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Hotéis em Arcos de Valdevez e Melgaço com vagas para 130 profissionais de saúde

Covid-19

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Foto: Divulgação

O Norte de Portugal tem disponíveis mais de 150 quartos em vários hotéis para alojar os profissionais de saúde que estão a combater a pandemia da Covid-19, avançaram hoje à Lusa fontes oficiais. Melgaço, Arcos de Valdevez e Braga são alguns desses locais.

“Estivemos a fazer um apanhado em toda a região, quer de associados da Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) quer de outros que não são associados, e verificámos que a região e os empresários deste setor disponibilizaram já umas largas centenas de camas para os profissionais de saúde” ficarem alojados no período crítico de combate à pandemia, disse a fonte.

Em Melgaço, o Hotel Castrum Villae disponibilizou camas para “64 a 70 pessoas”. Em Arcos de Valdevez, o Hotel Ribeira Collection mostrou disponibilidade para receber “40 pessoas”.

Em Vila Nova de Cerveira, o Inatel indicou que se a “Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social” o “desejar” também estão disponíveis.

O Hotel do Lago do Bom Jesus do Monte, em Braga, um “três estrelas”, vai disponibilizar todos os quartos da unidade hoteleira (52) para receber profissionais de saúde, confirmou à Lusa um funcionário da estrutura.

Em declarações à Lusa, Júlio Guiomar, diretor do ABC Hotel Porto, localizado junto à Casa da Música do Porto, disse que tem 12 quartos disponíveis no piso zero e no piso 1 da unidade hoteleira e que já tem confirmada a estadia de “oito enfermeiros e médicos que ali vão ficar alojados”.

Ainda no Porto, o Hotel Ribeira do Porto, indicou que “apesar de ter algumas reservas”, tem disponibilidade de 18 quartos para os profissionais de saúde.

Em Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro, mas que pertence à Área Metropolitana do Porto, há quatro unidades hoteleiras – Hotel dos Loios, Hotel Feira Pedra Bela e Ibis e Nova Cruz Hotel -, que disponibilizaram as suas instalações para “receber o corpo clínico do Hospital São Sebastião”.

Em Santo Tirso, distrito do Porto, o Hotel Carvalhais indicou que tem camas para 30 pessoas.

Em Vila Nova de Gaia, Porto, o Hotel Solverde também disse que estaria disponível para receber profissionais de saúde caso fosse necessário.

O Penafiel Park Hotel & Spa, em Penafiel, colocou também as suas instalações à disposição dos profissionais de saúde do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa e dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES).

A TPNP, através do seu presidente, acrescentou à Lusa que a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte) vai receber os contactos e a listagem dos hotéis disponíveis, para que depois “possam fazer a ligação em direto com os médicos, conforme as necessidades”.

Luís Pedro Martins adiantou ainda que o operador turístico Tomaz do Douro, que opera com cruzeiros no rio Douro, também disponibilizou um edifício que estava fechado junto ao Hospital de Santo António, no Porto, para “qualquer outra solução que eles necessitem”.

O presidente da TPNP revelou na sexta-feira passada que a região registava 50% de reservas canceladas por causa da Covid-19.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou esta quarta-feira o número de casos confirmados de infeção para 642, mais 194 do que na terça-feira. O número de mortos no país subiu para dois.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou hoje que o Governo apoia a decisão do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, de decretar o estado de emergência.

O Presidente da República convocou uma reunião do Conselho de Estado para hoje, para discutir a eventual decisão de decretar o estado de emergência.

Dos casos confirmados em Portugal, 553 estão a recuperar em casa e 89 estão internados, 20 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos.

O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou mais de 200 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.200 morreram.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 146 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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Alto Minho

Arcos de Valdevez quer ter Estratégia Local de Habitação até junho

Habitação

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Foto: visitarportugal.pt / DR

O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez espera ter concluída até junho a Estratégia Local de Habitação, que permitirá ao município concorrer a fundos do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) para colmatar as necessidades.

“Gostaríamos muito que esta estratégia fosse aprovada antes do final do primeiro semestre para podermos concorrer aos fundos que o IHRU tem disponíveis, para podermos implementar as necessidades que forem assinaladas na Estratégia Local de Habitação (ELH). Vamos ver se conseguimos operacionalizar esse objetivo, face às circunstâncias da pandemia de covid-19 que estamos a viver”, afirmou hoje à Lusa João Manuel Esteves.

No âmbito da elaboração ELH, o município lançou um inquérito à população para apoiar a elaboração do diagnóstico e levantamento de necessidades de habitação de agregados residentes no concelho.

