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Futebol

Hospital São João demarca-se de resultados errados em testes a Vitória e Famalicão

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O conselho de administração do Hospital de São João demarcou-se hoje da existência de resultados errados em testes à covid-19 a futebolistas feitos pela Unilabs, parceira da Liga de clubes neste rastreio.

O jornal Expresso noticia hoje a existência de anomalias nos testes a nove jogadores do Vitória de Guimarães e Famalicão, com resultados positivos e que se revelaram negativos, feitos pela Unilabs e que terão sido detetados por um médico do Hospital de São João.

“O Centro Hospitalar Universitário São João não tem qualquer protocolo com clubes portugueses de futebol para colheita de análises de pesquisa de covid-19, e não tem conhecimento de resultados de testes de atletas de clubes”, lê-se no comunicado conjunto do Hospital de S. João e da Unilabs Portugal enviado à agência Lusa.

No mesmo documento, as duas instituições admitem a existência de vários fatores que podem afetar os resultados, como datas da colheita, procedimentos aplicados e metodologias, equipamentos e reagentes usados no laboratório.

Contactada pela Lusa, fonte oficial do Famalicão reiterou a confiança na Unilabs, acrescentando que nunca solicitou a realização de testes no Hospital de São João, no Porto.

Em 12 de maio, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) apresentou a Unilabs como parceiro para a realização de testes à covid-19, tendo em vista a retoma da I Liga, marcada para 03 de junho.

“A LPFP conseguiu, atempadamente, negociar com a Unilabs a presença dos seus técnicos nos nossos estádios e centros de estágio, sem que exista necessidade de deslocação dos jogadores e ‘staff’, e estes são motivos que temos como muito importantes na preparação deste regresso da competição aos relvados portugueses”, disse, na altura, Sónia Carneiro, diretora executiva coordenadora da Liga Portugal.

Em comunicado divulgado hoje, a LPFP assegurou que “a Unilabs foi o laboratório que melhores condições ofereceu para a quantidade e especificidade dos testes pedidos pela Direção-Geral da Saúde (DGS), sendo reconhecidamente um laboratório com credibilidade”.

O organismo que rege as competições profissionais de futebol acrescentou ainda que “não é informada pelo Laboratório do resultado dos testes”, que “são contratualizados e pagos por cada clube de forma individual com o laboratório escolhido”.

“O protocolo celebrado não pressupõe exclusividade e os clubes são livres de realizar os testes com o laboratório que entenderem mais adequado, desde que respeitem os critérios e exigências definidas pelas autoridades de saúde. Não há obrigatoriedade de realização dos testes na Unilabs, embora a grande generalidade dos clubes tenha optado por o fazer”, esclareceu a LPFP.

Após a declaração de pandemia, em 11 de março, as competições desportivas de quase todas as modalidades foram disputadas sem público, adiadas – Jogos Olímpicos Tóquio2020, Euro2020 e Copa América -, suspensas, nos casos dos campeonatos nacionais e provas internacionais, ou mesmo canceladas.

Os campeonatos de França, Países Baixos, Bélgica e Escócia foram cancelados, enquanto outros países preparam o regresso gradual à competição, como Inglaterra, Itália, Espanha e Portugal, que tem o seu reinício marcado para 03 de junho, depois de a Liga alemã ter sido retomada em 16 de maio.

Faltam disputar 90 jogos do principal escalão do futebol nacional, o único que não foi cancelado devido ao novo coronavírus, assim como a final da Taça de Portugal, que vai opor Benfica e FC Porto.

Após 24 jornadas, os ‘dragões’ lideram a competição, com 60 pontos, mais um do que o campeão Benfica.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 335 mil mortos e infetou mais de 5,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,9 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.289 pessoas das 30.200 confirmadas como infetadas, e há 7.590 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Futebol

SC Braga sem Abel Ruiz e Tormena para defrontar Santa Clara

I Liga

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Tormena. Foto: DR

Abel Ruiz e Tormena estão lesionados e são baixas no SC Braga para a deslocação de sexta-feira ao reduto do Santa Clara, da 25.ª jornada da I Liga de futebol, informaram hoje os ‘arsenalistas’.

O jovem avançado espanhol sofreu uma lesão no reto femoral direito, enquanto o defesa central brasileiro apresenta uma contusão na coxa esquerda.

Após o treino de hoje, a comitiva ‘arsenalista’ voltou a concentrar-se em estágio numa unidade hoteleira da cidade até ao jogo com a equipa açoriana.

Sporting de Braga, terceiro classificado, com 46 pontos, e Santa Clara, 10.º, com 30, defrontam-se a partir das 19:00 de sexta-feira, na Cidade do Futebol, em Oeiras.

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Futebol

Presidente do Moreirense não quer adeptos nas “imediações dos estádios”

I Liga

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Foto: TVI24

O presidente do Moreirense, Vítor Magalhães, pediu hoje aos adeptos, principalmente aos do clube que lidera, para evitarem as “imediações dos estádios” nos dias de jogos da I Liga portuguesa de futebol, devido à pandemia de covid-19.

Numa mensagem publicada na página oficial dos ‘cónegos’ na rede social Facebook, o dirigente lembrou que a “retoma do campeonato”, agendada para quarta-feira, com o jogo entre Portimonense e Gil Vicente (25.ª jornada), o primeiro de 90 desafios sem público nas bancadas, é uma “situação nova”, que “deve ser acompanhada pela responsabilidade inerente a todos”.

