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Hotel situado em Melgaço que está em ruínas reabre em 2022

Economia

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Foto: Ricardo Teixeira

O antigo hotel do Peso, atualmente em ruínas, vai ser requalificado num investimento de 7,2 milhões de euros e reabrir em 2022 transformado em unidade de luxo com 74 quartos, disse hoje o presidente da Câmara de Melgaço.

Em declarações à agência Lusa, o socialista Manoel Batista explicou que as obras de requalificação do antigo hotel vão começar, “simbolicamente”, na segunda-feira, estimando para meados de 2022 a abertura da nova unidade de quatro estrelas.

O investimento da sociedade OCRAM Hotel Management, de capitais luso-franceses, foi aprovado pelo Turismo de Portugal, e é financiado pelo Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (COMPETE).

Em causa está o Grande Hotel do Peso, construído na segunda metade do século XIX, próximo do parque termal do concelho.

O projeto de reabilitação do antigo hotel abrange uma área de propriedade aproximada de 11.900 metros quadrados.

Manoel Batista explicou que aquela sociedade que vai requalificação o antigo hotel comprou o imóvel ao grupo Unicer, por 300 mil euros, e vai investir 7,2 milhões de euros numa unidade hoteleira “muito importante” para o concelho.

“Do ponto de vista turístico, é um hotel muito importante para Melgaço porque temos cada vez mais procura. Uma procura que foi crescendo de forma sustentada, ao longo dos últimos anos. Acreditamos que passada a pandemia de covid-19, voltaremos a ter uma enorme procura de turistas”, referiu.

Segundo Manoel Batista, o novo hotel “é também muito importante para dar apoio ao Centro de Estádios de Melgaço”.

“Em muitos momentos, temos de recusar equipas desportivas porque não há capacidade hoteleira para as alojar”, disse.

Manoel Batista adiantou que o projeto prevê “a recuperação das ruínas do antigo hotel, tal como a capela existente, sendo que nos terrenos que se situam atrás do imóvel será feita uma ampliação, respeitando a traça e que permitirá criar os 74 quartos do novo hotel”.

A recuperação do antigo hotel chegou a ser anunciada, em 2017, pelo grupo Pinto da Costa & Carriço, mas o projeto nunca chegou a avançar.

O novo investimento que vai ser formalizado, na segunda-feira, às 11:00 no parque termal de Peso.

A assinatura do contrato de financiamento conta com a presença anunciada da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques.

O novo hotel, segundo Manoel Batista, será ainda “fundamental”, para “alavancar o parque termal do Peso”, situado nas proximidade e que “tem gestão conjugada”.

“A sociedade OCRAM Hotel Management, que será responsável pela gestão do hotel também está representada na gestão das termas”, especificou.

Manoel Batista adiantou que “atualmente apenas estão a funcionar as valências de piscina e massagem, sendo que os tratamentos termais irão arrancar no início de 2021, quando começar a época do balnear”.

O secular balneário principal do Parque Termal de Melgaço, que estava fechado desde 2000, é propriedade do grupo Unicer, que também explora a captação daquela água mineral, mas a gestão de todo o espaço foi entregue ao município, em 2010 e por 25 anos, para potenciar a sua utilização turística.

Em 2013, foi classificado como monumento de interesse público e inaugurado pelo então Presidente da República, Cavaco Silva.

A atividade termal em Melgaço tem um registo de cerca de 200 anos e a classificação envolve o edifício da fonte principal, datado de 1909 e que apresenta “influências da arquitetura do ferro, com elementos decorativos de influência de Arte Nova” ou o Balneário Termal, que data de 1919.

Também na segunda-feira, às 12:00, no salão nobre da Câmara de Melgaço, a secretária de Estado do Turismo preside à assinatura do protocolo do projeto “Caminho Minhoto Ribeiro”, que junta os municípios de Melgaço, Monção, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, e Vila Verde, no distrito de Braga.

Este caminho “entronca com o território nacional no lugar de Cevide, freguesia de Cristóval, concelho de Melgaço, uma das mais antigas fronteiras terrestres”.

O “conhecimento científico construído nas últimas duas décadas levou as entidades galegas a desafiarem os municípios portugueses a desenvolverem os esforços tendentes à implementação do Caminho em solo nacional”.

Com a assinatura deste protocolo, “os seis municípios comprometem-se a desenvolver trabalhos de estudos de uma rota de interesse histórico e cultural intermunicipal, denominada Caminho Minhoto Ribeiro para futura fruição pública”.

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