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Guimarães

Hospital de Guimarães obrigado pela ERS a garantir acesso à procriação médica assistida

Serviço Nacional de Saúde

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Foto: DR / Arquivo

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) deliberou que o Hospital de Guimarães deve garantir o acesso, em tempo útil, às técnicas de procriação médica assistida (PMA) de todos os utentes que cumpram os requisitos previstos na lei.


Segundo deliberação datada de 01 de agosto, e hoje divulgada publicamente, a ERS refere que o acesso às técnicas de PMA deve ser assegurado ou por recurso à capacidade instalada do hospital, ou por recurso à Rede Nacional de Prestação de Cuidados de Saúde, através da subcontratação de entidades externas especializadas do setor público ou do setor privado.

Na deliberação, a ERS insta ainda o Hospital de Guimarães a informar todos os utentes do concreto tempo de espera para efetivação do tratamento pretendido, bem como de todas as alternativas de acesso existentes.

Esta deliberação resultou de um inquérito aberto pela ERS no início de 2019, depois de uma utente se ter queixado que o Hospital de Guimarães lhe vedou o acesso às técnicas de PMA.

No âmbito do inquérito, o hospital admitiu que desde janeiro de 2018, e tendo em conta a lista de espera para aqueles tratamentos, o seu centro de PMA não estava a fazer tratamentos em mulheres com laqueação de trompas.

No entanto, a ERS lembra que a laqueação de trompas “não é um critério de exclusão de acesso a técnicas de PMA, quer definida legalmente, quer definida como condição para pagamento das prestações de saúde realizadas aos beneficiários do Serviço Nacional de Saúde”.

A ERS acrescenta que o casal em causa não tem filhos em comum, apesar da existência de duas cesarianas prévias da utente.

Diz ainda que a situação consubstancia um “comportamento atentatório dos legítimos direitos e interesses dos utentes”.

Por isso, e considerando que não existe informação que permita concluir que a utente não cumpre com os critérios de admissibilidade ao pretendido tratamento de PMA, a ERS obrigou o hospital a assegurar-lhe esse acesso, “em tempo útil e adequado à sua situação, devendo proceder à sua imediata inscrição”.

O não cumprimento da deliberação implicaria uma coima entre 1.000 e quase 45 mil euros.

No entanto, o hospital “deliberou conformar-se” com a deliberação e procedeu à “imediata” implementação das ordens e recomendações nela plasmadas.

A utente foi inscrita, de imediato, na lista de espera para a realização de técnica de PMA.

O hospital dá conta de que o tempo de espera para a efetivação do tratamento é de cerca de um ano.

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Guimarães

Guimarães instala recipientes para beatas de cigarro, dejetos de cão e chicletes

Ambiente

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

O município de Guimarães reiniciou a colocação, em vários locais, de recipientes para recolha de beatas, dejetos de cães e chicletes, dando continuidade à separação destes resíduos com potencial de valorização, foi hoje anunciado.

Em comunicado, o município refere que serão colocados 15 EcoPontas, 15 WCão Urban e cinco PapaChicletes.

Serão ainda instalados nos parques oito WCão Park.

A intenção do município é avançar com estes equipamentos em todas as freguesias.

“Este projeto possui um cariz de investigação e desenvolvimento (I&D), promovendo a valorização dos resíduos e reforçando a importância da economia circular, através de uma colaboração com o Centro para Valorização de Resíduos (CVR)”, sublinha o município.

A título de exemplo, lembra que “com a recolha de 350 beatas é possível construir um tijolo”.

Os três projetos foram desenvolvidos pelo Laboratório da Paisagem, tratando-se de equipamentos que visam contribuir para alterações comportamentais, “através de estruturas com um design apelativo, sendo ainda utilizadas mensagens que visam chamar a atenção, promovendo a interação com quem as está a ler”.

A Câmara refere que as estruturas têm uma preocupação com a sustentabilidade.

A estrutura maior, desenhada para os parques de lazer ou zonas verdes, incorpora o conceito de coberturas verdes, promovendo a biodiversidade e o aproveitamento da água das chuvas, com um bebedouro para animais.

Incorpora ainda esferas de argila e carvão ativado utilizado na cobertura verde e no filtro da água da chuva, resultante de um processo de valorização das pontas de cigarro recolhidas no EcoPontas.

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Guimarães

Sindicato diz que funcionários da ACT de Guimarães tiveram de pagar teste à covid

Covid-19

em

Foto: DR

A presidente do Sindicato dos Inspetores do Trabalho denunciou hoje que os funcionários da delegação de Guimarães da ACT “pagaram do seu bolso” os testes à covid-19, que fizeram depois de terem contactado com uma colega infetada.