“Já fizemos um levantamento do que existe, das necessidades, dos estrangulamentos. Também fizemos um inquérito dirigido às fábricas, instituições, juntas de freguesia, à Agenda Local de Ação Social e agora consideramos que seria importante fazer um inquérito através da Internet à população”, explicou João Manuel Esteves.

O autarca social-democrata adiantou que o objetivo é que a “população possa dar o seu o seu contributo, sugerindo soluções, relatando o seu próprio caso, entre outras propostas”.

“A ideia é definir uma intervenção ao nível da habitação social, da reabilitação ou da construção de novas casas a custos controlados”, especificou.

João Manuel Esteves quer “fechar” uma ELH de Arcos de Valdevez “a tempo” de “concorrer a financiamentos por parte do IHRU, para construir ou para apoiar as necessidades de habitação de Arcos de Valdevez”.

“Essas necessidades podem ser de habitação para famílias carenciadas ou não, habitação para arrendamento, sobretudo a pensar nos jovens, construção a custos controlados e apoio aos que pretendam construir ou reconstruir a sua própria casa através de incentivos fiscais”, sustentou.

No inquérito agora lançado à população “qualquer pessoa poderá preencher as questões colocadas, dando contributos ou sugestões para a estratégia, identificar a sua situação de habitação ou as situações de agregados familiares que residem em fracas condições de habitabilidade”.

A consulta ‘online’ está disponível na página oficial do município na Internet.

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Alto Minho

CDU exige regresso da gestão da água e saneamento aos municípios do Alto Minho

Águas do Alto Minho

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Foto: DR / Arquivo

A coordenadora da CDU no distrito de Viana do Castelo defendeu hoje o regresso da gestão de redes de água em baixa e de saneamento aos municípios da região face ao “agravamento” do valor das tarifas.

Contactada pela agência Lusa a propósito da posição que o partido hoje assumiu em comunicado, sobre as consequências da concessão daqueles serviços à Águas do Alto Minho (AdAM), Cláudia Marinho adiantou que o objetivo é que os câmaras e assembleias dos sete municípios que integram a empresa “voltem a discutir e deliberar sobre o abastecimento da rede pública de água em baixa e os serviços de saneamento básico”.

A Águas do Alto Minho é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% por sete municípios do distrito de Viana do Castelo (Arcos de Valdevez, Caminha, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Três concelhos do distrito – Ponte da Barca, Monção e Melgaço – reprovaram a constituição daquela parceria.

Cláudia Marinho, que é também vereadora na Câmara de Viana do Castelo e que rejeitou a constituição da empresa, disse que irá avançar com uma proposta para revogação do contrato junto da maioria socialista no executivo municipal.

“Sendo o Estado português o acionista maioritário desta nova sociedade, corria-se e corre-se o risco sério de o mesmo, por opção política ou razões ideológicas, decidir a privatização da sua parte social, colocando o bem mais precioso da humanidade no poder de um grupo económico”, sustenta a responsável comunista na nota enviada à imprensa.

A nova empresa começou a operar em janeiro, “dimensionada para fornecer mais de nove milhões de metros cúbicos de água potável, por ano, a cerca de 100 mil clientes e para recolher e tratar mais de seis milhões de metros cúbicos de água residual, por ano, a cerca de 70 mil clientes”.

“Bastaram dois meses de concessão para constatar um insólito agravamento no custo das tarifas da água, o que suscitou as mais amplas e justificadas reclamações dos utentes. A CDU teve razão na opção tomada, votando contra a solução adotada pela maioria dos executivos camarários que foram favoráveis a esta opção, tal como vários presidentes de junta e uniões de freguesias”, acrescenta Cláudia Marinho.

Em março, um movimento constituído por residentes nos sete concelhos que integram a empresa lançou uma petição pública a pedir o fim da Águas do Alto Minho, face “ao aumento exponencial” dos valores faturados pela empresa.

No texto que, às 09:00 de hoje, tinha 5.274 assinaturas, os peticionários dizem que, “na primeira fatura de água e saneamento, enviada a mais de 70 mil pessoas (individuais e coletivas), foram milhares os surpreendidos com os valores exorbitantes”.

“Há inúmeros relatos de pessoas cuja fatura aumentou 50 ou até mesmo 100%, mas há casos em que os consumidores passaram a pagar três, quatro ou até sete vezes mais (…)”, argumentam, apontando exemplos de faturas.

Acrescentam existirem casos “da cobrança da taxa de saneamento em zonas onde a rede pública ainda não chegou”.

