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Braga

Hotel no Sameiro, em Braga, começa a receber doentes sem condições de isolamento em casa

Covid-19

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Foto: Divulgação

O hotel João Paulo II, junto ao Santuário do Sameiro, em Braga, começa na sexta-feira a receber doentes infetados com covid-19 sem necessidade de estar internados e que não tenham condições de isolamento em casa, anunciou hoje o município.

Em comunicado, o município explica que se trata de uma estrutura de retaguarda distrital, que vai acolher doentes que são encaminhados pelos lares que não têm condições para efetuar o isolamento bem como pelo Hospital de Braga.

“A estrutura poderá também responder a situações de cariz social, nas quais as pessoas não têm retaguarda para o isolamento no domicílio”, acrescenta.

Citado no comunicado, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, explicou que esta unidade “resulta de uma partilha de responsabilidades entre todas as instituições, desde as câmaras municipais, ao Comando Distrital da Proteção Civil, à Segurança Social, englobando o ACES, o Hospital de Braga e a Cruz Vermelha Portuguesa e os Hotéis do Bom Jesus”.

“É muito importante termos estruturas de suporte e retaguarda como esta. Nesta fase, as unidades hoteleiras estão sem clientes e muitas têm manifestado a sua disponibilidade para receberem os profissionais de saúde, agentes de proteção civil e doentes”, referiu Ricardo Rio.

O autarca lembrou que o município e a InvestBraga disponibilizaram alojamento gratuito para profissionais da área da saúde na Pousada da Juventude.

O Hotel João Paulo II, junto ao Santuário do Sameiro, foi temporariamente cedido pela Arquidiocese de Braga para o efeito.

O funcionamento da estrutura é assegurado por uma equipa constituída por 13 profissionais, dos quais quatro enfermeiros.

A coordenação é da responsabilidade da Cruz Vermelha, que protocolou o serviço com a Segurança Social.

O Hotel João Paulo II dispõe de 92 quartos, tendo sido criada uma zona com 19 camas articuladas para fazer o isolamento de utentes positivos covid-19 que necessitem deste tipo de equipamento.

Assim, a unidade foi dividida em duas alas, uma das quais destinada a doentes que não precisam de cuidados hospitalares, e outra, no primeiro piso do hotel, para doentes infetados que não tenham condições para ficar em isolamento nas suas residências.

Recorde-se que também a Universidade do Minho disponibilizou a Residência Universitária Prof. Carlos Lloyd Braga, para apoio de retaguarda a pessoas que se encontram em lares e instalações congéneres afetados por casos de covid-19.

Braga

Talho do árbitro Manuel Mota (novamente) vandalizado em Vila Verde

Vandalismo

Foto: Arquivo

O talho do árbitro de futebol Manuel Mota, situado em Vila Verde, foi vandalizado durante esta madrugada com recurso a pedras atiradas contra a montra principal.

Pelo que foi possível apurar, as pedras, de grande dimensão, causaram vários estragos, atingindo outros vidros no interior do estabelecimento, situado à face da EN 201, na freguesia de Moure.

O Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) já manifestou o que considera ser um “ato cobarde”.

“O CA condena de forma veemente este acontecimento e acredita que as autoridades policiais, que já foram informadas do sucedido, serão capazes de identificar os autores de mais este ato cobarde”, refere em comunicado divulgado pela FPF.

Segundo o documento, o CA salienta que todos os clubes e agentes desportivos devem “repudiar” estes atos, garantindo todo o apoio ao árbitro Manuel Mota.

“O Conselho de Arbitragem reafirma que os árbitros não se deixam intimidar por atos que não têm lugar no desporto como o entendemos”, acrescenta.

Manuel Mota foi o quarto árbitro da final da Taça da Liga, disputada ontem, onde terá ordenado a expulsão dos dois treinadores aos 32 minutos, uma situação insólita e que levantou muitas críticas.

No final da partida, que opôs Braga e Sporting, os leões levaram a melhor, conquistando a terceira Taça da Liga.

