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Viana do Castelo

Hospital de Viana do Castelo com mais 16 enfermeiros e 400 mil euros para material

Unidade Local de Saúde do Alto Minho

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Foto: DR / Arquivo

A Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) foi reforçada com mais 16 enfermeiros e lançou seis concursos públicos para comprar material de proteção à covid-19, no valor de 400 mil euros, disse hoje o administrador.


Contactado pela agência Lusa, a propósito da publicação hoje em Diário da República daqueles procedimentos de aquisição, Franklim Ramos disse que a ULSAM “contratou há pouco tempo mais 16 enfermeiros e continua a fazer mais contratações”.

O presidente do conselho da administração da ULSAM adiantou que o número de camas na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, “passou de sete para 25″, adiantando que vai continuar em funcionamento, no centro cultural da sede do distrito, uma unidade de saúde de retaguarda com 200 camas.

De acordo com o responsável, “as necessidades imediatas estão a ser feitas, mas os reforços vão-se construindo, mediante as necessidades”.

“Nesta fase, muitos doentes não precisam de internamento, porque são pessoas mais jovens do que na primeira vaga. Temos uma capacidade instalada para situações mais graves muito maior do que tivemos na primeira vaga. Na primeira vaga tínhamos sete camas nos cuidados intensivos e, agora, temos 25”, observou.

Em Ponte de Lima, especificou, foi criada uma “enfermaria geral” numa unidade de cuidados continuados que foi “desativada”, por registar uma redução de procura.

“A ULSAM tem o seu plano de ação preparado. É um plano que pode ser continuamente ajustado, em função das necessidades. E esse ajustamento é feito rapidamente. Houve uma aprendizagem na primeira vaga que nos permite agora agir”, sublinhou Franklim Ramos.

O responsável referiu ainda que a unidade de saúde de retaguarda instalada no centro cultural de Viana do Castelo, para receber infetados com covid-19 vai continuar montada.

“O presidente da Câmara concorda que se mantenha esta unidade. Quando não sabemos a dimensão que uma coisa vai ter é sempre bom ter reservas estratégicas preparadas. Temos de ter a estrutura montada e planos para situações mais graves, complexas”, afirmou.

Em causa está uma unidade de saúde de retaguarda, com 200 camas, instalada em abril o centro cultural de Viana do Castelo para receber idosos infetados com covid-19, evitando a sua permanência em lares, num investimento de 16 mil euros.

Em setembro, questionado pela Lusa, o presidente da Câmara, José Maria Costa tinha dito que aquela unidade só seria desmontada na última semana deste mês, se a evolução da doença não se descontrolasse.

“Temos pessoal médico, de enfermagem e auxiliares em quem podemos confiar. No Alto Minho, as pessoas podem estar descansadas. Os profissionais estão muito bem treinados e são capazes de responder plenamente como aconteceu na primeira vaga. Não tenho dúvidas nenhumas”, reforçou Franklim Ramos.

Quanto aos anúncios hoje publicados em Diário da República, dizem respeito à aquisição, por parte da ULSAM, de nove lotes de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e fatos (192.000 euros), zaragatoas (81.550.00 euros) e solução alcoólica (17.799.60 euros).

Aquela unidade quer ainda comprar diverso material para o serviço de otorrinolaringologia (25.207.32 euros), e medicamentos (76.367.32 euros), e equipamentos ergonómicos (10.240.00 euros)

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.

Em todas aquelas estruturas trabalham mais de 2.500 profissionais, entre eles, cerca de 500 médicos e mais de 800 enfermeiros.

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Viana do Castelo

Chuva intensa inunda estradas em Viana

Mau tempo

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Foto: DR

A chuva pontualmente forte que se fez sentir entre as 22:00 e as 22:30, em Viana do Castelo (e um pouco por todo o Minho), provocou, até agora, inundações em dois pontos do concelho, apurou O MINHO junto de fonte dos bombeiros.

O primeiro caso ocorreu na cidade, no viaduto de São Sebastião, em Areosa, após falha das bombas que retiram a água acumulada daquela via, inaugurada em 2010 e que inundou logo ao primeiro mês ‘de vida’.

No local estiveram dois operacionais dos Bombeiros Sapadores de Viana que rapidamente resolveram o problema, desimpedindo a obstrução que dificultava a absorção das águas pluviais.

O alerta foi dado às 22:34 e a ocorrência ficou resolvida perto das 23:05.

Já noutro local, a sul do rio Lima, a chuva inundou uma estrada municipal em Mujães, na Travessa Externato das Neves. O alerta para essa ocorrência foi dado às 22:44 e ficou resolvida cerca das 23:20, a cargo de dois operacionais dos Bombeiros Voluntários de Viana.

De lembrar que os distritos de Viana do Castelo e de Braga encontram-se sob aviso amarelo do IPMA entre as 22:00 horas desta terça-feira e as 06:00 de amanhã.

Pelas 23:10, não há registo de inundações de maior em outros concelhos do Minho.