“É sabido que a covid-19 ainda se mantém muito ativa, sendo necessário um esforço suplementar de todos nós no sentido de controlar o surto e evitar ainda mais as consequências drásticas da sua propagação. Apelo, assim, a todos os amantes do futebol, em especial aos adeptos do Moreirense e de toda a nossa região, que se mantenham em segurança e não se desloquem para as imediações dos estádios em dias de jogo”, lê-se na mensagem publicada.

Vítor Magalhães pediu ainda aos adeptos do clube da vila de Moreira de Cónegos, concelho de Guimarães, para assistirem aos jogos “a partir de um lugar seguro”, procurando espaços “onde seja possível evitar aglomerados de pessoas” e cumprir sempre “todas as recomendações da DGS [Direção-Geral da Saúde]”, caso não o possam fazer nas próprias casas.

O responsável salientou ainda que a “maior demonstração de apoio” à equipa ‘cónega’ por parte dos adeptos é “manter o devido distanciamento social”, com “responsabilidade”.

O Moreirense, oitavo classificado, com 30 pontos, volta a competir no sábado, às 21:15, num jogo da 25.ª jornada com o Boavista, 11.º, com 29, no Estádio do Bessa, no Porto, sem público na bancada.

O Governo aprovou, em 30 de abril, a realização das 10 jornadas por cumprir na I Liga portuguesa de futebol, mas com jogos à porta fechada, e a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, pediu hoje aos adeptos que mantenham distanciamento social de dois metros, que não partilhem objetos e celebrem sem contacto físico, caso assistam aos jogos em espaços comuns.

Portugal contabiliza pelo menos 1.436 mortos associados à covid-19 em 32.895 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da DGS divulgado hoje.

Relativamente ao dia anterior, há mais 12 mortos (+0,8%) e mais 195 casos de infeção (+0,6%).

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 375 mil mortos e infetou mais de 6,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

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Futebol

Claque do FC Porto vai estar em Famalicão. Ministro apela ao respeito pelas regras

I Liga

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Foto: DR

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, apelou hoje para que os adeptos garantam que a reabertura do campeonato nacional de futebol seja feita em “espírito de festa”, mas respeitando as regras da Direção-Geral de Saúde (DGS).

O apelo de Eduardo Cabrita surge na sequência do anúncio feito pela claque do FC Porto, Super Dragões, que manifestou a intenção de estar presente na quarta-feira nas imediações do estádio do Famalicão, com o objetivo de, a partir do exterior do recinto, apoiar a equipa de Sérgio Conceição no regresso da I Liga.

No Porto, em declarações aos jornalistas, Eduardo Cabrita garantiu que o efetivo policial destacado é “adequado e proporcional às circunstâncias”, mas salientou que este é um esforço que “recai sobre todos”.

“O apelo que eu faço aos cidadãos que gostam de futebol e que esperaram estes meses para que o campeonato fosse retomado é que o façam com respeito pelas orientações da Direção-Geral da Saúde, façam fundamentalmente sem ajuntamentos e quando queiram manifestar, de forma exuberante, eventualmente a alegria pelos resultados dos seus clubes que o façam com distanciamento físico”, disse.

O ministro da Administração Interna adiantou que “tal como é habitual”, as forças de segurança estabeleceram contactos quer com os clubes de futebol, quer com as claques.

“O apelo que eu faço a todos que garantam que o regresso do futebol seja o regresso de um espírito de festa, infelizmente com estádios vazios, mas é exatamente respeitando as regras de segurança que podemos garantir primeiro que haja futebol, e em segundo lugar que o mais cedo possível o futebol seja visto nos estádios”, concluiu.

Questionado pelos jornalistas, à margem da cerimónia de inauguração da Esquadra da PSP de Cedofeita, no Porto, o Diretor Nacional da PSP, Superintendente-Chefe, Magina da Silva, adiantou que embora as regras em vigor para a situação de calamidade não impeçam que os adeptos vão até ao estádio, não permitem grupos com mais de 20 pessoas, pelo que sublinhou, essas regras vão ter de ser cumpridas.

“Esse trabalho foi feito com a claque em concreto, é uma claque que cria problemas nos estádios, como todas infelizmente criam, mas queremos acreditar que, neste caso em concreto, têm todo o interesse que não haja problemas. Foi isso que foi manifestado nas reuniões que tivemos e queremos acreditar que vai correr tudo bem”, afirmou, sublinhando que há vários meses que a PSP se vêm preparando para o regresso da I Liga.

Quanto ao dispositivo policial, o Diretor Nacional da PSP adiantou que o mesmo foi adaptado a um cenário de covid-19, tendo sido reduzido em face da ausência de necessidade de controlar massas de adeptos. À volta do estádio será, contudo, definido um perímetro de segurança que os adeptos, sublinhou, “não vão puder ultrapassar”. Já dentro do estádio, acrescentou Magina, a PSP terá uma “presença minimalista”.

De acordo com aquele responsável, a PSP terá ainda a preocupação do policiamento de cidade, tendo em conta que os adeptos tem tendência a juntar-se para ver a bola.

“O apelo que queremos deixar aqui é que as pessoas consigam encontrar um equilíbrio entre o desejo que têm de celebrar o apoio aos clubes e obviamente o necessário cuidado para prevenção da pandemia. E quero acreditar que vai correr tudo bem”, concluiu.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 375 mil mortos e infetou mais de 6,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 2,6 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.436 pessoas das 32.895 confirmadas como infetadas, e há 19.869 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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