense João Magalhães que defende um dos clínicos. Assim sendo – vincou – todos defenderam a absolvição dos seis arguidos.

A posição dos advogados prende-se com o facto de que um inspetor tributário – que integrou a investigação feita no inquérito criminal pelo GRA- Gabinete de Recuperação de Ativos da PJ – o qual disse em Tribunal que a fraude na Farmácia da Póvoa de Lanhoso não prejudicou o Estado. Assim, a alegada emissão de receitas fraudulentas pela farmácia de S. José, da Póvoa de Lanhoso, não terá causado qualquer prejuízo ao erário público, antes até o terá beneficiado.

De acordo com a versão de João Magalhães, o Inspetor disse que a maioria das receitas ditas falsas foram pedidas pela farmácia para substituir outras que estavam na contabilidade “em espera”, ou porque o cliente não as tinha trazido quando foi aviá-la, ficando o pagamento suspenso até que a obtivsse no médico de família, ou porque a ARS- Norte (Administração Regional de Saúde do Norte) tinha retido dezenas de receitas por razões burocráticas, prejudicando a tesouraria da farmácia.

“Pelo depoimento do Inspetor até se deduz que o Estado ainda ficou a ganhar”, sublinhou o jurista, mas vincando que uma coisa é o alegado prejuízo do SNS (Serviço Nacional de Saúde) e outra, a que também se discute em julgamento, a de se saber se, ao pedir receitas falsas, mesmo que por motivos justificáveis, a farmacêutica terá, ou, não cometido um crime.

Continuar a ler

Braga

Prémio distingue Serviço de Anestesiologia do Hospital de Braga

Carla Ferreira, interna de anestesiologia, é autora do trabalho vencedor

em

Foto: Divulgação / Hospital de Braga

O Serviço de Anestesiologia do Hospital de Braga foi distinguido pelo desenvolvimento do trabalho “Hip Arthroscopy in the Ambulatory Setting – Our Reality”, no primeiro Congresso online da International Association for Ambulatory Surgery, no passado dia 07 de novembro, anunciou hoje aquela unidade hospitalar.

O vencedor foi oficialmente divulgado na sessão “Free Paper Session”, que decorreu pela primeira vez em formato virtual, e o prémio que distingue a autora deste trabalho, Carla Ferreira, interna de anestesiologia, traduziu-se numa inscrição gratuita para o Congresso Mundial de Cirurgia Ambulatória, em 2022.

Em comunicado, o Hospital de Braga realça que “o desenvolvimento deste trabalho destacou-se pela originalidade do tema relativamente a este procedimento cirúrgico praticado em regime de ambulatório, mas também pelo estudo descritivo e resultados demonstrados que revelam a alta diferenciação deste Serviço do Hospital de Braga”.

“A possibilidade de realização deste trabalho apenas foi possível com a colaboração do Serviço de Ortopedia, em ambiente de trabalho conjunto, definindo-se as práticas mais adequadas para cada doente”, acrescenta.

O Hospital de Braga refere que, nos últimos anos, a cirurgia em regime de ambulatório tem sido uma prática reconhecida na resposta hospitalar, caracterizando-se pela sua multidisciplinaridade, envolvendo diferentes equipas e grupos profissionais, com garantia de elevados padrões de qualidade e segurança no tratamento dos doentes.

“A distinção deste trabalho, reconhecido a nível mundial, representa a excelência e a dedicação contínua para uma resposta adequada aos cuidados de saúde hospitalar em situações clínicas diferenciadoras”, conclui a instituição.

Continuar a ler

Região

Removido amianto das carruagens que vão circular na Linha do Minho

Anunciou a CP

em

Foto: Pedro Luís Silva / O MINHO (Arquivo)

A CP – Comboios de Portugal concluiu a operação de remoção do amianto nas 36 carruagens compradas à espanhola Renfe que precisavam daquele tipo de intervenção, antes do inicialmente previsto, foi hoje divulgado.

“A CP – Comboios de Portugal concluiu, na passada semana, a operação de remoção do amianto das 36 carruagens (do total de 51 unidades) compradas a Espanha, antes da data inicialmente prevista, que era a primeira semana de dezembro”, anunciou hoje a CP, em comunicado.

De acordo com a empresa, as primeiras três carruagens estarão prontas a circular no final de janeiro, assim que estiverem concluídos os trabalhos de reparação, remodelação de interiores e pintura que prosseguem na oficina da CP de Guifões, em Matosinhos, no distrito do Porto.

A previsão é de que a totalidade do parque de carruagens, da série ARCO, esteja disponível até ao final do ano de 2022.

Estas carruagens compradas à ferroviária espanhola vão circular na linha do Minho, após a conclusão das obras em curso, pela Infraestruturas de Portugal, no troço Viana do Castelo – Valença.

Para assegurar a realização destes comboios, a CP está também a recuperar locomotivas da série 2600, nas suas oficinas de Contumil, acrescentou.

Segundo a CP, das sete locomotivas necessárias para a futura operação da linha do Minho, quatro estão já totalmente recuperadas e três encontram-se, de momento, na fase final de recuperação.

“O restante calendário de reparação do parque de 21 locomotivas 2600, necessárias para tracionar as carruagens, prevê a disponibilidade de cinco locomotivas por ano em 2021 e 2022. A reparação das restantes quatro locomotivas será realizada em 2023”, acrescentou a empresa portuguesa de transporte ferroviário.

Em 15 de setembro, a Renfe revelou que o contrato de venda de 51 carruagens à CP por 1,61 milhões de euros estipula que cabe à companhia portuguesa retirar o amianto que existe nalgumas delas, depois do Jornal Económico ter avançado, com base numa notícia do La Voz de Galicia, que o conjunto de comboios usados “envolvem um risco acrescido devido ao facto de entre os seus materiais se contar o amianto”, tendo sido essa a razão que levou a Renfe a abandonar a operação daquelas composições, entre a Galiza e o País Basco.

A CP esclareceu nesse mesmo dia que a remoção do amianto em 36 das carruagens compradas à Renfe estava prevista no plano de recuperação daquele material e que todas elas estariam descontaminadas até à primeira semana de dezembro.

Continuar a ler

Populares