“A direção da ACT [Autoridade para as Condições do Trabalho] diz que seis funcionários já fizeram os testes e é verdade. Mas esqueceu-se de dizer que os pagaram do seu bolso. As funcionárias estavam naturalmente preocupadas e foram por iniciativa própria fazer os testes, porque a ACT não quis saber”, referiu Carla Cardoso.

Acrescentou que só na noite de quarta-feira é que os funcionários foram contactados pela autoridade de saúde para fazerem os testes.

Uma trabalhadora da delegação de Guimarães da ACT testou positivo para a covid-19 e outros 10 foram colocados em isolamento profilático.

Na quinta-feira, à Lusa, a ACT disse que já foram realizados testes a seis dos 10 trabalhadores e que foi efetuada uma desinfeção das instalações, mobiliário e equipamentos.

Carla Cardoso disse que as instalações sofreram uma desinfeção “caseirinha”, feita pelas empregadas da limpeza.

Acrescentou que a ACT não disponibiliza máscaras para o serviço no interior das instalações.

“Andamos nós a fiscalizar se as empresas disponibilizam ou não equipamentos de proteção individual aos seus trabalhadores e dentro da nossa casa é isto”, acrescentou a sindicalista.

A Lusa tentou ouvir hoje a ACT, mas ainda não foi possível.

Na quinta-feira, a ACT explicou que tomou conhecimento, no dia 15 de setembro, de que uma trabalhadora afeta ao Centro Local do Ave (Guimarães) tinha estado em contacto próximo com uma pessoa infetada com covid-19.

Assegurou que foram acionadas “de imediato” todas as medidas previstas no seu plano de contingência, designadamente a permanência da funcionária em causa no seu domicílio e o rastreio dos contactos próximos, contactando a Linha SNS24, como medida de prevenção.

No domingo, a ACT teve conhecimento de que a referida trabalhadora tinha testado positivo.

“Nesse mesmo dia, o diretor do Centro Local deu indicação a todos os trabalhadores afetos ao Centro Local do Ave para contactarem a Linha do Centro de Contacto SNS24. Dos contactos efetuados com as autoridades de saúde resultou o isolamento profilático de 10 trabalhadores”, referiu ainda a ACT.

Acrescentou que já tinham sido “realizados testes” a seis dos 10 funcionários, com resultado negativo.

A ACT garante que o plano de contingência “foi e continuará a ser cumprido escrupulosamente”, nomeadamente no que respeita à disponibilização de equipamentos de proteção individual, como máscaras, luvas, viseiras e solução antissética de base alcoólica.

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Guimarães

Surto de covid em Guimarães chega ao lar da Misericórdia. Dois utentes infetados

Covid-19

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Foto: DR

O surto de covid-19 que assola o concelho de Guimarães chegou a um lar da Santa Casa da Misericórdia, infetando já dois utentes da instituição.

De acordo com informações avançadas pelo Guimarães Digital, do Grupo Santiago, os dois utentes estão inseridos no lar de São Paio, e testaram positivo ao novo coronavírus.

Uma primeira utente que terá desenvolvido sintomas compatíveis com a infeção por SARS-CoV-2 foi transportada ao Hospital Senhora da Oliveira para efetuar teste, tendo a infeção sido confirmada. Acabou por regressar à instituição onde se encontra em isolamento.

Depois de comunicado o novo caso às autoridades de saúde, foi acionado o plano de contingência da instituição, efetuando testes rápidos a todos os utentes e funcionários.

Avança a mesma fonte que, desses testes, foi confirmado a existência de mais um utente infetado, que se encontra agora em isolamento.

34 internados no hospital

O Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães, contava até às 00:00 horas desta sexta-feira com 34 pessoas internadas com covid-19, disse a O MINHO fonte hospitalar.

Desses, 29 estão em enfermarias com sintomas ligeiros e cinco estão a necessitar de apoio ventilado nas unidades de cuidados intensivos, disse a mesma fonte.

De acordo com fonte local da saúde, o concelho de Guimarães registou mais 41 casos positivos do novo coronavírus nas últimas 24 horas. 803 estão em isolamento enquanto aguardam testes ou sob vigilância ativa.

Estão contabilizados 1.552 casos de pessoas infetadas com SARS-CoV-2 desde o início da pandemia.

Portugal regista hoje mais 5 mortos e 899 novos casos de infeção por covid-19, em relação a quinta-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 72.055 casos de infeção confirmados e 1.936 mortes.

Há ainda 47.003 recuperados, mais 327 do que ontem.

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