(noticia atualizada às 23h40 com informação da conclusão dos trabalhos em Mujães)

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Viana do Castelo

Estrutura de retaguarda em Viana começa a funcionar na quinta-feira

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

A Estrutura de Apoio de Retaguarda (EAR) instalada no centro cultural de Viana do Castelo começa a funcionar na quinta-feira, para receber utentes de lares e doentes com covid-19 que já não necessitem de internamento hospitalar, foi hoje divulgado.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do conselho de administração da ULSAM, Franklim Ramos, disse tratar-se de uma estrutura para o distrito de Viana do Castelo, criada no âmbito da Proteção Civil e com coordenação técnica da Segurança Social”.

“A autoridade de Saúde terá de dotar o espaço de pessoal médico, de enfermagem e disponibilizar os equipamentos necessários”, especificou.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da comissão distrital de proteção civil de Viana do Castelo, Miguel Alves, confirmou a entrada em funcionamento daquela estrutura na quinta-feira, garantidas as equipas de profissionais que vão assegurar o serviço.

O responsável adiantou que a EAR vai disponibilizar 120 camas, mas pode chegar até 200 camas.

“O serviço vai iniciar-se com 10 camas e crescer à medida das necessidades, sempre em módulos de 10 camas. Cada equipa, constituída por um médico, um enfermeiro e auxiliares de ação direta e geral, assegurará os três turnos necessários para garantir o funcionamento 24 horas daquela resposta”, especificou Miguel Alves, que é também presidente da Câmara de Caminha.

Aquela unidade foi instalada pela Câmara de Viana do Castelo, em abril, no centro cultural da cidade.

Inicialmente esteve prevista a desativação desta unidade, no final de outubro, mas, entretanto, a Câmara de Viana do Castelo e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) decidiram prolongar o seu funcionamento até final de novembro devido ao aumento de casos de covid-19 na região.

Anteriormente, à Lusa, Miguel Alves adiantou que aquela unidade “não só vai receber utentes das Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI), como também vai estar preparada para receber pessoas hospitalizadas que não apresentam sintomas”.

“Pessoas que possam receber alta hospitalar, libertando camas, mas que precisem de vigilância médica”, especificou.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.381.915 mortos resultantes de mais de 58,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.897 pessoas dos 260.758 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Viana do Castelo

Viana do Castelo prepara candidatura “forte” a Capital Europeia da Cultura em 2027

Anunciou o presidente da Câmara

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse que o município está a preparar uma candidatura “forte” a Capital Europeia da Cultura em 2027, após a publicação, hoje, em Diário da República do aviso de convite àquela iniciativa.

“Estamos a preparar uma candidatura forte de Viana do Castelo alicerçada na sua forte identidade cultural, muito assente na etnografia, no traje e na cultura popular, mas também muito apoiada na sua cultura marítima costeira”, afirmou hoje à agência Lusa, o presidente da autarquia, José Maria Costa.

Contactado a propósito da publicação, em Diário da República (DR), do convite à apresentação de candidaturas e regulamento interno para a eleição, em Portugal, da Capital Europeia da Cultura em 2027, o autarca socialista realçou que, “desde a sua fundação, Viana do Castelo tem uma enorme tradição ligada ao mar”, apontando como exemplos “a pesca do bacalhau e a construção naval”.

“Temos um património ímpar e por isso pensamos que uma candidatura alicerçada nestes dois pilares será muito forte”, sublinhou.

José Maria Costa adiantou que a capital do Alto Minho “tem vindo a participar em reuniões com o Ministério da Cultura e nas quais marcaram presença outras cidades que também manifestaram intenção de se candidatar a Capital Europeia da Cultura, em 2027”.

“Estamos apenas a aguardar o convite de apresentação. Mal tenhamos acesso ao regulamento e a toda a documentação, iniciamos o dossier de candidatura”, referiu.

Questionado pela Lusa, José Maria Costa explicou que o município irá concorrer sozinho, já que o regulamento não permite candidaturas conjuntas, como anteriormente equacionado.

Em janeiro, à Lusa, o autarca mostrou-se disponível para integrar uma candidatura conjunta com outras cidades da região Norte.

“É uma possibilidade que está em cima da mesa e que faz todo o sentido. Havendo a intenção de alguns municípios na região Norte de se candidatarem, poderá surgir um projeto de partilha e de cooperação que valorize os recursos e dê mais força à própria candidatura”, afirmou, na ocasião.

Portugal vai acolher em 2027 a Capital Europeia da Cultura, juntamente com uma cidade da Letónia.

Os dois países selecionados são responsáveis pela organização do concurso entre as suas cidades, devendo para isso publicar um convite à apresentação de candidaturas com seis anos de antecedência.

Após a apresentação de candidaturas, que devem focar-se na criação de um programa cultural com dimensão europeia, caberá a cada Estado-membro convocar um júri para uma pré-seleção das cidades candidatas, isto até cinco anos antes.

Além de Viana do Castelo, já anunciaram que vão apresentar uma candidatura as cidades de Leiria, Faro, Évora, Coimbra, Aveiro, Braga, Guarda e Oeiras.

A decisão final será dos países, devendo ser tomada até quatro anos antes do título.

Portugal já recebeu a Capital Europeia da Cultura em três ocasiões: 1994 (Lisboa), 2001 (Porto) e 2012 (Guimarães).

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