Aquando do lançamento da petição, o presidente da Câmara de Viana do Castelo garantiu que o tarifário da água praticado no concelho não sofreu “nenhuma alteração”, mas admitiu que nos restantes seis “houve ajustamentos de tarifários”.

“Houve alguns aumentos nos outros seis concelhos porque se tiveram de ajustar ao novo tarifário. Já era uma situação conhecida”, referiu.

O autarca, que é também presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho explicou ainda que, “nas 107 mil faturas” emitidas a partir de janeiro pela Águas do Alto Minho, “foram detetadas cerca 600 que apresentavam alguns erros, resultantes de falhas informáticas” que justificou com “a integração dos sete sistemas informáticos municipais no sistema da empresa”.

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Alto Minho

Ponte de Lima: Páscoa de Fontão, tradição interrompida – “O chefe lá em cima não deixou”

Covid-19

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Foto: DR

Vídeo: YouTube (2019)

No domingo de Páscoa, em Fontão, Ponte de Lima, mais de 500 convivas reunir-se-iam em longas mesas onde abundariam os filetes, o cabrito, a vitela e a doçaria tradicional, num almoço providenciado pelo Mordomo da Cruz, Norberto Fernandes. Só que nada disso vai acontecer este ano.

A pandemia de covid-19 e as consequentes medidas de contenção da propagação do vírus impostas pelo Governo levaram, naturalmente, ao cancelamento de uma das mais conhecidas festas de Páscoa. Terá sido a primeira vez que esta tradição, tão enraizada na cultura limiana cujo início é indocumentável, não se realizou. “Segundo consta, não há memória de alguma vez ter sido cancelada, nem na altura da gripe espanhola, em 1918”, nota, em conversa com O MINHO, Norberto Fernandes.

“Foi tudo cancelado. Faremos para o ano, se tudo correr bem”, acrescenta o Mordomo da Cruz, que recebeu na Páscoa do ano passado o testemunho do seu irmão Orlando. Como este ano não se realiza a festa, Norberto Fernandes adianta que será ele novamente o Mordodo da Cruz em 2021: “É 99,9% certo, se Deus quiser”.

Mordomo é escolhido todos os anos

Escolha em 2019. Foto: DR

Todos os anos, o Mordomo da Cruz oferece o almoço, no domingo, à população e, nesse mesmo repasto, escolhe o seu sucessor. O anúncio da seleção também cumpre um ritual: a mulher do anfitrião deposita o ramo da cruz nas mãos do eleito. São também escolhidos os dois Mordomos do Senhor, que acompanham o ‘principal’ (este ano, são o Paulo e o Carlos). E, além de dar de comer a quase toda a freguesia, o mordomo tem ainda que, durante um ano, assegurar a limpeza da igreja e os serviços do sacristão.

Tradicionalmente, na segunda-feira de Páscoa, o compasso volta a percorrer a freguesia, o almoço é “mais curto” e o regresso faz-se já de noite com os mordomos, na reta final, a serem levados em ombros pelos jovens da freguesia até à igreja.

Era isto tudo que iria acontecer, como sempre, não fosse a normalidade dos nossos dias ter sido terraplanada pela pandemia de covid-19.

Já havia quem tivesse comprado bilhetes de avião

Almoço de 2017. Foto: DR

Norberto Fernandes, 62 anos, carpinteiro, que já há 33 anos havia sido Mordomo do Senhor, não esconde a desilusão. A da comunidade, em geral, e a sua, em particular: “Há desilusão, mas são coisas que nos ultrapassam. Para nós, custou bastante, porque tínhamos tudo organizadinho para que desse certo. Íamos colocar a tenda [onde é servido o almoço] 15 dias antes para que se fizesse lá a montagem do ramo, no sábado de ramos. (…) Fazia cinquenta anos que foi o meu sogro [o mordomo] e eu fazia todo o gosto em fazer este ano, mas o chefe lá em cima não quis que a gente fizesse, pronto”.

O mordomo conta, também, a O MINHO que “já havia gente de fora que tinha adquirido o bilhete de avião” para participar no almoço.

Já ao nível da organização, toda a logística estava preparada, mas ainda “deu para cancelar, a tenda, o aluguer das louças, tudo isso”, pelo que não houve prejuízos de maior. Mesmo assim, “há sempre uns gastos, mas fica para o ano”, acrescenta.

A tradição será retomada em 2021. Se “o chefe lá em cima” deixar.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais mais de 75 mil morreram. Dos casos de infeção, cerca de 290 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de 708 mil infetados e mais de 55 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, contabilizando 16.523 óbitos em 132.547 casos confirmados até segunda-feira.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 345 mortes e 12.442 casos de infeções confirmadas.

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