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Hotelaria prevê perda de receitas turísticas entre 500 e 800 milhões em 4 meses

Covid-19

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Foto: Divulgação

A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) prevê perdas de receitas turísticas entre os 500 e 800 milhões de euros, entre 01 de março e 30 de junho de 2020, de acordo com um inquérito aos seus associados, esta quinta-feira, apresentado.

As previsões apresentadas pela AHP, em conferência de imprensa, num hotel em Lisboa, resultam de um inquérito que fez junto dos seus associados, entre os dias 03 e 09 de março, cujos dados são atualizados diariamente, para saber qual o impacto que o Covid-19 está a ter na hotelaria nacional.

Num cenário mais positivo, com perdas de 30% das receitas internacionais na hotelaria, as perdas estimadas, entre 01 de março e 30 de junho, são de 500 milhões de euros.

Já num cenário de queda de 50% nas receitas internacionais, as perdas poderão ser de 800 milhões de euros, no mesmo período.

A AHP ressalvou que os números podem agravar-se, uma vez que os cálculos foram feitos com base em respostas obtidas junto dos associados entre os dias 03 e 09 de março, antes, por exemplo, do anúncio do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter suspendido as viagens da Europa para aquele território.

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País

Covid-19: Governo isenta de taxas moderadoras todos os doentes infetados

Diagnóstico e tratamento

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Foto: Ilustrativa / Arquivo

O primeiro-ministro, António Costa, garantiu hoje que todos os doentes com covid-19 serão isentos do pagamento de taxas moderadoras, quer na fase de diagnóstico, quer na fase de tratamento.

Em declarações aos jornalistas a meio do Conselho de Ministros que está a decidir as medidas do diploma do Governo para a execução do decreto do Presidente da República que prorroga o estado de emergência em Portugal devido à covid-19, António Costa explicou que, entre as várias medidas, “há um conjunto de normas essencialmente de clarificação de disposições anteriores”.

“A clarificação de isenção de taxas moderadoras para todos os doentes covid, seja na fase de diagnóstico, seja na fase de tratamento”, anunciou.

O primeiro-ministro deu ainda nota de que será publicado “um diploma que reforça a capacidade financeira de as autarquias locais poderem atuar” perante a pandemia, designadamente “excetuando a aplicação da lei dos compromissos, agilizando a possibilidade de contração de empréstimos a curto prazo e de concessão de medidas de apoio a instituições”.

Questionado pelos jornalistas sobre este tema, António Costa esclareceu que “as restrições que serão levantadas à lei dos compromissos são para fazer face a esta pandemia, mas num espectro bastante alargado”.

“Porque o quadro de intervenção das autarquias locais tem aumentado muito significativamente e precisamos de criar condições para que possam ter as melhores condições para poderem atuar”, justificou.

Será ainda clarificado que “não deve haver ajuntamentos de mais do que cinco pessoas”, afirmou ainda o primeiro-ministro, com a exceção de “pessoas que tenham laços familiares e famílias numerosas que excedam as cinco pessoas”.

Será ainda prorrogado o prazo para os proprietários procederem à limpeza das matas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 209 mortes, mais 22 do que na quarta-feira (+11,8%), e 9.034 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 783 em relação à véspera (+9,5%).

O país encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março, tendo a Assembleia da República aprovado hoje o seu prolongamento até 17 de abril.

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Trabalhadores devem ter declaração para circular entre concelhos nos 5 dias da Páscoa

ESTADO DE EMERGÊNCIA

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O primeiro-ministro, António Costa, afirmou hoje que quem tiver de se movimentar para trabalhar durante os cinco dias da Páscoa, em que as deslocações para fora do concelho de residência estão proibidas, vai precisar de uma declaração.

Em declarações aos jornalistas a meio do Conselho de Ministros que está a decidir as medidas do diploma do Governo para execução do decreto do Presidente da República que prorroga o estado de emergência em Portugal devido à covid-19, António Costa foi questionado sobre a necessidade de quem trabalha possuir uma declaração para se poder deslocar entre concelhos durante entre 09 e 13 de abril.

“Sim, as pessoas vão ter que ter uma declaração. No nosso cartão do cidadão, no chip, está a morada da residência, na carta de condução também e é acessível pelas forças de segurança. Quando as pessoas se deslocam para um local de trabalho, sim, devem ter um documento que diga simplesmente onde é que trabalham”, explicou.

Na perspetiva de António Costa, isto não será “nada de muito burocrático nem muito complicado”.

“Estamos a avisar com uma semana de antecedência para toda a gente se poder preparar nesse sentido”, afirmou.

O decreto do Governo que regulamenta a prorrogação do estado de emergência por mais 15 dias em Portugal proíbe deslocações para fora do concelho de residência no período da Páscoa, entre 09 e 13 de abril.

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PSP e GNR fizeram 96 detenções por desobediência durante estado de emergência

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

A PSP e a GNR detiveram 96 pessoas pelo crime de desobediência no âmbito do estado de emergência iniciado no dia 22 de março devido à pandemia de covid-19, anunciou hoje o Ministério da Administração Interna. (MAI).

Em comunicado, o MAI refere que, entre as 00:00 do dia 22 de março e as 18:00 de hoje, foram detidas 96 pessoas por crime de desobediência, designadamente por violação da obrigação de confinamento obrigatório e por outras situações de desobediência ou resistência.

Em relação ao último balanço feito pelo MAI, às 18:00 de quarta-feira, nas últimas 24 horas foram detidas mais seis pessoas pelo crime de desobediência.

Segundo o MAI, estas duas forças de segurança encerraram também 1.701 estabelecimentos por incumprimento das normas estabelecidas.

O Ministério da Administração Interna volta a apelar para o “cumprimento rigoroso das medidas impostas pelo estado de emergência”, tendo em conta “a imperiosa necessidade de todos contribuírem para conter o contágio da covid-19.

No âmbito do estado de emergência, que hoje foi prolongado até 17 de abril, a Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública têm vindo a desenvolver uma intensa atividade de sensibilização, vigilância e fiscalização junto da população.

Portugal regista hoje 209 mortes associadas à covid-19, mais 22 do que na quarta-feira, e 9.034 infetados (mais 783), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

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