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Braga

“Automobilistas cumpriram confinamento em Braga”

Fiscalização

Foto: O MINHO

Os automobilistas cumpriram este sábado as regras de confinamento devidas à pandemia covid-19, em Braga, porque todos aqueles que foram controlados pela PSP tinham razões para se deslocarem, bem como documentos, como constatou O MINHO, durante a tarde.

As operações tiveram lugar nos principais acessos à cidade, como a Estrada Nacional 103, no viaduto junto à Rotunda do E.Leclerc, em Ferreiros, mas também em outras zonas com mais movimento comercial, também pela EN103, entre as quais a Rotunda das Piscinas, entre os centros comerciais Braga Parque e Minho Center, de São Victor para Lamaçães.

O comissário Davide Ochoa, natural de Gondifelos, concelho de Famalicão, disse a O MINHO que nas operações desta tarde “todos os automobilistas [fiscalizados] tinham os seus motivos justificados, comprovados documentalmente, para poderem circular naqueles locais pela via pública”.

 

Foto: O MINHO

Foto: O MINHO

Foto: O MINHO

Foto: O MINHO

Foto: O MINHO

Segundo o mesmo oficial da PSP, “as pessoas de um modo geral também, aqui em Braga, estão a corresponder e bem ao alerta do primeiro-ministro, verificando-se hoje, no início do fim de semana, uma grande diminuição do fluxo rodoviário na cidade de Braga”.

No primeiro fim de semana de aplicação das regras mais apertadas, a PSP desencadeou ações fiscalizadoras em todo o país, tendo O MINHO acompanhado a par e passo aquelas que decorreram hoje na capital do distrito de Braga, onde a chuva abundante, bem como outras más condições atmosféricas, como foi o caso do vento, terão dissuadido eventuais deslocações de automóvel, à margem das regras gerais dos confinamentos em residências.

O Comando Distrital de Braga da Polícia de Segurança Pública tem realizado operações, ao longo dos últimos meses, ultimamente intensificadas, no quadrilátero urbano minhoto, de Braga, Barcelos, Famalicão e Guimarães, também dentro das cidades, mais nas áreas pedonais, evitando-se os ajuntamentos e promovendo o necessário distanciamento físico.

Durante toda a tarde, o comandante distrital da PSP de Braga, superintendente Henriques Almeida, foi passando pelos vários pontos de paragem para os automobilistas, bem como o chefe da Área de Operações da PSP/Braga, intendente Lopes Soares, a par do intendente Rogério Soares, da Inspeção da PSP, que se tem deslocado aos Comando da PSP a Norte.

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Braga

Hospital de Braga desmente que existam profissionais a passar fome e sem apoio

Esclarecimento

Foto: DR

Algumas publicações difundidas nas redes sociais, ao longo da última semana, davam conta da necessidade de recolha de bens alimentares para alimentar profissionais de saúde do Hospital de Braga.

Todavia, este sábado, o hospital veio “esclarecer” e desmentir essa necessidade, por se “tratar de um tema sensível que merece transparência total”.

Em comunicado enviado às redações, o hospital afirma que “nunca foi reportado ao Hospital de Braga nenhum caso de necessidade de bens alimentares para os profissionais”.

“Em caso de necessidade, o Hospital de Braga, cumprirá com os seus deveres institucionais para assegurar e garantir o bem-estar físico dos seus profissionais”, assegura a nota enviada à imprensa.

O Hospital de Braga afirma ainda que “disponibiliza, desde março, uma equipa de psicólogos do Serviço de Psiquiatria para dar apoio psicológico aos profissionais que dele necessitem”.

“Entendemos a preocupação existente nesta altura de pandemia, tornando-se, no entanto, imperioso o esclarecimento desta informação. Pedimos, ainda, a sensibilização da população para que, sempre que necessário, se informe junto dos meios oficiais do Hospital”, finaliza a nota do hospital.

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